Etiqueta: cérebro

Um futuro sem dor crônica

Um futuro sem dor crônica

O artigo publicado pelo Dr. David Borsook, diretor do Pain and Imaging Neuroscience Group do Children’s Hospital Boston, EUA, mira na situação atual da pesquisa sobre dor nos Estados Unidos. Contudo, a sua leitura, muito amena, por sinal, deveria interessar a cientistas, médicos e pacientes no Brasil. Por vários motivos. O artigo critica o atraso da medicina científica e clínica no tratamento efetivo da dor, atribuindo-o em parte ao domínio da pesquisa da dor, pelas indústrias farmacêutica e de biotecnologia. Mas o Dr. Borsook é um otimista e faz uma excelente exposição muito bem documentada, dos campos de pesquisa em dor que hoje apresentam resultados promissores, destacando especialmente os avanços nas maneiras pelas quais a dor crônica altera o cérebro, e o quanto eles podem levar para melhores abordagens de tratamento. Por fim, o Dr. Borsook recomenda medidas para facilitar esses novos tratamentos, incluindo o estabelecimento de centros integrados de neurociência clínica preenchendo a lacuna entre a bancada e a beira do leito. Medidas que, infelizmente, estão longe de ser implementadas devido a orçamentos reduzidos, interesses corporativos, e indiferença das autoridades sanitárias. Da leitura desse artigo, aliás, é claro que, apesar dos avanços científicos no campo da dor, o problema que a dor representa para a sociedade continua subavaliado e mal resolvido, tanto nos EUA quanto no Brasil.

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A percepção da dor no cérebro

A percepção da dor no cérebro

A dor é uma experiência altamente subjetiva. Por sua própria natureza, ela é difícil de avaliar, investigar, gerenciar e tratar. Identificar de forma não invasiva onde a plasticidade, sensibilização e outros processos de amplificação da dor podem ocorrer ao longo do neuroeixo da dor e relacioná-lo com sua experiência específica de dor é de considerável interesse para a comunidade clínica da dor e a indústria farmacêutica. Essa postagem, baseada num artigo publicado no British Journal of Anesthesia, resume o conhecimento atual sobre o que, no cérebro, incide na percepção da dor.

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Dor crônica e emoção andam juntas: o que as une no cérebro?

Dor crônica e emoção andam juntas: o que as une no cérebro?

Aproximadamente uma em cada dez pessoas em todo o mundo lida com algum grau de dor crônica a cada ano, afetando mais pessoas do que doenças cardíacas, diabetes e câncer juntos. Em algumas regiões, esse número chega a um em cada quatro. Sendo a dor crônica uma experiência tão prevalente, convém saber que mantém um relacionamento bidirecional com as emoções – apenas não se sabe qual é mais prejudicial à outra. Há muito se sabe que os transtornos de humor e a dor crônica andam de mãos dadas, com até metade das pessoas com crises de dor que duram mais de alguns meses também experimentando depressão ou ansiedade. Ignora-se, porém, o elo que une os dois estados, o doloroso e o emocional. Este post comenta os resultados de uma pesquisa que joga alguma luz nesse buraco negro. A conexão caberia às substâncias químicas que agem inibindo e/ou estimulando a sinalização da dor enquanto ela é processada pelo Sistema Nervoso Central e muito especialmente, a uma delas, o neurotransmissor chamado GABA.

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O cérebro emocional e a dor crônica

O cérebro emocional como preditor e amplificador da dor crônica

A literatura médica sobre dor considera essa sensação como um recurso benéfico, protetivo, etcetera. A tese dos autores do artigo a seguir, a maioria deles neurocientistas do tipo “mão-na-massa”, é diferente. Como a vida humana em geral é livre de lesões, os mecanismos nociceptivos constituem a maquinaria apropriada para proteger o corpo de lesões, enquanto a dor sinaliza o fracasso ou o potencial de falha em proteger o corpo de lesões. Dentro desse conjunto de definições, a dor crônica – dor que persiste na ausência de estímulos rígidos ou após o processo de cura – pode ser considerada apenas patológica, pois não está mais associada a um repertório comportamental apropriado. Ela não estaria associada apenas a nocicepção, mas traços psicológicos e de personalidade também podem contribuir. Note-se que esta não é uma especulação psicológica intuitiva mas uma evidência comprovada pela neurociência.

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Ensinando o sistema nervoso a esquecer a dor crônica

Ensinando o sistema nervoso a esquecer a dor crônica

Estudos experimentais revelaram uma semelhança notável nos mecanismos subjacentes à amplificação e aprendizagem da dor e à memória em áreas do cérebro como o hipocampo e o córtex cerebral. Essas descobertas deram origem à ideia de que uma “memória de dor” está codificada no sistema nervoso e que reverter essa memória pode ser a chave para encerrar os transtornos de dor crônica. Em outras palavras, a reversão da plasticidade nos circuitos da dor pode fornecer a oportunidade de aliviar permanentemente a dor crônica. Esse post primeiro comenta essa tese e depois descreve um tratamento pioneiro baseado no uso medicinal da capsaicina – a mesma substância que rendeu a Julius e Patapoutian o Prêmio Nobel de Medicina 2021 – pelo qual parece possível apagar a memória e, por tabela, a dor.

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Dor e cérebro

O que é dor e o que está acontecendo quando a sentimos?

