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Volta às aulas: Tudo que os pais devem saber agora

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

A volta às aulas é um assunto que está sendo politizado e todos sabemos quem irá levar o maior prejuízo nisso. Não será o político, nem o empresário da educação, nem o sindicalista. Quem está no meio disso tudo são os pais porque a eles cabe a decisão final. Este post visa informar aos que quiserem se informar sobre o que os cientistas já descobriram sobre o risco que as crianças – definidas (equivocadamente, aliás) como menores de 19 anos – atualmente correm, não apenas voltando às aulas, mas também em qualquer lugar num país por onde esse vírus ainda corre solto.

“Não baseie suas decisões no conselho daqueles que não precisam lidar com os resultados.”

Anônimo

Semanas atrás postei uma matéria sobre a volta às aulas e pensei ter esgotado o assunto. Hoje sou obrigado a voltar nele. A razão está neste vídeo. Assista-o, são apenas 40 segundos extraídos de uma entrevista dada por um político a uma rede de TV.

Não, não tenho nada com as eleições que se aproximam, nem aqui, nem nos Estados Unidos, e nem na Cochinchina, aliás, odeio a política. Mas o tema é a volta às aulas e isso é coisa muito séria. Nesse momento, milhares de pais se enfrentam a um dilema que, se mal resolvido, pode custar a vida de um filho ou de uma filha, ou no mínimo trazer à família um período de tremendo estresse que, a essas alturas, após aturar meses de semi-quarentena na maior incerteza, pode quebrar a sanidade mental até do periquito.

Meter-se a falar sobre o coronavírus e/ou a Covid-19 através da mídia requer um mínimo de responsabilidade. E usar inverdades trasvestidas de “dados científicos” para forçar uma posição – como faz o ilustre – é mergulhar bem abaixo desse mínimo.

Para começar, um pequeno detalhe que dá uma ideia de que Sua Eminência não faz ideia do que está falando. Ele diz que o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) americano é a nossa ANVISA. Não é, nem de perto. No Grande País do Norte esse papel é da U.S. Food and Drug Administration (FDA).

Detalhes, detalhes… mas “Deus está nos detalhes”, dizem. Ou “O peixe morre pela boca”. Ou qualquer coisa do gênero, você já entendeu a ideia. Agora vamos ao que interessa.

Segundo o deputado, o CDC americano e o National Health Service (NHS) britânico indicam que:

  1. “crianças sofrem 37 vezes menos os efeitos do coronavirus que os adultos”, e que
  2. “a gripe na criança é a metade do impacto no adulto”.

E lembremos que com isso ele quer convencer pais de que seus filhos estão seguros indo, ficando e voltando da escola.

Para começar, de que “efeitos” e “impactos” ele está falando? Ficar doente? Hospitalizar-se? Morrer? Ora, são efeitos ou impactos distintos e, oh surpresa! também isso pouco importa porque, no tamanho declarado, ambos, os efeitos e os impactos, são falsos, muitíssimo falsos.

Dúvidas?

Google: “CDC children can get sick much more quickly than adults”; ou “CDC children versus adults concerning infection covid 19”. Vai ficar meio dia aprendendo tudo sobre o CDC, sem, contudo, obter qualquer confirmação. Depois, se tiver tempo para gastar, substitua CDC por NHS, e repita a busca. Mesmo resultado. Boa sorte.

De fato, nenhuma agência sanitária nesse momento, no mundo, pode confirmar o ponto de vista do deputado. E não há, porque não há evidências confiáveis a respeito. Elas não existem simplesmente porque desde a virada do ano, as crianças em todo lugar não têm ficado em aulas na escola o tempo suficiente para tirar qualquer conclusão. Ou seja, não há dados para afirmar coisa alguma. Viva-se com isso.

Então eu decidi organizar as (poucas) informações mais ou menos sólidas de que qualquer pai ou mãe pode dispor para tomar uma decisão sobre se mandar o filho ou a filha à escola, ao colégio, ou à faculdade.

Gostemos ou não, o assunto é denso e cheio de incertezas. Este post é especialmente extenso porque é impossível avaliar o risco que as crianças correm na volta às aulas sem prestar atenção ao que se sabe sobre esse risco em geral, seja em casa, na rua ou na escola.

As informações que organizei estão atualizadas (embora em relação a Covid-19 as coisas podem mudar de um dia para outro) e muito bem fundamentadas nos resultados de pesquisas publicadas em revistas científicas sérias (JAMA, The Lancet).

