Dor Crônica & Covid Longa: parentes próximos?
Dor Crônica & Covid Longa: parentes próximos?

Uma ONG escocesa voltada para a assistência médica e social no seu site convida os visitantes a “Compartilhar experiências sobre dor crônica e Covid Longa.” O convite me pareceu emblemático. Há quase 10 mil km de distância parece haver gente que pensa, como eu, que a Covid Longa se assemelha extraordinariamente a uma dor crônica (entendida esta como doença em si mesma). Provar isso importa porque concederia à Covid Longa “legitimidade” diante da classe médica, principalmente na atenção primária. Legitimidade que hoje não está sendo reconhecida e é motivo para que os próprios “sequelados” estejam se organizando em redes sociais para serem ouvidos e atendidos. Nesse artigo, eu me proponho a provar pari passu a referida semelhança, baseado em dados de inúmeras pesquisas de boa qualidade.

“Se ele parece um pato, nada como um pato e grasna como um pato, ele é provavelmente um pato.”

Ditado popular

Autor: JULIO TRONCOSO

Covid Longa é a primeira doença reivindicada democraticamente por pacientes que se encontram por meio do Twitter e de outras mídias sociais. O que ela exatamente é – uma doença? Uma síndrome? – e se irá se desenvolver em uma condição específica de doença, crônica ou permanente, e/ou se metamorfosear numa doença crônica já existente (ex.: por enquanto, a síndrome da fadiga crônica surge como séria candidata) e/ou se a infecção persistente irá gerar uma nova doença autoimune… atualmente são questões em aberto.

Uma coisa é clara, todavia. A Covid Longa parece muito com uma doença crônica induzida por um vírus. Nesse artigo, eu tenciono provar essa tese comparando a Covid Longa (CL) com a Dor Crônica (DC), entendida esta como uma doença ou distúrbio. O cotejo irá se dar de 13 pontos de vista:

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(dano cerebral/disfunção nervosa/memória)

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(dano cardiológico)

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1. Definição

Três aspectos principais caracterizam uma doença: a presença de um comprometimento das funções normais; a presença de uma sintomatologia específica; e uma etiopatogenia distinta. (Etiopatogenia é o estudo das causas das doenças e dos mecanismos patogênicos que atuam sobre o organismo para provocarem essas doenças.)

A Dor Crônica e a Covid Longa preenchem os três requisitos.

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A nova categoria de CID-11 proposta para “Dor crônica” pela IASP define a dor crônica como dor persistente ou recorrente com duração superior a 3 meses. Para os leigos, uma definição esdrúxula, uma vez que nada diz sobre a etiologia da condição, dificultando a sua acepção seja como doença, síndrome ou mero sintoma. A razão vem a seguir: na nova proposta de classificação de dor crônica na CID-11, esta compreende 7 grupos de distúrbios: 1): (1) dor crônica primária, (2) dor crônica do câncer, (3) dor pós-traumática e pós-cirúrgica crônica, (4) dor neuropática crônica, (5) dor de cabeça crônica e dor orofacial, (6) dor visceral crônica e (7) dor musculoesquelética crônica. Essa classificação de dor crônica na CID-11 poderá entrar em vigência em 01/01/22.

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As definições de Covid-19 em si permanecem instáveis: a patologia foi inicialmente definida como uma condição respiratória, cardiovascular, endotelial ou sistêmica. Com o tempo, ela se revelou ainda mais multifacética. Por consequência, a etiologia de Covid Longa também não é precisa, apenas é claro que ela é múltipla.

A Covid Longa aponta para manifestações clínicas amplamente variáveis. Pode incorporar várias condições com diferentes etiologias e mais de um mecanismo, ainda que no mesmo paciente.

Da mesma forma que a dor crônica, a Covid longa é uma condição proposta para ser definida pela ultrapassagem de um limite tempo. No caso, se as sequelas persistem – ou acontecem – além de 12 semanas após o período típico de convalescença da Covid-19. Outros pesquisadores referem-se à Covid Longa como sintomas da Covid-19 que duram mais de 2 meses.

Um estudo prospectivo realizado em Wuhan, China, mostrou que de 1.733 pacientes que receberam alta, 63% disseram que ainda tinham fadiga ou fraqueza muscular seis meses depois, e cerca de um quarto relatou ansiedade ou depressão persistente, bem como dificuldade para dormir.

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2. Prevalência

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A variabilidade mundial na prevalência da dor crônica é enorme, indo de 8,7% em Cingapura a 48% no Reino Unido.

No Brasil, estudos sobre dor crônica, um deles numa unidade do SUS, mostram a prevalência variando de 30 a 50%.

Globalmente, estima-se que 25% dos adultos sofrem de dor e que outros 10% dos adultos são diagnosticados com dor crônica a cada ano.

Nos Estados Unidos, onde as estatísticas de saúde são confiáveis, um estudo recente do National Institutes of Health descobriu que mais de uma em cada três pessoas sentiu algum tipo de dor nos três meses anteriores. Destes, aproximadamente 50 milhões sofrem de dores crônicas ou intensas.3839

Prevalência por gênero? A dor crônica afeta 40% dos homens versus 60% das mulheres.4041424344

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Uma pesquisa de mais de 3.700 pessoas de 56 países que contraíram Covid-19 entre dezembro de 2019 e maio de 2020 mostrou que cerca de 65% dos entrevistados apresentaram sintomas por pelo menos 6 meses.

No Reino Unido, foi estimado que cerca de 1 em 5 pessoas apresentam sintomas de Covid Longa por 5 semanas ou mais, e cerca de 1 em 10 exibem sintomas por 12 semanas ou mais.

Na Suíça, num estudo de 437 indivíduos positivos para a Covid-19, após 6 meses, 26% não tinham retornado ao estado normal de saúde. Além disso, 23% entre os não hospitalizados e 39% entre os hospitalizados relataram não ter se recuperado totalmente.

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3. Diferenças de Gênero

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Atualmente, em países como Estados Unidos, Inglaterra, Suécia, Austrália e outros, não se discute que as mulheres prevaleçam na maioria das doenças crônicas – hipertensão, doenças renais, doenças autoimunes (ex.: artrite reumatoide), fibromialgia, ou enxaqueca, e especialmente transtornos mentais comuns: depressão, ansiedade, alterações psicológicas e queixas somáticas. Todas essas condições possuem implicações crônicas.

Dentre as 10 doenças autoimunes mais prevalentes, por exemplo, elas lideram em sete delas. E, também superam os homens em comorbidades (a presença de várias doenças crônicas ao mesmo tempo).

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No estudo suíço antes mencionado, em que após 6 meses, 26% dos ex-pacientes de Covid-19 não tinham retornado totalmente ao estado normal de saúde, 31% foram homens e 21%, mulheres.

Dados preliminares do aplicativo Covid Symptom Tracker, mostram que de fato as mulheres britânicas são ligeiramente mais propensas a sofrer efeitos a longo prazo após uma infecção por Covid.

Médicos em um hospital de Paris, baseados em ter visto uma média de 30 pacientes com sequelas todas as semanas, relataram que as mulheres superavam os homens em 4 para 1.

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4. Sintomas

No seu site, a American Chronic Pain Association lista 141 condições crônicas de natureza dolorosa. Para efeitos de comparação com a Síndrome da Covid Longa eu escolhi a fibromialgia. Ela é bastante prevalente e pode ser comparada, seja por comorbidade ou por semelhança sintomatológica, a um grupo de doenças caracterizadas por sensibilização central (central sensitivity syndromes CSSs), entre as quais a síndrome de fadiga crônica (Myalgic Encephalomyelitis, ME), a síndrome do intestino irritável (IBS), dor de cabeça crônica, distúrbios temporomandibulares (DTMs) e síndromes de dor pélvica.

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Os sintomas de fibromialgia mais conhecidos são dor, fadiga e problemas cognitivos e de sono. Fraqueza, Síndrome da Articulação Temporomandibular, hipervigilância, sistema digestivo e condições geniturinárias também são relatadas pelos pacientes.

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A Covid Longa pode incluir uma variedade de diferentes sinais e sintomas em todos os sistemas do corpo, incluindo, mas não se limitando a: pulmonar, cardiovascular, gastrointestinal, reprodutivo, geniturinário, endócrino, renal, dermatológico, musculoesquelético, neurológico, neuropsiquiátrico, imunológico, oftálmico e audiológico.

Um estudo pesquisou mais de 3.700 pessoas de 56 países que contraíram Covid-19 entre dezembro de 2019 e maio de 2020. Cerca de 65% dos entrevistados apresentaram sintomas por pelo menos 6 meses. Eles mais frequentemente relataram fadiga, mal-estar pós-exercício e névoa cerebral, mas também destacaram sensações neurológicas, dores de cabeça, problemas de memória, dores musculares, insônia, palpitações cardíacas, falta de ar, tontura, problemas de equilíbrio e problemas de fala. Síndrome da Articulação Temporomandibular e problemas de sono, também são relativamente característicos.

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5. Recorrência

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Em 2019, um painel de cientistas convocado pela IASP propôs que a Dor Crônica fosse incluída na International Classification of Diseases (ICD-11), definida como “a dor que persiste ou recorre por mais de 3 meses”. Alguns pacientes, após se recuperarem de um episódio de dor lombar, terão uma recorrência em algum momento futuro. No entanto, um único episódio de recorrência não constitui a condição “lombalgia recorrente”, e sim, um certo número de recorrências dentro de um período de tempo definido.

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Alguns sequelados (long haulers) tiveram um ataque moderado do vírus, apenas para descobrir que sintomas debilitantes surgiram mais tarde. Outros tiveram casos graves que ainda não conseguem curar.45

A natureza da síndrome da Covid Longa é episódica e frequentemente imprevisível. Em cada 10 pacientes com Covid Longa quase 9 relatam recaídas ao longo de 7 meses, sendo a atividade física, estresse, exercícios e atividade mental os desencadeadores mais comuns de recaídas. A trajetória da Covid Longa é heterogênea, com muitos dos pacientes experimentando sintomas flutuantes contínuos após 6 meses.46

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6. Impacto Multi-Orgânico

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“A dor crônica afeta toda a pessoa”

A dor crônica pode vir em muitas formas diferentes e aparecer em todo o corpo:

  • Artrite ou dor nas articulações.
  • Dor nas costas.
  • Dor cancerosa perto de um tumor.
  • Dores de cabeça, incluindo enxaquecas.
  • Dor duradoura no tecido cicatricial.
  • Dor muscular por toda parte (como na fibromialgia).
  • Dor neurogênica, causada por danos aos nervos ou outras partes do sistema nervoso.

A dor crônica também está associada a outros transtornos não dolorosos per se, mas que contribuem a dores crônicas como as anteriores: ansiedade, depressão, fadiga ou sensação de cansaço excessivo, insônia ou dificuldade em adormecer e mudanças de humor.47

De fato, numa pesquisa qualitativa envolvendo pacientes com fibromialgia, a reclamação mais prevalente não foi a dor física em si, mas as consequências psicossociais, como angústia, solidão, perda de identidade e baixa qualidade de vida, seus principais problemas.

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“A dor crônica afeta toda a pessoa”. O mantra também se aplica à Covid Longa.

Danos causados pela Covid-19 e tratamentos relacionados prejudicam vários sistemas do corpo e podem ter efeitos fisiológicos, emocionais, e mentais de longa duração. Estes, por sua vez, podem provocar anormalidades metabólicas.

