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Saiba escolher a sua vacina: esta aqui promete

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Muitas vacinas padrão funcionam injetando uma forma morta ou enfraquecida do patógeno no corpo em preparações que não são projetadas para deixá-lo doente, mas para aumentar a imunidade. A chave para construir essa imunidade é que a porção do patógeno, chamada antígeno, treina o sistema imunológico para reconhecer e responder ao agente infeccioso. As vacinas de RNA funcionam introduzindo no corpo uma sequência de RNA mensageiro (mRNA) que contém as instruções genéticas para que as próprias células da pessoa vacinada produzam os antígenos da vacina e gerem uma resposta imune. Ao que parece, isto representa vantagens significativas em termos de tempo e dinheiro sobre as vacinas convencionais. Este post trata disso.

Tradicionalmente, as vacinas são feitas de um vírus morto ou inativado ou de proteína recombinante. Elas produzem anticorpos que podem ser ativados se e quando o organismo entrar em contato com o vírus real no futuro.

Em 2005, no entanto, a bioquímica húngara Katalin Karikó foi por outro caminho. Ela conseguiu que a própria célula humana fizesse a proteína desejada – eliminando o processo meticuloso de seu cultivo em laboratório. Ou seja, uma mensagem é enviada ao corpo humano para ele mesmo produzir a vacina. Isso encurta dramaticamente o tempo da concepção à conclusão de uma vacina, algo crucial na atual pandemia.

Na época, nada aconteceu porque a indústria farmacêutica olhava noutras direções. Dezessete anos depois uma outra descoberta, a do novo coronavírus, mudou o foco.

Os prazos de vacinação ainda são medidos em anos ou décadas (um estudo em 2013 descobriu que a vacina média levou 10,71 anos em ser concebida e concluída). Diante de um surto como o da Covid-19, uma resposta tão lenta é inaceitável e existem duas opções para apressá-la: 1) queimar etapas do que já se conhece e arriscar ter problemas de qualidade enormes no meio de campanhas de vacinação, ou 2) trilhar uma via tecnologicamente desconhecida mas promissora.

Um grupo de cientistas do Imperial College London, e uma meia dúzia de outros em todo o mundo, optou pelo segundo caminho. Eles vêm fazendo experiências com vacinas de mRNA, que usam mensagens sintéticas simples escritas em código genético para incitar uma resposta imunológica. Elas são teoricamente mais rápidas de desenvolver e mais baratas de fabricar do que as vacinas tradicionais e estão potencialmente prontas para responder a uma ameaça em meses, em vez de anos.

A explicação está em que as vacinas convencionais funcionam injetando uma forma morta ou enfraquecida do patógeno no corpo em preparações que não são projetadas para deixá-lo doente, mas para aumentar a imunidade. A chave para construir essa imunidade é que a porção do patógeno, chamada antígeno, treina o sistema imunológico para reconhecer e responder ao agente infeccioso. As vacinas de RNA funcionam introduzindo no corpo uma sequência de RNA mensageiro (mRNA) que contém as instruções genéticas para que as próprias células da pessoa vacinada produzam os antígenos da vacina e gerem uma resposta imune.

Em janeiro, Robin Shattock, chefe de infecção de mucosa e imunidade do Imperial College London, um laboratório experimental de classe mundial, não tinha certeza se a equipe conseguiria financiamento para trabalhar numa vacina mRNA para o coronavírus. Mas desde então, os laboratórios que trabalham com vacinas de mRNA foram inundados com dinheiro público, no Reino Unido e nos Estados Unidos ao menos. O primeiro comprometeu £ 41 milhões para a equipe de Shattock desde abril, e à empresa americana Moderna, a primeira a anunciar uma vacina candidata de mRNA para coronavírus, foram disponibilizados $ 483 milhões (o equivalente a £ 390 milhões) da Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado do governo dos EUA.

A Pfizer entrou também na corrida. A vacina que ela e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech pensam já ter pronta para vir a mercado antes das eleições americanas, marcadas para 3 de novembro, usa a tecnologia mRNA. Veja aqui um folheto preparado por essa empresa contrastando a sua vacina mRNA com “vacinas convencionais”.

Em julho, enfim, cinco vacinas de mRNA para Covid-19 estavam em testes clínicos, incluindo a do Imperial College, e há pelo menos outras 20 em desenvolvimento.

Se uma vacina contra o coronavírus do tipo mRNA emergir vitoriosa – isto é, segura, efetiva e barata – de um desses laboratórios nos próximos meses, será uma das grandes conquistas científicas de nosso tempo. Ela ajudará a combater a pandemia de hoje, mas também permitirá enfrentar mais rapidamente, as de amanhã. 

Baseado em trechos do post “Esta vacina de coronavírus seria dois avanços em um”, de autoria de Stephen Buranyi e publicado pelo site WIRED, em 11 de agosto 2020.

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