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O mindfulness no tratamento de doenças reumáticas

O mindfulness no tratamento de doenças reumáticas

Ajudar os pacientes no manejo da dimensão emocional das doenças crônicas hoje é parte importante de um tratamento completo de pessoas com doenças reumáticas. Esta postagem comenta um estudo sobre como um programa de terapia de atenção plena (mindfulness) pode ajudar pacientes com doenças reumáticas, como osteoartrite e artrite reumatoide, a diminuir seus níveis de ansiedade e estresse.

“Se você não pode fazer nada a respeito, então deixe para lá. Não seja prisioneiro de coisas que você não pode mudar.”

– Atribuído a Buda

A atenção plena demonstrou ser útil no manejo do sofrimento mental e emocional entre pacientes com doenças reumáticas.

Vários estudos descobriram que pacientes com doenças reumáticas que passam por treinamento de atenção plena melhoraram o bem-estar mental em comparação com aqueles que não o fizeram. Mas quanto treinamento é necessário para colher seus benefícios? Os programas de mindfulness podem variar em duração, assim como os exercícios do próprio programa; pode ser solicitado que você faça um exercício respiratório de 10 minutos ou uma reflexão interna de uma hora. Em um mundo onde é difícil encontrar tempo livre, as pessoas só podem tentar praticar a atenção plena se encontrarem um programa que pareça viável para suas necessidades.

Se você estiver pensando em aderir ao mindfulness, seja para aplacar a ansiedade ou diminuir a ruminação de temas negativos na sua vida, assista aqui, vídeos que explicam o método e como funciona.

Mas eles também querem saber quanto tempo é necessário investir para obter algum benefício do treinamento em mindfulness. Um novo estudo da Global Healthy Living Foundation (GHLF) e da CreakyJoints comparou a eficácia de dois programas de terapia de mindfulness de duração diferente para melhorar o bem-estar mental entre pessoas com doenças reumáticas. O programa “completo” durou oito semanas com uma sessão de 30 a 45 minutos por semana. O programa “breve” durou três semanas com uma sessão de 30 a 45 minutos por semana.

Ambos os programas orientaram os pacientes através do seguinte:

  • Exercícios de respiração.
  • Estar atento aos sentimentos.
  • Praticar mindfulness em momentos difíceis.
  • Combater dificuldades ao praticar mindfulness.

O programa de oito semanas forneceu orientações adicionais sobre:

  • Usar a respiração corporal na vida diária.
  • Estar atento aos pensamentos.
  • Reconhecer quando os pensamentos enganam você.
  • Aceitar amor e bondade.
  • Reagir versus responder.

As doenças reumáticas mais comuns entre os pacientes foram osteoartrite (61%), artrite reumatoide (56%), fibromialgia (38%) e osteoporose (21%). Os pacientes incluídos na pesquisa eram principalmente mulheres (90%) e brancos (85%), portanto os resultados podem não ser generalizáveis ​​para todos os pacientes com doenças reumáticas. A idade média dos participantes foi de 58 anos.

Mulheres
Mulheres 90%
Brancos
Brancos 85%
Osteoartrite
Osteoartrite 61%
Artrite Reumatoide
Artrite Reumatoide 56%
Fibromialgia
Fibromialgia 38%
Osteoporose
Osteoporose 21%

Aqui está o que aprendemos:

  • Os pacientes de ambos os programas relataram uma redução significativa nos níveis de ansiedade e estresse ao longo do curso e nas semanas seguintes.
  • Os pacientes de ambos os programas também relataram um ligeiro aumento no bem-estar mental.
  • Oito semanas após o início do estudo, os pesquisadores encontraram reduções semelhantes nos níveis de ansiedade e estresse entre os pacientes do programa de três semanas e os pacientes do programa de oito semanas. Isto sugere que as pessoas não precisam investir muito tempo aprendendo como praticar a atenção plena para colher seus benefícios.

Mas saber que a atenção plena é uma ferramenta útil e usá-la como uma ferramenta útil são duas coisas diferentes.

Os programas de mindfulness podem ser difíceis para as pessoas seguirem até o fim. O estudo antes mencionado começou com 324 pacientes – 161 no curso de três semanas e 163 no curso de oito semanas. Mas apenas 70 pacientes o completaram – 35 em cada grupo.

Para fazer com que mais pessoas pratiquem a atenção plena, os médicos e paramédicos deveriam recomendar o método como parte de um plano geral de tratamento. Não apenas mencionando os benefícios da atenção plena ao paciente, mas orientando-o na direção certa. Não basta um médico dizer: “você deveria tentar uma nova dieta ou a atenção plena”. O médico precisa ser mais assertivo e dizer por que o programa é bom e como levá-lo adiante.

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