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Uma terceira dose de reforço anti-Covid 19 vem aí?

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Especialistas em epidemias argumentam que é necessário um programa de reforço das vacinas anti-Covid-19, a fim de deter definitivamente a pandemia. Países como os EUA, o Reino Unido, Israel e Chile, já cogitam lançar uma terceira dose de reforço Covid ainda nesse ano. Não se sabe, contudo, se as vacinas ora vigentes conseguem lidar com a variante Delta-Plus, por exemplo, ou permanecer como estão. Para saber mais sobre o estado dos reforços Covid-19 e como os cientistas determinarão se e quando eles serão necessários, veja aqui uma entrevista com o Dr. Kawsar Talaat, professor associado de saúde internacional na Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins.

Notas do blog:

  1. A administração de uma terceira dose da vacina Oxford-AstraZeneca mais de seis meses após a segunda dose aumenta o número de anticorpos no sangue de volta aos mesmos níveis observados na sequência da vacinação de dose dupla, diz um novo estudo britânico. O aumento nos anticorpos é capaz de neutralizar as variantes Alfa, Beta e Delta. O estudo também descobriu que um atraso maior de até 45 semanas entre a primeira e a segunda dose da vacina Oxford-AstraZeneca leva a uma resposta imunológica “aprimorada”, gerando níveis mais elevados de anticorpos em comparação com os intervalos de dosagem mais curtos. Os cientistas dizem “não saber se doses de reforço serão necessárias”. Mas, os ministros britânicos já planejam uma terceira dose para pessoas com mais de 50 anos e clinicamente vulneráveis.
  2. As vacinas a que a autora do artigo se refere são as três vacinas americanas, das quais apenas a Pfizer-BioNTech tem pequena participação no Brasil.

Por Deborah Netburns

A primeira coisa que você precisa saber sobre terceiras doses das vacinas anti-Covid-19 é que nada sobre elas é definitivo.

Não há garantia de que um dia precisaremos delas. Não há garantia de que não o faremos.

Para tornar as coisas mais sombrias, também não está claro o que uma injeção de reforço teria que realizar, caso se tornasse necessário. Porém, se os cientistas descobrirem que a imunidade ao coronavírus começa a diminuir meses ou anos após a vacinação, um reforço pode ser implantado para estender essa imunidade.

Fora isso, se surgir uma nova variante imune à imunidade oferecida por nossas vacinas atuais, um reforço seria necessário para ampliar nossa proteção diante desse novo inimigo.

Infelizmente, os cientistas já estão vendo evidências de que a imunidade fornecida por nossas vacinas iniciais não durará para sempre.

“Vai desaparecer. Um dia, é como um milagre, vai desaparecer.”

Donald Trump

Em um estudo publicado recentemente na revista ACS Nano, assinado por 17 cientistas, foi reportado que as pessoas perderam em média 90% dos anticorpos que desenvolveram dentro de 85 dias após receberem uma segunda dose da vacina. Uma queda semelhante foi observada em pessoas infectadas com o vírus.

“Em resumo, nossos resultados sugerem que duas doses são importantes para a quantidade e qualidade da imunidade humoral em pessoas susceptíveis a infecção pelo SARS-CoV-2, enquanto uma única dose tem efeitos máximos naqueles com infecção anterior. Os anticorpos da vacinação diminuem com cinética muito semelhante à observada após infecção natural leve; provavelmente serão necessárias vacinações de reforço.”, diz o estudo.

Ou seja, independentemente das circunstâncias, “…em algum ponto os anticorpos cairão a um nível onde não há uma quantidade suficiente para ser protetora” agregou o Dr. Otto Yang , especialista em doenças infecciosas da ULCA que liderou os trabalhos. “É por isso que um reforço seria necessário.”

“A doença mataria menos de 800 pessoas e a pandemia duraria apenas 12 semanas.”

Osmar Terra Plana

Mas antes que você surte porque sua vacinação se tornará discutível três meses depois de você tê-la, tenha em mente que os cientistas não sabem se o desgaste de anticorpos continuará na mesma taxa, ou quais níveis de anticorpos são necessários para fornecer proteção contra o vírus.

