Neurociência e Dor - by dorcronica.blog.br

O que causa a fibromialgia? O papel do cérebro

O que causa a fibromialgia? O papel do cérebro

Pacientes diagnosticadas com fibromialgia, especialmente mulheres, amiúde se queixam de que as outras pessoas, familiares, médicos e curiosos, acham que que tudo está em suas cabeças – uma forma de dizer que a doença é produto da imaginação. E claro, ficam ofendidas. Não deveriam porque, tomada literalmente, a insinuação está correta. Hoje há evidências de que a fibromialgia é, em parte ao menos, produto de neuro-inflamação, ou seja, inflamação do sistema nervoso central ao qual o cérebro pertence. Ou seja, ela está mesmo “na cabeça”. Este post comenta provas que a neurociência no momento oferece para sustentar essa possibilidade.

“Toda a imaginação – tudo o que pensamos, sentimos vem do cérebro humano. E uma vez que criamos novos padrões neste cérebro, uma vez que o moldamos de uma nova maneira, ele nunca mais retorna à sua forma original.”

– Jay S. Walker

Dores e dores – por toda parte. Fadiga. Problemas de sono. Pensamento nebuloso. Juntos, esses sintomas geralmente se somam à fibromialgia.

“Ainda não entendemos totalmente o que causa a fibromialgia. Mas as varreduras cerebrais de pacientes com fibromialgia mostram essa neuroinflamação” ou inflamação no cérebro, diz o especialista em tratamento da dor Benjamin Abraham, MD . “Podemos ver que os nervos da dor estão inflamados e irritados.”

Procurando por dor nos lugares errados

A dor muscular é um dos principais sintomas da fibromialgia. Portanto, desde sempre cientistas e médicos procuraram evidências de inflamação nos músculos doloridos das pessoas com a doença, no intuito de diagnosticar a doença. Em parte, os critérios de diagnóstico hoje vigentes envolvem a apalpação de regiões do corpo, além de outras averiguações relacionadas a fadiga, problemas cognitivos…

Ao que parece, procuraram no lugar errado. O problema está nos sistemas de processamento da dor no cérebro.

Pessoas com diagnóstico de fibromialgia parecem ter um sistema de detecção de dor que está fora de sintonia. Eles têm uma reação maior do que o normal às sensações dolorosas. E muitas vezes sentem dor em resposta a sensações (como calor ou frio) que outras pessoas não consideram dolorosas. 

Neuroinflamação e alterações cerebrais

Que a fibromialgia não seria apenas uma questão de dor sensorial, foi uma suspeita não comprovada até a metade do século passado.

Avanços progressivos até hoje foram os seguintes:

  • Descoberta de associação a um aumento do sofrimento psicossocial e a distúrbios psiquiátricos, especialmente a depressão.
  • O trauma emocional também pode predizer o início da fibromialgia. Um estudo recente em Israel descobriu que 15% dos sobreviventes de um grande acidente de trem desenvolveram fibromialgia, além de uma série de outros sintomas psiquiátricos e físicos, 3 anos após o acidente.
  • Uma ligação entre abuso/trauma na infância e o desenvolvimento posterior de fibromialgia também foi sugerida.
  • A fibromialgia está altamente associada à má qualidade do sono e ao sono não revigorante. Mais de 75% dos indivíduos com fibromialgia relatam sono perturbado.
  • Por fim, a classificação da fibromialgia como uma Síndrome de Sensibilidade Central. Na sensibilização central, todo o sistema nervoso central fica sensibilizado a certos estímulos. A sensibilização central é considerada por muitos especialistas um mecanismo chave por trás da fibromialgia.

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Os cientistas usaram exames de PET para estudar o cérebro de pessoas com diagnóstico de fibromialgia. Eles encontraram neuroinflamação generalizada em seus cérebros. Outros pesquisadores testaram o fluído espinhal de pessoas com fibromialgia e descobriram proteínas ligadas à neuroinflamação.