Pais pouco adeptos a mastigar estatísticas vão ter alguma dificuldade em digerir o texto, que além disso é extenso e não oferece a “solução tipo bala-de-prata”, a única que mata o vampiro. Para quem não gosta de ler pode ser um porre, eu sei. Porém, pense o seguinte: após 7 meses pensando em “como vai ser quando meu(s) filho(s) voltar(em) às aulas”, o que são mais 20 minutos de leitura que podem ajudar você a tomar uma das decisões mais importantes na sua vida e na dele(s)?

Enfim, a exposição irá rolar como segue:

  • Entre as crianças, qual faixa etária pega mais a Covid-19?
  • As crianças são infectadas com a Covid-19?
  • Entre as crianças assintomáticas, qual é a proporção de infectadas?
  • Quanto as crianças sofrem após pegar a Covid-19?
  • Como as crianças pegam a Covid-19?
  • As crianças transmitem a Covid-19 para outras pessoas?
  • Contágio e transmissão da Covid-19 em ambientes educacionais?
  • Comentários Finais

Entre as crianças, qual faixa etária pega mais a Covid-19?

Um dos maiores obstáculos para entender o que dizem as pesquisas sobre as “crianças” vis-a-vis a Covid-19, é que o termo abriga populações bastantes distintas, especialmente acima dos 5 anos e até os 19. Convenhamos que corpo e mente vão mudando na medida que o indivíduo passa de 5 para 10 anos, de 11 para 14, e de 15 para 19, por exemplo. Então é natural que as atitudes e os comportamentos relacionados à prevenção e proteção do vírus sejam diferentes. E por consequência, as chances de se infectar, também.

Em uma coorte multicêntrica de 582 crianças europeias <18 anos de idade com Covid-19 confirmada em laboratório durante abril de 2020 (o pico inicial da pandemia europeia), a distribuição de idade foi a seguinte:

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As crianças são infectadas com a Covid-19?

Dados de vários países demonstram que crianças de todas as idades são claramente suscetíveis à infecção pela Covid-19 e podem desenvolver complicações inflamatórias primárias graves e secundárias únicas da infecção. Elas parecem ser comumente menos afetadas que os adultos, mas representam entre 1% a 8 % dos casos confirmados em laboratório dependendo do país.

Um novo estudo até contraria a ideia de que crianças mais novas são de alguma forma menos suscetíveis à infecção que os adultos.

Os resultados, publicados recentemente na JAMA Pediatrics, testaram 145 crianças divididas em três categorias de idade – crianças mais novas, crianças mais velhas e adultos. O grupo mais jovem – as com menos de 5 anos – abrigava em narizes e gargantas entre 10 e 100 vezes mais vírus do que os outros dois.

Os pesquisadores concluíram que crianças geralmente carregam mais coronavírus do que adultos, mas evitaram afirmar que essa alta carga viral aumentasse a probabilidade de elas infectarem outras pessoas.

Contudo, qual é a prevalência das crianças numa população de infectados com a Covid-19 registrada em laboratório?

Numa pesquisa realizada nos Estados Unidos, dentre 149.760 casos de Covid-19 confirmados em laboratório, ocorridos durante 12 de fevereiro a 2 de abril, 2.572 (1,7%) eram de crianças com idade <18 anos.

Essas taxas não são diferentes às calculadas em cidades brasileiras.

Campinas é um exemplo: 2,72%, dividido entre 0,92% (crianças de 0-9 anos) e 1,8% (crianças entre 10 e 19 anos).

Países europeus, asiáticos e norte-americanos, todavia, apresentam taxas maiores.

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Entre as crianças assintomáticas, qual é a proporção de infectadas?

Duzentas e cinquenta de 33.041 crianças americanas (faixa etária, 0-18 anos) sem sintomas testadas em 28 hospitais foram positivas para a Covid-19. A prevalência variou de 0% a 2,2% com heterogeneidade significativa.

Quanto as crianças sofrem após pegar a Covid-19?

Os sintomas de Covid-19 são semelhantes em crianças e adultos, mas a frequência dos sintomas varia. O impacto no bem-estar parece ser mais brando em crianças do que em adultos e seus sintomas podem não ser reconhecidos antes do diagnóstico, mas casos graves foram relatados.

Embora os achados clínicos em crianças com Covid-19 sejam diversos, febre e tosse são os sintomas mais comumente relatados. Nos Estados Unidos, até 30 de maio de 2020, as informações sobre os sintomas foram apresentadas por 5.188 crianças de 0 a 9 anos e 12.689 crianças de 10 a 19 anos.

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Manifestações clínicas semelhantes, junto com fadiga e sintomas oculares (por exemplo, secreção conjuntival), foram relatadas em séries de casos menores. Sintomas adicionais que foram relatados em adultos incluem calafrios e caibras.

