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No dia da mulher: o que fizemos por ela nesses dois anos

No dia da mulher: o que fizemos por ela nesses dois anos

Uma crescente literatura científica destaca a influência do preconceito de gênero na assistência médica; leia-se, o tratamento diferenciado de pacientes do sexo masculino e feminino. Eu nunca vi isso ser mencionado por ocasião do Dia da Mulher. E deveria, porque se as diferenças de gênero no trabalho afetam a qualidade de vida da mulher, as que há no campo da saúde podem afetar a própria vida. No Dia da Mulher 2022, eu não achei homenagem melhor do que descrever o que este blog fez de concreto nos últimos dois anos por pesquisar e divulgar essa omissão.

“A mulher… não é melhor, mais sábia, mais forte, mais inteligente, mais criativa ou mais responsável do que um homem. Da mesma forma, ela nunca é menos.”

Vera Nazarian

8 DE MARÇO, DIA DA MULHER. Todo ano, nessa data, mais do mesmo. A mídia dedica um espaço a lamentar – ou a comemorar, depende do humor de quem edita a matéria – que as mulheres tenham alcançado (apenas) 4% ou 14% ou 24% de postos em nível de diretoria nas empresas. E que, por outro lado, prevaleçam como arrimos de família em quase a metade dos lares brasileiros. Esse ano, um aditivo: que ela, a mulher, levou a pior na pandemia. A “notícia” foi publicada em maio do ano passado, mas agora surge requentada no foguetório mediático que explode todo 8 de março.

O fato de a medicina discriminar a mulher, todavia, curiosamente nunca é mencionado. Curiosamente, porque a discriminação é evidente e prejudica a metade da população do planeta.

Calma, eu explico. Discriminar significa “diferenciar” (Aurélio) ou “colocar à parte por algum critério” (Oxford). Eu afirmo que a medicina (desde a pesquisa à prática clínica) discrimina por não oferecer à mulher – a mulher com dor crônica, especialmente – a mesma atenção e cuidado dispensados ao homem. No que diz respeito a gênero, a oferta de serviços médicos (acesso, qualidade, empatia etc.) é assimétrica. No ebook “O Paradoxo de EVA”, há inúmeras evidências apoiadas em estudos sérios que levam a essa conclusão.

Mas o assunto aqui é outro, menos incômodo. Vou aproveitar a ocasião para descrever o que eu, através desse blog, tenho feito nesses últimos dois anos pela saúde da mulher. Depois retomo o assunto.

Posts e artigos

24 publicações sobre a dor crônica na mulher:

EBOOKS:

Seis ebooks:

Dores Femininas” (220 pgs), “Insônia na Mulher” (210 pgs), “Paradoxo de Eva 1” (128 pgs), “Paradoxo de Eva 2” (122 pgs), “Fibromialgia 1” (92 pgs) e “Fibromialgia 2” (172 pgs)

APLICATIVOS:

Alívio Mulher. Jogo educacional trilíngue (inglês, português, espanhol), acessível nas plataformas Android/Google e iOS/Apple, contendo 4 mil informações sobre 21 doenças/dores femininas. Atualmente com 58 mil downloads realizados em mais de 15 países (Américas e Europa).

PESQUISA:

Percepção do Atendimento Médico prestado às mulheres com dor crônica”. Pesquisa patrocinada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e autorizada pelo Conselho Nacional de Ética de Pesquisa – CONEP. Respondida por 1022 mulheres com idades de 18 a 78 anos, das quais 498 relataram insatisfação com o quanto o médico valorizava suas queixas de dor.

O que dizer dos resultados atingidos? A avaliação do desempenho de qualquer empreitada depende das expectativas (de sucesso) que se tinha ao iniciá-la. Ao menos era assim antes da internet. Ou mais precisamente, antes do Google. Hoje em dia, se o dono da iniciativa não pagar para o Google impulsioná-la, disparando chamadas alegóricas pelo espaço cibernético, pode ficar sentado esperando que alguém venha a se informar sobre o que oferece. Isso vale para as Casas Bahia, o Hospital Albert Einstein ou a Anitta, o Gusttavo Lima e qualquer um que queira se destacar do rebanho adicionando a letra “t” no seu nome. O que, convenhamos, limita muito as possibilidades de um blog que faz 250 publicações inéditas ao ano financiando essa loucura do próprio bolso.

