Coronavirus - by dorcronica.blog.br

O que pais e educadores devem saber antes da volta às aulas – Parte 2

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

A volta às aulas é uma bandeira mais do que digna. O tempo fora da escola é prejudicial para o desenvolvimento cognitivo e acadêmico das crianças, principalmente para crianças desfavorecidas. Para muitas famílias, o fechamento das escolas também afetou sua capacidade de trabalhar. A questão, porém, não é se voltar às aulas é bom para a tosse, mas se isso é 100% seguro para os estudantes.

“OK, as crianças nunca ouvem você; mas elas estão sempre te observando.”

– Robert Fulghum, autor

Cem por cento, obviamente que não é. Em nenhuma escola do mundo hoje é possível garantir um ambiente totalmente livre de riscos, seja para os alunos, ou para os educadores e pessoal auxiliar. No entanto, há evidências de que por algum motivo (ainda desconhecido) crianças e adolescentes sofrem bem menos que os adultos na mão desse vírus.

“Para a grande maioria das crianças, os benefícios de voltar à escola superam largamente o risco muito baixo de coronavírus (COVID-19), e esta orientação explica os passos que as escolas precisam tomar para reduzir ainda mais os riscos. Como resultado, podemos planejar que todas as crianças retornem e começar a reverter os enormes custos da falta de educação.”

Eis o que o National Health Service (NHS) britânico alega para pedir às escolas que se preparem para receber todas as crianças de volta em setembro. Mas com o perdão da Rainha – oh dear! – o NHS responde ao simpático Boris Johnson e este costuma patinar feio nas decisões que toma em relação ao combate à Covid-19.

Portanto convém examinar o que a ciência hoje sabe sobre o risco de as crianças se infectarem na escola ou em casa e/ou adoecerem com gravidade por causa da Covid-19. Se esse risco é realmente tão baixo quanto dizem, quero dizer.

É o que farei neste post, o segundo de uma série de quatro sobre a volta às aulas.

Quem infecta as crianças?

A maioria das crianças estudadas provavelmente foi infectada pelos pais. Na China, depois que as autoridades de saúde pública instituíram o isolamento de indivíduos infectados e a quarentena de seus contatos, pessoas com menos de 20 anos tiveram um risco de 5,2% de serem infectadas por um membro de sua família, em comparação com um risco de 14,8% para pessoas entre 20 e 59 anos, e um risco de 18,4% para pessoas com 60 anos ou mais.1

Um estudo de rastreamento de 59 mil contatos de 5,7 mil pacientes com Covid-19, recentemente realizado na Coréia do Sul, um total de 11,8% dos contatos domiciliares desses pacientes apresentou Covid-19. Para a maioria das faixas etárias, a Covid-19 foi detectada em significativamente mais contatos domésticos do que não domésticos: 18,6% de contatos infectados em domicílios com um paciente de 10 a 19 anos, e apenas 1,9% nos contatos não domésticos.

Na França, uma pesquisa a cargo do Instituto Pasteur abrangeu seis escolas primárias de Crépy-en-Valois (norte francês), uma comunidade muito afetada pelo surto viral entre fevereiro e março. Um total de 1.340 moradores testaram anticorpos, entre eles 510 crianças. Em cada 11 crianças, uma se mostrou infectada. Essa taxa de infecção, de 8,8% destoou significativamente da taxa de infecção entre os pais das crianças infectadas (61%). Por outro lado, a constatação de que apenas 6,9% dos pais de crianças não infectadas seriam portadores da doença, sugeriu que os pais das crianças infectadas seriam a principal fonte de infecção de seus filhos em vários casos.2

Contudo, lembremos que a taxa de contágio das crianças no que se refere ao novo coronavírus é muito baixa. A Dra. Silvia Stringhini, nos hospitais da Universidade de Genebra, e seus colegas, testaram cerca de 2.700 pessoas com 5 anos ou mais sobre anticorpos produzidos pelo sistema imunológico para prevenir a reinfecção com o novo coronavírus. Eles descobriram que apenas uma das 123 crianças de 5 a 9 anos apresentou resultado positivo, embora 21 delas vivessem com alguém que tinha anticorpos Covid-19. Dos 369 participantes com 65 anos ou mais, 11 viviam com outra pessoa com anticorpos Covid-19 e 15 apresentaram resultados positivos.3

E no ambiente escolar? O estudo publicado na Science, antes mencionado, previu que quando as escolas fossem abertas, as crianças tinham cerca de três vezes mais contatos que os adultos e, portanto, três vezes mais oportunidades de serem infectadas.4

Oportunidades, porém, não são necessariamente realizações. As crianças parecem relativamente protegidas da Covid-19. Entre as possíveis explicações se destaca a de que o receptor ACE2, um receptor nas células humanas ao qual as partículas virais se ligam, não se expressa com destaque em crianças pequenas ou possa ter uma forma diferente nelas. Nesse caso, o vírus teria mais dificuldade em se conectar e entrar nas células, uma etapa necessária para se replicar e se espalhar por todo o corpo.5

Qual a propensão das crianças a desenvolver sintomas conhecidos de coronavírus com gravidade?

As crianças são significativamente menos propensas a ficar gravemente doentes do que os adultos, representam cerca de 2% dos casos confirmados e pouco menos de 1% das fatalidades, segundo estudo abrangendo 582 crianças e adolescentes com idades entre 3 dias e 18 anos, em 20 países europeus.6

Por terem sido coletados em hospitais, os dados desse estudo mostram principalmente crianças no extremo mais grave do espectro da Covid-19. Portanto, é provável que a taxa de mortalidade real seja muito menor do que a taxa de 0,7% observada neste estudo.

As crianças podem contrair o novo coronavírus e ter uma doença grave do Covid-19 (embora essa doença grave seja rara). Em geral, elas parecem menos propensas que os adultos a desenvolver qualquer um dos principais sintomas conhecidos de coronavírus: febre, tosse ou falta de ar. Contudo, febre e tosse são sintomas comuns da Covid-19 em todas as idades e, como adultos, as crianças também podem desenvolver pneumonia devido à doença.

As crianças mais inclinadas a ficarem gravemente doentes e serem admitidas na UTI, são os meninos, os recém-nascidos ou os com condições de saúde subjacentes ou infecções pulmonares (ex.: asma).

As evidências apresentadas nesse post sugerem que:

  • As crianças podem ser contaminadas pelo novo coronavírus e contrair a Covid-19, porém a taxa de infecção e a gravidade da doença são significativamente menores do que nos adultos
  • O maior foco de infecção infantil com a Covid-19 parece estar no local em que a criança mora.
  • Salvo no caso de uma condição chamada síndrome multissistêmica inflamatória pediátrica, recentemente observada em um pequeno número de crianças que testaram positivo para o novo coronavírus, os sintomas da doença em crianças tendem a ser mais leves.
LEMBRE-SE: use máscara
Cadastre-se E receba nosso newsletter

SAIBA TUDO SOBRE VACINAS COVID-19
CLIQUE AQUI
Preencha e acesse!
Coloque seu nome e e-mail para acessar.
Preencha e acesse!
Você pode baixar as imagens no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
ATENÇÃO!
Toda semana este blog publica dois artigos de cientistas e dois posts inéditos da nossa autoria sobre a dor e seu gerenciamento.
Quer se manter atualizado nesse tema? Não duvide.

Deixe aqui seu e-mail:
Preencha e acesse!
Você pode ver os vídeos no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas
Preencha e acesse!
Você pode ler o ebook no blog gratuitamente preenchendo os dados abaixo:
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas