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O estresse financeiro e a saúde

O estresse financeiro e a saúde

Em 2023, cerca de 70% dos americanos Estados Unidos admitiam estar estressados ​​com suas finanças pessoais. As principais razões seriam diferentes às dos brasileiros. Ao invés de inflação por lá, a falta de dinheiro para emergências, como acidentes ou problemas de saúde e não ter dinheiro suficiente para pagar as contas do mês foram as maiores causas de estresse financeiro declaradas por aqui, segundo um levantamento de opiniões realizado na mesma época. No frigir dos ovos, todavia, a conclusão de ambas as averiguações é a mesma: o estresse financeiro afeta emocionalmente o indivíduo mais do qualquer outro tipo de estresse. Um estudo britânico recente, todavia, mostra que a ​​tensão financeira pode impactar muito mais do que apenas a saúde mental de uma pessoa.

“Não é o estresse que nos mata, é a nossa reação a ele.”

– Hans Selye

Introdução

O estresse pode afetar a todos de maneira diferente. Enquanto algumas pessoas vivenciam o estresse como um fenômeno psicológico, outras podem vivenciá-lo com sintomas somáticos. Os sintomas somáticos são sentidos fisicamente e podem incluir náusea ou dor. Muitas pessoas notarão que encontram uma combinação de sintomas físicos e psicológicos.

Um estudo representativo a nível nacional realizado por cientistas do University College London (UCL) e do Kings College, no Reino Unido Reino Unido, sugere que o estresse relacionado com o dinheiro está ligado a alterações a longo prazo nos principais marcadores de saúde, incluindo os associados ao sistema imunológico, ao sistema nervoso e ao sistema hormonal.

Diagrama da ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) durante o ciclo circadiano e em resposta ao estresse

(CRF: fator de liberação de corticotropina; AVP: vasopressina; ACTH: glândula pituitária anterior secreta hormônio adrenocorticotrófico.) A ativação do eixo HPA resulta em aumento da concentração de corticosteroides circulantes, especialmente cortisol. A desregulação da secreção adrenal de esteroides tem sido relatada em diversas condições patológicas crônicas, incluindo estresse crônico e condições disfuncionais de dor crônica.

O Estudo

Os dados do estudo incluíram quase 5.000 adultos com mais de 50 anos. De todos os seis fatores de estresse comuns examinados nesta coorte – incluindo dificuldades financeiras, prestação de cuidados, incapacidade, luto, doença e divórcio – as tensões financeiras foram associadas aos perfis de saúde mais arriscados no longo prazo.

Esses perfis de risco foram estabelecidos usando quatro biomarcadores no sangue: cortisol, que é um hormônio produzido em resposta ao estresse, proteína C reativa (PCR) e fibrinogênio, que são agentes imunológicos que respondem à inflamação, e fator de crescimento de insulina-1 (IGF-1), que está ligado ao envelhecimento e à longevidade.

Os participantes do estudo que relataram estar geralmente estressados tinham 61% mais probabilidade de pertencer à categoria de alto risco do que às categorias de risco moderado ou baixo, num acompanhamento de quatro anos. As pessoas que estavam estressadas apenas pelas finanças, no entanto, tinham quase 60% mais probabilidades de apresentar um perfil de alto risco quatro anos depois. Para cada estresse adicional, como o divórcio, a probabilidade aumentou 19%.

Essas associações permaneceram significativas independentemente de fatores genéticos, socioeconômicos, idade, sexo ou estilo de vida.

“Descobrimos que o estresse financeiro era mais prejudicial para a saúde biológica, embora sejam necessárias mais pesquisas para estabelecer isto com certeza”, diz a epidemiologista Odessa Hamilton da UCL. “Isso pode acontecer porque esta forma de estresse pode invadir muitos aspectos de nossas vidas, levando a conflitos familiares, exclusão social e até fome ou falta de moradia”.

Os resultados não significam necessariamente que o estresse esteja causando diretamente problemas de saúde a longo prazo, mas sugerem que o estresse tem um impacto significativo no envelhecimento do corpo, e algumas formas de estresse podem ter efeitos físicos maiores do que outras.

Sabe-se que o estresse agudo desencadeia uma cascata de alterações hormonais no corpo, que aumentam a respiração, a pressão arterial e a frequência cardíaca.

O sistema imunológico também responde produzindo mais moléculas pró-inflamatórias. É por isso que permanecer num estado elevado de estresse pode levar à ativação imunitária crônica, o que pode agravar doenças físicas e mentais.

“Quando os sistemas imunológico e neuroendócrino funcionam bem juntos, a homeostase é mantida e a saúde preservada”, explica Hamilton. “Mas o estresse crônico pode perturbar esta troca biológica e levar à doença”.

Nota do blog: A homeostase, é uma condição de equilíbrio do ambiente interno corporal, independentemente das alterações do ambiente externo (ex.: manter a temperatura corporal mesmo em ambientes frios).

No estudo britânico Reino Unido, o estresse financeiro, o luto e as doenças de longa duração mostraram as maiores alterações a longo prazo nos biomarcadores imunológicos e neuroendócrinos. Isso indica um efeito físico contínuo do estresse crônico, que é por sua vez, um desequilíbrio mente-corpo permanente.

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