Dor Crônica - by dorcronica.blog.br

Quer perder peso com os remédios da moda? Tome cuidado.

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Os medicamentos atualmente usados para emagrecer – alguns que já aportaram no Brasil (Ozempic/Novo Nordisk) e outros que estão a caminho (Mounjaro/Eli Lilly) – são os primeiros tratamentos eficazes para a obesidade. Mas também são caros. Acessíveis sem choro para apenas 1% dos brasileiros e olha lá! Por outro lado, como atualmente mais da metade da população brasileira (56,8%) está com excesso de peso (sobrepeso + obesidade), a tentação de fabricar e comercializar clandestinamente (fora da vista da ANVISA) versões genéricas desses medicamentos é enorme. O que, por sinal, já está sendo detectado nos países com maior experiência de campo no assunto, na América do Norte e na Europa. Obviamente, isso representa um perigo para uns quantos milhões de gordinhos no país. A Novo Nordisk fabricante do Ozempic, já reportou por aqui tentativas de venda do produto (Ozempic ou Wegoby) pela internet a preços muito abaixo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento, e provavelmente falsificado. Se você estiver acima do peso já deve ter se informado sobre os benefícios do Ozempic & Cia, que por sinal são reais quando o produto é vendido em farmácias homologadas pela ANVISA. Agora fique sabendo dos riscos se a venda for pela internet.

“A única maneira bem-sucedida de atingir e manter um peso saudável é descobrir o que funciona para você.”

– Anônimo

Por que postar sobre medicamentos para perder peso num blog focado em informar sobre dor crônica? Simples. O excesso de peso não é uma causa direta da dor crônica. No entanto, muitas condições que causam dor crônica são mais comuns em pessoas obesas, e a obesidade e a dor crônica coexistem frequentemente lado a lado.

E ocorre que pelo lado da obesidade as coisas estão mudando bastante e rapidamente. Rapidamente demais, a meu ver.

Após o endosso do Ozempic, um remédio para tratar o diabetes tipo 2 que virou sensação entre quem quer perder peso, nas redes sociais em 2022, houve um aumento na demanda que ultrapassou a oferta disponível. Essa escassez abriu a porta para farmácias que produzem versões manipuladas do medicamento. Estas formulações compostas de semaglutida divergem frequentemente do medicamento patenteado e costumam incorporar sais de semaglutida, especificamente semaglutida sódica e acetato de semaglutida. O FDA americano – a ANVISA de lá – levantou preocupações em relação à segurança e eficácia dessas formulações à base de sal, uma vez que não foram submetidas aos rigorosos testes e processos de aprovação aplicados ao medicamento patenteado. Em certos casos, inclusive, as versões manipuladas são comercializadas em dosagens não aprovadas.

Ações judiciais contra clínicas que comercializam formulações não aprovadas

O fabricante farmacêutico Novo Nordisk também entrou com ações judiciais contra seis entidades, incluindo spas médicos, clínicas médicas e clínicas de perda de peso, buscando proibir a venda dessas formulações falsificadas de semaglutida. É importante compreender que todos os medicamentos devem passar por ensaios clínicos para avaliar a sua segurança e eficácia. Quaisquer alterações nas formulações de um medicamento aprovado também devem seguir procedimentos rigorosos para garantir que permanecem seguros e eficazes. Apesar destas preocupações regulamentares, as versões compostas continuam populares, principalmente devido ao seu potencial de redução de custos diretos, especialmente quando a cobertura do plano médico ou do seguro médico não está disponível.

O FDA se posicionou publicamente contra o uso de formulações manipuladas de semaglutida citando eventos adversos. Embora seja difícil identificar se os sintomas relatados estão ligados aos medicamentos patenteados ou às formulações manipuladas, um dedo acusador aponta na direção destas últimas.

Não existe antídoto específico disponível para combater uma overdose de semaglutida

A semaglutida tem meia-vida relativamente longa, de aproximadamente uma semana, o que significa que leva uma semana para eliminar metade da droga do corpo. Consequentemente, os departamentos de emergência e os hospitais só podem fornecer cuidados de suporte aos pacientes, administrando fluidos intravenosos e medicamentos contra náuseas enquanto o medicamento estiver sendo gradualmente metabolizado e saindo do seu sistema.

Quais são os sinais de uma overdose de semaglutida?

O que acontece se alguém tomar muito Ozempic, Wegovy ou outro medicamento agonista do GLP-1? Os sintomas mais comuns são náuseas, vômitos e, ocasionalmente, diarreia.

Normalmente, isso se resolve sozinho, mas em grandes overdoses, os sintomas podem ser persistentes, fazendo com que os pacientes fiquem gravemente desidratados, necessitando de fluidos intravenosos e medicamentos contra náuseas. Outros sintomas incluem níveis baixos de açúcar no sangue ou pressão arterial baixa, o que pode causar dor de cabeça ou confusão, tontura ou até desmaio. O nível baixo de açúcar no sangue, por sua vez, pode deixar algumas pessoas nervosas, irritadas e até agressivas.

Por que as pessoas estão tendo uma overdose de semaglutida?

Sendo as doses típicas do medicamento muito pequenas – 0,05-0,1 ml – é fácil para os pacientes cometerem erros e ingerirem demasiado, até mesmo sobredosagens de 10 vezes são comuns.

Porém, se os pacientes não seguirem as instruções da medicação e administrarem doses superiores às recomendadas, isso pode acarretar resultados negativos e/ou overdose.

Deve-se sempre fornecer educação aos pacientes sobre armazenamento correto, uso e efeitos colaterais, especialmente sintomas de baixo nível de açúcar no sangue.

Fonte: “What happens if you take too much Ozempic or Wegovy?, de Pau Ian Cross, PhD, publicado na MedicalNewsToday em 21/12/2023

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