Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Que tal um upgrade na sua máscara?

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A campanha de vacinação avança vagarosamente e fica cada vez mais claro que irá se prolongar até 2022, ou 2023 para alguns subgrupos. As vacinas, enfim, não irão fazer o vírus recuar com a rapidez imaginada. O que nos leva à questão do aperfeiçoamento das máscaras faciais, aqui e agora. Elas continuarão a ser necessárias para segurar a propagação do vírus e da Covid-19 nos próximos semestres. Este post mostra os mais recentes avanços nesse sentido.

“Sempre há algo ao virar da esquina que fará com que tudo o que você acha que é legal agora pareça obsoleto.”

Colin Trevorrow

Mesmo que muita gente sinta vontade de se vacinar e esteja disposta a fazê-lo, do jeito que a coisa vai no Brasil, retardar a disseminação do coronavírus vai precisar de mais do que vacinas.

É uma questão de tempo. Ou de demora, melhor dizendo. A campanha de vacinação avança vagarosamente e fica cada vez mais claro que irá se prolongar até 2022, ou até 2023, ou… deixa para lá. As vacinas, enfim, não irão fazer o vírus recuar com a rapidez imaginada.

O que nos leva à questão do aperfeiçoamento das máscaras faciais, aqui e agora. Para enfrentar melhor os anos que temos pela frente com esse vírus pairando no ar.

Este blog já publicou várias matérias sobre máscaras faciais, ressaltando a necessidade de adotá-las. Desde a época em que elas eram novidade. Não o são mais. A modalidade é suportada por vários campos da ciência, incluindo epidemiologia e física, escreve a Dra. Katherine Wu, colunista especializada em saúde, do The New York Times. E o faz baseada num extenso levantamento de dados publicados em diversos meios.

O que foi

Em um editorial publicado em julho/2020, no Journal of the American Medical Association, o diretor do CDC, Robert Redfield, previu que a adoção universal de máscaras faciais poderia controlar o surto nos Estados Unidos em apenas um mês. A adoção não ocorreu e deu no que deu.

Mas agora, o Biden tenciona retomar essa medida para valer. Duvido que algo parecido seja tentado no Brasil, porém, é um pretexto para atualizar o tema, enquanto o uso de máscaras no país diminui a cada dia, junto com as outras medidas de higiene pública anti-Covid-19.

Vejamos, primeiro, o que já se sabe sobre o valor das máscaras faciais como recurso anti-Covid-19.

“Vários estudos observacionais sugeriram que o uso generalizado de máscaras pode reduzir infecções e mortes em uma escala impressionante, em locais tão pequenos como salões de beleza e em países inteiros .

  • Um estudo, que acompanhou as políticas estaduais que obrigam o uso de coberturas faciais em público, descobriu que os casos conhecidos da Covid aumentavam e diminuíam de acordo com as regras de uso de máscara.
  • Outro, que se seguiu a infecções por coronavírus entre profissionais de saúde em Boston, observou uma queda drástica no número de resultados de testes positivos depois que as máscaras se tornaram um acessório universal entre os funcionários.
  • Um estudo chinês descobriu que as máscaras foram 79% eficazes no bloqueio da transmissão de pessoas infectadas para seus contatos próximos.
  • Uma grande revisão sobre as evidências por trás do mascaramento, publicada este mês na revista PNAS, concluiu que as máscaras são uma ferramenta fundamental para reduzir a transmissão viral numa comunidade “mas desde que a conformidade ali for alta”.
  • O uso de máscara reduz o número de novas infecções por Covid-19 em cerca de 50%, concluiu um estudo recentemente realizado na Alemanha. O uso da máscara em partes desse país na primavera passada ajudou a reduzir o número de novas infecções por Covid-19 entre 15% e 75% em um período de 20 dias após sua introdução obrigatória. Na média, a redução foi de cerca de 47%.