O estudo abrangendo 3.700 pessoas de 56 países, antes mencionado, mostrou que eles registraram 205 sintomas em 10 sistemas de órgãos e 66 sintomas rastreados ao longo de 7 meses. Em média, os entrevistados experimentaram sintomas de nove sistemas orgânicos diferentes.

Por que esses novos sintomas crônicos são tão variados? Uma hipótese é a de que a síndrome pós-aguda Covid-19 afeta o sistema nervoso autônomo, que regula as respostas involuntárias, como digestão e respiração. Como esse sistema atravessa tantos sistemas orgânicos, os sintomas são muito mais variados e disseminados.

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7. Impacto Neurológico (dano cerebral/disfunção nervosa/memória)

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A dor crônica é um componente frequente de muitos distúrbios neurológicos, afetando 20–40% dos pacientes com muitas doenças neurológicas primárias. Essas doenças resultam de uma ampla gama de fisiopatologias, incluindo lesão traumática do sistema nervoso central, neurodegeneração e neuroinflamação.

A dor originada no sistema nervoso central (SNC) ou periférico, frequentemente se torna centralizada por meio de respostas mal-adaptativas dentro do SNC que podem alterar profundamente os sistemas cerebrais e, assim, o comportamento (ex.: depressão). Assim sendo, ser considerada uma doença cerebral na qual alterações nas redes neurais afetam vários aspectos da função, estrutura e química do cérebro.

Exemplos de doenças neurológicas48 que têm a dor como processo coexistente ou comórbido:

  • Parkinson
  • Alzheimer
  • Esclerose Múltipla
  • Doença de Huntington
  • Neuropatia diabética
  • Lesão traumática no cérebro

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Que o SARS-CoV-2, o culpado da pandemia Covid-19, também esteja associado a sintomas neurológicos não é totalmente surpreendente, dadas algumas evidências de que seus parentes próximos, MERS-CoV e SARS-CoV-1, foram associados com sintomas neurológicos também.

Estudos de autópsia encontraram sinais claros de danos em dezenas de cérebros de pacientes com Covid-19, apesar de, às vezes, sequer haver traços do vírus. As maneiras em que o novo coronavírus afeta o cérebro podem ser indiretas – ex.: ingressando pelo nariz e se hospedando no tecido local – ou desconhecidas.

Num estudo prospectivo abrangendo 100 long haulers não hospitalizados, 85% relataram 4 ou mais sintomas neurológicos persistentes e debilitantes, entre eles: “névoa cerebral” (81%), dor de cabeça (68%), dormência/formigamento (60%), disgeusia (59%), anosmia (55%) e mialgias (55%), com apenas anosmia ser mais frequente. Além disso, 85% também experimentaram fadiga.  Aproximadamente metade dos pacientes no estudo teve um exame neurológico anormal, com anormalidades na memória de curto prazo e funções de atenção sendo proeminentes.49

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8. Impacto Cardiológico (dano cardiológico)

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A dor crônica de longo prazo pode produzir estresse e ansiedade severos, que por sua vez podem elevar a pressão arterial e a pulsação. Isso se deve “em parte a processos alterados nas vias da dor e na função cardiovascular que normalmente se sobrepõem”.

O ‘barorreflexo’, mecanismo homeostático que ajuda a manter a pressão arterial em níveis quase constantes, também está envolvido na experiência da dor. Com a dor crônica, os processos do barorreflexo são interrompidos e não fazem seu trabalho adequadamente, o que leva à hipertensão – o corpo está sobrecarregado e o fluxo sanguíneo funciona em horas extras. A anomalia pode causar ataque cardíaco, derrame, insuficiência cardíaca e angina, entre outros problemas.50

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Quase um quarto dos hospitalizados com Covid-19 foram diagnosticados com complicações cardiovasculares, que comprovadamente contribuem para cerca de 40% de todas as mortes relacionadas com Covid-19.

Mas dois estudos recentes sugerem que os danos ao coração entre as pessoas infectadas podem ser mais comuns. Autópsias feitas em 39 pacientes com Covid-19 identificaram infecções nos corações de pacientes que não tinham sido diagnosticados com problemas cardiovasculares enquanto estavam doentes.5152

Outro estudo do JAMA Cardiology usou ressonâncias magnéticas cardíacas em 100 pessoas que se recuperaram da Covid-19 nos últimos dois a três meses. Os pesquisadores encontraram anormalidades no coração de 78% dos pacientes recuperados e “inflamação contínua do miocárdio” em 60%. O mesmo estudo encontrou níveis elevados da enzima sanguínea troponina, um indicador de dano cardíaco, em 76% dos pacientes testados, embora a função cardíaca pareça estar geralmente preservada. A maioria dos pacientes do estudo não precisou de hospitalização.53

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9. Impacto Hepático (metabolismo)

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A obesidade – definida como um índice de massa corporal acima de 30 – é uma causa da síndrome metabólica, um grupo de condições associadas que incluem diabetes, doenças cardíacas, derrame e outras condições crônicas.

A relação, todavia, é de duas mãos. Estudos também mostraram que a obesidade e a dor estão interligadas e influenciam uma à outra ao longo de muito tempo.

Ou seja, enxaqueca, artrite e diferentes condições crônicas podem causar sintomas físicos e emocionais, os que por sua vez podem aumentar a sensibilidade à dor e causar inflamação, de maneira permanente.

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As complicações fisiológicas causadas pela síndrome metabólica e diabetes tipo 2 são um fator de risco para a Covid-19, e também favorecem o desenvolvimento de patologias associadas à Covid-19, independentemente da carga viral. Ao que parece, porém, esse efeito não se extingue com a infecção. Os que sobrevivem a ela estão predispostos a desenvolver complicações metabólicas durante a recuperação, sugerindo que essas infecções, e potencialmente seus tratamentos, podem causar danos colaterais de longa duração à saúde metabólica.

Evidências, por exemplo, mostram pessoas com dificuldades para controlar seus níveis de açúcar no sangue após desenvolverem diabetes como resultado da Covid. E há precedentes em pacientes recuperados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), a família dos coronavírus. Um estudo abrangendo 25 deles mostrou mudanças na maneira em que o corpo passou a processar gorduras por pelo menos 12 anos. Especificamente, foram detectadas anormalidades metabólicas como hiperlipidemia e anormalidades cardiovasculares, bem como sinais de metabolismo anormal da glicose, como hiperinsulinemia, resistência à insulina, hiperglicemia, e diabetes tipo 1 ou 2.

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10. Impacto Musculoesquelético

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Na nova categoria proposta pela International Association for the Study of Pain (IASP) para a International  Classification of Diseases (IDC-11), a dor musculoesquelética crônica é definida como dor persistente ou recorrente que surge como parte de um processo de doença afetando diretamente ossos, músculos, ou tecidos moles relacionados.

Essa dor pode resultar indiretamente de:

  • Neuropatia periférica – danos ao sistema nervoso periférico, a vasta rede de comunicação que envia sinais entre o sistema nervoso central (o cérebro e a medula espinhal) e todas as outras partes do corpo. Essa rede engloba nervos motores, sensoriais e autonômicos. Os primeiros controlam o movimento de todos os músculos sob controle consciente, como os usados para caminhar, agarrar coisas ou falar. O dano ao nervo motor é mais comumente associado à fraqueza muscular. Outros sintomas incluem cãibras dolorosas, fasciculações (espasmos musculares não controlados visíveis sob a pele) e encolhimento muscular.
  • Deficiência de testosterona – comum em pacientes com dor crônica.  A falta desse hormônio pode causar redução da função sexual, afrontamentos, ganho de peso, perda de massa muscular e muito mais.54
  • Fadiga – costuma acompanhar a dor crônica. Até três em cada quatro pessoas com dor musculoesquelética crônica generalizada relatam fadiga; e até 94% das pessoas com síndromes de fadiga crônica relatam dores musculares.55

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Complicações relacionadas à Covid são depressão cardíaca, pulmonar ou renal, sono insatisfatório ou descondicionamento muscular.

Alguns long haulers relatam dores em um músculo ou grupo de músculos (mialgia), dores nas articulações e fadiga após se recuperarem do curso inicial do vírus. Dor muscular persistente e dor no peito estão sendo relatadas pelos que tiveram a Covid-19 leve ou moderada e hoje se sabe que estes não estão isentos de se transformar em long haulers.56

Uma pesquisa recente abrangendo 1500 long haulers, realizada pelo “Survivor Corps” em setembro de 2020, relacionou as dores musculares em segundo lugar, logo atrás da fadiga, num ranking de dores experimentadas dentre 98 possibilidades. Ela foi seguida por falta de ar e dificuldades de concentração.5758

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11. Impacto na Saúde Mental

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O estudo da relação entre dor crônica e psicopatologia é recente. Em 1992, uma pesquisa pioneira avaliou 200 pacientes com dor lombar crônica, descobrindo que 77% deles teriam preenchido os critérios de diagnóstico psiquiátrico ao longo da vida e 59% demonstravam sintomas atuais, para pelo menos um diagnóstico psiquiátrico. Os mais comuns foram depressão grave, abuso de substâncias e transtornos de ansiedade. Além disso, 51% preenchiam os critérios para pelo menos um transtorno de personalidade.

Posteriormente, encontrou-se taxas comparativamente altas de psicopatologia em outros distúrbios de dor crônica, como distúrbio temporomandibular e distúrbios dos membros superiores, como a síndrome do túnel do carpo.59 Igualmente, em síndromes inespecíficas (como síndrome do intestino irritável, fibromialgia, cefaleia etc.), muito associadas com transtorno do pânico, depressão maior e transtorno de somatização.60

A relação entre ansiedade e depressão é a mais pesquisada. Pacientes com ansiedade ou transtornos depressivos apresentam mais sintomas físicos e, à medida que o número de sintomas físicos aumenta, aumenta também a probabilidade de ansiedade ou transtorno depressivo.

Na virada do século, um estudo da Organização Mundial da Saúde avaliou 5.438 pacientes de 15 locais de atenção primária e 14 países. Dos 22% dos pacientes que relataram dor persistente por mais de 6 meses, houve um aumento de 4 vezes na ansiedade associada ou transtornos depressivos.61

Há 15 anos, uma pesquisa da Pesquisa Mundial de Saúde abrangendo 245.404 participantes de 60 países demonstrou que a prevalência de depressão em entrevistados com doenças crônicas era major do que naqueles sem doenças crônicas.

Mais recentemente, em 2016, um estudo de autorrelatos feitos por 5.688 adultos com sintomas confirmou a associação: quando o número de doenças crônicas aumenta, também aumentam os sintomas depressivos. A prevalência de sintomas depressivos foi de 10,5% com zero condições crônicas, 14,4% com uma condição, 20,8% com duas condições, 30,1% com três condições, 37,3% com quatro condições e 58,3% com cinco condições.

Aproximadamente um terço a três quartos das pessoas com dor crônica experimentam depressão moderada a grave. A relação entre ambas as condições não foi esclarecida até a neurociência mostrar uma relação biunívoca entre elas. Dessa forma, a mera persistência da dor pode aumentar o estresse e consequentemente a depress5o, criando um ciclo vicioso difícil de quebrar.6263

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Para começar, a própria pandemia poderia ser considerada um evento traumático com efeito psicológico duradouro. Os resultados de uma pesquisa transversal italiana baseada na web mostrando uma porcentagem relativamente alta (29,5%) de pessoas com a síndrome de estresse pós-traumático (PTSS) relacionada à pandemia, sugerem isso.6465

Atualmente não há um único estudo de coorte sobre os sintomas da Covid Longa que exclua transtornos psiquiátricos.