Apesar da tendência de aumento de hospitalizações nos Estados Unidos (maio), uma minoria das crianças com Covid-19 necessitou de hospitalização. Entre 69.700 casos confirmados por laboratório de Covid-19 em crianças <20 anos relatados ao Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a taxa de hospitalização variou de 2,5 a 4,1%. Entre as crianças que foram hospitalizadas com Covid-19 de 14 estados no final de julho de 2020, aproximadamente 33% necessitaram de cuidados intensivos e 6% necessitaram de ventilação mecânica invasiva.

Como as crianças pegam a Covid-19?

Na maioria dos casos é pela exposição domiciliar,  geralmente com um adulto como o “paciente-índice”. No entanto, surtos associados a cuidados de saúde foram relatados. Casos de possível transmissão de professores ou funcionários da escola para alunos e entre alunos no ambiente escolar também foram relatados.

Em estudos retrospectivos de transmissão de SARS-CoV-2 da China, a taxa de ataque secundário domiciliar entre contatos pediátricos variou de 4 a 16%. Em uma revisão de casos do estado de Nova York (excluindo a cidade de Nova York), a taxa de ataque secundário entre crianças <18 anos foi de 27%. .

As crianças transmitem Covid-19 para outras pessoas?

O papel das crianças na transmissão para outras pessoas ainda não é claro. Particularmente porque as escolas fecharam logo depois que a pandemia foi reconhecida.

O tema é controverso. Por um lado, há estudos sugerindo que embora as crianças infectadas eliminem o vírus SARS-CoV-2 com cargas virais nasofaríngeas comparáveis ou superiores às dos adultos, evidências limitadas indicam que a transmissão por crianças, principalmente crianças pequenas, é incomum, talvez devido à interferência viral ou sintomas mais leves.

Contudo, vários incidentes reportados pela mídia, mormente envolvendo jovens, corroboram que crianças mais velhas e adolescentes parecem ser capazes de transmitir a SARS-CoV-2 com eficácia.123

O estudo tido como mais importante até hoje sobre o tema envolveu mais de 50 mil crianças infectadas em toda a Coréia do Sul. Uma grande porcentagem delas era assintomática ou pre-sintomática, apesar da infecção com Covid-19, e tanto as assintomáticas quanto as sintomáticas podiam liberar vírus por períodos prolongados de tempo (2 a 3 semanas) independentemente dos sintomas.

Pouco depois, um outro estudo realizado no Massachusetts General Hospital (MGH) afiliado a Harvard University e o Mass General Hospital for Children (MGHfC), foi mais assertivo. De um total de 192 crianças com idades entre 0-22, 49 crianças testaram positivo para SARS-CoV-2. As crianças infectadas mostraram ter um nível significativamente mais alto de vírus em suas vias aéreas do que adultos hospitalizados em UTIs para tratamento de Covid-19.

“Fiquei surpresa com os altos níveis de vírus que encontramos em crianças de todas as idades, especialmente nos primeiros dois dias de infecção. Não esperava que a carga viral fosse tão elevada. Você pensa em um hospital e em todas as precauções tomadas para tratar adultos gravemente enfermos, mas as cargas virais desses pacientes hospitalizados são significativamente mais baixas do que uma ‘criança saudável’ que anda por aí com uma alta carga viral de SARS-CoV-2.”

Dra. Lael Yonker, diretora do Massachusetts General Hospital (MGH) Cystic Fibrosis Center e principal autora do estudo.

Os pesquisadores descobriram que, embora as crianças mais novas tivessem um número menor do receptor do vírus do que as crianças mais velhas e os adultos – o que lhes conferiria maior imunidade – isso não se correlacionava com uma carga viral reduzida. Ou seja, sendo portadoras de alta carga viral, todas as crianças seriam contagiosas, independentemente de serem menos propensas a se infectar por Covid-19.

Quanto à transmissão da Covid-19 por crianças assintomáticas, em oposição a pre-sintomáticas, há relatos que mostram ser possível a transmissão para adultos fora de sua família

Há menos de um mês, a revista JAMA publicou um novo e inquietante estudo sobre crianças a cargo de médicos do Children’s National Hospital em Washington, DC. Eles descobriram que crianças infectadas podem espalhar o vírus SARS-CoV-2 por semanas, embora elas próprias não apresentem sintomas de Covid-19. Isso significa que crianças e jovens com apenas sintomas leves, ou mesmo nenhum, podem infectar pessoas ao seu redor sem saber. Isso porque elas têm cargas virais surpreendentemente altas. O estudo abrangeu dados de 91 crianças em 22 hospitais da Coreia do Sul.

