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Os doze condenados – Parte 1

Os doze condenados - Parte 1

A pandemia está causando mortes, internações, quarentenas e um monte de coisas desagradáveis. Alguns grupos de pacientes foram prejudicados, vários políticos tiveram que mostrar sua verdadeira cara (e não era boa), e outros, como os profissionais da saúde, estão sendo dizimados. Dividido em duas partes, este post apresenta um caleidoscópio meio trágico formado por uma dúzia de grupos bem distintos que tiveram a sua existência revirada de ponta a cabeça por causa do Covid 19. Veja a seguir a primeira parte. 

Parte 1

The Dirty Dozen é um clássico do cinema de guerra. Doze marginais recrutados para uma missão quase suicida atrás das linhas alemãs. No final morrem todos ou quase.

O filme, que eu já devo ter assistido uma dúzia de vezes, me veio à mente pensando nos vários grupos humanos (dos ainda vivos) que o Covid 19 desmentiu, desgraçou ou dizimou nos últimos 3 meses. E cujo infortúnio, na maioria dos casos, ainda está longe de acabar.

Vejamos quais são – e se faltou algum, peço desculpas e aceito sugestões.

Deficientes

Pacientes com coronavírus e que possuem alguma outra deficiência ou estão acima de certa idade estão sendo colocados no “fim da fila para os tratamentos que salvariam suas vidas” em alguns estados do Estados Unidos, no caso de falta de suprimentos médicos, como respiradores, de acordo com um relatório investigativo do Center for Public Integrity. A medida afeta pacientes com Síndrome de Down, paralisia cerebral e autismo, entre outros. Pelo visto, a lei de Darwin funciona nos hospitais também.12

Comórbidos

Comorbidades são a regra nas mortes de Covid 19. Em Wuhan (China), quase 80% dos mortos já apresentavam alguma comorbidade antes de serem infectados com o novo coronavírus. A comorbidade principal, observada em 55,4% de todas as mortes, foi a hipertensão, e a segunda, diabetes (37,3%).3

Idosos

Os idosos são o grupo etário que mais morre vitimado pelo Covid 19 em todo o mundo, mas não é o maior entre os infectados. Na Espanha e na Itália, quase a metade dos infectados têm idade abaixo dos 60 anos – 44,7% e 43,9%, respectivamente. Por outro lado, pessoas com mais de 60 anos representam 95% das mortes na Espanha e na Itália.4 Já no Brasil o Ministério da Saúde não publica dados de infectados e mortos discriminando por idade, raça ou sexo. Pessoas com mais de 60 anos representam 72% das mortes.

Fumantes

Fumar aumenta o risco de desenvolver a forma grave do coronavírus (Covid 19) – aquela que requer ventilação mecânica. Os fumantes podem estar propensos a infecções graves por Covid 19, em parte, porque seus pulmões contêm uma abundância de pontos de entrada que o vírus pode explorar. O coronavírus que causa o Covid 19, se conecta a um certo receptor ACE2 que existe em cada célula, para nele injetar seu material genético, se autoreplicar e se espalhar. Pesquisas preliminares sugerem que os pulmões expostos à fumaça do cigarro acumulam um número anormalmente grande desses receptores ACE2, facilitando o ingresso do novo coronavirus nas células do corpo. Contudo, ainda é um achado preliminar, ainda não conclusivo.5

Ignorantes Infectados

Novas pesquisas sugerem que muitas pessoas tiveram o coronavírus sem sintomas. Uma revisão de 21 relatórios mostrou uma grande variação – de 5% a 80% – de pessoas com teste positivo para o Covid 19 que podem ser assintomáticas.6 De qualquer modo, os assintomáticos podem estar transmitindo a Covid 19 mais do que se pensava até agora. Quase metade dos casos recentemente identificados em Cingapura parecem ter sido passados por pessoas que ainda não apresentavam sintomas, enquanto em Tianjin (China) esse número é ainda maior: cerca de 62% de todas as infecções.

Negacionistas

Exemplos de negacionistas na história recente são numerosos. Os ministros da Inglaterra e França contemporâneos de Hitler nos anos 30 fizeram vista grossa dos planos deste quanto a se apropriar da Europa. E até hoje há quem negue o Holocausto, o aquecimento global ou que a Terra seja mais ou menos redonda.

No contexto do Covid 19, alguns exemplos de negação são patéticos. O Bispo Gerald Glenn, Pastor da Igreja Evangélica da Nova Libertação, nos EUA, teve seus 15 minutos de fama ao declarar em março: ‘Deus é maior que esse vírus’.7 O Covid 19 o matou um mês depois. A advogada Beate Bahner, “heroína” dos negacionistas da pandemia na Alemanha, acaba de ser internada em uma clínica psiquiátrica. Pelas redes sociais ela dizia o Covid 19 ser “apenas uma gripe” e que as medidas de isolamento social eram “flagrantemente inconstitucionais”.8

Entre os mandatários defensores da “teoria da gripe” se contam Boris Johnson, no Reino Unido, López Obrador, no México, Aleksandr G. Lukashenko, na Bielorrússia, Donald Trump, no Grande País do Norte e… será que me escapa algum outro?

Ler a Parte 2

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