Terapias Alívio da Dor & Outros - by dorcronica.blog.br

Você parou de fumar? Veja aqui do que se livrou.

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Que o tabaco mata, todo mundo sabe. (Um terço das mortes por câncer devem-se ao fumo). Por esse motivo, é habitual que as pesquisas sobre o vício do tabaco se concentrem nesse grupo, e raramente atentem para os que o abandonaram, e ainda vivem. Por isso, chamou a minha atenção um relatório publicado recentemente pelo National Institutes of Health americano, com os resultados de uma pesquisa sobre os ex-fumantes, que por lá somam nada menos que 52 milhões de bípedes. (No Brasil seriam 25 milhões, há uma década.)

A conclusão final dos pesquisadores é meio arroz-com-feijão: um estilo de vida saudável pode ajudar ex-fumantes a diminuir o risco de morte por todas as causas. Contudo, como aproximadamente 10 milhões de homens e mulheres largaram o vício nos últimos 10 anos, e ainda resta o dobro de idiotas, digo fumantes, no país, eu achei por bem divulgar a informação.1

“Parar de fumar é a coisa mais fácil do mundo. Eu sei porque já fiz isso milhares de vezes.”

– Mark Twain

Nota do blog: Talvez estranhe a você dar tribuna ao vício do fumo num site focado em dor crônica. Mas acredite se quiser, tem tudo a ver. Pesquisas mostram que a intensidade da dor é maior entre os fumantes diários e ex-fumantes, em comparação com não fumantes. Assim, as intervenções para prevenir o tabagismo (parar de fumar e, em particular, para não começar a fumar) entre pessoas com dor crônica podem ser consideradas não apenas um método para melhorar a saúde, mas também para reduzir a dor.2

Ex-fumantes que mantêm um estilo de vida saudável têm menor risco de morrer por todas as causas do que aqueles que não adotam hábitos saudáveis, de acordo com um novo estudo de pesquisadores no National Cancer Institute (NCI), parte do National Institutes of Health dos Estados Unidos.

O risco reduzido de morrer foi observado por causas específicas, incluindo câncer e doenças cardíacas e pulmonares.

Manter um estilo de vida saudável – definido como fazer coisas como ser fisicamente ativo e ter uma dieta saudável – foi associado a uma redução de 27% no risco de morte durante o período de acompanhamento de 19 anos, em comparação com não manter um estilo de vida saudável.

As descobertas, publicadas em 22 de setembro de 2022, no JAMA Network Open, vêm de uma análise de um grande grupo de ex-fumantes que participaram do NIH-AARP Diet and Health Study.

Ex-fumantes que aderiram a recomendações baseadas em evidências para peso corporal, dieta, atividade física e ingestão de álcool tiveram um risco menor de mortalidade do que ex-fumantes que não aderiram a essas recomendações.

Parar de fumar é bem conhecido por trazer muitos benefícios à saúde, mas ex-fumantes ainda têm um risco maior de doenças e morte prematura do que pessoas que nunca fumaram. Estudos anteriores sugeriram que pessoas que seguem recomendações de estilo de vida saudável, como manter um peso corporal saudável, ser fisicamente ativo, ter uma dieta saudável e limitar o consumo de álcool, podem ter um risco menor de doença e morte. No entanto, poucos estudos analisaram o benefício dessa adesão entre ex-fumantes.

A análise incluiu 159.937 ex-fumantes, cuja idade média de entrada no estudo foi de 62,6 anos, os que foram acompanhados por aproximadamente 19 anos. Durante o período de acompanhamento, que se estendeu até 2019, 86.127 participantes morreram.

Os ex-fumantes que tiveram as pontuações totais de adesão mais altas tiveram um risco 27% menor de morte por qualquer causa do que aqueles com as pontuações mais baixas. Além disso, os participantes com as pontuações mais altas tiveram uma redução de 24% no risco de morte por câncer, 28% de redução no risco de morte por doença cardiovascular e 30% de redução no risco de morte por doença respiratória. As reduções no risco de morte foram observadas independentemente do estado de saúde, outras condições de saúde, quantos cigarros os participantes fumavam por dia, anos desde que pararam e idade em que começaram a fumar.

Os pesquisadores também avaliaram o benefício da adesão às recomendações individuais de estilo de vida. Quanto mais recomendações de estilo seguida foram adotadas, maior o benefício medido em termos de redução de risco de morte.3

O estudo em pauta veio complementar outros achados anteriores apontando na mesma direção. Há meio século, um estudo cardiovascular já trazia indícios de que trocar maus hábitos de vida por bons poderia reduzir risco de vida.

A pesquisa abrangeu 1.232 homens saudáveis ​​de meia-idade com alto risco de doença coronariana, se estendendo durante 5 anos. O objetivo foi comparar os efeitos na incidência de doença coronariana tanto da dieta como de conselhos antitabagismo versus controle (sem intervenção). Gorduras saturadas foram trocadas por pescado e produtos vegetais, e os fumantes foram aconselhados a parar de fumar.

Observou-se redução significativa (47%) na incidência do primeiro infarto do miocárdio.

Conclusão: um estilo de vida saudável por 5 anos pode levar a benefícios ao longo da vida.

Baseado em “Lifelong benefits on myocardial infarction mortality: 40-year follow-up of the randomized Oslo diet and antismoking study”. Holme, I., Retterstøl, K., Norum, K. R., & Hjermann, I. (2016). Journal of Internal Medicine, 280(2), 221–227.doi:10.1111/joim.12485

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