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O pior cego é aquele que não quer ver

O pior cego é aquele que não quer ver

Num post anterior critiquei o apelo para as pessoas continuarem aderindo às medidas de proteção do vírus depois de vacinada que os cientistas fazem pela TV. Eles e elas nos dizem que devemos continuar a usar máscara para proteger os outros. E eu digo que, gostemos ou não, os outros pouco importam quando se trata de fazer algo que a gente não gosta… como usar máscara, evitar contatos sociais etc. O que sim importa, e muito, é a própria pele. Aí, sim a juripoca pia! O apelo deveria, então, apontar perigos nesse sentido. Mas um médico chegou perto de fazer isso num vídeo e foi investigado por parecer disseminar fake news! Foi inocentado, claro. Mas o meu ponto é outro: por que ninguém investigou a mim que fiz muito pior? Estou arrasado.

Segundo eu li por aí, um vídeo do infectologista Marcius Burgarelli viralizou nas redes sociais e até foi investigado por suspeita de ser fake news.

O que ele disse de tão chocante? O óbvio: que a 1ª dose de qualquer das vacinas anti-Covid-19 que requerem duas doses, não protege totalmente da doença. Ele sugeriu ainda que as pessoas devem manter as medidas de proteção “até pelo menos 14 dias depois da 2ª dose”. Um achado e tanto.

Alertado de tamanho desaforo, o projeto Comprova que reúne jornalistas de 28 diferentes veículos de comunicação brasileiros para desmascarar fake news mobilizou suas hostes. Especialistas, além da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), confirmaram a veracidade das informações expostas no vídeo de Bulgarelli.

E confirmaram, também, as minhas suspeitas de que, passados quase um ano, milhares de explicações de médicos e cientistas e um quarto de milhão de mortos, muita gente no Brasil ainda sabe patavinas sobre com que está lidando.

Para começar, o Dr. Bulgarelli até que foi comedido.

Em princípio, outros fatores constantes, até uma pessoa vacinada ficar tecnicamente imunizada, demoraria 45 dias desde que aplicada a primeira dose e considerando 30 dias de intervalo entre doses e mais 15 dias após a segunda. Isso, no caso da Coronavac. Ou 105 dias, no da Oxford-AstraZeneca, já que o Brasil está praticando o mesmo intervalo da Europa.

Ocorre que essa razão e mais outras seis para não baixar a guarda depois de ser vacinado(a), eu apontei num post e num vídeo divulgados há a quase um mês.

O que me levou a postar sobre isso foi um artigo publicado em 2019 pelo Journal of Virology, intitulado: “Host Factors Impact Vaccine Efficacy: Implications for Seasonal and Universal Influenza Vaccine Programs”, de autoria de dois cientistas do Johns Hopkins School of Health, que faz parte da Johns Hopkins University, hoje uma referência para quem quer saber das andanças da Covid-19 pelo mundo. No artigo, eles provam por A mais B que vários fatores associados ao hospedeiro podem impactar a eficácia da vacina contra influenza (isto é, a capacidade da imunidade induzida pela vacina para proteger contra infecção subsequente do vírus da influenza). Então, por que esse impacto não iria ser notado no caso da Covid-19, sendo ambas as doenças respiratórias contagiosas, ainda que causadas por vírus diferentes?

Só para lembrar, os tais fatores são os seguintes:

Enfim. Foi o que eu pensei. E francamente não entendo por que o site COMPROVA ainda não veio me investigar! Afinal, o Dr Bulgarelli parece um coroinha comparado comigo. Porque eu não me limito a dizer, como já é de praxe, que depois da vacinado você tem que continuar aderindo às medidas de proteção porque pode transmitir o vírus a outros, e que você precisa porque você é um bom cristão e pega mal infectar o próximo e que o gesto nada tem de republicano, e não está na Constituição e bla, bla, bla… Isso todo mundo sabe e mal se importa.

Eu dou 7 outras razões inapeláveis para o mais valente esquecer a ideia de que a vacina vai livrá-lo de usar máscara, evitar aglomerações etc., depois de aplicada. Dentre elas, a do risco de reinfecção pós-vacina – risco que potencialmente sempre existiu, aliás – ora aumentado por causa das variantes. Isso, se tiver dois dedos de testa, claro.

Sete motivos concretos, para você passar o restante do ano respeitando as medidas de proteção para o que mais lhe importa na vida, ou seja, você mesmo.

Ignore-os a seu próprio risco.

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