Uma característica da neuroinflamação é a ativação de células gliais, como microglia e astrócitos, na medula espinhal e no cérebro, levando à liberação de citocinas pró-inflamatórias e quimiocinas. O aumento sustentado de citocinas e quimiocinas no sistema nervoso central também promove dor crônica generalizada que afeta vários locais do corpo. Ergo, a neuroinflamação leva à fibromialgia por meio da sensibilização central.

Mas, não é apenas a neuroinflamação sozinha. Os cientistas descobriram que algumas regiões do cérebro são menores do que o esperado.

Também há evidências de diferenças nas conexões do cérebro. Normalmente, as áreas do cérebro envolvidas no processamento da dor – córtex somatossensorial primário e secundário, córtex insular, ACC, PFC e tálamo – estão em comunicação constante. Em pessoas com fibromialgia, pode haver pausas estranhas nessa conversa. “Se uma área tem problemas para se comunicar com outra, você pode processar sensações como frio, pressão ou exercícios como algo doloroso”, diz o Dr Abraham.

Enfim, às vezes é dito às pessoas com fibromialgia que tudo está em suas cabeças. A evidência inflamatória mostra que isso é meia verdade – a resposta pode estar no cérebro dos pacientes, mas não necessariamente em sua imaginação. Se a causa da fibromialgia – ou ao menos uma das suas causas mais importantes – for mesmo uma disfunção nos sistemas de processamento da dor no cérebro, a procura por novos protocolos de diagnóstico e novos tratamentos é inevitável e bem-vinda.

De fato, algumas pessoas com fibromialgia têm visto seus sintomas melhorarem depois de tomar medicamentos que têm como alvo a neuroinflamação, diz o Dr. Abraham.

Tomara.

Baseado no artigo “O que causa a fibromialgia?”, Health Essentials, Mayo Clinic.

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19 respostas

  1. Me diagnosticaron fibromialgia en este año de Pandemia la verdad q si sufro mucho de dolores hay días q son insoportables q llego a pensar q no tengo ganas de seguir viviendo No duermo mucho hace años x mis trabajos pero en esta Pandemia estuve meses sin dormir solo dos o una hora x día Ni la medicación q me dan me calma el dolor y estoy muy cansada ya no sé q hacer

    1. Beatriz, como todo dolor crónico, la fibromialgia és influenciada por el estilo de vida de la persona, y también por las creencias que ella tiene sobre la enfermedad y sus consequencias para la vida. Si el paciente duerme mal y no tiene apego a la vida, eso ciertamente alimenta el dolor y la depresión (uno ataca el cuerpo, la outra ataca la mente). Cuanto a la medicación, hay por lo menos 3 remédios aprobados por la mayor autoridade sanitária dos Estados Unidos (clique em FDA approved 3 drugs for fibromyalgia… y sabrá cuáles son. Yo no puedo mencionarlos por razones legales). Em todo caso, esos remédios solamente alivian los dolores en el corto plazo. Trate de consultar un psicólogo o psiquiatra con experiencia em tratar pacientes com dolores crónicos y que conozca terapia cognitivo comportamental. No quiero absolutamente desmerecer la intensidade de sus dolores, pero creo que hoy dia su maior problema és emocional. Por lo que me disse, su mente no le permitirá cuidar del cuerpo. Comience por ahí, entonces.

    2. Beatriz sou do Brasil tenho dobro tbm e qd e frio sofro dores nos tornozelos punhos ombros e mais pontos uma dor que parece no sangue isso qd esta frio meses 6,7,8,9 e até 10 período inverno fora esses meses me sinto normal minha médica orientou cobrir bem o corpo no inverno com roupas quentinhas tenho 2 filhos então tenho que fazer as coisas faço mas sinto canseira o que melhora e tomar no meu caso nimesulida dipirona e ser feliz procura fisioterapia musica espero ter ajudado vc

