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Uma ou duas doses? De qual vacina?

Uma ou duas doses? De qual vacina?

Todas as candidatas a vacinas anti-Covid-19 até agora cogitadas pelo Brasil foram testadas (fases 2 e 3) sob duas premissas: duas doses separadas por 2 ou 4 semanas. A dura realidade – não há vacinas suficientes – está obrigando a cogitar prazos máximos entre a primeira e a segunda dose, ou inclusive mais extensos. Dessa forma, mais gente seria imunizada, porém, do ponto de vista clínico/científico, escolher entre um prazo ou outro depende de um outro fator até agora ignorado. Esse post revela qual é ele.

“Viva cada dia como se você fosse morrer essa mesma noite.”

– Marty Rubin

“Mas não exagere. De repente você morre mesmo”.

– O blog

Atualmente discute-se a possibilidade de se ampliar o prazo entre as duas doses das vacinas anti-Covid-19 de que o Brasil (mais ou menos) dispõe. A vacina Oxford-AstraZeneca já está sendo aplicada no Reino Unido adotando essa modalidade, embora os resultados somente serão conhecidos em 2022, após os correspondentes ensaios clínicos. O caso da Coronavac é mais cabeludo.

Com base nos dados da fase 3 do teste clínico da Coronavac realizado na China em abril 2020, em princípio é possível que o prazo previsto entre as duas doses da vacina seja ampliado de 14 a 28 dias, com segurança, para pessoas entre 18 e 59 anos.

A descrição do estudo publicado na The Lancet em novembro 2020, sobre esse teste clínico, pode ser vista aqui .

Porém, tudo depende de o contexto sinalizar “emergência” ou não. Vejamos…

Se no Brasil estivermos numa situação de “emergência”, é melhor ficarmos nos 14 dias. O estudo apontou que “respostas rápidas de anticorpos podem ser induzidas em um período de tempo relativamente curto, usando um esquema de vacinação do dia 0 e 14, o que pode ser adequado para uso de emergência e é de vital importância durante a pandemia de Covid-19.”

Por outro lado, após duas doses de vacina, as respostas imunológicas induzidas pelo esquema de vacinação dos dias 0 e 28 foram maiores do que aquelas induzidas pelos esquemas de vacinação dos dias 0 e 14, independentemente da dose.

Isso não garante, todavia, que a substituição do esquema de vacinação de 0 e 14 dias, por outro de 0 e 28 dias, seja uma boa ideia, esclarecem os autores do estudo.

Mesmo que num esquema de vacinação de 0 e 28 dias, a resposta de anticorpos seja mais robusta e a sua persistência mais longa, do que com o esquema dos dias 0 e 14, o uso desse esquema somente se justificaria se o risco epidêmico de Covid-19 fosse baixo.1

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