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Vivendo com endometriose

Vivendo com endometriose

Viver com endometriose é uma pedreira. Primeiro, a condição é complexa e difícil para os médicos diagnosticarem e tratarem. Depois, sintomas como dor, problemas digestivos e infertilidade podem afetar significativamente a qualidade de vida da portadora. Com razão, a endometriose é objeto anualmente de todo tipo de lançamentos – textos, artigos, posts e vídeos – em número considerável, pelo mundo afora.  A maioria, como previsível, muito sisudos. Por isso, no meio de tanta informação circunspecta, foi reconfortante me deparar com o relato de uma paciente com endometriose fugindo do padrão costumeiro. Eis o tema dessa postagem.

“Por mais aberrante que pareça, fiquei tão feliz por ter recebido um diagnóstico!”

– Bethany Stahl

O propósito desse post é apresentar uma narrativa excepcional sobre a endometriose. Excepcionalmente criativa, aliás, por ser uma história em quadrinhos desenhada por Justyna Green, uma artista britânica acometida pela doença.

Antes de entrar nisso, porém, um pouco de história.

O meu primeiro contato com a endometriose foi há 6 anos. Na época eu pesquisava material necessário para dar a partida ao dorcronica.blog.br, e não imaginava que nos anos seguintes 90% dos seus atuais 100 mil visitantes mensais seriam mulheres. Mas algo devo ter suspeitado, porque lembro de ter dedicado um bom tempo a me informar sobre doenças femininas. Um feito extraordinário, por sinal, porque eu sou do gênero oposto, e os homens em geral – com exceção dos ginecologistas, eu suponho – não me parecem ter aquilo em mente. A bem da verdade, não fosse pelo meu envolvimento com o blog, eu tampouco teria prestado atenção.

Mas enfim, fiquei sabendo que a endometriose era uma doença em que o tecido semelhante ao revestimento do útero cresce fora do útero, causando dor e/ou infertilidade.1 E que ela afetava 10-15% de todas as mulheres em idade reprodutiva2, 70% das mulheres com dor pélvica crônica e 30%-50% das mulheres pré-menopáusicas sintomáticas3 – nada menos que 176-190 milhões de mulheres afetadas em todo o mundo.4 E que, não obstante, o atraso médio do diagnóstico da endometriose em pacientes com idade entre 18 e 45 anos, era de espantosos… 7 – 8 anos.5

Depois, ao longo do tempo eu continuei a me informar sobre endometriose – “Vivir com Endometriosis”, do casal de médicos Andrew e Danielle Cool, livro que comprei na Espanha, ainda me parece o melhor; sendo que entre os artigos científicos se destaca “Endometriosis: Epidemiology, Diagnosis and Clinical Management”, de 3 especialistas em reprodução humana americanos.

Após essa necessária imersão literária num tema sobre o qual de cara eu não entendia patativas, me senti em condições de publicar matérias interessantes sobre a doença.

Um post com depoimentos de mulheres portadoras de doenças crônicas, entre as quais a endometriose; um vídeo descritivo da ViewMedica traduzido ao português; um post comparando a endometriose com a síndrome do ovário policístico, e claro, mais 2 posts sobre  a recente cirurgia da Anitta. Tudo isso pode ser acessado aqui.

Por fim, eu dei à endometriose um dos maiores espaços no aplicativo “Alívio Mulher”, hoje trilíngue (português, inglês, espanhol) e que atualmente conta com mais de 75 mil downloads em mais de 20 países.

E o que o desaforado autoelogio anterior tem a ver com a história em quadrinhos da Justyna Green, você deve estar se perguntando?

Muita coisa, eu acho. Porque o fato dele ser divulgado aqui não é por eu tê-lo achado simpático, mas porque relata uma estória real, pungente, às vezes raivosa e outras conformada e otimista. E porque não tem meias palavras para denunciar o principal culpado pela dor da mulher com endometriose, fora a Natureza: o sistema médico e seus agentes.

A História em Quadrinhos

A obra conta o que é viver com endometriose em um formato totalmente ilustrado. A narrativa é universal, apesar de contar uma história pessoal. A história em quadrinhos acompanha a jornada de Justyna, desde os primeiros sintomas da endometriose até o diagnóstico oficial.

Justyna quis contar a sua história para aumentar a conscientização e ter um impacto positivo em outras mulheres que apresentam sintomas de endometriose ou outras doenças crônicas tidas como “femininas”.

O projeto foi contratado, e seu resultado veiculado, pelo site WePresent, que divulga trabalhos artísticos inovadores e acabou sendo a vencedora do World Illustration Awards 2021. Trata-se certamente de uma maneira nova e envolvente de abrir uma discussão sobre condições crônicas e lutas de saúde mental que afetam mormente o gênero feminino.

Veja aqui a versão de “Living with Endometriosis”, traduzida por mim ao português.

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