Terapias Alívio da Dor & Outros - by dorcronica.blog.br

Uma aula de dor para todos nós

Uma aula de dor para todos nós

A educação em dor é uma empreitada difícil. Quem se anima a empreendê-la só conta com a ciência: que diz que ela é uma boa terapia. Ou seja, que ajuda pacientes a obter alívio para a dor que sentem. Fora isso, mais nada ou quase. As faculdades relacionadas a saúde não ensinam dor, os profissionais da saúde carecem de condições (ex.: treinamento, tempo) para ensinar seus pacientes a respeito, e a bem da verdade, estes não mostram particular interesse em serem educados. Trata-se de uma mera opinião, claro. Mas por ser minha, eu lhe atribuo singular destaque. Afinal, ela me faz ficar atento a quando, ainda que por acaso, esclarecimentos sobre a Dor & Cia. vem à tona didaticamente, como no episódio comentado nesse post.

“Dor é o sentimento. O sofrimento é o efeito que a dor inflige.”

Hoje eu vou tentar o impossível. Não em mim, mas em você – se é que for ler estas mal traçadas.

O assunto é a penúltima sessão da CPI, um dos episódios mais comoventes da minha vida. Nele, diversos parentes de vítimas da Covid-19 descreveram seus dramas pessoais. Agora eu estou menos estremecido, vou logo avisando. É a única maneira, aliás, de escrever sobre um dos depoimentos, o de um pai que perdeu o seu filho para a Covid-19 e que depois de vê-lo pela última vez embutido num saco do IML, quis homenageá-lo cravando em seu nome uma cruz na praia de Copacabana. Sim, esse mesmo. O que viu a cruz ser retirada de imediato por um idiota qualquer. E que, mesmo xingado por espectadores, a colocou de volta. Lembrou?

Ok, vamos bem. E para nos mantermos nesse diapasão é que eu preciso pedir a você o (quase) impossível: que leia o meu relato com isenção. Sem me tachar de pro ou contra desse ou daquele. Eu sou (apenas) um estudioso da dor & Cia. e vi num episódio que milhões de        brasileiros também viram, a oportunidade de me redimir – e de passagem redimir todos os que se esforçam por explicar a pessoas com dor o que é isso, a dor, no intuito de facilitar o seu entendimento e autocontrole, e não têm o sucesso desejado.

Pois bem, convidado a depor na CPI, eu assisti a uma aula sobre a dor humana. Calma, não tem nada de novela mexicana nisso. Ao contrário, ciência pura.

Quem deu a aula? Um cientista? Não, o cientista sou eu. Quem deu a aula carece de títulos acadêmicos, não frequenta congressos médicos, e nunca ouviu falar do The Lancet, a Nature ou de Medicina Baseada em Evidências. Contudo, em poucos minutos conseguiu sintetizar conceitos básicos da dor que eu suspeito não ter conseguido repassar aos visitantes do blog em 30 meses.

Pois é, eu me defronto todo dia com o desafio que é explicar o que é dor a pessoas que, embora convivam com essa condição, não sabem o que é – e cá para nós, na sua grande maioria, também não querem saber. A fala de um homem sem educação superior, no entanto, me fez sentir pequenininho olhando para o meu diploma de Ph.D. pendurado na parede.

No seu desabafo, três conceitos de dor muito difíceis de explicar ou de entender, se destacaram. 

A dor sem ferida existe

Experiências científicas sérias afirmam que, neurologicamente falando, a dor social se assemelha a dor física.

A razão? Ambos os tipos de dor compartilham no cérebro mais ou menos as mesmas vias neurais.

“A minha dor, dói. Dói mesmo!”, “A minha dor, dói pra caramba!”, “A minha dor é real!” exclamou Márcio Antônio do Nascimento Silva, soluçando. Ao assim se expressar, ele falava em nome de milhões de anônimos. Na hora, eu corei, envergonhado. A dor social fora comentada por mim no blog há quase 3 anos. Um artigo relatando uma experiência científica revelando a dor que sentimos ao sermos excluídos de um grupo de gente que amamos ou com a qual queremos conviver, e outro artigo sobre a dor do luto – a mesma do depoente ante a CPI. A conclusão? Que a dor social, mesmo não representando dano nos tecidos, pode doer tanto quanto uma facada. Nenhuma das duas publicações, todavia, mereceu comentários, ou sequer um número decente de visitantes. Eu nunca mais toquei no tema. Graças ao Márcio Antônio, milhões de brasileiros nunca mais irão esquecê-lo. 

