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Quais dúvidas sobre as vacinas Covid-19 você ainda tem? – Parte 1

Quais dúvidas sobre as vacinas Covid-19 você ainda tem? – Parte 1

No fim do ano passado o blog passou a hospedar um FAQ (Frequently Asked Questions) contendo uma centena de informações breves sobre as vacinas anti-Covid. Dias depois adicionei mais meia centena. E os últimos dias tenho percebido que o esforço valeu a pena: a celeuma criada em torno da CoronaVac, a sua segurança e eficácia etc. escancarou um espantoso nível de desinformação coletiva sobre vacinas anti-Covid-19 em geral. Esse post responde sete perguntas selecionadas dentre as mais frequentes feitas aos cientistas que desfilam pelos canais de TV paga.

“A causa fundamental do problema é que, no mundo moderno, os estúpidos são presunçosos, enquanto os inteligentes estão cheios de dúvidas.”

– Bertrand Russell

Dentre essas perguntas, selecionei as que ainda merecem esclarecimentos.

Sabe-se muito de vacinas e pouco do vírus

O que sabemos é que as vacinas anti-Covid, são mais (Pfizer e Moderna) ou menos (CoronaVac, Oxford-AstraZeneca) eficazes na prevenção da doença quando sintomática, leve ou grave. Elas parecem evitar que as pessoas fiquem doentes o suficiente para desenvolver os sintomas e, o que é mais importante, que fiquem gravemente doentes e acabem no hospital, ou no cemitério. Isso é muito bom.

O que não se sabe, porém, não é pouca coisa. Os estudos ainda não mostram se a vacina impede alguém de transportar o vírus e transmiti-lo a outras pessoas, particularmente se for um portador assintomático. O vírus pode estar estacionado na passagem nasal de quem for vacinado, e daí voar via fala ou espirro para as vias respiratórias de outros sabe-se lá durante quanto tempo. Além disso, não se sabe como os idosos, ou as grávidas, ou os índios, ou os que são imunocomprometidos irão responder à vacina e se a eficácia geral a ela atribuída irá se estender a esses grupos também.

Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Mas às vezes cai.

Embora os dados de eficácia de todas as vacinas anti-Covid 19 mais faladas relatem que ela supera os da vacina da gripe, nenhuma delas garante blindagem total quanto a se infectar com o vírus. A janela de oportunidade para este penetrar no organismo vai de 40% (CoronaVac) até 5% (Pfizer). Ou seja, quem tomar qualquer uma dessas vacinas deve entender que não ficara plenamente protegido, ao menos até se atingir a imunidade de rebanho – o que deverá acontecer em 2022.

Mesmo no caso das vacinas americanas, Pfizer e Moderna, 5% dos vacinados, e potencialmente mais em certos grupos, podem não ficar imunes.

A vacinação não fornece imunidade instantânea

As vacinas da Pfizer/BioNTech e Moderna requerem duas doses administradas com semanas de intervalo. Dependendo da vacina, pode levar de quatro a seis semanas desde a dosagem inicial para atingir níveis de imunidade e proteção comparáveis aos dos ensaios clínicos. Durante esse tempo, ainda é possível contrair uma infecção e adoecer. Depois de receber a segunda injeção, seu corpo precisa de tempo para construir a proteção necessária para combater o vírus.

Os testes de vacinação não rastrearam se os participantes usavam máscaras. Embora os ensaios clínicos tenham critérios rígidos de inscrição e monitoramento, não está claro se os participantes dos estudos receberam orientações sobre o uso da máscara. Dada a falta de dados, não está claro se a eficácia da vacinação teve algo a ver com a adesão dos participantes dos testes de vacinas às medidas de segurança de saúde pública, como o uso de máscaras.

O mundo real não imita um ensaio clínico controlado

Fatores como a forma como a vacina é armazenada, transportada, administrada e a saúde médica de um indivíduo podem determinar a eficácia da vacina no mundo real. Os ensaios clínicos avaliaram indivíduos saudáveis com doenças preexistentes estáveis. À medida que as campanhas de vacinação em massa acontecem, a logística operacional, juntamente com as condições médicas únicas de um indivíduo, pode afetar os níveis gerais de imunidade. Daí a diferença entre a eficácia de uma vacina na fase 3 de um ensaio clínico, o qual se dá sob condições controladas, e a sua efetividade, que é a eficácia demonstrada na vida real (fase 4).

O limite de imunidade de rebanho para Covid-19 ainda é desconhecido

A imunidade de rebanho ocorre quando uma quantidade suficiente da população é exposta ao vírus, normalmente por meio de vacinação, e limita a capacidade do vírus de se espalhar. A porcentagem da população que requer imunização para obter imunidade coletiva varia de acordo com a doença. Por exemplo, com o sarampo, 95% da população precisa ser vacinada para limitar a propagação. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, o limite de imunidade de rebanho para Covid-19 ainda não foi estabelecido.

A duração da imunidade à vacina é desconhecida

A Food and Drug Administration (FDA) requer uma média de dois meses de dados de segurança e eficácia após a conclusão do regime de vacinação para autorização de uso de emergência. A duração da cobertura vacinal ainda não foi determinada e será monitorada conforme as campanhas de vacinação forem lançadas. A boa notícia é que as células de memória do nosso sistema imunológico, que identificam infecções e montam uma resposta imunológica, persistiram por mais de seis meses em alguns pacientes infectados com Covid-19.

Não está claro se as vacinas previnem a transmissão de Covid-19

Em seus ensaios clínicos, Pfizer/BioNTech e Moderna, não rastrearam casos de infecções assintomáticas com Covid-19. Isso significa que a capacidade da vacina de diminuir a transmissão nunca foi avaliada. Estudos futuros precisarão avaliar se a vacinação diminui a transmissão viral antes que possamos reavaliar o papel das medidas de saúde pública.

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