Por exemplo, um estudo de coorte retrospectivo usando registros eletrônicos de saúde abrangendo 236.379 sobreviventes de Covid-19, revelou a incidência de 14 desfechos neurológicos e psiquiátricos nos 6 meses após um diagnóstico confirmado de Covid-19: hemorragia intracraniana; acidente vascular cerebral isquêmico; parkinsonismo; síndrome de Guillain-Barré; nervos, raízes nervosas e distúrbios do plexo; junção mioneural e doença muscular; encefalite; demência; transtornos psicóticos, de humor e de ansiedade (agrupados e separadamente); transtorno de uso de substância; e insônia.66

Há também efeitos cognitivos. Num estudo prospectivo abrangendo 100 pacientes com Covid Longa, estes tiveram pior desempenho em tarefas que exigiam atenção e memória de trabalho em comparação com uma população-controle demograficamente semelhante.67

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12. Comorbidades

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Um em cada três adultos vive com mais de uma condição crônica ou condições crônicas múltiplas (multiple chronic conditions, MCC).68

As estimativas de prevalência para comorbidades crônicas são heterogêneas. Há uma década, no Reino Unido elas variavam de 16% (17 condições crônicas consideradas) a 58% (114 doenças crônicas consideradas).69

Ao incluir 10 condições físicas crônicas, aproximadamente 25,5% da população dos Estados Unidos relatou ter MCC. A taxa de prevalência aumentou para 50% nos adultos de 45 a 65 anos e atingiu 81% nos com mais de 65 anos.70

A prevalência geral de multimorbidade foi alta em 7 países europeus, 1 latino-americano e 1 africano. Hipertensão, catarata e artrite foram as comorbidades mais prevalentes. Vários padrões foram identificados em vários países: “cardiorrespiratório” (angina, asma e doença pulmonar obstrutiva crônica), “metabólico” (diabetes, obesidade e hipertensão) e “mental-articular” (artrite e depressão). Para adultos com mais de 50 anos, as taxas de MCC variam de 45% na China a 71% na Rússia.71

As comorbidades incluem alterações de humor (como depressão, ansiedade, distúrbios do sono, fadiga/falta de energia, alterações neuro-cognitivas e outros sintomas vagos, incluindo estados de dor difusa generalizada. A dor crônica e doenças neuropsiquiátricas, principalmente a depressão, são altamente comórbidas. De fato, em média até 50% dos pacientes com alguma forma de dor crônica apresentam sintomas de ansiedade e depressão, enquanto em alguns estudos o número excede 75%.72

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Num estudo prospectivo abrangendo 100 pacientes com Covid Longa, as comorbidades mais frequentes foram depressão/ansiedade (42%) e doenças autoimunes (16%).

A pesquisa mostra que alguns portadores de Covid Longa têm pelo menos uma comorbidade, como doença cardíaca ou diabetes tipo 2, mesmo que não estivessem gravemente doentes com Covid-19. Um pequeno estudo de outubro de 2020 publicado na Clinical Microbiology and Infection descobriu que 86 de 130 pessoas que desenvolveram Covid-19 não crítica experimentaram pelo menos um sintoma persistente dois meses após seus sintomas iniciais. Desses 86 long-haulers, 80 indivíduos tinham ao menos uma comorbidade.73

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13. Reconhecimento Médico

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O reconhecimento da dor crônica como uma entidade patológica por direito próprio permanece sob judice.74 A dor crônica ainda não é incluída na International Classification of Diseases (ICD-11), nem o seu diagnóstico e tratamento são típicos de uma especialidade médica específica. Apesar dos dados que mostram o peso da dor como doença, falta um reconhecimento final da natureza patológica dessa condição. (Ele poderia vir no próximo 01/01/22.)

Nenhuma especialidade médica responde, sozinha, pela dor crônica.

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A Covid Longa ainda sequer é entendida pelos médicos em geral, muito menos reconhecida como doença. Os cientistas recém começam a descobrir parcialmente a sua etiologia. Contudo, quando uma fadiga pós-viral não desaparece por três meses ou mais e tem um efeito significativo sobre o que você pode fazer – ex.: voltar ao trabalho ou à vida normal – o diagnóstico seria de encefalomielite miálgica (ME), também conhecida como síndrome de fadiga crônica (CFS), que é uma doença crônica, também parecida com a fibromialgia. Algo semelhante acontece com a Covid Longa. Há muita sobreposição entre essas duas condições.

Até agora nenhuma especialidade médica se apresentou para responder pela Covid Longa.

Covid-19 pelo mundo afora: 21-03-21
Covid-19 pelo mundo afora: 21-03-21

Teve que aparecer uma mosca branca sem medo de falar o que pensa – a Dra Ludmilla Hajjar – para que as sociedades médicas apontassem à mídia a falta de um protocolo unificado para tratar doentes com Covid-19 nas UTIs. No dia seguinte, o co-Ministro da Saúde Ainda Não Empossado admitiu fazer isso mesmo. Afinal, ele é Presidente de uma dessas sociedades, a de Cardiologia. Duas perguntas, desculpando a ignorância do macaco: “Por que esse pessoal, que tem representação municipal, regional, estadual, federal e o Capeta, demorou um ano para chegar nessa portentosa conclusão?” e “O que impediu a todas essas sociedades e associações médicas de, logo no começo da pandemia, contratar uma secretária para compilar todos os protocolos que agora dizem ter divulgado na base de cada-um-por-si, e depois sintetizá-los numa única versão a ser recomendada nacionalmente?”. Se a Dra. Hajjar tivesse se calado, nada teria acontecido.

Resultado de lockdown demora a aparecer, mas leva à queda de mortes e infecções

O Poder360 compilou dados de 2 Estados (Maranhão e Amapá) e de 3 cidades (Fortaleza-CE, Belém-PA e Araraquara-SP) que implantaram medidas duras de isolamento. Os casos e as mortes por Covid nesses lugares levaram ao menos 3 semanas para interromper a trajetória de alta. Os locais analisados com melhores resultados foram aqueles nos quais o isolamento permaneceu por mais tempo, apesar da pressão econômica. Foi o cenário em Belém, Fortaleza e Araraquara, onde as medidas duraram mais de 15 dias. 

Na Inglaterra, levou de 5 a 6 semanas para cair o número de casos com o lockdown realizado em janeiro e fevereiro deste ano, segundo estudo do Imperial College

Passaporte Vacinal

Depois de China e Israel, ontem foi a vez da União Europeia lançar o passaporte vacinal para cidadãos de seus países-membros. O documento será exigido para a livre circulação dos vacinados contra a Covid-19 no interior do bloco, e os que não possuírem terão de se submeter a testes e isolamentos.

Testar, testar, testar

Na quarta-feira, o Governo Metropolitano de Seul disse que centenas de milhares de estrangeiros na cidade seriam obrigados a se submeter a testes após um aumento nas infecções entre os trabalhadores estrangeiros. As autoridades disseram que todas as empresas que empregam pelo menos um estrangeiro têm 15 dias a partir de quarta-feira para enviar seus trabalhadores para testes ou enfrentam multas de até 2 milhões de won, cerca de US$ 1.700.

Argentina envia ao México insumo para vacina da AstraZeneca

Pelo acordo com a Argentina, fechado em agosto passado, a vacina é produzida a granel no país sul-americano e enviada ao México para engarrafamento. Duas remessas de 6 milhões de doses cada foram enviadas em janeiro e no início de fevereiro. No mês passado, o jornal espanhol El Pais noticiou que atrasos no laboratório mexicano Liomont levaram o fabricante argentino a desviar o equivalente a 12,8 milhões de doses de vacinas para uma engarrafadora americana AstraZeneca. Delgado disse que não tinha conhecimento de tal desvio, acrescentando que um novo carregamento da Argentina deveria chegar ao México “muito em breve”.

Ei, temos que mandar o Pazuello, agora com tempo livre, a aproveitar essa boquinha!

Os Estados Unidos planejam compartilhar 2,5 milhões de doses da vacina AstraZeneca com o México e 1,5 milhões com o Canadá. Dezenas de milhões de doses da vacina estão estacionadas na engarrafadora de vacinas da AstraZeneca em Ohio, a fase final da manufatura. Embora seu uso já tenha sido aprovado em dezenas de países, incluindo México e Canadá, a vacina ainda não foi autorizada pelos reguladores americanos.

Detalhe: o governo Biden está pressionando discretamente o México para conter o fluxo de migrantes que chegam à fronteira.

Depois da picadinha

Depois que você toma uma vacina, inchaço no local ou dor são efeitos colaterais controláveis. Mas, em algumas pessoas pode ocorrer uma grande lesão ao redor do local da injeção, vermelha, dolorosa e com coceira. Ela aparecerá dentro de alguns dias ou mesmo semanas, pois é uma reação retardada devido a uma reação das células imunes e células T. Aplicar gelo no local pode ser uma boa ideia. Outras opções de tratamento podem ser anti-histamínicos, esteroides tópicos, anti-inflamatórios não esteroides (AINE) e esteroides orais, e até antibióticos, mas apenas se prescritos pelo médico.

Algumas reuniões permitidas, após vacinação

Em nova orientação, as autoridades federais de saúde americanas informaram que os totalmente vacinados podem se reunir em ambientes fechados em casas particulares em pequenos grupos com outras pessoas totalmente vacinadas, sem máscaras ou distanciamento, desde que os não vacinados ocupem uma única casa e todos os membros estejam sob baixo risco de desenvolver doença grave caso contraiam o vírus. Por exemplo, os avós vacinados podem visitar filhos adultos saudáveis não vacinados e netos saudáveis sem máscaras ou distanciamento físico.

Here we go again!

Nos Estados Unidos, mesmo com o ritmo acelerado de vacinação, variantes preocupantes estão se espalhando. Alguns estados, especialmente na Costa Leste, lutaram durante semanas para fazer algum progresso na redução dos casos. Ao mesmo tempo, os governadores estão começando a relaxar as restrições a negócios como bares, academias internas e cassinos, e muitos americanos estão jantando em restaurantes reabertos, replanejando casamentos de verão que foram abruptamente cancelados em 2020 e reservando viagens para as férias de primavera. Os epidemiologistas disseram que viram o momento atual da pandemia como uma corrida entre as vacinações e os casos recém-confirmados, particularmente aqueles causados por variantes que podem ser mais contagiosas.

As vacinações são retomadas após a suspensão, mas nem tanto

A França e a Itália se juntaram à Alemanha para retomar as vacinas da AstraZeneca na sexta-feira. O mesmo aconteceu com a Bulgária e a Eslovênia. Enquanto isso, Espanha, Portugal e Holanda serão retomadas na próxima semana. No entanto, a França recomendou que a vacina da AstraZeneca seja reservada para pessoas com mais de 55 anos, em vez dos 50 anteriormente. A Noruega, a Suécia e a Dinamarca afirmam que continuarão a suspender a vacina da AstraZeneca depois que investigações separadas sugeriram uma ligação com um pequeno número de casos de doenças graves. A Finlândia suspende a vacina AstraZeneca apesar de regulador europeu afirmar que é segura e eficaz, e que seus “benefícios superam os riscos”.

E a Páscoa vem aí!

O ministro da saúde da Alemanha alertou que a Europa não tem vacinas suficientes para prevenir uma terceira onda do coronavírus. O comentário de Jens Spahn na sexta-feira ocorreu no dia em que o país retomou a vacinação com a vacina AstraZeneca, após quatro dias de interrupção. 

