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Vacinas anti-covid 19 haverá muitas. Qual você irá escolher?

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Você é um dos muitos dispostos a se vacinar já, embarcando na primeira das vacinas que ficar disponível? Então esse post não lhe diz respeito, passe ao largo. Agora, se você for uma pessoa prudente e sensata, talvez queira se informar das diferenças entre as várias opções de vacinas a serem oferecidas no próximo ano. Este post compara os tipos de vacinas anti-Covid-19 sendo testadas no mundo, inclusive no Brasil, com base nos conceitos biotécnicos que há por trás de cada um.

“Excelência nunca é um acidente. É sempre o resultado de alta intenção, esforço sincero e execução inteligente; representa a escolha sábia de muitas alternativas – a escolha, não o acaso, determina o seu destino.”

– Aristóteles

A abrupta suspensão do ensaio da vacina da AstraZeneca/Oxford ocorrida há pouco parece ter tocado num nervo exposto no país – ou nas principais cidades, ao menos. E as outras vacinas? E quando teremos vacina por aqui? Qual delas chegará primeiro? Uma vacina pode ter problemas? E por aí vai.

No meio da celeuma, caiu nas minhas mãos um artigo que faz uma pergunta diferente, e talvez mais pertinente que todas as outras:

Que tipos de vacinas Covid-19 estão sendo testados?

E por que a pergunta me parece até mais pertinente que muitas outras?

Porque suspeito que a maioria de nós sabe das várias candidatas ora na Fase 3 – a russa, a inglesa, as chinesas e as americanas – mas também imagina que no fim da linha todas convergem numa mesma vacina só: a vacina anti-Covid-19.

Atualmente, a OMS acompanha o desenvolvimento de mais de 200 vacinas candidatas, com 15 já realizando testes clínicos.

Não é assim. Cada vacina que vier à tona será um bicho diferente. Em vários sentidos. A sua eficácia, por exemplo. A eficácia e efetividade de uma vacina são medidas que comparam as taxas de doenças entre pessoas vacinadas e não vacinadas. A eficácia é medida em ensaios clínicos controlados, enquanto a efetividade é medida quando a vacina é aprovada para uso na população em geral.

Para obter a aprovação do FDA americano, qualquer vacina deve ser pelo menos 50% mais eficaz do que o placebo na prevenção da doença. A agência comunicou esse padrão a todas as empresas desenvolvedoras de vacinas em 30 de junho, esclarecendo este ser igual ao esperado de uma vacina contra a gripe em um bom ano – mas ainda aquém do que alguns especialistas consideram necessário para parar o vírus. A ANVISA? Que eu saiba ainda não comunicou qualquer padrão a ninguém – mas posso estar errado, nessa briga de cachorros grandes o sigilo é norma de sobrevivência.

Ou seja, as várias vacinas que irão ficar disponíveis para certos grupos a partir de novembro oferecerão vantagens diferentes. Umas serão mais efetivas e outras menos. Umas aplicarão duas doses, e outras apenas uma dose. Umas gerarão um certo volume de anticorpos e células T, e outras um volume maior ou menor do que isso. E vai ver que de repente, umas serão grátis e outras custarão 40 dólares (o cálculo já foi feito por uma multinacional, está pensando o quê?). E obviamente, os efeitos colaterais – febre, dor de cabeça etc. – serão também diferentes.

E por que trazer tudo isso à tona?

Porque a partir de novembro e provavelmente por mais um semestre, até ficar claro qual vacina é a melhor de todas, você terá de escolher entre elas. Isso, se for prudente. Uma minoria, claro. Levada pelo medo, a maioria irá se atirar de cabeça na primeira opção que pintar, efeito manada etcétera.

Uma pesquisa do Datafolha divulgada no último dia 15 de agosto revela que nove de cada 10 brasileiros querem se vacinar contra o novo coronavírus assim que o produto estiver disponível (a pandemia inclusive mudou a opinião sobre vacinação de 27% das pessoas no país).

