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Vacina Oxford-AstraZeneca: o erro que melhorou a sua eficácia

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

A vacina de Oxford estreia agora no Reino Unido e começa a ser entregue em fevereiro ao Ministério da Saúde no Brasil. No entanto, os EUA relutam em autorizá-la tão cedo. No centro da divergência há um erro cometido pelos pesquisadores na fase 3 do teste clínico. Este post inclui uma matéria da BBC que explica como ele acabou melhorando a eficácia da vacina.

“O objetivo da ciência não é abrir a porta para a sabedoria infinita, mas estabelecer um limite para o erro infinito.”

Bertolt Brecht, Vida de Galileu

A vacina Oxford-AstraZeneca é segura e eficaz, dando boa proteção, segundo os pesquisadores que cuidam do seu desenvolvimento confirmaram no jornal The Lancet, em novembro.

Mas alguns especialistas disseram que os dados podem apresentar aos reguladores um dilema, devido a uma das duas coortes contempladas no ensaio clínico – a de menor tamanho e que não continha voluntários com mais de 55 anos – recebendo meia dose da vacina, o que surpreendentemente produziu os melhores resultados (90% eficácia versus 62% de eficácia na coorte maior).

O consórcio reconheceu um erro, mas cientistas e especialistas do setor disseram que não só ele, mas também uma série de outras irregularidades e omissões na maneira como a AstraZeneca divulgou os dados inicialmente diminuíram sua confiança na confiabilidade dos resultados.

Autoridades dos Estados Unidos também observaram que os resultados não eram claros, e que muito provavelmente não autorizariam a vacina nesse país antes de abril.

Como a vacina da Oxford começa a ser entregue em fevereiro ao Ministério de Saúde, segundo a presidente da Fiocruz, o sócio brasileiro do consórcio, convém se informar melhor do inusitado erro que levou a vacina a atingir 70% de eficácia, em média.

Explicação de ‘erro de dose’ da vacina Oxford-AstraZeneca Covid

Por Michelle Roberts

A vacina da Oxford-AstraZeneca está sendo autorizada em vários países, mas ainda tem coisas a explicar. As questões giram em torno dos níveis de eficácia.

É a única entre todas as vacinas ora à vista – americanas, chinesas, russas, indianas… – que apresentou três taxas de eficácia: uma eficácia geral de 70%, uma menor de 62% e uma alta de 90%.

Isso porque alguns voluntários receberam doses com metade da força planejada. No entanto, surpreendentemente, foi essa dose que acabou se mostrando mais eficaz (90%).

Como isso ocorreu?

Algumas das injeções foram mais fracas do que deveriam ser, contendo muito menos do ingrediente que deveria dar imunidade a uma pessoa.

Enquanto a maioria dos voluntários no estudo recebeu a dose correta para as duas injeções, alguns não o fizeram.

No grupo maior de quase 9.000 voluntários, que receberam duas doses completas com quatro semanas de intervalo, a eficácia foi de 62%.

Cerca de 3.000 participantes receberam meia dose e, em seguida, uma dose completa quatro semanas depois, e esse regime pareceu fornecer a maior proteção ou eficácia no estudo – cerca de 90%.

A análise de eficácia foi baseada em 131 casos de Covid-19 que ocorreram nos participantes do estudo:

  • 101 desses casos aconteceram em pessoas que receberam injeções simuladas (uma injeção de solução salina ou uma vacina contra a meningite).
  • Os outros 30 foram em pessoas que receberam a vacina – três que receberam a dose inicial com metade da força e 27 que receberam as duas doses completas.

As explicações

Por que a dose mais fraca seguida por uma completa pareceu funcionar melhor do que duas doses completas?

Uma ideia é que uma dose mais baixa do que alta pode simular melhor uma infecção por coronavírus e levar a uma melhor resposta imunológica.

Mas também é possível que os voluntários que receberam as meias doses sejam um pouco diferentes daqueles que receberam duas. O grupo de meia dose incluía apenas pessoas com menos de 55 anos, por exemplo. 

Os especialistas.

Um lado disse:

“Você fez dois estudos para os quais foram usadas doses diferentes e chegou a um composto que não representa nenhuma das doses. Acho que muitas pessoas estão tendo problemas com isso.”

Outro lado é menos crítico:

“Tudo o que temos é a liberação limitada de dados. A proteção da vacina Oxford-AstraZeneca pode ser menor do que a das vacinas de mRNA, mas precisamos esperar para ver. Todavia, é notável que cada um dos dois ensaios mostre proteção, que não sabíamos que seria possível.”

O que muda?

Vira e mexe, nada, ao menos do ponto de vista epidemiológico. O que interessa com uma vacina é evitar internações e mortes. E o FDA – o oráculo sanitário do mundo – já disse que qualquer vacina da Covid precisa ser pelo menos 50% eficaz para ser útil no combate à pandemia. Note que até o valor mais baixo de eficácia para a vacina da Oxford-AstraZeneca (62%), é superior a isso. 

Ficha limpa

Os reguladores foram informados sobre a anomalia e concordaram que o ensaio poderia continuar e mais voluntários poderiam ser imunizados.

Quando puderem, todas as empresas publicarão os resultados completos em revistas médicas para escrutínio público.

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