Dor e sofrimento não significam o mesmo

O segundo destaque diz respeito a diferença entre dor e sofrimento. Esse tem sido um tema recorrente na literatura da dor nos últimos 30 anos, desde que ficou claro que a dor é algo mais que uma sensação desagradável resultante de dano nos tecidos. De fato, na prática esse algo a mais é um TODO a mais.

“Não é só (a dor que eu sinto pelo) meu filho! É tudo o que acontece!” – disse o depoente. Em duas frases ele sintetizou o que hoje a ciência sabe sobre a dor, mas que a maioria dos profissionais da saúde teima em ignorar. Ou seja, que a dor é comandada pelo cérebro, e portanto, dependente significativamente do contexto. Do TUDO. Ou melhor, do que o cérebro percebe do contexto que julga ser perigoso para o organismo. Do que há de perigoso nesse TUDO. E que a percepção desse TUDO, pelo paciente, tem enorme influência sobre o que ele sente. E que dependendo do caso, o seu problema, então, não é mais a dor, ou tão somente a dor, mas o sofrimento.

Diferente da dor, o sofrimento é um sentimento complexo, mais amplo e profundo não só em escopo – o TUDO versus uma ferida – mas também quanto a atemporalidade e projeção.

Ao exclamar “Não é só (a dor) pela morte do meu filho, mas por tudo o que vem depois”, o Márcio Antônio aponta para o caráter infinito no tempo da sensação de uma perda familiar estúpida, gratuita, porque talvez pudesse ter sido evitada. Uma dor que não acaba nunca.

E ao se dizer “ferido até pelo sorriso da gente irracional que parece não se importar… achar normal o que não é…” Márcio Antônio projeta o dano recebido. A perda do filho é reproduzida, magnificada diariamente pela atitude dos outros, desde a do imbecil que retirou a cruz que ele cravara na praia, até o burocrata do Ministério da Saúde, passando pelo senador que recomenda o uso da cloroquina em cadeia nacional e o mandatário que manda o Exército fabricá-la. TUDO isso faz sofrer.

O que o depoente na CPI está dizendo para milhares de profissionais da saúde, apenas com duas frases? Que se ele os consultasse, mesmo não apresentando uma ferida visível, mereceria ser tratado não apenas na sua dor, mas também no sofrimento. Praticamente, isso exigiria dedicar 20% do tempo de consulta a averiguar onde e quanto dói, e 80% do tempo, a investigar TUDO o que, na vida desse paciente, poderia explicar a sua condição crônica. Se eu fosse esse médico, demoraria uma semana em justificar perante o paciente essa (insólita) distribuição de tempo e atenção. O Sr. Márcio Antônio fez isso em duas frases.

A dor crônica não tem cura, mas pode ser tratada com afeto

“Eu quero sair daqui para curtir o meu luto”. Essa frase sintetiza o que todos sentimos diante da dor, uma sensação sempre desagradável da qual queremos nos livrar por arte de mágica. Queremos sair dela, do tempo em que nos inferniza a vida, o antes possível. A dor crônica, porém, é como a dor do luto: nunca se extingue e, dependendo da lembrança, pode até se agravar. Fora isso, ela não tem causa visível, e às vezes, sequer explicação.

A aspiração do depoente, contudo, é intuitiva. No seu bojo, ela contém o pressuposto de que expressar publicamente o que sentiu por conta da morte do filho, irá lhe permitir recuperar o equilíbrio perdido. Porque fora do prumo, ele intui também, não há como reaver qualidade de vida.

E porque aquilo chamou a minha atenção?

Duas razões.

