Coronavirus - by dorcronica.blog.br

Qual é a melhor das vacinas à vista?

Qual é a melhor das vacinas à vista?

Qual é a melhor vacina dentre as que você ouviu falar, no Brasil? Até aqui, eu voto na Pfizer. Mas não posso apostar demais nisso porque quando dizemos que uma vacina tem uma eficácia mais alta do que outra nos ensaios, não significa necessariamente que seja superior a outra. Os intervalos de confiança da eficácia de duas vacinas Covid-19 podem se sobrepor, ou a eficácia pode ter sido medida de maneiras diferentes. Esse post, baseado num artigo publicado na semana passado no The New York Times tira isso a limpo. Por enquanto…

“Existem apenas duas classes – primeira classe e nenhuma classe.”

David O. Selznick

Na semana passada, a Johnson & Johnson começou a distribuir milhões de doses de sua vacina contra o coronavírus nos Estados Unidos após receber uma autorização de uso emergencial do FDA (Food and Drug Administration). O ponto central para obter luz verde foi que nos Estados Unidos a vacina da Johnson & Johnson demonstrou ter 72% de eficácia. No entanto, as vacinas concorrentes, a da Moderna e da Pfizer-BioNTech conseguiram muito mais, 94,1% e 95%, respectivamente.

Significa isso que a vacina da Johnson & Johnson protege menos da Covid-19 que as outras duas?

Não, necessariamente.

Significa que as taxas de eficácia demonstradas nos ensaios clínicos (fase três) dessas três vacinas serão mantidas quando aplicadas à população em geral?

Não, absolutamente.

Então, o que os números de eficácia de uma vacina realmente significam?

Eis o título de um artigo recém publicado pelo The New York Times, de autoria de Carl Zimmer e Keith Collins, uma dupla cujo trabalho exemplar na arte de traduzir as coisas complicadas da Covid-19 para benefício dos leigos como eu, já vem sendo postado no dorcronica.blog.br há tempos. Vejamos os trechos mais destacados do artigo, acompanhados de comentários da minha parte.

Qual das vacinas?

Para os estatísticos, a eficácia é uma medida de quanto uma vacina reduz o risco de um resultado. Por exemplo, a Johnson & Johnson observou quantas pessoas que receberam uma vacina contraíram Covid-19. Em seguida, eles compararam isso a quantas pessoas contraíram Covid-19 após receberem um placebo.

A diferença de risco pode ser calculada como uma porcentagem. Zero por cento significa que as pessoas vacinadas correm tanto risco quanto as pessoas que receberam o placebo. Cem por cento significa que o risco foi totalmente eliminado pela vacina. Nos Estados Unidos, como eu já mencionei, a eficácia da vacina da Johnson & Johnson foi de 72% no ensaio clínico.

Porém, a Johnson & Johnson fez testes em três locais: nos Estados Unidos, América Latina e África do Sul. A eficácia geral foi menor do que apenas nos Estados Unidos. Uma razão para isso foi que na África do Sul a eficácia da Johnson & Johnson foi de 64%. É que o ensaio por lá ocorreu depois que uma nova variante se espalhou pelo país.

A eficácia também pode mudar quando os cientistas observam resultados diferentes. A vacina da Johnson & Johnson teve uma taxa de eficácia de 85% contra casos graves de Covid-19, por exemplo. É importante saber disso, porque significa que a vacina vai prevenir muitas internações e mortes.

Uma vacina 95% eficaz significa que previne 95% dos casos, mas não que 5% das pessoas que recebem essa vacina contraem COVID.

Por fim, quando os cientistas dizem que uma vacina tem eficácia de, digamos, 72%, isso é conhecido como estimativa pontual. Não é uma previsão precisa para o público em geral, porque os testes só podem olhar para um número limitado de pessoas – no caso do teste da Johnson & Johnson, cerca de 45.000 voluntários. Se a vacina fosse aplicada no Brasil, a freguesia é de milhões. Nessa população, a sua eficácia provavelmente será algo menor – e por isso é chamada de efetividade, e não mais de eficácia. A efetividade é o quanto a vacina reduz o risco de uma doença no mundo real, em milhões de pessoas em vez de milhares.

Intervalos de confiança de eficácia dos principais ensaios de vacinas

A incerteza em torno de uma estimativa pontual pode ser pequena ou grande. Os cientistas representam essa incerteza calculando um intervalo de confiança. Lembra da eleição passada… isso de que o candidato X tem a preferência de Y% dos eleitores com um intervalo de confiança de 95%? Significa que podemos ter 95% de certeza de que esse prognóstico dos Y% está certo. É o mesmo com a taxa de eficácia de uma vacina.

No ano passado, o FDA estabeleceu uma meta para testes de vacinas contra o coronavírus. Cada fabricante precisaria demonstrar que uma vacina tinha uma eficácia de pelo menos 50%. O intervalo de confiança não deve ser inferior a 30%. Uma vacina que atendesse a esse padrão ofereceria o tipo de proteção encontrada nas vacinas contra a gripe – e, portanto, salvaria muitas vidas.

Até agora, todas as vacinas anti-Covid-19 no mercado mundial demonstraram ou disseram que sua eficácia estava acima desse limite. A única que passou raspando à duras penas foi a da Coronavac, no Brasil.

A comparação

Porém, não é possível fazer uma comparação precisa entre essas vacinas. Três razões: uma vacina pode ter uma estimativa pontual mais alta do que outra, mas seus intervalos de confiança serem diferentes; as vacinas foram testadas em diferentes grupos de pessoas em diferentes estágios da pandemia; e a sua eficácia foi medida de diferentes maneiras. A eficácia da Johnson & Johnson foi medida 28 dias após uma única dose, por exemplo, enquanto a Moderna foi medida 14 dias após uma segunda dose.

O que está claro é que todas as três vacinas autorizadas nos Estados Unidos – fabricadas pela Johnson & Johnson, Moderna e Pfizer-BioNTech – reduzem muito o risco de contrair Covid-19, ou de se ter desfechos mais graves, como hospitalização e morte. Por exemplo, ninguém que recebeu a vacina da Johnson & Johnson teve que ir ao hospital por causa de uma infecção por Covid-19 em 28 dias ou mais após receber a injeção.

Duas perguntas ainda ficam no ar

Qual a duração da imunidade concedida pela vacina e o quanto ela protege diante de uma nova variante excepcionalmente perigosa (por ser mais transmissível ou letal que a cepa original do vírus)? Em ambos os casos, novas vacinas serão criadas e os fabricantes fornecerão novas medidas de sua eficácia.

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