  2. Vivo no BR, tenho 58 anos e sofro com Fibromialgia desde 2006. Minha qualidade de vida diminuiu mto.
    Pra mim, a pior dor são familiares não acreditarem e menosprezarem nossas limitações e necessidades.
    Já desconfiava, por alguns sintomas, que o sistema neurológico é grande responsável pela enfermidade.
    Creio que, no meu caso, resultou em sequela de violência de abuso na infância e estupro aos 21 anos.
    Nunca havia sentido nada, até que em 2006 repentinamente comecei com sintomas de dores pelo corpo e dificuldades para levantar da cama pela manhã…

    1. Também tenho sensação que não acreditam nas dores, passei meses e até depressivo. Não tenho diagnóstico, no posto de saúde recebi encaminhamento para reumatologista, mas já faz praticamente um mês que nunca ligaram. E o pior, estou desempregado, morando em casa cedida. Tomei o remédio que a médica disse que aliviaria (Ibuprofeno), de fato alivia, mas ainda me sinto cansado, as dores eram em vários locais: ombro, braço, peito, coxa, glúteos, lombar, pulso, coluna e foram muitos dias sentindo 24h de dores .
      Estou melhor, mas ainda me sinto cansado e preciso trabalhar, mas tá difícil.

  3. Tenho 55 anos e sofro de fibromialgia a mais de dois anos.
    Tá insuportável a dor . Dói dia e noite sem para.
    Estou angustiada de tanta dor.
    Trabalho de babá . Me esforço para manter o trabalho mais tô com MTA dificuldade de certos movimentos.

  4. Tenho 36 anos e sofro com a fibromialgia a pelo menos 7 anos, com 29 anos começou, após perder a minha mãe pro câncer. Concordo que deve haver algum gatilho psicológico ou não, mas tenho certeza que não são psicológicos apenas, já tomei diversos remédios, faço terapia a 18 anos, e trato com psiquiatra e reumatologista. Não tem um dia ou uma noite que eu não sinta dores constantes, as vezes incapacitantes. Faço musculação, pilares, hidroginastica e trabalho como advogado. Meus médicos tentaram com os últimos remédios de ponta que ajudariam, mas não deram certo. Apenas um remédio diminui as minhas dores, mas ele me deixa dormente e sem memórias. Tenho na família pessoa também com fibromialgia, o que me faz concordar co. Alguns estudos que sugerem a inflamação, a causa genética, dentre outros que já demonstram que a dor não é nem de longe psicológica. Por sinal, é um tratamento que nem os psicólogos que conheci acreditam que sejam. Pode ter dado início, mas acreditam que exista uma inflamação, dado a genética também, que geraram algum distúrbio nas conexões do cérebro. A verdade é que, não dão valor a nossa doença, e a pesquisa é muito baixa. Então, façam tudo, até acupuntura, e aprenda a conviver com a dor na menor potência possível.

    1. A sua última frase é decisiva. Não se sabe em que medida a causa da fibromialgia é psicológica – espero nem de longe ter sugerido isso, até porque não há consenso sobre a natureza da causa ou das causas dessa doença/dor crônica. No momento, nesse particular as evidências convergem para a área neuropática, e mais especificamente para a sensibilização central (a qual também pode ter raiz genética). O que sim é sabido, é que a convivência com a dor a que você se refere obrigatoriamente descansa num trabalho psicológico, acompanhado de um estilo de vida saudável. A razão é simples: a saída farmacológica até hoje se mostra inútil no médio e longo prazo, além de ser perigosa. Portanto, uma vez instalada, a dor da fibromialgia tem, sim, um poderoso componente psicológico que precisa ser tratado pela via não-farmacológica. Afinal, conviver com essa doença sem enfrentá-la ativamente pode enlouquecer o paciente, ou leva-lo à ansiedade extrema e a depressão. E aí estamos fritos.
      Quase ninguém aceita isso, claro. Uma pena, porque, dependendo da gravidade da fibromialgia, esse “trabalho psicológico” pode ser feito pelo próprio paciente. A neurociência suporta essa possibilidade… o diabo é que os médicos e os psicólogos resolveram passar ao largo dessa realidade inquestionável. Dá muito trabalho estudar a neurociência da dor.
      Por fim, João Gabriel, o seu caso mostra que mesmo fazendo tudo, ou quase tudo o necessário para conviver razoavelmente com a fibromialgia, o caldo pode entornar. Paciência. Espero que você fique bem.

