Coronavirus - by dorcronica.blog.br

Você suspeita ter pego a Covid-19. Faz o quê? Dez segundos para responder.

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

A notícia de que alguém do núcleo familiar mais próximo, ou um(a) amigo(a) do peito, foi pego pela Covid-19 é um momento da verdade. Um momento desses em que você é obrigado a mostrar de que material é feito, e que amiúde acaba mostrando que isso, o material, está mais para lã do que para aço. Uma maneira de contornar a paralisia, ou de encurtá-la, é se informar sobre o protocolo a seguir assim que os sintomas da Covid-19 se fizerem notar. Esse protocolo existe, feito por médicos experientes. E existe, também, uma explicação gráfica muito clara mostrando quais testes de diagnóstico da Covid-19 escolher e quando, ao longo do período da infecção.

“A resposta natural do nosso corpo ao medo não é apenas lutar ou fugir. Há uma terceira reação automática ao medo: ficar congelado”.

Este é um post de utilidade pública. Quando no meio de um surto viral, as lideranças oficiais, políticas ou sanitárias, se omitem – ou até remam contra – é preciso ocupar os espaços que elas deixam. E agora que a redes de TV farejaram audiência na desgraça (a Segunda Onda e a pqp), todas tentam passar pela mesma porta ao mesmo tempo, cada uma com uma análise mais inoportuna que a outra. Inoportuna, porque o que mostram dos testes de diagnóstico da Covid-19, por exemplo, deveria ter sido divulgado há 7 ou 8 meses e apenas reprisado agora.

Na semana retrasada, a filha de um amigo pegou a Covid-19. Hoje eu pedi a ela – uma mulher relativamente jovem, profissional, uma filha, sem comorbidades nem grilos – um depoimento sobre o que houve a partir do momento que sentiu os primeiros sintomas da doença.

Breve Relato

Uma semana antes de se manifestar os sintomas, meu ouvido direito ficou totalmente tampado mas achei que era algo normal. Logo depois veio uma sinusite, mas também achei que era algo recorrente, afinal de contas, existem outras questões de saúde além do corona. Bom, depois de uma semana com esse incômodo, começou uma tosse molhada, olhos doendo, nariz escorrendo e congestionado. Típica gripe comum. Não vou lembrar das datas, mas logo depois de quatro dias com esses sintomas, fui comer algo, e do nada perdi totalmente o olfato, que sensação esquisita, vazia. Foi aí que comecei a me preocupar, isso não estava nada normal. Em seguida muitas dores no corpo, mas não eram dores musculares, dores de muita inflamação no corpo inteiro e uma queimaçâo conjunta, sem febre, sem tosse. Se passaram 10 dias, oscilava, ficava bem, ficava mal e até que no oitavo dia, veio um mal estar muito grande, pensei até que era uma crise de ansiedade, porque essa doença te deixa, sim, com o psicológico alterado. Ela é imprevisível e traiçoeira, achei que já estava boa.

Nos primeiros dias após o desaparecimento do olfato, começou a minha saga, com muita angustia e indefinição pela falta de informação. Na teoria, na internet tem muita informação, mas aqui fora a história é outra. Os laboratórios com essa segunda onda, estão lotados, você liga não atendem, e quando atendem estão sem sistema. Te pedem para agendar, não tem data, nem para particular. Os hospitais cheios e sobrecarregados, parei em hospital público, tamanho cansaço que eu estava, tenho plano de saúde, mas os hospitais são distantes de onde moro. Uma calamidade o hospital público, tudo sujo, pessoas desesperadas, passando mal, médicos desprezando a dor e agonia do paciente na fila de espera, debaixo de uma tenda velha. Pois bem, finalmente consegui depois de três dias fazer os exames, com informações truncadas e cruzadas, porque ninguém sabia direito o que estava acontecendo. Na verdade, todo pessoal de saúde não estava preparado para receber novamente essa nova onda.

Me acusou no PCR que estava detectado, porque até os exames são complexos e difíceis de entender, e pelo que entendi é o mais exato exame durante a fase da doença.

No nono dia, como falei me senti mal e não foi falta de ar, apenas um grande mal estar, com náusea e tonturas. Achei melhor ir a um hospital que aceitava meu plano de saúde, mais longe, mas mais garantido. Dali, fiz uma tomografia e deu pulmão 25% com pneumonia. Aumentou a dose de antibióticos e um anti-inflamatório. Vitamina D, zinco, vitamina C e muita água, foi a recomendação. Seguindo o protocolo.

Voltei pra casa, e estou me recuperando, um pouco de tosse seca e o cansaço domina, com muito repouso, estou no 14º. dia, segundo minha contagem. Volto para retorno na semana que vem. E vai estar tudo bem!

Primeiro dia cansaço, coriza, congestão nasal, ouvido tampado.
Segundo dia sinusite, cansaço, congestão.
Terceiro dia cansaço, muita fadiga, falta de apetite.
Quarto dia perda do olfato e paladar esquisito, cansaço e dores no corpo. Corpo pesado.
Quinto ao oitavo dia idem.
Oitavo e nono dia mal estar geral.
Nono ao décimo segundo dia em recuperação, com cansaço, muita fadiga, letargia, tosse seca, sono e congestão.
Décimo terceiro e décimo quarto dia volta do olfato aos poucos e menos cansaço, menos congestão.
Clique aqui para ler o breve relato →

Em retrospecto, o que mais me impressionou não foi a série de circunstâncias infelizes que a filha do meu amigo teve que enfrentar na experiência. Eu fiquei pasmo, sim, com a nossa (quase) nenhuma reação, a dele e a minha (principalmente), diante de um problema real que merecia uma reação rápida e precisa. Sinceramente, depois de quase 10 meses lendo, ouvindo e me empapando de Covid-19, eu esperava mais. Mais de mim, ao menos.