No fim de semana passado, a AstraZeneca anunciou novos cortes nas entregas de sua vacina Covid-19 para a União Europeia, citando restrições à exportação para a mudança. Uma projeção anterior de redução dos suprimentos da gigante farmacêutica, de cuja vacina muitos países dependem, gerou uma briga com a UE.

Pelo lado das variantes

A Pfizer-BioNTech e a Oxford-AstraZeneca dizem ter neutralizado a Variante da Amazônia. A Sinopharm, a empresa chinesa que produz e vende a vacina do mesmo nome, afirma o seu produto ser capaz de dar conta das variantes do novo coronavírus. Porém, como é habitual, sem mostrar dados.

Reinfecções por coronavírus são raras, diz relatório de pesquisadores dinamarqueses

A grande maioria das pessoas que se recuperam da Covid-19 permanece protegida do vírus por pelo menos seis meses, relataram pesquisadores na quarta-feira em um grande estudo da Dinamarca. A infecção anterior com o coronavírus reduziu as chances de um segundo ataque em cerca de 80% em pessoas com menos de 65 anos, mas apenas cerca da metade nas pessoas com mais de 65 anos. Mas esses resultados, publicados na revista The Lancet, foram moderados por muitas ressalvas. Pessoas com mais de 65 anos são mais propensas a ter um segundo ataque com o vírus, de acordo com um grande estudo de registros médicos. Por exemplo, o número de idosos infectados no estudo foi pequeno. 

A Covid-19 pelo mundo afora

País Notícia
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas França A capital francesa, Paris, deve entrar em um bloqueio de Covid de um mês, enquanto o país teme uma terceira onda. Outras 15 regiões do país também serão colocadas sob as mesmas medidas a partir da meia-noite de sexta-feira. Essas medidas não serão tão rígidas quanto o bloqueio anterior, disse o primeiro-ministro Jean Castex, com as pessoas autorizadas a se exercitar ao ar livre. A França registrou 35.000 novos casos nas últimas 24 horas.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Itália Metade das regiões da Itália voltou a ter um bloqueio estrito, com um aumento nas infecções por coronavírus pressionando os hospitais. As novas restrições entraram em vigor na segunda-feira em nove regiões – incluindo Lazio, onde fica Roma – e na província autônoma de Trento. Escolas, restaurantes e lojas não essenciais estão fechadas e as viagens limitadas às necessidades de trabalho, compra de artigos de primeira necessidade e emergências de saúde.
Polônia Polônia Novas medidas de bloqueio entrarão em vigor a partir deste sábado até pelo menos 9 de abril. Elas incluem o fechamento de hotéis, teatros, cinemas, pavilhões esportivos, bem como a maioria das lojas de shopping centers. A taxa de novos casos de Covid-19 no país mais que dobrou desde fevereiro, sobrecarregando seu sistema de saúde.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Sérvia Apesar de uma taxa de vacinação bem-sucedida, a Sérvia anunciou um curto bloqueio nacional de vários dias no início desta semana, fechando todas as lojas e negócios não essenciais. O país de 7 milhões de habitantes relatou mais de 5.000 novos casos na terça-feira, o maior número em meses.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Bélgica O país reconsiderou a decisão de relaxar as restrições a partir do próximo mês. As autoridades pediram aos residentes que limitem seus contatos sociais ao mínimo e intensifiquem o trabalho remoto.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Alemanha As infecções estão aumentando, com uma alta proporção de novas variantes. O país registrou mais de 17.000 casos oficialmente notificados em 24 horas, cerca de 5.000 a mais de uma semana atrás. O aumento "exponencial muito claro" está relacionado, em particular, à disseminação da variante britânica.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Chile Mais de um quarto da população já foi vacinada com a primeira dose, porém os novos casos dispararam, a ocupação de leitos para Covid-19 está em 94,38%, o índice de transmissão (R), se mantém em valores maiores que 1, e um quinto do país está em lockdown.
Covid-19 pelo mundo afora: 14-03-21
Covid-19 pelo mundo afora: 14-03-21

Parece ter sido a “Semana do Salve-se Quem Puder”, e com razão. A imagem Brasil x Resto do Mundo continua a se agravar: os países que ainda experimentam terceiras ondas virais o fazem de um patamar de novos infectados e óbitos muito inferior ao do Brasil. O Brasil, por outro lado, engrenou numa forte tendência de alta nesse particular. E os que entendem de tendências sabem que elas não se detêm de um dia para outro, mesmo ao enfrentar barreiras (como isolamento social, vacinação em massa, capacidade de testagem e rastreamento, sistema de saúde nos trinques…) das quais o país carece. Localmente, a situação de hospício também prossegue, com governadores disparando para todo e qualquer lado, o governo central disparando contra si mesmo, e as vítimas continuando a ser… nós.

Depois da hidrocloroquina, a ivermectina

O remdesivir foi aprovado pela ANVISA, a mídia cansou de divulgar nessa sexta-feira. Então melhor falar da ivermectina. À diferença do remdesivir, que é uma nova droga antiviral, a ivermectina há tempos é usada para tratar vermes parasitas em pessoas e animais. No ano passado, pesquisadores na Austrália descobriram que altas doses de ivermectina suprimiam o SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, em culturas de células. Essas descobertas estimularam o uso da droga contra a Covid-19, especialmente na América Latina. A ivermectina, porém, não acelera a recuperação em pessoas com casos leves da doença, de acordo com um ensaio clínico randomizado de autoria de pesquisadores colombianos e recém publicado na JAMA. Autoridades de saúde temem que pessoas desesperadas por tratamentos contra o coronavírus estejam usando versões do medicamento formuladas para animais de estimação. (A ivermectina é usada para prevenir dirofilariose em cães.)

De novo!

Espera-se que cerca de 300.000 pessoas desçam em Daytona Beach, Flórida, para um rally anual de motocicletas, apesar da pandemia e da falta de restrições para retardar a disseminação do coronavírus. A empolgação com o evento foi amenizada por alguns entusiastas de motocicletas em um grupo do Facebook dedicado ao rally, que temem que ele possa se transformar em um evento super espalhador do vírus. Em agosto passado, o rally de motocicletas Sturgis em Dakota do Sul atraiu mais de 450.000 motociclistas, a maioria dos quais não usava máscara ou parecia seguir as diretrizes de distanciamento social. Essa manifestação foi posteriormente responsabilizada por surtos em outros estados.

Mulheres relatam efeitos colaterais piores após uma vacina Covid

Homens e mulheres tendem a responder de maneira diferente a muitos tipos de vacinas. Isso provavelmente se deve a uma mistura de fatores, incluindo hormônios, genes e a dosagem das injeções. Em um estudo publicado no mês passado, pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos analisaram os dados de segurança das primeiras 13,7 milhões de doses da vacina Covid-19 administradas aos americanos. Entre os efeitos colaterais relatados à agência, 79,1% vieram de mulheres, embora apenas 61,2% das vacinas tenham sido administradas em mulheres.

Assintomático hoje, doente 2 meses depois… Como pode?

Muitas pessoas que apresentam sintomas de longo prazo do coronavírus não se sentiram mal quando foram inicialmente infectadas, de acordo com um novo estudo que acrescenta informações convincentes à questão cada vez mais importante do impacto duradouro da Covid-19 na saúde. O estudo, um dos primeiros a se concentrar exclusivamente em pessoas que nunca precisaram ser hospitalizadas quando foram infectadas, analisou prontuários médicos eletrônicos de 1.407 pessoas na Califórnia com teste positivo para coronavírus. Mais de 60 dias após a infecção, 27% ou 382 pessoas, lutavam contra os sintomas pós-Covid, como falta de ar, dor no peito, tosse ou dor abdominal. Quase um terço dos pacientes com esses problemas de longo prazo não teve nenhum sintoma desde a infecção inicial pelo coronavírus durante os 10 dias após o teste positivo, descobriram os pesquisadores.

Desculpe alguma coisa…

A rede de supermercados Kroger, habilitada para aplicar vacinas anti-Covid-19 em todo o território americano, disse na quinta-feira que um de seus locais da Little Clinic na Virgínia “vacinou” acidentalmente alguns clientes com seringas vazias. O dono da mercearia com sede em Cincinnati, que opera mais de 220 Little Clinics em supermercados em nove estados, não disse quantas injeções envolveram, mas disse que todos os clientes foram contatados e depois receberam a vacina.

Mais uma razão

Convém manter as taxas de infecção baixas porque ainda não está claro se as vacinas oferecem alguma proteção contra a Covid Longa, também conhecida como Síndrome pós-Covid. O impacto a longo prazo da longa Covid na população em idade ativa não é bem compreendido, mas pode ser muito significativo.

Ainda sobre a Síndrome Pós-Covid

Um novo estudo sugere que as pessoas que sentiram cinco ou mais sintomas na primeira semana de infecção por Covid-19 eram mais propensas a se tornarem “long haulers“, ou seja, pacientes com Covid-19 que meses depois da alta ainda apresentam sequelas da doença. O estudo mostrou que cinco sintomas foram mais preditivos: fadiga, dor de cabeça, voz rouca, dores musculares e dificuldade para respirar.

A Oxford-Astrazeneca no seu inferno astral

A Dinamarca, a Islândia e a Noruega suspenderam o uso da vacina Oxford-AstraZeneca como precaução em meio a relatos de coagulação do sangue em algumas pessoas que a receberam. Houve uma morte relatada, mas que não se pode concluir se existe uma ligação entre a vacina e os coágulos sanguíneos. O uso da vacina será suspenso e decisão será revista em duas semanas.

As autoridades de saúde austríacas suspenderam o uso de um lote da vacina AstraZeneca no domingo, depois que uma mulher de 49 anos morreu como resultado de tromboses múltiplas – formação de coágulos sanguíneos dentro dos vasos sanguíneos – 10 dias após receber a vacina. Um homem de 35 anos também foi hospitalizado por embolia pulmonar após receber uma vacina do mesmo lote. Estônia, Lituânia, Luxemburgo, Letônia também suspenderam o uso do lote.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse na quarta-feira que não há evidências que liguem a vacina Oxford-AstraZeneca a esses problemas. Mesma coisa diz a OMS.

O que fazer com os excedentes da vacina Covid-19 que logo haverá no mundo? 

“Logo”, é força de expressão. Porém, a questão foi publicada semana passada, na revista científica Nature, nada menos. Países como Canadá, Estados Unidos e Reino Unido garantiram doses suficientes de vacinas Covid-19 para proteger suas populações muitas vezes. Fatalmente em 2022 haverá centenas de milhões de doses excedentes. Questões cabeludas precisam ser oportunamente resolvidas com os reguladores (ex.: indenizações e responsabilidade nos contratos entre fabricantes e países doadores e beneficiados. Haja visto a experiência que se tem com a ANVISA). “Não é tão simples como dizer apenas para COVAX, aqui estão algumas doses”, adiantou um representante da COVAX.

Por enquanto, o governo Biden, sob intensa pressão para doar o excesso de vacinas contra o coronavírus para as nações carentes, está se movendo para abordar a escassez global de outra forma: fazendo parceria com Japão, Índia e Austrália para financiar uma expansão dramática da capacidade de fabricação de vacinas. Os Estados Unidos ficaram muito atrás da China, Rússia e Índia na corrida para organizar vacinas contra o coronavírus como um instrumento de diplomacia. Ao mesmo tempo, Biden está enfrentando acusações de “acumulação de vacinas” de defensores da saúde global, que desejam que seu governo canalize suprimentos para nações carentes que estão desesperadas por acesso.