    2. Sofro com crises tipo caimbras terríveis pelo corpo quando tento dormir relachar ,ai elas vem com muita violência nas pernas e braços, são terrível isso será fibriomialgia

  5. Karla Marion
    Fui Diagnosticada à 10 anos,mas sofro desde os 30 anos é horrível estou com 54 anos dói tudo Dia e noite ,trabalho como Doméstica,então aprendi a conviver com a dor e à chorar sozinha e quietinha muitas das vezes por ser incompreendida com minha doença,fico impressionada com relatos de pessoas,q dizem ter toda assistência médica para se tratar e ainda assim sofrem de muita Dor!Eu queria ter condições de poder me tratar adequadamente,mas conto só com os antiflamatorios.Por conta doença adquiri outros males,uma delas a perda da memória,prático academia “musculação”,outro dia o Prof.da minha academia me chamou a atenção dizendo q presiso me esforçar para lembrar nome dos aparelhos e exercícios q devo fazer,posso ter feito no dia anterior os mesmos exercícios,mas dia seguinte já não me lembro de nada🥺respondi a ele q à muitos anos sou assim ,e q queria muito chegar todo o dia na minha academia,e lembrar os nomes exercícios aparelhos como os jovens,só q não consigo.Chorei pq me senti burra,ele conversou dizendo q não quis me causar esse tipo de sentimento,e no final dos exercícios veio se desculpar!As pessoas não deveriam julgar,sem antes saber as nossas limitações me esforço muito só Deus sabe o quanto.

    1. Fiquei muito comovido com seu comentário sobre as dores que sente. Não vou cometer a ousadia de opinar que deveria enfrentar a sua dor fazendo isso ou aquilo, porque você já deve tê-lo feito. Se ainda tiver vontade de pesquisar sobre fibromialgia, no blog encontrará muita informação a respeito, embora depois de tanto bater cabeça sem resultados, a sua carência não é cognitiva, e sim psicológica (ânimo, disposição etc.). Não quero dizer com isso que a sua dor é irreal, absolutamente. De todo modo, vou lhe enviar algumas orientações práticas para enfrentar surtos de dor de fibromialgia (mandei para seu e-mail). Talvez ajudem você, embora cada caso é um caso. Não piore sua condição dolorosa perdendo a esperança, sem antes tomar a iniciativa de se informar sobre ela. Aprenderá que em boa parte a fibromialgia possui uma raiz psicológica. Não, você não está louca, nem a sua dor é irreal. Apenas o estresse, a ansiedade e a angústia provocadas pelo seu estado, ou pela vida, desarranjam o sistema nervoso e acabam instalando dor ali mesmo sem haver uma ferida ou lesão a justificá-la. E cuidado, se você se deixar influenciar pelos comentários de outros, como do sujeito da academia, vai piorar gratuitamente. Só entende de dor quem está com dor. Aceite isso e se proteja. Quanto aos anti-inflamatórios. O que eu posso dizer, mesmo sabendo que eles tiram a dor, mesmo temporariamente? Duas coisas: não curam e se forem habituais irão prejudicar os órgãos interiores. Use com muita, muita moderação. 

  6. Tudo o que escreveram aqui é absolutamente verdadeiro. Nada a ver com dor psicológica. É dor generalizada que atinge o corpo todo. As minhas começaram em 2017 e só tem aumentado de intensidade. Já realizei todos os exames possíveis, com diversos especialistas e passei a usar diferentes remédios. Todos se mostraram ineficazes. Atualmente uso doses intensas de analgésicos e ainda remédios para dormir,.como zolpidem e lorazepam, sendo que esse último tem mais eficácia. Não há cura. É uma degeneração genética progressiva.