Primeiro, porque esse desejo intuitivo, o de atingir um fim e deixar o pesadelo para trás, está ausente na maioria dos pacientes com dor crônica. Em geral, eles não visualizam o final de sua via crucis. O que naturalmente querem é se curar, e isso não existe. Então, passa-se a vida correndo atrás de uma cenoura imaginária. E sofrendo no ensejo. Sofrendo não só por conta da dor, mas pela incerteza emanada de TUDO que é percebido. Como se fosse uma marmelada azeda misturando incontáveis consultas médicas que levam a nada, a incompreensão de parentes e amigos, e acima de tudo, a falta de informação. E até hoje eu, nesse blog, e milhares, não, centenas de médicos não conseguem convencer seus pacientes crônicos de que a “normalização” não é a cura da dor, mas a convivência com ela num nível de qualidade de vida aceitável.

Em segundo, porque inadvertidamente o Sr. Márcio Antônio apontou para a única saída desse impasse: a informação. Informação clara, oportuna e transmitida com afeto sobre o que acontece, para você entender por que acontece.

Eu quero entender!”, bradou seguidamente o Sr. Márcio Antônio. “Eu quero entender porque os irracionais dizem ‘não’ ao uso da máscara, ‘não’ a vacina…”. “Por que nunca tivemos orientação?”

Note que o que ele imagina ser capaz de aliviar o seu sofrimento é… entender. Nada mais, nada menos. Não é a castração em praça pública dos culpados pela morte do filho, nem o seu desterro, ou indiciamento no Tribunal de Haia. O que ele quer é… entender.

No fundo, é o que o paciente com dor crônica também deveria querer. O pano de fundo do seu drama é a ignorância diante do desconhecido. Não há algo que cause mais estresse do que isso, e estresse causa ou fomenta a dor. Mas ele, o paciente, sequer atenta para se informar melhor sobre a sua condição, cegado pela necessidade de se livrar da dor de qualquer maneira.

A quem cabe a responsabilidade – por demais terapêutica – de mudar esse estado das coisas? Me diga você.

Eu paro por aqui. Sinceramente espero ter conseguido o impossível: imparcialidade da sua parte. A cena protagonizada pelo Sr. Márcio Antônio poderia ter acontecido na Etiópia, há 300 anos. Infelizmente, aconteceu aqui por conta de uma tragédia nacional cujo enfrentamento dividiu o país. Eu apenas aproveitei a oportunidade para comentar uma ironia: o quanto se pode aprender sobre dor, com quem tem dor.

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3 respostas

  1. Parabenizo o autor ou autores deste blog. Sou seguidora há algum tempo.
    Quanto a este texto, confesso que me fizeram chorar.
    Por quê?
    Sou Fibromiálgica e ainda dor crônica na coluna, ambas há quase 20 anos.
    Dor e sofrimento? Há diferenças?
    Você(s) conseguiu discorre-las com tamanha simplicidade, como se conhecesse meu íntimo.
    Sim, para quem lembrança do que é não sentir dor ou o sofrimento, é inerente aos seres vivos a postura de defesa para fugir delas.
    E quando não é possível?
    Vem o sofrimento puro!
    O que fazer? Quais recursos usar? Tenho acesso a todos eles? É possível melhorar? Quem poderá me ensinar? É apenas um fator cultural? Eu tenho as ferramentas para lidar com TUDO isso? Como compreender?

    Eu tenho contato, há pelo menos uma década, com milhares de pacientes com dor Crônica. De diferentes raças e culturas, brasileiros e estrangeiros.
    Esse “TUDO” varia muito!
    Recursos diferentes, acessos diferentes, cultura da dor e do sofrimento diferentes.
    Mas, quando falamos em BRASIL, meu coração aperta. Dói! Porque TUDO fica muito maior.

  2. Parabenizo o autor ou autores deste blog. Sou seguidora há algum tempo.
    Quanto a este texto, confesso que me fizeram chorar.
    Por quê?
    Sou Fibromiálgica e ainda dor crônica na coluna, ambas há quase 20 anos.
    Dor e sofrimento? Há diferenças?
    Você(s) conseguiu discorre-las com tamanha simplicidade, como se conhecesse meu íntimo.
    Sim, para quem lembra do que é não sentir dor ou o sofrimento… E é inerente aos seres vivos a postura de defesa para fugir delas.
    E quando não é possível?
    Vem o sofrimento puro!
    O que fazer? Quais recursos usar? Tenho acesso a todos eles? É possível melhorar? Quem poderá me ensinar? É apenas um fator cultural? Eu tenho as ferramentas para lidar com TUDO isso? Como compreender?