Insistindo que os americanos estão em primeiro lugar, o presidente até agora se recusou a assumir qualquer compromisso concreto de distribuir vacinas americanas.

A Covid-19 pelo mundo afora

País Notícia
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Itália Vai bloquear metade do país. As restrições devem permanecer até a Páscoa.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas França O número total de casos foi de 4 milhões na sexta-feira, com mais de 25.000 novos casos registrados.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Reino Unido A taxa de infecção pelo novo coronavirus é a menor desde setembro 2020. O País de Gales começa a flexibilizar. No entanto, embora mais de 23 milhões de pessoas no Reino Unido já tenham recebido pelo menos uma dose da vacina, a imunização não é 100% protetora e dois terços da população ainda não receberam a primeira dose. Embora os casos de Covid tenham diminuído drasticamente durante o bloqueio, a prevalência permanece “muito alta” em comparação com as taxas do verão passado.
Dinamarca Dinamarca A Dinamarca suspendeu o uso da vacina Oxford-AstraZeneca enquanto as autoridades investigavam relatos de pacientes que desenvolveram coágulos sanguíneos com risco de vida após a vacinação.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Chile Mesmo aplicando 200 mil doses de vacinas diariamente, foi decretado lockdown parcial em algumas regiões do país, Santiago inclusive. O Ministro da Saúde alertou que não haverá progresso visível na curva de novos infectados em pelo menos um mês. A BBC News postou excelente matéria explicando porque o Chile tem, ao mesmo tempo, boa vacinação e alta taxa de contágio. Bom ler, uma vez que no Brasil poderá ocorrer algo parecido no segundo semestre, após a vacinação pegar alguma tração.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas EUA - I Desde o primeiro caso em janeiro de 2020, os EUA sofreram uma perda devastadora – quase 530.000 mortes, junto com 29 milhões de casos. E agora as variantes do vírus estão se espalhando por todo o país, mostra uma análise do USA TODAY dos dados do CDC. Mas, existem sinais de esperança. Os EUA estão relatando mais uma vez, menos de uma morte de Covid-19 por minuto, segundo o USA TODAY com dados da Universidade Johns Hopkins. Os EUA também relataram menos de 400.000 novas infecções na semana que terminou na quarta-feira, um nível não visto desde meados de outubro. As vacinações também estão ganhando velocidade e os estados estão facilitando os requisitos de elegibilidade para obtê-las. A marca de 100 milhões de doses acaba de ser superada.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas EUA - II Quase 1 em cada 5 americanos (19%) afirma ter perdido um parente ou amigo próximo para o coronavírus, de acordo com uma nova pesquisa do Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research. Os números foram consideravelmente maiores para os entrevistados negros (30%) e hispânicos (29%), mais um exemplo do impacto desproporcional da pandemia nos grupos minoritários.

Quando a população americana estaria vacinada

Eis a projeção da população vacinada para os EUA, publicada semana passada pelo The New York Times. Com 66 milhões – ou um quinto da população – hoje a vacinação avança à razão de 2,3 milhões de doses por dia, na média. Ou seja, em agosto, os americanos esperam já ter 95% da população vacinada.

Convido você a participar de um exercício totalmente nonsense: traçar a SUA projeção para o Brasil.

Covid-19 pelo mundo afora: 07-03-21
Covid-19 pelo mundo afora: 07-03-21

Foi a semana em que “a ficha caiu”. A semana do pânico – muito bem merecido, por sinal. Dessa vez não vou mais escrever aqui sobre previsões tenebrosas. Não faz falta. Já estão todas aqui. Resta apenas o gosto melancólico, quase mórbido, de pensar que tudo isso – essa catástrofe obscena que muitos ainda contemplam indolentemente – foi anunciado há meses. Quem acompanha o blog sabe disso. Agora eu poderia comentar sobre o pandemônio que virou o Plano de Imunização que foi sem nunca ter sido, ou as mentiras oficiais que os de cima cospem alegremente sobre nós como quem joga confetes de mentira a macacos confinados, ou as estatísticas dos mortos… Mas não vou fazer isso, e sim, destacar o que para mim é o fato mais importante (e lamentável) acontecido na República nos últimos 50 anos: o silenciamento, pela vil via administrativa, de dois professores universitários que ousaram opinar publicamente sobre o que ocorre. Isso diz tudo sobre para onde nós vamos agora. 

Matéria na capa no New York Times – Sexta-feira 05 03 21

Brazil’s Covid Crisis Is a Warning to the Whole World, Scientists Say

Brazil is seeing a record number of deaths, and the spread of a more contagious coronavirus variant that may cause reinfection.

Sem comentários

Como o Chile se tornou um destaque na corrida da vacina contra Covid-19

Dor Crônica - O Blog das Dores CrônicasO Chile emerge como líder global em vacinas de Covid com ‘estratégia pragmática‘. Mais de 3,1 milhões de doses de vacina foram ministradas em apenas três semanas e o país hoje está atrás apenas dos EUA, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e Israel em doses de vacinação por 100 pessoas. O Ministério da Saúde oportunamente comprou tranches de todo tamanho de várias vacinas e pretende ter 80% de sua população imunizada contra o vírus até junho. Já vacinou um quinto de seus 19 milhões de cidadãos em hospitais, escolas, estádios e prédios municipais. E tem mais. A estratégia chilena foi colocar em campo o Ministro das Relações Exteriores, e não o da Saúde, para viajar, negociar, bajular, seduzir pelo mundo afora, até sair com um contrato assinado de X, Y, Z doses de vacinas, em mãos. Isso, já no segundo trimestre de 2020. Contudo, isso não poupou o país de uma segunda onda do novo coronavírus. A vantagem é que, enquanto a vacinação progride velozmente, o sistema de medidas protetivas, abrindo e fechando porteiras antivirais pelo país afora, já tem experiência suficiente para segurá-las.

Um teste de diagnóstico da Covid-19 de saliva recém aprovado pelo FDA americano

O teste Covid-19 à base de saliva desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Illinois obteve autorização de uso de emergência federal, por parte do FDA. Um carimbo de aprovação altamente antecipado que confirma sua precisão e permite uma distribuição mais ampla em todo o estado. O teste de saliva é uma alternativa popular aos esfregaços de nariz mais invasivos e pode produzir resultados em 24 horas.

A vacina da Johnson & Johnson entra na competição

Julgada pela eficácia com que previne doenças graves, hospitalização e morte, a vacina da Johnson & Johnson é comparável às feitas pela Moderna e Pfizer-BioNTech. E embora tenha uma taxa de eficácia geral mais baixa nos Estados Unidos – 72%, em comparação com cerca de 95% das outras – os especialistas dizem que comparar esses números é problemático porque os testes das empresas foram realizados em locais e momentos diferentes.

Uma dose de AstraZeneca reduz o risco de adoecer com Covid-19 nos idosos

Quatro semanas após a primeira dose, a vacina foi cerca de 60% eficaz na prevenção de Covid-19 entre pessoas com pelo menos 70 anos de idade na Inglaterra, escreveram os cientistas em um artigo publicado online na segunda-feira, mas ainda não publicado em um jornal ou examinado por outros pesquisadores.

Você já ouviu isso antes. Você e mais 212 milhões. E no entanto…

O uso de máscaras, relatou um novo estudo, foi associado a menos infecções com o coronavírus e mortes por Covid-19 nos Estados Unidos. Os pesquisadores também descobriram que as regiões que abriram restaurantes para refeições no local – dentro de casa ou ao ar livre – viram um aumento nas infecções diárias cerca de seis semanas depois, e um aumento nas taxas de mortalidade de Covid-19 cerca de dois meses depois.

Itália bloqueia vacinas destinadas à Austrália

Dor Crônica - O Blog das Dores CrônicasUma Itália desesperada bloqueou 250.000 doses da vacina contra o coronavírus de serem enviadas para a Austrália, disse o governo na quinta-feira, fazendo jus às recentes ameaças da União Europeia de restringir as exportações de vacinas em meio a um cabo de guerra global por vacinas desesperadamente necessárias. A mudança faz parte de uma competição global cada vez mais intensa por doses, à medida que a escassez de vacinas impera e as variantes aumentam o temor de surtos de vírus. 

Olho Gordo

Líderes europeus observaram que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha estão em grande parte segurando firmemente as vacinas feitas nesses países. Os Estados Unidos rejeitaram a ideia de enviar parte de seu próprio suprimento de vacinas ao México. E a Grã-Bretanha indicou que consideraria enviar doses sobressalentes para a Irlanda, mas apenas quando os suprimentos para todo o seu programa de vacinação estivessem garantidos.

Controvérsia I: O tratamento com plasma convalescente

O National Institutes of Health suspendeu um ensaio clínico avaliando o uso da terapia de plasma convalescente em pessoas com Covid-19 leve a moderado, após descobrir que o tratamento experimental não proporcionou nenhum benefício significativo. A terapia com plasma convalescente envolve a retirada do plasma sanguíneo de uma pessoa que se recuperou da Covid-19 e sua transferência para outra pessoa, na esperança de que os anticorpos contra o coronavírus presentes no plasma possam reduzir a gravidade da doença. O ensaio rastreou 511 pessoas que receberam plasma convalescente ou um placebo após visitar uma sala de emergência com Covid-19 leve a moderado, e não encontrou nenhuma diferença nos resultados entre os dois grupos.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou hoje que recebeu o pedido do Instituto Butantan para iniciar os testes clínicos em humanos de um soro contra a Covid-19 desenvolvido a partir do plasma sanguíneo de cavalos. A instituição paulista vem estudando a alternativa desde o segundo semestre do ano passado.

Controvérsia II – Uma  única dose da vacina é suficiente? Ou duas?

Pesquisadores testaram os anticorpos no sangue de 59 profissionais de saúde vacinados com as vacinas Pfizer ou Moderna. Alguns dos voluntários tiveram Covid-19 oito a nove meses antes da vacinação. “Seus corpos se lembraram disso, sem problemas”. Após a primeira dose da vacina, os níveis de anticorpos dispararam rapidamente para mais de 500 vezes os níveis observados em pessoas que nunca foram infectadas. Os resultados, publicados na JAMA, sugerem que as pessoas que tiveram Covid-19 poderiam receber apenas uma dose da vacina ou ser movidas para o fim da fila de vacinação. Nos EUA isso poderia liberar de 4 a 5% das doses da vacina.

A American Medical Association discorda, através da sua publicação científica: a prestigiosa revista JAMA. Duas doses das vacinas Pfizer e Moderna são necessárias para conferir imunidade adequada. As novas vacinas para a Covid-19 são altamente eficazes, mas existe controvérsia sobre se uma segunda dose deve ser adiada para imunizar mais pessoas. A segunda dose é necessária e deve ser administrada.

A COVAX entrega suas primeiras doses de vacina

Em 1º de março, as nações africanas de Gana e Costa do Marfim começaram a vacinar profissionais de saúde com vacinas da AstraZeneca fornecidas por meio da COVAX Facility, a iniciativa internacional que trabalha para distribuir vacinas para países de baixa e média renda. Estas são as primeiras vacinações da COVAX. A remessa inicial de cada país incluiu cerca de meio milhão de doses, e a Organização Mundial da Saúde diz que mais 11 milhões serão entregues esta semana.