Lembrei da vez que eu fui assaltado em São Paulo. Após os ladrões levarem o meu carro, lá fiquei eu, numa rua desconhecida sem saber sequer como ligar para a PM, o Papa ou o Capeta – a essa altura, dava na mesma. Mesma coisa, no caso em pauta. Flight or fight? Nada disso, apenas freeze.

O episódio, algo humilhante, me motivou a recopilar e postar no blog várias informações que podem ajudar outros a reagirem melhor do que nós, diante de uma situação parecida e hoje cada vez mais corriqueira: a de ter que aconselhar alguém com sintomas recentes que podem ser (ou não ser) os da Covid-19.

Para começar, tem-se dois guias de autoria de 9 médicos da rede hospitalar Senior, o PROTOCOLO DE MANEJO COVID-19; e de mais de 350 médicos do Rio Grande do Sul, o PROTOCOLO GRUPO COVID-19 RS TRATAMENTO POR FASES.

Na internet há vários outros protocolos semelhantes a esses dois, porém, não atualizados depois de abril. E abril foi há um século.

Nota do blog: O PROTOCOLO DE MANEJO COVID-19 foi atualizado em junho, porém não está na internet. Eu tenho a cópia em PDF a disposição de quem a solicitar.

Ambos os textos são extensos, detalhados, dirigidos aos profissionais da saúde da linha de frente, foram atualizados em junho e carecem de chancela oficial das autoridades sanitárias – o que nos dias atuais não desabona ninguém, ao contrário.

Contudo, a leitura dos dois protocolos, e principalmente a do segundo, a mim não causou espécie. Exceto a recomendação de se aplicar hidroxicloroquina (junto com outros medicamentos e somente nos primeiros 5 dias da doença), nada mais me pareceu anômalo. Por outro lado, qualquer leigo, desde que alfabetizado, pode encontrar nesses protocolos – e de novo, principalmente no segundo, por sinal muito bem diagramado – resposta para suas dúvidas imediatas diante de uma suspeita de Covid 19.

Flight or fight? Nada disso, apenas freeze.

Outra informação importante para quem suspeita estar com a Covid 19, é saber onde se está em relação ao desenvolvimento da infecção no tempo. Por exemplo, você se sente febril, e sem olfato há dois dias. Só isso. E então lê por aí que são necessários ao menos 3 sintomas para justificar uma ida ao hospital fazer um teste de diagnóstico. Isso o deixa em paz? Claro que não. Perder o olfato já é uma anomalia e tanto. Então você decide se mexer. Mas em seguida uma vozinha na sua cabeça diz: “Peraí! Que tal saber onde estamos para então ver para onde vamos?”.

A resposta está na Linha de Tempo da Covid-19. A seguir veja três gráficos que se complementam.

Figura 1

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Resultado dos métodos diagnósticos nos estágios da infecção por SARS-CoV2

Figura 2

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Figura 3

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Nesta linha do tempo podemos observar no geral como se comportam os testes molecular de RT-PCR (Reverse Transcription Polymerase Chain Reaction) e sorológicos (IgM e IgG) nos momentos inicial e final da COVID-19 forma leve a moderada. A interpretação conjunta destes resultados possibilita saber em qual momento da doença o paciente se encontra. O material para o teste de RT-PCR é colhido por swabs de nasofaringe e orofaringe. A detecção de IgM e IgG se faz pela análise sanguínea.

Examinando os três gráficos você fica sabendo qual teste de diagnóstico cabe fazer, a partir de quando e até quando, na Linha de Tempo. Os dois primeiros testes se diferenciam do terceiro ao descontinuar a aplicação do teste PCR após o décimo segundo dia do início da infecção. Outras fontes também apontam nessa direção, mas convém tirar a dúvida com um médico da linha de frente.

Por fim, uma canja: duas iniciativas de extremo valor, tanto pela sua praticidade como pela iniciativa dos responsáveis.

A primeira é destinada a leigos: um vídeo protagonizado por uma médica pertencente a um grupo de profissionais da saúde que promovem o tratamento precoce da doença. Muito amenamente, ela explica para nós, os leigos suscetíveis a ser infectados, as duas fases da Covid-19 e o tratamento terapêutico em cada uma delas.

A segunda informação é destinada a fisioterapeutas: o MANUAL DE CONDUTAS – ASSISTÊNCIA FISIOTERAPÊUTICA NO PACIENTE COVID-19, preparado para uso da equipe assistencial de fisioterapia da UNICAMP. Na recuperação de qualquer caso de Covid-19 com alguma complicação respiratória (ou outras, nunca se sabe), a fisioterapia é essencial.

Obviamente, você já deve ter recebido dezenas de conselhos, recomendações, mandamentos etc., sobre como tratar a Covid-19. Eu também, e até o fim de semana passado pensava que estava “tudo dominado”. Até que, então, a realidade entrou pela janela e percebi que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.

Obs. A filha do meu amigo está em quarentena, na Fase 2 da doença, e estável – o que já é um alívio.

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