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O que pais e educadores devem saber antes da volta às aulas – Parte 3

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Nos primeiros 3 meses da pandemia os poucos dados coletados nos países mais afetados (China, Itália, Espanha…) sugeriram que as crianças não tinham papel relevante na transmissão viral dentro dos lares. No último mês, os resultados de novas pesquisas noutras regiões (Coréia do Sul, EUA…) apontam em outra direção. Esse post, o terceiro de uma série de 4 pensada para informar pais e educadores sobre a volta às aulas no Brasil detalha essa controvérsia.

“Esta Covid-19 é mais como um incêndio florestal. Não acho que isso vá diminuir. Acho que onde quer que haja madeira para queimar, esse fogo vai queimar. E agora temos muitas pessoas suscetíveis.”

Michael T. Osterholm

Afinal, as crianças são super espalhadoras do vírus?

Hoje (08.08.20) assisti pela TV um médico epidemiologista afirmar tranquilamente que as crianças praticamente não são infectadas e tampouco espalham o novo coronavírus a outras ou aos que com elas moram – avós, inclusive. Assim sendo, no presente, seria seguro você mandar o seu filho (ou filha) à escola. Ou ao menos foi o que eu depreendi da sua fala.

Ele deve ter lido boa parte dos resultados de pesquisas realizadas na China e na Europa até maio/junho. As evidências surgidas posteriormente, todavia, apontam em outra direção. Com esse vírus, a fila anda – e anda rápido.

Enfim, com que eficiência as crianças podem transmitir o novo coronavírus para outras?

Resposta: ainda não se sabe ao certo. São necessários mais dados para entender completamente o provável papel transmissor das crianças, embora as primeiras evidências (mais ou menos científicas) sugiram que haja menos transmissão infantil do que adulta. Lembremos que desde janeiro/fevereiro e até pouco tempo, quase todas as crianças no mundo ficaram em casa ou algo parecido. Ou seja, especialmente a China e a Europa Ocidental não são regiões das quais se possa extrair dados confiáveis da disseminação viral ao interior dos estabelecimentos escolares. Por isso, em parte, cientistas da Faculdade de Medicina da Harvard University tem duvidado publicamente dos dados europeus.

De fato, nos primeiros 3 meses da pandemia, os poucos dados coletados nos países mais afetados sugeriram que as crianças não tinham papel relevante na transmissão viral dentro dos lares. Um painel de 25 especialistas internacionais que investigou o surto inicial de Covid-19 na China, encontrou, por rastreamento de contato, nenhum caso em que a transmissão ocorreu de uma criança para um adulto. Um estudo que analisou a fonte de 31 grupos domésticos de Covid-19 na China, Singapura, Coréia do Sul, Japão e Irã entre dezembro 2019 e março 2020, descobriu que as crianças eram a fonte de infecção em apenas três desses casos.

No estudo francês mencionado em post anterior, 8,8% das crianças entre 6 e 11 anos estavam infectadas, mas a proporção de professores contaminados era ainda menor: 7,1%.

“No geral, as crianças se contagiam no seio familiar, normalmente através de seus pais, porém depois não o transmitem demasiadamente na escola”, concluiu o Dr Arnaud Fontanet, o pesquisador-chefe do estudo do Instituto Pasteur.

Cientistas americanos são muito mais céticos. Os estudos europeus e asiáticos que inicialmente atribuíram às crianças um papel insignificante na transmissão do novo coronavírus, seja como hospedeiras ou como transmissoras, eram “pequenos e falhos”, disse o Dr. Ashish Jha, diretor do Instituto Global de Saúde de Harvard. Mais importante, com o passar do tempo e a afluência de mais dados, um crescente corpo de evidências passou a mostrar que crianças infectadas podem transmitir o vírus, possivelmente tão facilmente quanto os adultos, em qualquer local.

Uma equipe de pesquisadores alemães testou crianças e adultos e descobriu que entre 47 crianças infectadas entre 1 e 11 anos, somente 15 apresentavam sintomas e/ou estavam hospitalizadas. Porém todas elas eram, presumivelmente, tão infecciosas quanto adultos em condição semelhante.

A evidência mais recente (e contundente), de que as crianças transmitem o vírus vem da Coréia do Sul. Um estudo abrangendo 65 mil crianças publicado pelo jornal Emerging Infectious Diseases revelou que crianças menores de 10 anos transmitem para outras pessoas com menos frequência do que os adultos, mas que aquelas entre 10 e 19 anos, todavia, podem espalhar o vírus pelo menos tão bem quanto os adultos.

Alguns estudos de rastreamento de contatos apontaram que é pelo menos possível que as crianças transmitam o vírus: uma revisão encontrou três casos em que uma criança com menos de 10 anos era o caso-índice em uma família

Não é de se estranhar, então, que modelos matemáticos ora indiquem que à medida que as escolas americanas reabrirem, as comunidades com maior taxa de reprodução do vírus (R0) contribuirão com algumas crianças infectadas no primeiro dia de escola, as que por sua vez poderão infectar colegas e educadores, espalhando mais vírus de volta à comunidade.

Eis uma certeza, aliás; o que ainda não se sabe é sua magnitude.

“Haverá transmissão (por parte das crianças)”, disse Michael Osterholm, um infectologista famoso, referindo-se a iminente volta às aulas no seu país. “O que temos que fazer é aceitar isso agora e incluir isso em nossos planos.”

As evidências apresentadas nesse post sugerem que:

  • as crianças têm menos probabilidade de transmitir a Covid-19 para adultos do que o inverso,
  • contudo, acima de 10 anos elas parecem ser tão infecciosas quanto os adultos.
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