Mas por mais que as “otoridades” garantam segurança, se eu aprendi alguma coisa nesses últimos 6 ou 7 meses é que elas não têm competência nem moral para garantir nada. A motivação de governadores, prefeitos e secretários de Saúde é política e a mim… bem, a mim preocupa somente a minha saúde. Esses dois polos, o deles e o meu, nunca vão se encontrar então eu tenho que decidir por mim mesmo. E há risco nisso, então preciso ir com calma.

Um primeiro passo é conhecer as opções. Ou seja, as diversas abordagens para vacinas Covid-19 atualmente sendo testadas – testadas e comprovadas, bem como novas abordagens.

  • Vacina inativada – Todo o vírus é morto com uma substância química e usado para fazer a vacina. Esta é a mesma abordagem que é usada para fazer as vacinas contra poliomielite inativada (injeção), hepatite A e anti-rábica.
  • Vacina de subunidade – Uma parte do vírus que é importante para a imunidade, como a proteína spike da Covid-19, é usada para fazer a vacina. Essa é a mesma abordagem usada para fazer as vacinas contra hepatite e papilomavírus humano.
  • Vacina viral viva enfraquecida – o vírus é cultivado no laboratório em células diferentes daquelas que infecta as pessoas. Conforme o vírus cresce em laboratório, ele se torna menos capaz de se reproduzir nas pessoas. O vírus enfraquecido é então usado para fazer a vacina. Quando o vírus enfraquecido é administrado às pessoas, ele pode se reproduzir o suficiente para gerar uma resposta imunológica, mas não o suficiente para deixar a pessoa doente. É a mesma abordagem usada para fazer as vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola, varicela e uma das vacinas contra o rotavírus.
  • Replicando a vacina de vetor viral – neste caso, os cientistas pegam um vírus que não causa doenças nas pessoas (chamado de vírus vetor) e adicionam um gene que codifica, neste caso, a proteína spike do coronavírus. Genes são projetos que dizem às células como produzir proteínas. A proteína spike de Covid-19 é importante porque anexa o vírus às células. Quando a vacina é dada, o vírus vetor se reproduz nas células e o sistema imunológico produz anticorpos contra suas proteínas, que agora incluem a proteína spike Covid-19. Como resultado, os anticorpos dirigidos contra a proteína spike impedirão que Covid-19 se ligue às células e, portanto, evitarão a infecção. Essa é a mesma abordagem usada para fazer a vacina contra o vírus Ebola.
  • Vacina de vetor viral não replicável – Semelhante às vacinas de vetor viral replicante, um gene é inserido em um vírus vetor, mas o vírus vetor não se reproduz no receptor da vacina. Embora o vírus não consiga produzir todas as proteínas de que precisa para se reproduzir, ele pode produzir algumas proteínas, incluindo a proteína spike Covid-19. Nenhuma vacina atualmente licenciada usa esta abordagem.
  • Vacina de DNA – o gene que codifica a proteína spike Covid-19 é inserido em um pequeno pedaço circular de DNA, chamado de plasmídeo. Os plasmídeos são então injetados como vacina. Nenhuma vacina atualmente licenciada usa esta abordagem.
  • Vacina de mRNA – Nesta abordagem, a vacina contém RNA mensageiro, denominado mRNA. O mRNA é processado nas células para produzir proteínas. Uma vez que as proteínas são produzidas, o sistema imunológico dará uma resposta contra elas para criar imunidade. Nesse caso, a proteína produzida é a proteína spike Covid-19.

Saber do anterior é suficiente para decidir? Certamente que não, mas é um primeiro passo para você se aprofundar no que porventura achou interessante, e assim depois decidir melhor. A última vacina comentada, a da tecnologia mRNA, por exemplo, mereceu um post nessa mesma semana. Talvez você queira saber em que seus desenvolvedores (ex.: Pfizer, em parceria com a alemã BioNTech e a chinesa Fosun Pharma) se baseiam para dizer que supera as vacinas convencionais (ex.: AZD 1222, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, a ser produzida na Fíocruz; e a Coronavac, da chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã).

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