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Uma campanha anti-covid-19 para chamar de sua

Uma campanha anti-covid-19 para chamar de sua

Boa parte da sobrecarga de trabalho que exaure os recursos e as energias da linha de frente no combate à Covid-19 decorre de gente que, por não usar máscara, ou por não usá-la direito, acaba se infectando. Este post apresenta um vídeo que é peça central de uma proposta mediática formidável, desenhada e apoiada por corporações hospitalares e pela mídia nos Estados Unidos, que entra no ar nessa semana com chances de gerar alguma mudança de comportamento nos que fogem da máscara. E por tabela, salvar vidas e poupar a linha de frente.

“Usar uma máscara na rua é melhor que usar um ventilador na UTI”.

Nesse post eu vou convidar você a assistir um breve vídeo relacionado à Covid-19 que você depois não vai resistir compartilhar com todos seus contatos.

Não, calma. Fica aí um tiquinho mais. Dois minutos, leia aqui e no fim eu aposto a minha camiseta do Barça (assinada pelo Messi) que você vai mesmo compartilhar esse vídeo na hora.

Agora preste atenção. Enquanto eu lhe faço esse apelo, os profissionais da saúde lá no Quênia prometem fazer uma greve nos próximos dias. A causa? Aumento exponencial dos casos de Covid-19, e aumento idem dos estragos na saúde deles. O Quênia enfrenta uma crise de saúde após a morte de quatro médicos na semana passada em um período de 24 horas, e centenas de outros que estão no setor de saúde contraíram a doença. Desde que o primeiro caso de Covid-19 foi relatado no país da África Oriental, 25 médicos entre 2.200 infectados morreram pela doença, incluindo 10 especialistas sênior em seu campo de trabalho.

Os médicos que acusaram o governo queniano de negligenciá-los também se queixam de más condições de trabalho com a falta de equipamento de proteção individual (EPI) usado para proteger os profissionais de saúde da Covid-19.

Sete meses antes, um mês depois da pandemia despontar na Europa, a Itália contabilizava o seu centésimo médico morto. Simultaneamente, uma busca pela internet revelava que quase 4 centenas de médicos já tinham morrido no cumprimento do dever.1

Depois, as estatísticas funerárias começaram a pipocar em diferentes países.

Em agosto, a morte de 196 de médicos foi reportada na Índia.2

No mesmo mês, uma análise da Amnistia Internacional concluiu que pelo menos 7.000 trabalhadores da saúde morreram em todo o mundo após contrair Covid-19. Foi confirmado que pelo menos 1.320 trabalhadores de saúde morreram apenas no México, o maior número conhecido de qualquer país. Houve também altos números de mortes de colegas nos EUA (1.077) e no Brasil (634), onde as taxas de infecção e mortalidade foram altas durante a pandemia, bem como números alarmantes na África do Sul (240) e Índia (573), onde as taxas de infecção dispararam nos últimos meses.3

Essas estatísticas foram publicadas em 3 de setembro, quando a pandemia ainda parecia não estar tão descontrolada, como está agora. Por outro lado, as equipes médicas nas UTI’s reservadas para pacientes graves com Covid-19 não se compõem somente de médicos. Na realidade, quem carrega a parte mais pesada do piano é o pessoal de enfermagem. E aí também a mortandade é grande.

Em 7 de setembro foi reportado que mais de 600 enfermeiras em todo o mundo morreram de Covid-19 durante a pandemia.4

Em geral, o risco de problemas de saúde aumenta para as pessoas que vivem com baixos rendimentos. Problemas comuns de saúde que afetam esses grupos incluem pressão alta, doença coronariana, doença pulmonar, diabetes tipo 2 e obesidade. Todos esses fatores colocam as pessoas em maior risco de adoecer e morrer de Covid-19. As taxas de mortalidade são mais altas entre pessoas de origens étnicas negras, asiáticas e minorias.

Essas comunidades também estão desproporcionalmente representadas entre os funcionários de enfermagem, alguns dos quais vivem com os salários mais baixos.

Fora isso, os problemas nos hospitais britânicos, canadenses, chilenos e brasileiros não são muito diferentes dos denunciados pelos profissionais da saúde quenianos.

Um estudo publicado pela revista científica The Lancet em julho, com quase 100.000 profissionais de saúde no Reino Unido e nos Estados Unidos apontou que o pessoal na linha de frente do combate à pandemia do coronavírus tem três vezes mais probabilidade de teste positivo para a doença do que a comunidade em geral.5

E se a origem étnica for negra, asiática ou de outra minoria, a chance de testar positivo seria cinco vezes maior que a de pessoas brancas que não trabalhavam na área de saúde.

Outro estudo do Royal College of Nursing do Reino Unido, descobriu que mais da metade dos trabalhadores negros, asiáticos e de minorias étnicas se sentiram pressionados a trabalhar sem o EPI correto, em comparação com pouco mais de um terço dos outros entrevistados.6

Você ainda está por aí? Deprimente, não é? E nem precisa dizer que em boa parte essa desgraça se deve à sobrecarga de trabalho resultante de gente que, por não usar máscara, acaba se infectando e indo parar numa UTI sem outro motivo que a própria idiotice.

O que fazer? Levamos 8 meses com coortes de cientistas de todas as especialidades desfilando pela mídia um mesmo discurso que sempre termina com a mesma recomendação “Use máscara e etcetera”, e que sempre acaba tendo os mesmos resultados pífios.

Mas no desespero é que surgem as melhores soluções, às vezes.

Nessa semana, em que a pandemia castiga impiedosamente os Estados Unidos, quebrando recordes quase todos os dias de mortes – e casos – uma campanha publicitária, impressa e em vídeo, será lançada nesse país.7 Com a chancela do The New York Times, tido como melhor jornal do mundo, ela é apoiada por cerca de 100 dos maiores e mais conhecidos grupos de hospitais americanos.

O seu objetivo? Combater a resistência pública ao uso de máscaras.

A campanha inclui um vídeo poderoso que expressa a frustração sentida pelos trabalhadores da saúde do país com a recusa de tantos americanos quanto ao uso de máscaras, uma ação que poderia prevenir dezenas de milhares de mortes – e aliviar a sobrecarga de trabalho ora caindo em cima de um grupo de gente mal paga, mal aparelhada, discriminada pela família e pelos vizinhos, e acima de tudo, exausta e altamente exposta ao risco de infecção.

O vídeo, com fotos em preto e branco de médicos e enfermeiras inclinando-se sobre os pacientes da Covid-19 em meio à crise, exorta o público a fazer mais, a se intensificar, a prevenir o aumento exponencial de casos em suas comunidades. É um chamado às armas.

Um chamado, aliás, que este blog comprou, sem sequer ser convidado. Não importa, não precisa. É uma campanha de utilidade pública. A coisa por aqui está ficando preta e aí vem as festas de fim de ano. E a única defesa que se tem até lá, consiste em usar máscaras e etcétera.

Assista o vídeo de pouco mais de um minuto aqui…

Em seguida compartilhe-o com Deus e o Diabo. Faça sua própria campanha anti-Covid-19. O Brasil é enorme, a internet é instantânea. Você pode acabar salvando mais de uma vida, quem sabe, no Oiapoque ou no Chuí.

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