Dor Crônica - by dorcronica.blog.br

Quer aprender sobre sua dor crônica? O educador é você.

Quer aprender sobre sua dor crônica? O educador é você.

Há quase 5 anos eu criei este blog com um só objetivo: informar pessoas com dor crônica sobre todo o relacionado a essa condição de saúde. A intenção subjacente era que elas evitassem os erros por mim cometidos em quase 3 décadas tentando me livrar de uma dor nas costas. E que também se beneficiassem do que eu aprendi, e que me foi útil, para sair dessa. Isso requereu muita mão de obra (sobrando) e algo de mente (sempre em falta). O objetivo desta postagem é resumir o que foi feito no período em matéria de recursos educacionais para profissionais educarem seus pacientes sobre o que é a dor crônica e por que e como enfrentá-la.

“Diga-me e eu esquecerei; mostre-me e talvez eu me lembre; envolva-me e eu entenderei.

– Provérbio chinês

O percurso tem sido longo e, para mim ao menos, interessante. Eu sou pesquisador por ofício e a dor humana é um campo de estudo riquíssimo, pleno de descobertas recentes, uma mais surpreendente que a outra. O maior desafio, porém, não está em compreender o que não se sabe, mas em transmitir o que se sabe a quem precisa: o paciente com dor.

O paciente precisa ter esse conhecimento? Certamente. Eu já dediquei várias postagens a provar o valor terapêutico da educação em dor para o paciente. Recentemente, uma pesquisa abrangendo uma centena de pacientes com dor persistente que melhoraram após uma intervenção de educação científica revelou 3 áreas de ganhos:

  1. A convicção de que a dor não significa que o corpo está danificado.
  2. Pensamentos, emoções e experiências afetam a dor.
  3. A dor pode ser conceitualizada como uma resposta protetora intensificada que pode ser diminuída pelo próprio paciente.

Nesse cenário de possíveis ganhos para o paciente, é óbvio que a figura do “educador” se torna essencial. Porém, cadê ele, ou ela?

Nesses anos eu fui construindo um arsenal de recursos educacionais para uso dessa figura idealizada na minha mente – a mente de um mero paciente, esclareço. Afinal, que outro “educador” poderia ser se não o(a) médico(a), quem dentre todos os profissionais da saúde com acesso direto ao paciente possui a maior credibilidade? Infelizmente, eu demorei em entender que durante contatos interpessoais/médico-paciente que em média não passam de 7 minutos, na área pública, e de 24 minutos, na área privada, é pouco (ou nada) o que um cristão pode educar outro.

O paciente arguto deveria, portanto, pensar por si mesmo. Hoje eu não vejo outra alternativa. Ou seja, ele ou ela educar-se em dor. Para tanto, os recursos aqui oferecidos são perfeitamente acessíveis a qualquer pessoa alfabetizada que queira controlar sua dor e recuperar qualidade de vida. Infelizmente, aqui enfrentamos outra pedreira. Dentre os pacientes com dor crônica – e por razões que eu respeito – poucos são os que agem com independência. Primeiro: a praxe sempre foi entregar todo e qualquer problema de saúde para o médico. Por que mudar face à dor crônica? Segundo: à diferença de países mais avançados na prática da medicina da dor, como o Reino Unido, Austrália e Canadá, o autocontrole da dor pelo paciente é a meta de ambos, profissionais da saúde e pacientes. Nem de longe, porém, é o caso no Brasil.

De qualquer maneira, no presente eu posso mostrar – aos pacientes, principalmente – um elenco de ferramentas de educação em dor sem comparação na América do Sul. São posts, artigos, ebooks, vídeos… Em 2 ou 3 minutos, fique ciente do que pode usar, gratuitamente em 99% dos casos, do publicado no www.dorcronica.blog.br e no www.fibrodor.com.br, os dois espaços de que eu disponho na internet.

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2 respostas

  1. Acompanho o blog e me ajuda muito nesse processo , levo exatamemte 32 anos de medico e medico com um processo avançado de artrite rematoide e 2 hernias na coluna que não podem ser operada. Mas neuropatia em las 4 extremidades, sendo que minha mobilidade na mão direita muitos dias é nula
    Sou psicologa, tive que aposentarme e a frustração me afetou ainda mais com crises de panico e ansiedade em relação as dores quando ficam mais forte.
    Agradeço que comparta sua experiencia é gratificante saber que alguém te entende
    Sucesso e que Deus te abençoe.

    1. Neide, Grato por você acompanhar o blog. Dá muito trabalho, mas comentários como o seu aliviam a carga. Fiquei comovido com seu texto, que deixa a gente sem palavras. O único que me ocorre dizer é que convém diferenciar o fisiológico (artrite, neuropatia…) do emocional – como psicóloga você intelectualmente sabe disso, mas talvez não parou para pensar nisso, no seu caso. O estresse, a ansiedade e a angústia provocadas pelo seu estado, ou pela vida, desarranjam o sistema nervoso e acabam instalando dor ali mesmo sem haver uma ferida ou lesão a justificá-la. Na medida que a cronificação avança e se consolida, os pensamentos tóxicos sobre a dor e tudo o que ela causa vão envenenando o conjunto mente-corpo. Em princípio, a única pessoa que pode interromper esse processo é o próprio paciente. Se com ajuda externa ou não, depende da gravidade do caso.
      Continue navegando pelo dorcronica.blog.br e pelo site Fibrodor. Use o mecanismo de busca, há toneladas de informações e nelas você pode encontrar algumas muito úteis para obter alívio (terapias, tratamentos), embora nenhuma seja do tipo “tiro e queda”. https://www.fibrodor.com.br/?s=artrite+reumatoide

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