“As máscaras funcionam, mas não são infalíveis. Portanto, mantenha distância”.

O que há

Como qualquer produto de consumo popular, quando mais se relacionado a saúde, a máscara evoluiu com o tempo. O seu desenho e modelagem virou uma profissão, as telas foram ficando mais acessíveis a manufatura doméstica e pesquisadores em todo mundo foram testando as capacidades protetivas, o conforto e a duração de diversos modelos, seja no laboratório ou na vida real.

Foi importante descobrir, por exemplo, que uma máscara bem ajustada protege tanto os outros do portador, como também o próprio portador. Embora as máscaras sejam mais eficientes na filtragem de germes que saem, elas impedem a entrada de germes quase na mesma taxa na maioria dos casos.

A pesquisa das máscaras faciais anti-Covid-19 atualmente avança em duas direções: simplicidade e eficiência.

Atualizações simples no tecido, filtros e encaixe amplificam a proteção, diz a Dra. Linsey Marr, professora de engenharia civil e ambiental na Virginia Tech e uma das principais cientistas de aerossóis do mundo, após testar 11 materiais de máscara diferentes. O resultado? Você não precisa de uma máscara médica N95 para se proteger do coronavírus. A máscara de pano certa, bem ajustada, faz um bom trabalho ao filtrar as partículas virais do tamanho mais provável de causar infecção.

“Mesmo a máscara de tecido mais simples de uma camada de material, bloqueia metade ou mais dos aerossóis que consideramos importantes para a transmissão. Se você usar uma trama mais justa e mais camadas, terá um desempenho ainda melhor.”, diz a Dra. Marr.

Por outro lado, se bem as melhores máscaras continuam a ser as médicas N95s, projetadas para ter eficiência de filtração ultra-alta, o mascaramento duplo está na moda. Não é necessário, nem acessível a todos, mas é inegável que a combinação de camadas aumenta a proteção. Aperfeiçoamentos recentes se concentram num objetivo simples: dificultar o trânsito do ar – e por consequência, do vírus – na direção das vias respiratórias. As várias camadas de tela, mesmo que feitas de materiais bastante básicos, tornam as máscaras pelo menos 50% mais eficientes na sua capacidade de filtragem.

Sobrepor duas máscaras menos especializadas uma sobre a outra pode fornecer proteção comparável à de uma máscara N95. Eu uso máscaras de pano fino duplo que abraçam o rosto e com laços que circundam a cabeça, em vez de usar presilhas de orelha que permitem que as máscaras fiquem penduradas e abertas. Isso também é recomendado pelos especialistas.

Elas são superiores às máscaras cirúrgicas, que são leves, porém deixam um espaço entre as maçãs do rosto e o pano, por onde o vírus pode se escapulir.

Uma outra alternativa, diz a Dra. Wu, é usar máscara de tecido com bolso que pode ser recheada com material filtrante, como as das bolsas a vácuo, ou de um filtro de ar condicionado.

Outros ajustes podem melhorar o ajuste da máscara. Pontes nasais, que podem ajudar a parte superior de uma máscara a se ajustar melhor, também oferecem um reforço protetor.

Por fim, um alerta: dois fatores atentam contra a eficiência protetiva das máscaras faciais. Um deles é o material de que são feitas. Máscaras de pano comum ou cirúrgicas de baixa qualidade, as opções mais populares por causa da acessibilidade e preço, não filtram gotículas respiratórias finas, e certamente não aerossóis, que podem ficar no ar durante horas. O outro fator é a maneira de usar. Um estudo recente da Dinamarca abrangendo 6 mil voluntários sugeriu que as máscaras não protegem o usuário, mas depois alguém notou que mais da metade dessas pessoas não as usavam corretamente.

Tal como em qualquer rua de qualquer cidade do Brasil – gente com máscaras amarradas abaixo do nariz, ou até do queixo, tipo babador. Ou seja, só para inglês, ou o vírus, ver.

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