Ajuda telefônica para preservar a saúde mental

A pandemia deixou muitas pessoas sozinhas, deprimidas e ansiosas. Com um pouco de treinamento, os cidadãos comuns podem ajudar outras pessoas a lidar com a situação. Pessoas sem um histórico profissional de saúde treinado para ter conversas telefônicas empáticas podem ajudar a reduzir certos problemas de saúde mental em outras pessoas que surgiram durante a pandemia de Covid-19, relataram pesquisadores em 23 de fevereiro no JAMA Psychiatry. No estudo, os pesquisadores treinaram 16 chamadores, com idades entre 17 e 23 anos, em técnicas de conversação empáticas. Durante o verão de 2020, os participantes alcançaram 120 adultos, com idades entre 27 e 101 anos, que receberam o Meals on Wheels. Eles foram designados aleatoriamente para receber chamadas. Outro conjunto de participantes não recebeu nenhuma chamada. Os telefonemas reduziram a solidão, a depressão e a ansiedade dos participantes ao longo de um período de quatro semanas, em comparação com as pessoas do grupo de controle que não receberam ligações. Não está claro se os efeitos duram nas últimas quatro semanas ou qual é o efeito em casos mais significativos de depressão clínica, ansiedade e solidão, dizem os pesquisadores.

O Covid Longo começa a se perfilar no futuro. Lá fora, não cá.

No Reino Unido, até um milhão de pessoas precisam de tratamento por muito tempo após a pandemia, colocando uma enorme pressão extra em um NHS já sobrecarregado, o The Guardian revelou. Long Covid é um problema significativo que afeta um grande número de pacientes, disse um dos consultores especialistas do serviço sobre a condição emergente. Já estão surgindo sinais de que o serviço de saúde britânico (NHS) está tendo problemas para acompanhar a demanda de atendimento criada pelo grande número de pacientes que ainda apresentam sintomas como cansaço, névoa cerebral, dores no peito e problemas respiratórios meses após ter Covid.

A Covid-19 pelo mundo afora

País Notícia
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas EUA A Califórnia irá direcionar 40% das novas vacinas para comunidades de baixa renda.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Gana Vacinas estão sendo entregues por drones e caminhões com temperatura controlada.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Áustria Em um programa piloto, as autoridades austríacas realizarão uma campanha de vacinação em massa no distrito de Schwaz, no oeste do país, que foi afetado por um surto de novas infecções por coronavírus causadas em parte pela variante sul-africana.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Palestina Enquanto os palestinos na Cisjordânia clamavam por vacinas, seus líderes desviaram as injeções para alguns poucos favorecidos.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas França A França prometeu vacinar pelo menos 10 milhões de pessoas até meados de abril.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Colômbia A Colômbia se tornou o primeiro país das Américas a receber doses por meio da COVAX. Mais 24 nações da África estão programadas para receber remessas por meio do programa nos próximos dias. O impulso da vacina COVAX ocorre meses depois que as nações mais ricas iniciaram programas de vacinação usando doses compradas diretamente dos fabricantes, algo que muitos países não podem fazer.

Parou de cair. Por que parou?

O gráfico comparativo a seguir sugere parte da explicação.

O pior cego é aquele que não quer ver
O pior cego é aquele que não quer ver

Num post anterior critiquei o apelo para as pessoas continuarem aderindo às medidas de proteção do vírus depois de vacinada que os cientistas fazem pela TV. Eles e elas nos dizem que devemos continuar a usar máscara para proteger os outros. E eu digo que, gostemos ou não, os outros pouco importam quando se trata de fazer algo que a gente não gosta… como usar máscara, evitar contatos sociais etc. O que sim importa, e muito, é a própria pele. Aí, sim a juripoca pia! O apelo deveria, então, apontar perigos nesse sentido. Mas um médico chegou perto de fazer isso num vídeo e foi investigado por parecer disseminar fake news! Foi inocentado, claro. Mas o meu ponto é outro: por que ninguém investigou a mim que fiz muito pior? Estou arrasado.

Segundo eu li por aí, um vídeo do infectologista Marcius Burgarelli viralizou nas redes sociais e até foi investigado por suspeita de ser fake news.

O que ele disse de tão chocante? O óbvio: que a 1ª dose de qualquer das vacinas anti-Covid-19 que requerem duas doses, não protege totalmente da doença. Ele sugeriu ainda que as pessoas devem manter as medidas de proteção “até pelo menos 14 dias depois da 2ª dose”. Um achado e tanto.

Alertado de tamanho desaforo, o projeto Comprova que reúne jornalistas de 28 diferentes veículos de comunicação brasileiros para desmascarar fake news mobilizou suas hostes. Especialistas, além da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), confirmaram a veracidade das informações expostas no vídeo de Bulgarelli.

E confirmaram, também, as minhas suspeitas de que, passados quase um ano, milhares de explicações de médicos e cientistas e um quarto de milhão de mortos, muita gente no Brasil ainda sabe patavinas sobre com que está lidando.

Para começar, o Dr. Bulgarelli até que foi comedido.

Em princípio, outros fatores constantes, até uma pessoa vacinada ficar tecnicamente imunizada, demoraria 45 dias desde que aplicada a primeira dose e considerando 30 dias de intervalo entre doses e mais 15 dias após a segunda. Isso, no caso da Coronavac. Ou 105 dias, no da Oxford-AstraZeneca, já que o Brasil está praticando o mesmo intervalo da Europa.

Ocorre que essa razão e mais outras seis para não baixar a guarda depois de ser vacinado(a), eu apontei num post e num vídeo divulgados há a quase um mês.

O que me levou a postar sobre isso foi um artigo publicado em 2019 pelo Journal of Virology, intitulado: “Host Factors Impact Vaccine Efficacy: Implications for Seasonal and Universal Influenza Vaccine Programs”, de autoria de dois cientistas do Johns Hopkins School of Health, que faz parte da Johns Hopkins University, hoje uma referência para quem quer saber das andanças da Covid-19 pelo mundo. No artigo, eles provam por A mais B que vários fatores associados ao hospedeiro podem impactar a eficácia da vacina contra influenza (isto é, a capacidade da imunidade induzida pela vacina para proteger contra infecção subsequente do vírus da influenza). Então, por que esse impacto não iria ser notado no caso da Covid-19, sendo ambas as doenças respiratórias contagiosas, ainda que causadas por vírus diferentes?

Só para lembrar, os tais fatores são os seguintes:

Enfim. Foi o que eu pensei. E francamente não entendo por que o site COMPROVA ainda não veio me investigar! Afinal, o Dr Bulgarelli parece um coroinha comparado comigo. Porque eu não me limito a dizer, como já é de praxe, que depois da vacinado você tem que continuar aderindo às medidas de proteção porque pode transmitir o vírus a outros, e que você precisa porque você é um bom cristão e pega mal infectar o próximo e que o gesto nada tem de republicano, e não está na Constituição e bla, bla, bla… Isso todo mundo sabe e mal se importa.

Eu dou 7 outras razões inapeláveis para o mais valente esquecer a ideia de que a vacina vai livrá-lo de usar máscara, evitar aglomerações etc., depois de aplicada. Dentre elas, a do risco de reinfecção pós-vacina – risco que potencialmente sempre existiu, aliás – ora aumentado por causa das variantes. Isso, se tiver dois dedos de testa, claro.

Sete motivos concretos, para você passar o restante do ano respeitando as medidas de proteção para o que mais lhe importa na vida, ou seja, você mesmo.

Ignore-os a seu próprio risco.

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Covid-19 pelo mundo afora: 28-02-21
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Mais uma semana de melhora de números da Covid-19 no mundo, menos no Brasil. Por aqui, o Ministro da Saúde diz que a contaminação está três vezes pior, os cientistas exigem medidas restritivas de circulação de gente e o fechamento de atividades essenciais, a tendência de governadores e prefeitos é concordar em “fechar”, e o Presidente ameaça castigar, negando a ajuda assistencial (!!!!????) para quem “não abrir”. O pano de fundo? Duzentos e cinquenta e três mil mortos e a conta subindo. Bem-vindos ao manicômio!

Quero ver o Pazuello nessa seara

A raiva está crescendo com o lento lançamento da vacina Covid pela União Europeia, que deixou suas nações-membros muito atrás de vários outros países ricos e muitos deles estão agora olhando para além da fracassada estratégia de compra conjunta do bloco. A desesperada busca por mais doses faz com que as nações negociem entre si, comprando da Rússia e da China e considerando ofertas de intermediários que vão desde fraudes reais até fraudes diretas. Um imenso mercado negro – ou pelo menos cinza – surgiu, com arremessos de todo o mundo a preços muitas vezes exorbitantes. Os vendedores abordaram governos da UE alegando oferecer 460 milhões de doses de vacinas, de acordo com os primeiros resultados de uma investigação da agência antifraude do bloco, compartilhada com o The New York Times.

Infecção e transmissão: uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa

É possível que as vacinas não parem ou diminuam as chances de infecção. Mas elas podem tornar as pessoas infectadas menos capazes de transmitir o vírus ou torná-las menos infecciosas e, assim, reduzir a transmissão. Em Israel, pesquisadores mediram a “carga viral” – a concentração de partículas virais em pessoas vacinadas que posteriormente apresentam resultado positivo para o novo coronavírus, e  descobriram que ela é um bom indicador de infecciosidade. A carga viral diminuiu bem em um pequeno número de pessoas infectadas nas duas a quatro semanas após receberem sua primeira dose da vacina Pfizer, em comparação com aquelas que contraíram o vírus nas primeiras duas semanas após a primeira dose da vacina.

A Pfizer na ponta

A vacina da Pfizer-BioNTech provavelmente será eficaz contra a variante londrina do vírus, afirmam cientistas da Universidade de Cambridge. E quando a variante sul-africana é adicionada, aumenta substancialmente a quantidade de anticorpos necessária para prevenir a infecção. Contudo, uma proporção significativa de pessoas com mais de oitenta anos pode não estar suficientemente protegida contra a infecção até que tenham recebido sua segunda dose da vacina.

O potencial de espalhamento do vírus não é privilégio dos bares

Em uma academia em Chicago, 55 das 81 pessoas que participaram de aulas de ginástica presencial de alta intensidade em setembro foram infectadas. Ao todo, 43 membros da academia com teste positivo participaram das aulas quando eram possivelmente infecciosos, disseram os pesquisadores. Elas foram autorizadas a remover as máscaras durante o exercício. Deu no que deu. O surto ocorreu mesmo que as aulas na academia fossem limitadas a 25% do tamanho normal, com apenas 10 a 15 pessoas presentes. E na época nem variantes havia.

Vacinar é uma parte da equação. Testar e rastrear é a outra.

Os ensaios clínicos demonstraram que as duas vacinas autorizadas nos Estados Unidos – uma da Pfizer-BioNTech e outra da Moderna – são altamente protetoras e seguras contra o coronavírus. Mas mesmo os melhores estudos têm capacidade limitada de detectar reações adversas raras, que ocorrem apenas em certos grupos populacionais ou que acontecem além do período de três meses estudado nos ensaios. O rastreamento de eventos adversos, uma vez que as vacinas são administradas ao público em geral, é essencial não apenas para detectar problemas, mas para construir confiança na segurança das vacinas.

Profeta ou poeta?

