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Vacinas na reta final. Façam suas apostas!

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Dentre as 120 ou mais empresas com projetos de vacina contra a Covid-19 ora em curso, três puxam a fila. Este post aponta em que pé eles estão e para onde vão, mas também comenta lances pouco conhecidos que cercam os negócios ($) envolvidos em três continentes.

“Quando você pega uma infecção viral, o que normalmente acontece é que leva dias ou semanas para o seu corpo reagir com força total, e isso pode ser tarde demais. Quando você é pré-imunizado, o que acontece é que você tem forças pré-treinadas em seu corpo para reconhecer e derrotar inimigos específicos. Então é assim que as vacinas funcionam”.

Seth Berkley

As potenciais vacinas da Universidade de Oxford e da CanSino desencadearam respostas imunes, segundo dois estudos publicados na segunda-feira na revista médica britânica The Lancet.

Sobre a vacina da Oxford, eu já postei há várias semanas. No canal YouTube do blog também se encontra o vídeo a seguir:

Naquela época o parceiro do Jenner Instittute, o órgão universitário responsável pela pesquisa dessa vacina era a Merck KGaA, um gigante farmacêutico alemão. Um mês depois, misteriosamente a Merck caiu fora, sendo substituída pela AstraZeneca PLC, outro gigante resultante da fusão da sueca Astra com a britânica Zeneca em 1999. A AstraZeneca entrou para assumir o desenvolvimento e a produção da vacina. Na época não ficou claro o que seria dos milhões de doses que já estavam a caminho de serem produzidos pela Serum Institute, a maior produtora de vacinas indiana e pela própria Merck Millipore, filial da Merck nos EUA.1 No mundo dos patos gordos em qualquer indústria, porém, sabe-se que no final ninguém perde: o Serum Institute acaba de firmar uma parceria de fabricação com a AstraZeneca para produzir e fornecer 1 bilhão de doses da vacina Covid-19 em desenvolvimento pela Universidade de Oxford, disse o CEO Adar Poonawalla. Pelo menos sete empresas farmacêuticas indianas já estão trabalhando para desenvolver uma vacina contra o coronavírus.

No Brasil, o parceiro local da Universidade de Oxford é a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que deve produzir inicialmente 30 milhões de doses da vacina caso ela seja considerada segura e eficaz contra o vírus. O ensaio comentado pela mídia agora não é prova definitiva de que a vacina funciona. No entanto, indica que ela é segura e produz resposta imunológica. Isto tem a ver com a produção de anticorpos neutralizantes e células T. Ficou demonstrado que 90% das pessoas desenvolveram essa resposta imunológica ao vírus – após uma dose. Apenas dez pessoas receberam duas doses e todas produziram anticorpos neutralizante. Ou seja, se entende que seja possível otimizar a tal resposta com uma segunda dose.

A AstraZeneca, pelo visto, está inclinada a testar duas doses altas de sua vacina experimental contra a Covid-19 nos estágios avançados de testes em vez de se concentrar na aprovação de uma dose única ou doses baixas da vacina, disse Mene Pangalos, o chefe da área de biofarma da empresa nesta segunda-feira.

Outras duas empresas que paralelamente obtiveram respostas imunes em centenas de seres humanos sem efeitos colaterais perigosos, foram a chinesa CanSinoBio Biologics, que é do ramo de vacinas (ex.: Ebola, SARS), e a Moderna Therapeutics, uma empresa de biotecnologia com sede em Cambridge, Massachusetts, focada na descoberta e desenvolvimento de medicamentos com base no RNA mensageiro e que jamais vendeu nada para ninguém, mas foi agraciada com uma injeção de quase 500 milhões de dólares do governo Trump – que quer porque quer vencer britânicos e chineses na corrida pela descoberta da primeira vacina contra a Covid-19. (A CanSino é sócia do Instituto Butantã, cujo CEO afirma ter uma vacina segura e eficiente na rua para o fim do ano – deste ano, mais precisamente.)

Para se ter uma ideia da efervescência de quanto o mercado das vacinas influencia atualmente o mercado de ações, basta dizer que as ações da Moderna caíram 15% assim que o sucesso dos ensaios da Oxford e da CanSino foi noticiado pela mídia nessa segunda feira.

“Sempre existem efeitos colaterais em potencial para cada vacina.”

Michael Specter

Convém fazer fio-terra com o entusiasmo, no entanto, porque esses três projetos ainda não provaram que suas vacinas sejam eficazes, e também não se sabe quando os resultados estarão prontos, nem a quem irão beneficiar primeiro entre os 7,5 bilhões de bípedes ora esperando por eles.

“Ver essas respostas significa que as pessoas devem estar otimistas de que esta vacina será útil. Mas não há garantia até que você tenha demonstrado eficária em humanos, porque você não pode saber o que não sabe.”, disse o professor Adrian Hill, um dos cientistas da Oxford, referindo-se aos resultados promissores alcançados até o momento.

Enfim, as três vacinas em potencial – Oxford, CanSino e Moderna – estão com ensaios de fase III em andamento, com o objetivo de mostrar sua eficácia (uma vez que já provaram ser seguras). A vacina da Oxford, já está em grandes testes de Fase III na Grã-Bretanha, Brasil e África do Sul. Outro teste de fase III envolvendo 30.000 participantes nos Estados Unidos está marcado para começar na próxima semana, juntamente com um teste paralelo da vacina Moderna. A vacina CanSino também passou nos testes de segurança e está se encaminhando para um teste de eficácia no Brasil.2

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