    1. Ora, você está melhor que a maioria dos portadores de fibromialgia. Porque você já entendeu que se os remédios não resolvem, e sendo esse o caso, o que mais resta fazer para se aliviar? Pense nisso. A dor crônica não é psicológica, ela é real, muito real. Porém, a sua causa em boa parte resulta do excesso de transtornos psicológicos como ansiedade, raiva e depressão, além do estresse que acompanha. Dependendo da severidade da fibromialgia, e trabalhando essas causas não-biológicas, algumas pessoas conseguem preservar qualidade de vida. Mas, é demorado e requer estudo (da dor), mudança de hábitos de vida e assumir consistentemente a gestão do tratamento. Pouca gente consegue. É verdade. De todo modo, não perca a esperança se não tentou tudo isso ao mesmo tempo por ao menos 6 meses.

  7. Te ho fibriomialgia há muitos anos, mas paralelamente também tive dores de coluna, hérnia de disco, a qual acabei operando na lombar, sendo que tb tenho hernias de disco no pescoço. Essas dores sejam de fibromialgia ou coluna são desde meus 27 anos. Agora, com 73 anos, aposentada as dores Pioraram devido a pandemia e falta de exercício. Já retornei para a hidroterapia, exercícios de alongamento, acupuntura. Durmo pouco, pois tenho insônia e hipotireoidismo.
    A raiz do cabelo e a cutícula da unha dói, fazer unha é uma tortura. Tenho distúrbios do intestino. Em épocas mais sensíveis faço terapia, onde falo das dores. Mas, evito falar das dores com pessoas leigas a doença, porque é muito julgamento. Faço tudo que posso pra melhorar, mas hoje pouco faço em casa, pois me sinto sem força muscular, muito cansaço. Aprendi a conviver com tudo isso!

    1. Compreendo a sua frustração. Através do blog tenho feito o possível por destacar a fibromialgia e o pouco que a medicina se importa com ela. Obviamente, isso não sensibiliza ninguém. Eu não sou médico e o blog não está autorizado a fazer recomendações relacionadas à tratamentos de saúde. Posso opinar, sim, e acho que você pode se beneficiar de algumas dicas que escrevi sobre como aliviar os sintomas da fibromialgia durante uma crise. Vou enviar para seu e-mail. Aliás, o seu diagnóstico é mesmo de fibromialgia? Convém revisar isso porque foi feito há um bom tempo e há várias outras doenças crônicas parecidas com fibromialgia que, à diferença desta, tem tratamento. Quanto a hérnia de disco, eu recomendo você ler esse post publicado há um ano no blog. Vai se surpreender. E por fim, não piore (você mesma) sua condição dolorosa antes de se informar bem sobre ela. Por fim, eu acho que você está melhor que muita gente porque resolveu enfrentar a sua dor com exercícios e outras medidas saudáveis. Não saia dessa linha porque o risco é se angustiar demais e isso vai piorar a sua dor. Trace pequenas metas e viva um dia de cada vez. Quanto a não se sentir escutada por outros, esqueça. Os outros são os outros e a dor só entende quem tem.