Essas informações são estratégicas no contexto da volta às aulas na cidade de São Paulo, uma vez que ali 7 em 10 alunos na rede municipal, crianças e adolescentes, revelaram-se assintomáticos. Cabe a pergunta: quantas crianças assintomáticas desenvolvem sintomas?

O mesmo estudo anterior sugere uma resposta: “… cerca de 22% das crianças não desenvolveram sintomas durante a infecção, 20% começaram assintomáticas, mas desenvolveram sintomas posteriormente e 58% testaram sintomáticas. As crianças permaneceram sintomáticas de três dias a três semanas. Um quinto das assintomáticas e cerca de metade das sintomáticas ainda estavam transmitindo o vírus SARS-CoV-2 três semanas após a infecção inicial.”

Evidências limitadas sugerem que a transmissão de crianças para contatos domiciliares é menos comum do que a transmissão de adultos para contatos domiciliares.

Contágio e transmissão em ambientes educacionais

Evidências limitadas sugerem que a transmissão por crianças pré-adolescentes sintomáticas é incomum em ambientes educacionais, particularmente se a turma for pequena.

Em contraste, em alguns países que hoje enfrentam uma espécie de segunda onda viral, há evidências de disseminação robusta do SARS-CoV-2 nas escolas secundárias e uma disseminação mais limitada nas escolas primárias. Países com turmas relativamente grandes nas escolas primárias (ex.: Chile e Israel) relataram surtos consideráveis em algumas dessas escolas. Ao que parece, a aglomeração de salas de aula e outros fatores relacionados ao distanciamento social nas salas de aula/escolas podem desempenhar um papel na disseminação do SARS-CoV-2 nas escolas primárias.

Finalmente, uma boa notícia. A transmissão por crianças e adolescentes pre-sintomáticas parece ser incomum em ambientes educacionais quando há suficiente testagem, rastreamento de contato e quarentena domiciliar decretada para todos os contatos próximos de cada criança com suspeita de estar infectada. Em uma coorte prospectiva da Austrália, entre os 752 contatos (649 crianças e 103 adultos) gerados por 12 crianças que frequentaram a escola enquanto infectadas com Covid-19 (definido como 24 horas antes do início dos sintomas), apenas 3 infecções secundárias foram identificadas (2 em crianças e 1 em um membro adulto da equipe).

Comentários Finais

  • A população de “crianças” – oficialmente definida entre 0 e 19 anos – não é homogênea em relação às possibilidades de se infectar ou de infectar outros com a Covid-19, dentro ou fora de escolas e colégios. A disposição para se prevenir em ambos os casos também deve ser distinta.
  • Covid-19 é geralmente uma doença leve em crianças, incluindo bebês. No entanto, uma pequena proporção desenvolve doença grave que requer admissão na UTI e ventilação prolongada, embora o desfecho fatal seja raro.
  • A transmissibilidade ou risco de contágio é maior com uma carga viral elevada, descoberta em crianças com Covid-19. Embora elas não tenham tanta probabilidade de ficar tão gravemente doentes quanto os adultos, como portadores assintomáticos ou portadores com poucos sintomas que frequentam a escola, elas podem espalhar a infecção e trazer o vírus para suas casas.
  • E mesmo quando as crianças exibem sintomas típicos da Covid-19, como febre, coriza e tosse, que não são difíceis de tratar, esparsamente elas também apresentam outros sintomas menos claros. Atualmente há incertezas sobre opções de tratamento específicas, e dados adicionais sobre medicamentos antivirais e imunomoduladores são urgentemente necessários.
  • Apesar de a grande maioria das crianças infectadas ter doença leve ou não reconhecida, essa população pode desempenhar papéis epidemiológicos importantes, potencializando a disseminação da infecção nas comunidades.
  • Essas descobertas devem ter implicações para a abertura de escolas em diferentes grupos etários de crianças e sugerem a necessidade de proteger melhor os adultos com mais de 60 anos que mantém contato cotidiano com crianças em todo momento.
  • Por fim, as chances de evitar contágio viral de crianças depende de logística e comunicação de normas preventivas cobrindo todo o tempo que ela permanecer fora de casa. Mas depende mais da criança, e sobretudo do adolescente, serem convencidos da natureza letal da ameaça viral, das consequências de ignorá-la e da necessidade de serem ativos, e não apenas passivos, no seu combate. Nesse momento, eu estou convicto de que nada inteligente tem sido, nem está sendo feito – no estado de São Paulo, onde moro – para gerar nelas esse convencimento.
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