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Os doze condenados – Parte 2

Os doze condenados - Parte 2

Além dos pacientes vitimados pela Covid 19, outros grupos de alguma forma relacionados com a epidemia foram também prejudicados, e outros, como os profissionais da saúde, até dizimados. Um post comentando a situação de uma dúzia desses grupos foi dividido em duas partes. A primeira já foi publicada. Esta é segunda parte.

Parte 2

Obesos

Dados preliminares sugerem que pessoas com obesidade correm maior risco de Covid 19 grave. No entanto, como os dados sobre parâmetros metabólicos (como IMC e níveis de glicose e insulina) em pacientes com Covid 19 são escassos, é necessário um aumento na notificação para melhorar o seu entendimento e o atendimento aos pacientes afetados.1

Dados emergentes mostram que o IMC desempenha um papel em quem precisa de cuidados intensivos e em quem sobrevive. A lista de indivíduos de alto risco do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) americano inclui os obesos graves, definidos como pessoas com um índice de massa corporal, ou IMC, acima de 40.

Não-Brancos

O governo britânico foi instado a reconhecer que as desigualdades raciais são um fator de risco para o Covid 19 após uma pesquisa do jornal The Guardian que revelou que as minorias étnicas na Inglaterra estão morrendo em números desproporcionalmente altos em comparação com os brancos.2

Um relatório recente do CDC, baseado numa pesquisa de 580 pacientes com Covid 19, sugere uma carga desproporcional de doenças e morte entre grupos minoritários raciais e étnicos. O mesmo já é notório em vários estados (ex.: Illinois, Texas). Nova York mostrou uma taxa de mortalidade entre negros/afro-americanos (92,3 mortes por 100.000 habitantes) e hispânicos/latinos (74,3) substancialmente mais alta que entre brancos (45,2) ou asiáticos (34,5).

No Brasil, o coronavírus é também mais letal entre indivíduos da raça negra, apontam dados do Ministério da Saúde. Pretos e pardos chegam a 1 em cada 3 entre os mortos por Covid 19 (32,8%).

Casos podem estar ligados à desigualdade social e doenças associadas.

Pobres

O Banco Mundial estima que a pandemia do novo coronavírus possa levar cerca de 49 milhões de pessoas à pobreza extrema em 2020. Em um país como Bangladesh que já era pobre antes da pandemia, 93% das pessoas sofreram perdas de renda em média 75% no mês anterior à pesquisa e cerca de 72% perderam o emprego ou tiveram suas oportunidades econômicas reduzidas. Como consequência, o número de pessoas abaixo da linha de pobreza nacional aumentou de 35% para 89%. Se bem que boa parte dos novos pobres todavia, se concentra em países com altos índices de pobreza, países de renda média também serão significativamente afetados – 22 milhões dos novos pobres projetados nesses países de renda média.3

Ansiosos & Depressivos

Em uma pesquisa recente da Keiser Family Foundation (KFF) realizada antes das medidas de distanciamento social, fechamento de empresas e escolas etc., quase metade (45%) dos adultos americanos relatou que sua saúde mental foi afetada negativamente devido a preocupações e estresse com o vírus.4

Dados recentes mostram que uma parcela maior de pessoas em isolamento social (47%) relatou efeitos negativos à saúde mental resultantes de preocupações ou estresse relacionados ao coronavírus do que a parcela das que não estavam isoladas (37%). Igualmente, efeitos negativos semelhantes afetam desempregados, idosos e famílias com adolescentes, pois esses grupos já correm risco de depressão ou ideação suicida.5

Profissionais da Saúde na Linha de Frente

Até meados de abril mais de 100 médicos tinham morrido na Itália devido ao Covid 19.6

Não existe um levantamento oficial do número de profissionais da saúde afastados em todo o Brasil. Mas, a mídia apurou (em meados de Abril) que quase 7 mil profissionais, entre médicos, técnicos de enfermagem e enfermeiros, foram afastados do trabalho desde o começo da pandemia por apresentarem sintomas suspeitos.7

Entre os que conseguiram fazer o teste, pelo menos 1.400 estavam infectados, e 18 deles morreram de Covid 19. A maioria dos profissionais de enfermagem afastados tem entre 31 e 40 anos, e 83 % são mulheres.

Ao todo, já são mais de 4,8 mil denúncias por falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para trabalhar. Esses eventos seriam evitáveis ​​se os profissionais de saúde tivessem sido corretamente informados e equipados com equipamento de proteção individual adequado suficiente: máscaras, luvas, roupas descartáveis, viseiras protetoras, que continuam sendo escassas em todos esses países.

Fora isso, todos os profissionais da saúde que lutam contra o Covid 19 enfrentam uma crise de saúde mental.8

Um estudo publicado em 23 de março na revista médica JAMA descobriu que, entre 1.257 profissionais de saúde que trabalham com pacientes com Covid 19 na China, 50,4% relataram sintomas de depressão, 44,6% sintomas de ansiedade, 34% insônia e 71,5% relataram sofrimento. Enfermeiras e outros trabalhadores da linha de frente estavam entre os que apresentavam os sintomas mais graves.9

Pacientes com Outras doenças

Pacientes com câncer e cardíacos deixam de buscar atendimento por medo da Covid 19. No Reino Unido, os atendimentos de emergência caíram cerca da metade do nível normal no mês de março – isso incluiu uma redução semelhante nos atendimentos por queixas cardíacas. No Brasil, o Instituto do Coração em SP teve redução de 45% no atendimento de infartos em comparação com 2019, porém não se sabe quantos morreram por conta disso. Em Nova York isso é uma informação pública: as mortes de cardíacos em casa aumentaram 800% nos últimos 30 dias.

Além do anterior, há os pacientes que tinham cirurgias marcadas não urgentes (mas necessárias), as quais foram adiadas pelo fato de os recursos (camas, médicos, enfermeiros, EPI´s  etc.) estarem concentrados no atendimento de infectados com Covid 19.

Ambos os casos – atendimento não procurado ou atendimento adiado – desembocam no paciente correr o risco de morrer em casa.

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