Até Biden & Cia prometem dominar a pandemia com segurança apenas no final de 2021. Mas um médico muito bem qualificado prevê com segurança que a Covid “desaparecerá quase totalmente” até abril próximo. Marty Makary, MD, um cirurgião e professor da Escola de Medicina Johns Hopkins e da Escola de Saúde Pública Bloomberg, diz que os EUA estão correndo em direção a um nível extremamente baixo de infecção. À medida que mais pessoas forem infectadas, a maioria com sintomas leves ou nenhum sintoma, há menos americanos para serem infectados.

Explica melhor, por gentileza

A Pfizer e um coro de comentaristas vitalícios da TV paga alega que 69 países já fecharam negócio e que as cláusulas consideradas leoninas pelo inefável Pazuello seguem um padrão internacional. Mas uma reportagem do Bureau of Investigative Journalism, do Reino Unido, afirma que a Pfizer está “apertando” os governos latino-americanos nas negociações para conseguir maior lucro, uma vez que não lhe importa atrasar ou inviabilizar a assinatura de contratos – o que é possível, considerando os milhões de doses da vacina já vendidos à União Europeia e a América do Norte. Segundo os jornalistas, existem “cláusulas” e “cláusulas adicionais”, e as últimas seriam seletivas e não universais. É o caso da disponibilização dos ativos soberanos – o que pode incluir reservas de bancos federais, edifícios de embaixadas ou até bases militares – para cobrir possíveis ações no exterior. Aí o bicho pega. E se isso for verdade, com alguma razão.

A Covid-19 pelo mundo afora

País Notícia
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas EUA A Casa Branca disse na terça-feira que as remessas semanais de vacinas contra o coronavírus para os estados aumentariam em um milhão de doses, para 14,5 milhões, na medida que os fabricantes de vacinas continuem aumentando a produção. O ritmo da vacinação começa a se recuperar após as tempestades de inverno. Espera-se que os reguladores federais dos EUA permitam que a vacina da Pfizer-BioNTech seja armazenada em temperaturas de congelamento padrão.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Escócia O plano da Escócia para suspender lentamente as restrições começa com as escolas.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Israel Israel está doando vacinas a aliados, enquanto os palestinos esperam.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Líbano A campanha de vacinação Covid-19 explodiu ali em escândalo depois que 16 legisladores pularam a fila e foram vacinados dentro do prédio do Parlamento. Idem na Argentina, Peru e Equador.
Afeganistão Afeganistão Meio milhão de doses de vacina chegaram este mês nesse país, onde muitos insistem que o vírus não é real e as vacinas não são necessárias.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Índia O gigante farmacêutico com o qual dezenas de países estão contando para fornecer vacinas Covid-19 disse que suas entregas podem ser atrasadas porque foram “direcionadas” para atender as necessidades domésticas antes dos pedidos de exportação.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas União Européia Com grande parte da Europa vivendo sob maiores restrições de movimento e interação social, as taxas de infecção por Covid-19 em todo o continente foram cortadas pela metade desde o pico do inverno, disse a Organização Mundial de Saúde na quinta-feira. Mas, os novos casos ainda são dez vezes mais altos do que em maio passado e a região ainda experimenta altas taxas de transmissão comunitária.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas México e Argentina Os dois países assumiram a liderança dos que mais pressionam a ONU a garantir acesso universal as vacinas anti-Covid-19, denunciando as nações mais ricas que têm comprado 2 ou 3 vezes mais vacinas do que precisam, deixando as nações mais pobres à míngua. O governo brasileiro vê a mão do Maduro por trás da iniciativa dos irmãos-mais-ou-menos. E a do Capeta, também.
Uruguai Uruguai A nação que há 7 meses rivalizava com a Nova Zelândia no controle da pandemia, está se aproximando perigosamente dos 1 mil novos infectados por dia e já ostenta uma taxa de positividade de 15%.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Nova Zelândia Auckland entrará em bloqueio da Covid de sete dias. Restrições na maior cidade do país serão impostas após o registro de um único caso da Covid de origem desconhecida. Acontece duas semanas depois que quase 2 milhões de residentes de Auckland foram colocados em um confinamento repentino de três dias, quando uma família de três pessoas foi diagnosticada com a variante mais transmissível do coronavírus no Reino Unido. Nesse país, a entrega de vacinas contra o coronavírus para mais de 20 milhões de pessoas recém começou. O governo espera ter 4 milhões de pessoas vacinadas até março e todo o país até outubro. Na primeira fase, cerca de 678.000 pessoas receberam até 1,4 milhões de doses, provavelmente da vacina Pfizer, aprovada pela ANVISA de lá no mês passado.

Variantes, variantes… 

A variante do coronavírus ora prevalente na Califórnia é mais contagiosa, embora a escala de sua ameaça não seja clara. Alguns especialistas disseram que a nova variante na Califórnia é preocupante, mas é improvável que crie tantos problemas quanto B.1.1.7. Por outro lado, uma nova variante do coronavírus está se espalhando em Nova York. Ela contém uma mutação que pode ajudar o vírus a se esquivar do sistema imunológico. Depois que essa variante, a B.1.526, foi relatada pela primeira vez pelo The New York Times e pela CNN, as autoridades municipais ficaram na defensiva, dizendo que os estudos provavam que pesquisas adicionais eram necessárias, e que não houvesse motivo para pânico. As autoridades da cidade alertam contra a “pornografia com patógenos” em meio a dados limitados, supostamente praticada pelos pesquisadores, enquanto estes dizem que estão simplesmente relatando os fatos.

Recomendação de vídeos
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Sete razões para continuar usando máscaras (que não têm a ver com proteger os outros, mas você), por Julio Troncoso Ph.D.
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Tudo sobre vacinas, por Dr. Marcos Boulos
Covid-19 pelo mundo afora: 21-02-21
Covid-19 pelo mundo afora: 21-02-21

No plano global, a boa notícia da semana foi o fato de os líderes do G7 (países mais ricos) terem dobrado o seu compromisso de financiar o COVAX, a entidade encarregada de fazer chegar vacinas às nações pobres, chegando assim a US$ 7,5 bilhões. A má notícia doméstica é o veloz avanço das variantes do vírus, especialmente a de Manaus. O diabo é que para deter um surto viral potencializado desse tipo nas regiões/cidades em que ele se manifestar com maior força, é essencial contar com uma boa capacidade de testagem e de rastreamento de contatos. Algo do qual o Brasil carece. Ah, e ia me esquecendo que o inefável Pazuello prometeu disponibilizar 230 milhões de doses de vacinas para assim vacinar 50% da população até junho. A conferir. Em julho.

Uma notícia boa, mas nem tanto para nós

Três novos estudos vindos à tona nas últimas semanas sugerem que uma única dose da vacina pode ser suficiente para imunizar. Um pequeno detalhe: os três avaliaram unicamente as vacinas americanas – Pfizer/BioNTech e Moderna – que usam o mRNA mensageiro para ativar o sistema imunológico. Não é o caso das vacinas atualmente sendo cogitadas pelo Brasil. So sorry.

A vacina da Pfizer: o “padrão-ouro” das vacinas anti-Covid-19

Publicado no The Lancet na quinta-feira e com base em um grupo de 9.100 profissionais de saúde israelenses, o estudo mostrou que a vacina da Pfizer foi 85% eficaz 15 a 28 dias após receber a primeira dose. Os ensaios clínicos em estágio final da Pfizer/BioNTech, que envolveram 44.000 pessoas, mostraram que a vacina era 95% eficaz se duas doses fossem administradas com três semanas de intervalo.

Acabo de descobrir o que por tanto tempo suspeitei: eu sou mesmo Napoleão!

“Rejeição ao trabalho de Bolsonaro volta a 48%, o recorde na pandemia. Taxa é igual a de junho de 2020.” Eis o título de uma matéria publicada na quinta-feira passada, num site de grande circulação em Brasília. Leia de novo. Respire fundo. Sente, se estiver ficando tonto(a). Ok, pense que todos têm direito a uma opinião – até agora. Pense, mas não desculpe. Leia pela última vez. Ou seja, que depois de um ano com a pandemia correndo solta em boa parte graças à omissão ou incompetência de um comando central, e um quarto de milhão de mortos justamente muito mortos em parte por conta disso, de cada 2 brasileiros, apenas um rejeita “o trabalho do Bolsonaro”? Parem o mundo que eu quero descer!

Quarentena encurtada

Muita gente ainda pensa que o período de isolamento para quem testa positivo para a Covid-19 é de 14 dias. Errado. O isolamento pode ser encurtado para 10 dias nos casos de pessoas com sintomas ligeiros de Covid-19 ou assintomáticas e com teste positivo, e só se estiverem sem utilizar antipiréticos (para controlar a febre) durante três dias consecutivos e apresentem melhoria significativa dos sintomas.

Lá como aqui

Na Flórida, semana passada, duas mulheres apareceram num local de vacinação contra o coronavírus “fantasiadas de avós”. Elas tinham 34 e 44, não mais de 65, portanto, apesar de seus trajes, que incluíam óculos, elas não eram elegíveis para serem vacinadas. No entanto, era a segunda dose para ambas. As mulheres apresentaram cartões válidos dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA indicando que já haviam recebido suas primeiras doses de vacina. Ninguém sabe como elas escaparam da primeira vez.

A Covid 19 pelo mundo afora

País Notícia
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas EUA O país dobrou a taxa de vacinação nessa semana, porém continua tendo uma média de mais de 2.000 mortes por dia e está a caminho de chegar a 500.000 mortes na próxima semana.

Na sexta-feira, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças divulgaram novas diretrizes para a reabertura de escolas, mas ignoraram a melhoria da ventilação como medida de precaução. Treze especialistas instaram o governo a exigir uma combinação de máscaras e medidas ambientais, como melhor ventilação, para diminuir os riscos em vários locais de trabalho. hospitais, escolas e frigoríficos. Foi apenas em julho que a Organização Mundial da Saúde reconheceu que o vírus pode permanecer no ar em espaços fechados lotados, depois que 239 especialistas pediram publicamente à organização que o fizesse.

As vacinas da Moderna e Pfizer-BioNTech protegem efetivamente os destinatários. Mas, em um sinal preocupante, elas são um pouco menos eficazes contra uma variante encontrada na África do Sul.

Um menino paulistano passou maus bocados para escapar do que parece ter sido uma doença rara intitulada Multisystem Inflammatory Syndrome in Children (ou MIS-Ca). Casos desses surgiram pela primeira vez na Europa e na América do Norte no primeiro semestre do ano passado, aparentemente ligados à pandemia Covid-19. Durante a primeira onda, cerca de metade dos pacientes precisou de tratamento na unidade de terapia intensiva, mas agora 80 a 90% o fazem. As razões não são claras. O aumento segue o pico geral de casos de Covid nos Estados Unidos após o feriado de inverno, e mais casos podem simplesmente aumentar as chances de surgimento de doenças graves. Até o momento, não há evidências de que as variantes recentes do coronavírus sejam responsáveis, e os especialistas dizem que é muito cedo para especular sobre qualquer impacto das variantes na síndrome.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas África do Sul A África do Sul compartilhará suas doses não utilizadas da vacina AstraZeneca-Oxford com a União Africana, disse o ministro da saúde do país na terça-feira. A África do Sul, que comprou 1,5 milhão de doses da vacina, decidiu suspender os planos de distribuí-la este mês, depois que um pequeno ensaio não conseguiu demonstrar que poderia prevenir casos leves ou moderados de Covid-19 causados pela preocupante variante do país.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Chile No dia 3 de fevereiro, no início da vacinação em massa no Chile, o ministro da Saúde, Enrique Paris, anunciou uma campanha de comunicação para promovê-la. Depois, durante a primeira semana de inoculações, as doses foram administradas a mais de um milhão de pessoas, porém nada de campanha. Nesta quarta-feira, questionado, o ministro respondeu que “o plano de comunicação está presente há vários meses”. Os chilenos inventaram a comunicação incomunicável não-comunicada.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Tailândia A Tailândia anunciou na quinta-feira (11/02) planos para inocular 1 milhão de seus habitantes mais vulneráveis contra Covid-19 até maio. O plano da Tailândia de produzir a vacina AstraZeneca contra o coronavírus localmente está em vias de estar pronto para começar as inoculações em massa em junho, com capacidade para fazer até 18 milhões de doses por mês. Coincidentemente, a estratégia de vacinas da Tailândia gira em torno da produção de vacinas AstraZeneca pela empresa local Siam Bioscience, de propriedade das vastas holdings comerciais do rei tailandês. Pelo visto os chineses da Sinovac dançaram. Lembremos que a Tailândia foi um dos três países onde a Coronovac foi testada.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Irlanda A Irlanda acaba de reportar três casos da variante brasileira.

Ora, quem diria? O lockdown dá certo!

Houve um “forte declínio” nos níveis de infecções por coronavírus na Inglaterra desde janeiro, dizem os cientistas que rastreiam a epidemia. O estudo React do Imperial College London descobriu que as infecções caíram dois terços em toda a Inglaterra desde o início do bloqueio, com uma queda de 80% em Londres. Essas descobertas são baseadas em mais de 85.000 testes de esfregaço de pessoas selecionadas aleatoriamente, elas sugerem que o distanciamento social e as restrições estão tendo um impacto. Espantoso. Os cientistas descobriram que um vírus que se transmite pelo contato não mais se transmite se o contato for interrompido. Essa informação, chocante, deveria ser repassada nesse fim de semana a todos os frequentadores das praias que não deveriam frequentar pelo país afora. Obviamente, ante tamanha descoberta, todos, ou quase todos, vão voltar para casa.

Nações Unidas. Quem diria! Elas ainda existem.

Na quarta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que o G-20 elabore um plano global de vacinação, envolvendo uma força-tarefa para mobilizar farmacêuticas e outras indústrias que possam ser utilizadas. “Se permitimos que o vírus se espalhe como um incêndio no hemisfério sul, ele sofrerá mutações continuamente. As novas variantes poderiam ser mais transmissíveis, mais mortais e, potencialmente, ameaçar a eficácia das vacinas e dos diagnósticos atuais. Isso pode prolongar a pandemia significativamente, permitindo que o vírus volte a assolar o norte do planeta”. Na mosca.

Quanto as vacinas por aqui protegem contra a variante de Manaus?

As variantes do novo coronavírus já estão na mira dos cientistas em vários países, o Brasil inclusive. Sabe-se que várias vacinas – Pfizer, Moderna, Covavax, Oxford-AstraZeneca – se mostram menos eficazes diante da variante sul-africana. Porém, nada se sabe sobre a variante amazônica, que segundo o inefável Pazuello, seria “três vezes mais contagiosa” do que vai saber o que ele tinha em mente quando falou aquilo. O Instituto Butantan e a Fiocruz dizem estar estudando a eficácia das suas vacinas contra a variante amazônica, mas ainda sem resultados.

Risco de morrer de variante Covid.

Os cientistas divulgaram os dados por trás do aviso do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, na semana passada, de que a nova variante B.1.1.7 do Covid-19 está associada a mais mortes. A chance de morrer é cerca de 35% maior para pessoas confirmadas como infectadas com a nova variante. O risco é mais pronunciado para homens mais velhos. A chance de morte para um homem de 85 anos aumenta de cerca de 17% para quase 22% para aqueles com a variante. Os pesquisadores alertam que os dados são preliminares e não está claro se a variante é mais mortal do que as cepas anteriores ou se está se espalhando para mais pessoas vulneráveis a doenças graves.

Por trás da queda da Covid-19 da Índia.

As infecções relatadas de Covid-19 na Índia caíram de um recorde de quase 100.000 casos por dia em setembro para cerca de 10.000 casos por dia agora. Muitas explicações foram sugeridas, mas o mais provável é que os casos estão sendo perdidos porque o teste é irregular e muitas pessoas apresentam apenas sintomas leves, e que as intervenções de saúde pública, como o uso de máscara, estão funcionando. “Não há nada de incomum na queda de infecções na Índia. Não há milagre aqui.”, diz o virologista Shahid Jameel.

Adivinha, bom adivinhador

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Pouco tempo atrás o Brasil e outros 9 países formavam o grupo dos Amaldiçoados pela Covid-19 (ou pela própria incompetência, melhor dizendo), entre eles Alemanha, Espanha, EUA, Índia… Você quer saber como está o Brasil nesse ranking multinacional de novos infectados com a Covid 19 agora? Clique aqui.

Covid-19 pelo mundo afora: 14-02-21
Covid-19 pelo mundo afora: 14-02-21

Dentre os 8 países mais encrencados desde a virada do ano, o Brasil atualmente é o único que não consegue virar a curva de novos infectados. (A França também, mas num patamar muito inferior.) O que mais me assustou, porém, foi a declaração da Dra. Sharon Cook, líder do programa de vigilância genética britânico, de a variante do vírus (a britânica) vir a se espalhar pelo mundo “com toda certeza”. O único que pode amenizar a ameaça é vacinar mais gente, o mais rapidamente possível, o que alguns países europeus e o Brasil estão descobrindo ser nada fácil.

Por fim, a semana encerrou por aqui com uma boa notícia: depois de 11 meses de desvario total em relação a TUDO o relacionado ao combate à Covid-19 por parte do Governo federal, alguém – alguns senadores, no caso – passaram a conta, ou uma mínima parte dela. “Afinal, quem vai pagar pela parte do quarto de milhão de mortos que não deveria ter existido?”, é a pergunta da vez. “Ora, eu que não vou”, foi o que insinuou claramente o inefável Pazuello ao mentir à la Trump. Ou seja, igual ao sujeito que a mulher confronta com uma foto dele saindo muito bem acompanhado de um motel, e na hora alega que “aquilo” foi obra do photoshop.

Pode ser pouco, se não for você o(a) entubado(a)

Um medicamento para artrite reduz o risco de morte para pacientes hospitalizados com Covid-19, segundo um grande ensaio clínico na Grã-Bretanha, reforçando resultados promissores, mas mistos, em estudos anteriores e menores. A droga, tocilizumab, reduziu a taxa de mortalidade em pacientes gravemente enfermos com Covid-19 para 29%, em comparação com 33% em pacientes que não receberam o tratamento. Isso se traduz em uma vida sendo salva para cada 25 pacientes tratados com a droga, uma redução significativa na mortalidade que também aliviaria a pressão sobre os sistemas de saúde sobrecarregados.

Flórida e as variantes

O número de casos variantes conhecidos nos EUA aumentou 73% na semana passada, de acordo com o CDC. Em nenhum lugar o aumento foi mais notável do que na Flórida, que agora tem 343 casos de uma variante de rápida disseminação – acima dos 201 casos relatados durante o Super Bowl de domingo, que foi realizado em Tampa. A Flórida agora tem mais do que o dobro de casos variantes conhecidos do que qualquer outro estado; a Califórnia está em um distante segundo lugar.

Dura na queda

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Uma freira francesa completa 117 anos após derrubar a Covid-19. Esperava-se que a irmã André, residente de Toulon, no sul da França, celebrasse sua vitória contra o vírus e seu aniversário na quinta-feira com um banquete e uma taça de champanhe.

Perseguindo a vacina Faz-Tudo

Há anos que muitos cientistas clamam por um tipo diferente de vacina: uma que possa funcionar contra todos os coronavírus. Uma injeção que poderia proteger contra a Covid-19, suas variantes, certos resfriados sazonais – e a próxima pandemia de coronavírus. Agora eles estão começando a desenvolver protótipos de uma chamada vacina contra o pancoronavírus, com alguns resultados promissores, embora iniciais, de experimentos em animais. “Temos que conseguir uma força de trabalho real para acelerar isso, para que possamos ter este ano”. O Dr. Topol e Dennis Burton, um imunologista da Scripps, comentaram este projeto sobre vacinas contra o coronavírus na segunda-feira na revista Nature.

No final das contas, quem vai pagar por isso?

A notícia já foi dada na sexta, mas eu tenho prazer em reprisá-la. Donald Trump fez de tudo e conseguiu… que a pandemia da Covid-19 piorasse muito além do necessário. “Durante seu mandato, o presidente Trump, politizou e repudiou a ciência, deixando os EUA despreparados e expostos à pandemia da Covid-19”, concluiu a revista científica The Lancet. Os EUA poderiam ter evitado 40% das mortes por Covid-19, se as taxas de mortalidade do país correspondessem às taxas de outros países de alta renda do G7. Valeu, mas até os analfabetos perceberam isso.

Mas se engana quem supõe que Trump e outros governantes que tenham feito estrago semelhante vão pagar por isso.

A Covid-19 pelo mundo afora

Quarentena Seletiva

Pessoas que receberam o esquema completo de vacinas Covid-19 podem pular a quarentena padrão de 14 dias após a exposição a alguém com a infecção, desde que permaneçam assintomáticos, recomendou o americano CDC. As pessoas que optam por não se colocar em quarentena devem fazê-lo apenas se receberam a última dose dentro de três meses, e devem evitar a quarentena apenas 14 dias após a última injeção, o tempo que leva para desenvolver imunidade. O CDC recomenda que as pessoas vacinadas ainda usem máscaras, pratiquem o distanciamento social e evitem espaços mal ventilados e multidões. Isso porque ainda há informações limitadas sobre se a vacina pode prevenir a transmissão e por quanto tempo ela confere proteção contra o vírus.

Máscaras de eficácia zero

Falsificações inteligentes, carimbadas com o logotipo da 3M e enviadas em caixas com os dizeres “Made in USA” foram encontradas armazenadas em galpões, no Texas. Mas essas supostas máscaras N95 não foram produzidas pela 3M e não foram feitas nos Estados Unidos. Elas eram falsificadas e milhões foram compradas por hospitais, instituições médicas e agências governamentais em pelo menos cinco estados dos EUA.

A Covid-19 e os problemas mentais: uma explicação

Células em forma de estrela, chamadas astrócitos, desempenham muitas funções no sistema nervoso e fornecem combustível para os neurônios, que transmitem sinais por todo o corpo e cérebro. Em uma placa de laboratório, o estudo descobriu que astrócitos infectados pararam de produzir combustível crítico para os neurônios e secretaram uma substância “não identificada” que envenenou os neurônios próximos. Se astrócitos infectados fizerem o mesmo no cérebro, isso poderia explicar algumas das mudanças estruturais vistas nos cérebros dos pacientes, bem como algumas das “névoas cerebrais” e problemas psiquiátricos que parecem acompanhar alguns casos de Covid-19.

Sonhar não custa nada. Por aqui.

Nesta semana, o governo federal está disponibilizando 1 milhão de vacinas nas 40 mil farmácias dos Estados Unidos. Vinte e um “parceiros farmacêuticos nacionais e redes de farmácias – Walgreens, CVS, Walmart, Publix e outras – estão participando de um Programa Federal de Farmácias de Varejo. Com isso, o governo Biden espera levar mais vacinas a mais público.