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“Terapia da vida saudável”: a mãe de todas as terapias

“Terapia da vida saudável”: a mãe de todas as terapias

O paciente com dor crônica típico adoraria receber dos seus médicos uma terapia curativa infalível, de preferência um comprimido ou um emplastro que possa ser comprado na farmácia. Ao mesmo tempo, ele ou ela fica entediado ao ouvir ou ler sobre as típicas recomendações relacionadas à vida saudável. Talvez porque seus médicos não dizem que, independentemente da terapia farmacológica ou não farmacológica escolhida, não há como aliviar a dor crônica e seus sintomas sem isso, sem um estilo de vida saudável. É como plantar begônias num terreno árido, ou enfiar dados certos num computador com defeito. Chance de sucesso igual a zero. Praticamente toda iniciativa humana precisa de duas coisas para dar certo: momento e ambiente, ambos propícios. Sem um estilo de vida saudável, para quem tem dor crônica se livrar dela, nenhum momento será bom porque o ambiente – o próprio corpo, no caso – é sempre ruim.

“Você pratica e fica melhor. É muito simples”.

– Phillip Glass

Eu vou pedir a você a gentileza de passar os olhos pela seguinte lista de recomendações:

  1. Eliminar estressores (situações, pessoas etc.).
  2. Praticar consistentemente respiração profunda ou meditação para relaxar.
  3. Fazer exercício e produzir suficiente quantidade de endorfinas.
  4. Controlar o consumo de álcool.
  5. Interagir com outras pessoas que vivem com dor crônica.
  6. Não fumar.
  7. Monitorar seu nível de dor e atividades diárias – mantendo um diário, idealmente.
  8. Receber massagem.
  9. Seguir uma dieta saudável – mediterrânea, de preferência.
  10. Cuidar do sono.
  11. Entender a dor. Saber o que é dor crônica, sintomas e opções de tratamento.
  12. Usar a mente para controlar a dor, especialmente durante surtos de dor.

Suspeito que nada disso é novidade para você. Todos esses mandamentos integram o que poderíamos chamar de “terapia da vida saudável”. Uns poucos costumam aparecer na boca de médicos nos últimos 30 segundos da consulta, como uma espécie de cortesia antes de encerrá-la com um “Passe bem”. “Faça exercício”, “cuide do sono”, “alimente-se bem” e etc. Ora, quem é que presta devida atenção a isso? Nesse momento, que paciente pergunta como reduzir o estresse, o que são endorfinas, ou qual é a dieta mais saudável? Duvido que esse exemplar exista.

Uma pena, porque passar ao largo dessas recomendações é um mal começo para qualquer tratamento de saúde. A “terapia da vida saudável” é mesmo uma terapia básica, fundamental, para tratar de doenças e/ou dores crônicas. Na prática, no entanto, ela é um grande paradoxo. De um lado, é a única terapia do gênero sobre a qual não paira nenhuma dúvida ou crítica. Nem precisa de um ensaio clínico surdo mudo e cego para se obter evidências de que seus preceitos beneficiam o paciente como um todo. De outro lado, são muito poucos os pacientes que a praticam direito e/ou assiduamente.

Você duvida?

Confira isso em você mesmo. Faça o seguinte: reveja a lista acima, agora cuidadosamente, e dê a cada recomendação uma nota conforme você a pratica ou não. Zero, se Nunca a pratica, e 10 se a pratica Sempre. Faça isso rapidinho. Atreva-se.

Agora some os pontos. Grosso modo, se cravar acima de 88, eu diria que o seu estilo de vida está OK. Abaixo disso, sei não, bom seria pensar no assunto.

Estudo recente mostra que a atividade física regular moderada a vigorosa durante a semana tem resultados semelhantes na saúde cardiovascular, como o exercício físico moderado a vigoroso concentrado em um a dois dias – geralmente no fim de semana. Tanto os “guerreiros de fim de semana” quanto os praticantes regulares de exercícios observaram uma diminuição do risco de ataques cardíacos, fibrilação atrial (AFib), insuficiência cardíaca e derrame.

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