Eis a realidade nua e crua, mas mesmo assim eu esperava que um número razoável de gente se interessasse pelo divulgado. Devo confessar que o meu maior interesse nesse sentido, residia na pesquisa. Desde os anos 90, o atendimento assimétrico (em relação ao homem) fornecido pela medicina ao gênero feminino é um tema “quente” em países desenvolvidos (América do Norte, Reino Unido, Países Nórdicos, Austrália). Nessas latitudes, ativistas, a mídia e agências governamentais, participam ativamente no debate.  Não era o caso do Brasil, e eu pensava que os resultados da pesquisa, por demais previsíveis, ajudariam a mudar essa letargia.

Aconteceu, enfim, de tudo um pouco.

Post e artigos. Muito bem, obrigado. O blog recebe entre 70 e 100 mil visitantes por mês e as publicações sobre a dor crônica e a mulher seguramente colaboram na manutenção dessa plateia.

Ebooks. Nada a destacar. Ambos trazem boas informações sempre apoiadas em fontes científicas, são bem ilustrados e fáceis de ler. No entanto, a procura é bem inferior à prevista. Tivesse sabido, não teria investido tempo e dinheiro neles. Muito esforço, para pouco interesse. (Eu fui empresário boa parte da minha vida e ainda tenho o desagradável cacoete de comparar o custo do que se faz com o benefício obtido. Sorry about that.).

Aplicativos. Aqui foi o oposto do anterior. Um retumbante sucesso. Não sei de outro aplicativo no âmbito da saúde, totalmente construído no Brasil, com audiência parecida a do Alívio Mulher dentro e fora do país. Não é patriotada. Se você tem bala para me contrariar, é meu convidado. Eu me comprometo a publicar seu desmentido, se bem fundamentado, na primeira página do blog durante um mês. E com uma foto minha ao lado, mostrando um cartaz que diga “mentiroso”, pendurado no pescoço.

Pesquisa. Decepção total. Trabalho completo, com razoável qualidade científica (apesar de não ser um ensaio randômico cego, surdo e mudo etcétera), e com uma mensagem clara: aqui como lá, em cada 10 mulheres com dor crônica, quase 8 não se sentem plenamente ouvidas pelos seus médico(a)s ao relatar queixas relacionadas à dor que sentem. Pode haver algo mais escandaloso e preocupante do que isso, no campo da medicina clínica num país civilizado? Acho que não, mas esse sou eu. E certamente eu estou equivocado porque apesar de divulgar aquelas informações em várias oportunidades pela mídia e pelo blog, o efeito foi… zero. Viva-se com isso.

Há 25 anos, um estudo observacional longitudinal de 1.546 pacientes de 349 médicos realizado nos EUA mostrou que as chances de restrições de atividades prescritas pelos médicos e médicas eram 3,6 vezes maiores para pacientes do sexo feminino do que para os do sexo masculino com características equivalentes. As diferenças de gênero não tinham base no comportamento da doença, e sim, nos preconceitos de gênero dos médicos e médicas.

Inúmeros exemplos como estre podem ser encontrados em “O Paradoxo de Eva”, um ebook sobre as diferenças de gênero na medicina.

Você deve ter achado estranha esta minha maneira de comemorar o Dia da Mulher, nesse ano. Talvez por estar acostumado a ver, nesse dia, manchetes apontando haver poucas mulheres em cargos de direção nas maiores empresas, e que “…isso é ruim, mas obviamente irá melhorar no futuro”. Nada como o pensamento positivo! Eu já prefiro contar a você que hoje tem no Brasil muita mulher com cefaleia, endometriose, artrite reumatoide, síndrome do intestino irritável, fibromialgia, fadiga crônica, depressão… a escolher entre uma centena de dores crônicas… que está insatisfeita com o acolhimento que a medicina clínica lhe oferece… e que ninguém protesta, se indigna ou se importa… Nem sequer ela própria.

Você também pode ver tudo isso no link “Dor na Mulher”.

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