  8. Parabenizar pelo texto sobre fibromialgia…. O melhor que eu tenha lido, e são muitos… adorei o que todo mundo escreveu… dia 24 de julho de 2020 minha mãe faleceu , COVID….. vou tentar resumir.. Eu moro fora do Brasil,tudo fechado,perigoso, tenho duas filhas moças, Sou filha única, Uns 40 dias depois que minha mãe se foi, eu estou no banheiro, e o espelho me olha… As vezes nós olhamos e eu disse, É isso, agora é você… a partir daí eu virei do avesso, me colocaram dentro de uma máquina de lavar roupas… mais ou menos 8 de setembro de 2020…Começando com a perda da minha mãe, quase tudo ou tudo que eu gostava eu não consigo fazer, disseram fibromialgia, mas eu tenho algo mais, Eu tive de tudo,fiquei assustada, algumas vezes achei que não aguentaria, Mas sempre acredito que as coisas são como são, tem sido difícil a bastante tempo, mas eu tenho me esforçado a aprender e faço as lições de casa.. Sou bastante sozinha.. eu tomo remédio que é usado para fibromialgia, agora também tenho pressão alta, tomo outro para depressao ( tem dias que durmo 24, não quero ver ninguém, mas quando posso, espalho meu sorriso, sementes de amor, gentileza e paciência…, .. As vezes tomo anti-inflamatório, mas eu acho que não tenho tanta dor, isso é mentira, tenho dores estranhas, sensações, e ossos deformando, pele com manchas, vão e vem, veias como se fosse explodir,perdi toda musculatura, ossos afinando… tem mais um monte.. não quero falar.. eu era louca fazendo exercício, hoje estava eu em uma cadeira, com uma almofadinha na mão, levantando o braço, devagar.. kkk… como dizia minha mãe: Enquanto der eu vou… Beijo no coração… ahhh.. a gente tem que ir aprendendo a se conhecer, o que faz mal, o que piora, o que melhora… isso é bastante importante 🙏🏼☯️🌸

  9. Eu me chamo Dani
    Tive a primeira crise de fibromialgia a um ano e meio atrás dor do lado esquerdo do tórax
    Fiz várias tomografias ,vários exames ,fui em vários especialistas, tomei muito antiflamatorio
    Os médicos não sabiam a causa de tanta dor
    Passei um mês e dez dias sem dor direito de tanta dor
    Aí um médico faliu q podia ser fibromialgia e me encaminhou pra um reumatologista
    Foi aí que comecei a tomar amitripilina e dor passou tomei durante três meses
    A dor voltou é agora é na cabeça acompanhada as vezes de tontura e dor na escostas na parte direita
    Sofre muito de fadiga ,falta de sono e sensibilidade ao frio

    1. Dani, é difícil antepor alguma observação inteligente e útil diante de tantos anos de experiência sofrida, em que se fez de tudo para encontrar alívio. Qualquer médico – eu não sou médico e somente posso opinar deixando isso claro – que consultar, se ele ou ela for competente deveria examinar as seguintes hipóteses: Por que você não faz isso por si mesma?
      1) o seu diagnóstico é confiável? De fato, como você mesma disse, poucos médicos entendem dessa doença. A indagação é boa porque outras doenças crônicas parecem com fibromialgia e têm tratamentos melhor estabelecidos.
      2) as medidas de controle da dor não biomédicas (ex.: alimentação, exercício etc.) integraram um plano coerente? Foram seguidas à risca durante mais de 6 meses? Caso contrário, não há como concluir que não ajudaram.
      3) o uso de remédios foi prescrito, discreto e acompanhado por médicos? A farmacologia não é aconselhável para a fibromialgia, a não ser para superar surtos.
      4) você tentou se preparar, sobretudo mentalmente, para quando o surto acontecer?
      5) você tem feito algo por tratar os efeitos emocionais da doença (ex.: ansiedade, raiva, depressão)?
      6) você já contou (ou conta) com um plano de enfrentamento da dor e dos sintomas da fibromialgia? Principalmente nas crises que sempre haverá entre períodos de relativo alívio (ou menor intensidade) da dor? Veja aqui: https://www.fibrodor.com.br/16-dicas-para-lidar-com-um-surto-de-fibromialgia/
      7) você poderia dizer que já leu o suficiente sobre fibromialgia como para dizer que sabe o que a um paciente interessa saber sobre ela?
      Bem, espero que você não me culpe por reagir com indagações a uma situação tão pungente, desesperadora e concreta, como é a sua. Contudo, penso que está no momento de pôr a mente para refletir, no intuito de descobrir uma saída. Será sempre uma combinação de várias coisas, possivelmente mudanças de hábitos, relações com outros, maneiras de pensar sobre a doença e seus efeitos.

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