A dor é talvez a sensação mais frequente e democrática a existir entre os humanos. No entanto, até defini-la é difícil! Talvez por isso, a dor não é ensinada nas faculdades de medicina, e consequentemente, os médicos em geral a consideram apenas um sintoma de uma doença qualquer, tratável unicamente via fármacos ou cirurgia. Para a maioria dos pacientes com dor, porém, remédios e faca não resolvem, e até podem piorar a situação. Nessa rua sem saída, o que eles podem fazer? Informar-se por conta própria sobre a dor e o processo doloroso, de maneira a procurar pelo médico certo, firmar expectativas realistas sobre o que se pode conseguir com tal ou qual terapia e, acima de tudo, assumir plena responsabilidade pelo próprio tratamento. Para tanto, o primeiro passo é saber o que é dor e como a processamos via mente-corpo. Eis o tema desse post.

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A fibromialgia e o sistema imunológico

A fibromialgia pode ser uma condição do sistema imunológico e não do cérebro

A possibilidade de a fibromialgia – uma condição pouco compreendida que causa dor generalizada em todo o corpo e cansaço extremo – ser causada por uma resposta autoimune que aumenta a atividade dos nervos sensíveis à dor em todo o corpo, não é recente. Novas pesquisas, todavia, a trazem à tona e convém prestar atenção. As descobertas desafiam a visão amplamente difundida da condição – que ela tem origem no sistema nervoso central e mais precisamente, no cérebro – e podem abrir caminho para um melhor tratamento. As descobertas foram publicadas no Journal of Clinical Investigation.

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Retreinando o cérebro para tratar a dor crônica nas costas

Retreinando o cérebro para tratar a dor crônica nas costas

Esse post se refere a uma terapia nova que parece sair do convencional-que-não-dá-certo, ao abordar a dor musculoesquelética reunindo o cérebro e o resto do corpo. A dor musculoesquelética crônica costuma ser mal tratada porque o conhecimento sobre ela está encapsulado em especialidades distintas, como neurociência, fisioterapia/reabilitação, ortopedia e reumatologia, que se concentram respectivamente em 1) efeitos mediados neuralmente nos processos de dor, 2) comportamento e atividade muscular, 3) estrutura do tecido, e 4) processos inflamatórios. Embora essas disciplinas estudem individualmente aspectos importantes da dor, na prática não aliviam a dor do paciente por este ser, sentir e se comportar, como uma única entidade “mente e corpo”. Entidade, aliás, ainda muito pouco entendida, ou sequer explorada pela medicina, acadêmica e clínica.

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Reprocessamento da dor: uma nova terapia para a dor crônica

Reprocessamento da dor: uma nova terapia para a dor crônica

O presente artigo resume uma publicação recente sobre uma nova terapia comportamental focada na dor crônica denominada terapia de reprocessamento da dor (TRP). Trata-se de um ensaio clínico randomizado, assinado por 14 pesquisadores médicos e psicólogos ligados a diversas universidades americanas e clínicas especializadas em tratamento da dor. A intenção do estudo foi provar a eficácia da TRP na redução da dor nas costas. A terapia visa promover a reconceitualização da dor crônica primária (nociplástica) como um falso alarme gerado pelo cérebro, por parte dos pacientes. Ela compartilha alguns conceitos e técnicas com os tratamentos existentes para a dor e com o tratamento cognitivo-comportamental do transtorno do pânico, porém também apresenta diferenças importantes.

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O que é mente

O que é mente ?

Se o cérebro tem explicado a mente, como explicar os eventos mentais como sendo causados pela atividade de um grande conjunto de células neuronais? Eventos mentais que, note-se, estão envolvidos na produção da dor crônica. Veja aqui o que uma neurocientista de renome tem a dizer a respeito.

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A dor crônica é tratável

A dor crônica é tratável

Em “Crooked: vencendo a indústria de dor nas costas e pegando o caminho para a recuperação” (2017), a autora Cathryn Jakobson Ramin investigou o mistério da dor crônica nas costas. Esse tipo único e complexo de dor, ela escreve, não existe na coluna, mas no cérebro. Aquele livro figurou um bom tempo na lista dos mais vendidos publicada pelo New York Times. Eu transcrevi boa parte dele nesse blog, assim como artigos relacionados. A plateia, porém, nem piscou. Na minha opinião, por dois motivos: primeiro, é difícil aceitar que dói o dedão do pé e que a sensação é inteiramente governada pela interação de vias neurais no Sistema Nervoso Central, do qual o cérebro faz parte; e segundo, porque se assim fosse, ninguém – exceto psicólogos e psiquiatras – atualmente saberia o que fazer com essa, ou a partir dessa informação. A situação consequentemente é dramática para os milhões de portadores de dores crônicas não malignas que recebem diagnósticos e tratamentos equivocados ou tardios. Por isso, artigos afirmando que a dor crônica é tratável desde que o foco do portador seja o cérebro, merecem atenção – ao menos de quem nunca ouviu falar em “neurociência da dor”.

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Fale com o seu cérebro para gerenciar a dor

Fale com o seu cérebro para gerenciar a dor

A primeira vez que ouvi essa recomendação: “Fale com seu cérebro”, como um dos recursos para aliviar uma dor crônica… eu nem sabia que a dor era igual a mãe, tinha uma só; que podia ser curada por completo, ao invés de aliviada mentalmente; e que “neurociência” devia ser um sinônimo de “ciência neurótica”, ou “ciência para neuróticos”, ou mais ou menos isso. Eu estava errado em tudo. Portanto, poupe-se de cometer o mesmo erro que eu cometi e não dispense o artigo a seguir por causa do título extravagante. Ele não é. Ao contrário, é uma forma fácil de entender que para autogerenciar uma dor crônica é preciso fazer coisas nunca imaginadas: como falar com o próprio cérebro.

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