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Uma nova estratégia de vacinação pode estar a caminho

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Os desenvolvedores da vacina Oxford-AstraZeneca vieram com uma proposta estratégica nada convencional quanto a sua aplicação em massa: esticar o prazo entre as duas doses. Este post explica as razões para isso, seus riscos e as chances da modalidade vir a ser adotada pelo mundo afora.

“Não importa o quão boa seja a estratégia de hoje, você deve sempre reinventá-la.”

Constantinos Markides

O horizonte das vacinas anti-Covid-19 muda rápido, aliás, tanto quanto a estrutura genética do vírus. Semana passada estava ocupado com a eficácia, se ela era melhor ou pior nessa ou naquela vacina… Hoje poucos ignoram, eu suponho, que as americanas Pfizer e Moderna tem a mão vencedora nesse jogo, com 95%, uma vez que a vacina da Oxford-AstraZeneca, juntando os resultados das duas doses, ficou em 70%. A CoronaVac? Bem, até o próximo dia 7 talvez saberemos quanto acima ela está dos… 50%.

Interessam essas comparações? Menos do que se pensa, mas esse é assunto para outro post. O que cabe comentar aqui é uma mudança estratégica na campanha de vacinação que começa a se perfilar na Europa e na América do Norte.

O pontapé inicial foi dado pelos desenvolvedores da vacina Oxford-AstraZeneca, ao propor um intervalo entre as duas doses da vacina. Antes ele era de 23 dias, e agora ficou em até 3 meses.

A intenção é a de ampliar a proteção dada à população mais em risco o mais rapidamente possível com apenas uma primeira dose da vacina – “uma dose razoavelmente boa de proteção”, segundo Pascal Soriot, o CEO AstraZeneca. A segunda dose, que completa a proteção a longo prazo, ocorrerá até 12 semanas após a primeira.

A programação vale para todos os 40 países em que a vacina da Oxford-AstraZeneca será aplicada, o Brasil inclusive.

A moda pode pegar. Nos últimos 30 dias o panorama da pandemia mudou dramaticamente, e para pior. Muito pior. A meta de uma vacina anti-Covid-19 é reduzir a hospitalização e o número de óbitos. E a esperança de atingi-la através de duas doses separadas por 3 ou 4 semanas está sendo ameaçada, senão atropelada, pelas novas estatísticas.

Nos EUA, onde a Covid-19 avança à razão de mais de 3 mil mortos ao dia e há uma previsão de se atingir o meio milhão em 2 ou 3 meses, alguém muito influente está cogitando aderir à proposta britânica. O tempo voa e o vírus está matando muita gente, o sistema de saúde já foi atropelado em alguns estados e as medidas de precaução, ignoradas pelos mais jovens, não são mais um recurso de contenção decisivo.

Assim as coisas, o Dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, disse recentemente que espalhar as primeiras doses da vacina Covid-19 para mais pessoas está “sob consideração”.

A insinuação foi mal recebida pela Pfizer/BioNTech. A sua vacina não foi projetada para ser usada em duas doses com 12 semanas de intervalo, esclareceu.

Mas as desenvolvedoras Pfizer – cuja vacina requer uma segunda dose 21 dias depois da primeira – e Moderna – requer uma segunda dose 28 dias depois – têm seus produtos retidos pelo governo federal americano, que os comprou. De modo que cabe a este, e não a elas, definir o quanto, como e quando da distribuição… e aí entra o intervalo entre as duas doses da vacina.

Obviamente, há risco. A ampliação do volume das primeiras doses da vacina pode pressionar a capacidade de fabricação ao ponto de enfraquecer o volume reservado necessário para as segundas doses. O “estresse logístico” causado pela primeira leva de doses de vacina também pode afetar a eficiência e previsibilidade da segunda leva e pessoas podem não receber a segunda dose a tempo.

O Dr. Fauci reconhece que o ideal é administrar as doses da Pfizer e da Moderna conforme o manual das empresas, mas também acha possível esticar as doses dando uma única dose generalizada e depois de um bom tempo, dar a segunda.

E aí, você achou interessante? Provavelmente, não. O bom de se morar no Brasil é que dilemas como o anterior são irrelevantes por aqui. No momento, superado o vibrante debate de um mês atrás, sobre se o pulo da curva dos novos casos e dos mortos era um suspiro ou uma Segunda Onda lascada, o foco na pátria do brado retumbante se voltou para a questão – muito pedestre, por sinal – de como conseguir seringas, para vacinas talvez prováveis, em quantidade ainda incerta, de modo a possibilitar uma campanha de vacinação global… que ainda não se sabe nem quando irá mesmo começar.

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