“As vacinas geram um grande excesso de anticorpos em comparação com o que é necessário”, disse Yang. “Mesmo 10% do nível original de anticorpos é provavelmente muito.”

Ele também citou outros estudos que mostraram que as vacinas ainda oferecem excelente proteção seis meses depois que uma pessoa foi inoculada.

Para saber mais sobre o estado dos reforços Covid-19 e como os cientistas determinarão quando e se eles serão necessários, conversei com o Dr. Kawsar Talaat, professor associado de saúde internacional na Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg. 

Você acha que vamos precisar de doses de reforço?

Ainda não temos os dados de quanto tempo vai durar a imunidade, porque as vacinas são muito novas. Mas são vacinas realmente boas e induzem uma resposta imunológica realmente boa e uma resposta de memória ainda melhor.

O que é uma resposta de memória?

Algumas vacinas induzem uma resposta imune imediata e uma resposta de memória. Quando as células que lutam contra a infecção são geradas, algumas se tornam células de vida curta, chamadas células efetoras, que produzem anticorpos, e algumas se tornam células de memória.

As células de memória vivem por muito tempo e protegem você mesmo depois que essas células efetoras se foram. Se o vírus entrar no corpo, eles dizem: “Eu sei o que é isso”, e se separam e se dividem para formar novas células efetoras para combater a infecção. 

Que tal precisar de um reforço direcionado a uma variante?

O que vimos até agora é que duas doses de vacina funcionam muito bem contra as variantes [atuais]. Eventualmente, poderíamos ter uma variante contra a qual as vacinas não protegem e, então, desejaríamos fazer uma vacina para essa variante que seria um reforço.

Mas, em vez de nos concentrarmos em dar doses adicionais às pessoas totalmente vacinadas, devemos usar nossas vacinas para vacinar mais pessoas e prevenir o desenvolvimento de variantes.

Por que algumas vacinas requerem reforços periódicos e outras precisam apenas de um ou nenhum?

Vacinas diferentes agem de maneira diferente. Alguns fazem um trabalho melhor em criar uma resposta de memória do que outros.

Além disso, a longevidade da resposta imune às vacinas varia. Noventa por cento de nós estão protegidos essencialmente durante toda a vida contra o sarampo depois de receber a vacina. A segunda dose não é para aumentar a resposta imunológica, mas para capturar metade das pessoas que não responderam à primeira vacina.

“As vacinas geram um grande excesso de anticorpos em comparação com o que é necessário”.

Na extremidade oposta, a vacina contra a gripe não induz uma boa resposta de memória, portanto, a resposta imunológica à vacina contra a gripe tem vida curta. Mesmo se as cepas não mudassem a cada ano, você precisaria de outra injeção.

Como os cientistas determinarão se precisamos de doses de reforço para Covid-19?

Vamos examinar a resposta de anticorpos e a resposta de memória de pessoas que participaram dos testes de vacinas. Eu me ofereci para um dos estudos e volto periodicamente e eles pegam meu sangue e medem minha resposta de anticorpos. Eles vão continuar me seguindo por dois anos e coletando esses dados.

E quanto aos casos “fora da curva”?

Sabemos que casos como esses acontecem, então também os monitoraremos para entender quem os obtém e quais variantes eles possuem. Se houver um aumento de casos “fora da curva” em populações totalmente vacinadas, isso seria motivo de preocupação, porque a imunidade diminuiu ou há uma variante que escapou.

Se nem mesmo sabemos se uma terceira dose é necessária, por que há tanta discussão sobre ela?

Não sei! Parte disso é que temos que pensar sobre as variantes e planejar com antecedência para isso. E há dúvidas sobre se as pessoas imunocomprometidas ou os idosos precisarão de reforços porque seu sistema imunológico está enfraquecendo.

Mas principalmente, acho que há muita preocupação, e poucos dados dizendo que precisamos nos preocupar.

Baseado na matéria “Everything you want to know about COVID-19 booster shots”, escrita por Debora Netburn, no Los Angeles Times em 24/06/21

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