    Eu tenho contato, há pelo menos uma década, com milhares de pacientes com dor Crônica, de diferentes raças e culturas, brasileiros e estrangeiros.
    Esse “TUDO” varia muito!
    Recursos diferentes, acessos diferentes, cultura da dor e do sofrimento diferentes.
    Mas, quando falamos em BRASIL, meu coração aperta. Dói! Porque TUDO fica muito maior.

    Ah, sim…foi notória a imparcialidade e a sensibilidade!

    Parabéns!

    1. Sandra, Grato pelo seu comentário. O blog é “um samba de uma nota só”… e a nota sou eu. Por isso, quando uma pessoa sensível como você demonstra ter realmente lido e capturado o que eu quis expressar, isso é muito animador.
      Lamento, sim, a sua condição. Suponho que o seu diagnóstico tenha sido feito por um médico com experiência e estudo (sobre fibromialgia). Uma “mosca branca”, aliás, porque a maioria dos médicos ainda nem sabe que a fibromialgia está classificada como “doença crônica primária” e desconhece os critérios de diagnóstico ora recomendados cientificamente. A verdade dói.
      Se há diferença entre dor e sofrimento? Certamente. Dor é uma sensação, sofrimento é um sentimento ruim. A dor (apenas) dói, o sofrimento entristece, angustia, deprime… Por que isso? Porque a dor persistente faz a pessoa pensar no pior, lembrar dos fantasmas do passado, sentir um presente feito de “portas fechadas” e de estigma, e projetar o futuro de uma maneira perversa, negativa… Por isso a associação entre a dor crônica e a tríade ansiedade, raiva e depressão, é inegável.
      É possível não sentir dor e sofrimento? A dor crônica não tem cura e embora careça de ferida aparente ela é muito real. Ela é inevitável. Porém, sabendo trabalhar a mente – e desde que a dor não seja maligna (ex.: câncer) – é possível alguns terem qualidade de vida mesmo convivendo com essa dor.
      Não, não estou delirando, nem voltei recentemente do Tibete.
      Cuidar de dores crônicas exige 20% de atenção ao físico (via analgésicos, antidepressivos, repouso) e 80% da mente (exercícios, dieta, sono, estressores etc.). Você mesma pode e deve desenhar uma estratégia de enfrentamento da dor baseado nessa premissa. Ela começa por educar-se a respeito. Isso é imprescindível porque boa parte do sofrimento do paciente com dor crônica vem da sua mente, das crenças erradas, terroristas, com que fomos domesticados a vida toda por pais e médicos. É preciso entender a dor, antes de enfrentá-la.
      Eu já dei esse conselho a várias pessoas padecendo com dores crônicas. Nenhuma acreditou ou se animou a dar esse simples passo e depois persistir, persistir…. Requer estudo, determinação, constância, e muita paciência, matérias infelizmente raras. Acham melhor continuar a consultar um médico atrás do outro, sem conseguir alívio. Uma pena, porque a neurociência está do meu lado e eu mesmo sou uma prova ambulante de que essa abordagem “funciona”.
      Um conselho, se permitir: navegue pelo blog. Assista os vídeos que preparei junto com a Dra. Luci Mara, e também a entrevista do Dr Sarno, no canal youtube do blog (https://www.youtube.com/channel/UCN76ZY_PUqWnQOglU0RKk8g). Digite “fibromialgia” e “dor lombar” e “dor nas costas” e leia o que aparece. Leia também esses dois posts com dicas sobre como encarar uma dor crônica/fibromialgia (https://www.dorcronica.blog.br/16-dicas-para-lidar-com-um-surto-de-fibromialgia/ e https://www.dorcronica.blog.br/fibromialgia-como-comecar-a-sair-desse-labirinto/). Não espere por soluções prontas. Você terá de construir a sua. (Quem sabe, você ao menos entenderá o que eu escrevi acima). E não hesite em entrar em contato se tiver dúvidas.

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