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Mitos da dor neuropática

Mitos da dor neuropática

Quando um ou mais nervos não se comunicam bem com o cérebro, isso recebe o nome de “neuropatia”. O cérebro interpreta mal os sinais nervosos e o resultado pode ser dor crônica. Dor neuropática crônica, para sermos mais exatos. Há pelo menos quatro tipos de neuropatia e o meu foco aqui é o mais comum deles, a neuropatia periférica, que envolve danos ao sistema nervoso periférico, leia-se: os nervos da pele… os que comunicam o sistema nervoso central (o cérebro e a medula espinhal) com todas as partes do corpo.

“A fronteira mente-mundo parece ter passado da junção pele/ambiente para a junção inervada/desnervada dentro do corpo. Portanto, parte do corpo tornou-se externa à mente.”

– István Aranyosi

Cerca de 2,5% da população é afetada por neuropatia periférica. A prevalência aumenta para 8% nos idosos. A neuropatia periférica pode ser uma manifestação de uma ampla gama de patologias que requerem avaliação e/ou tratamento adicional. As neuropatias periféricas devem ser tratadas antes que resultem em complicações, tais como quedas com subsequentes fraturas da bacia ou infecções nos pés que necessitem de amputação.

Como a neuropatia periférica tem sido rotulada de “Idiopática” (ou seja, de origem desconhecida), há muitos mitos sobre ela, os que, se acreditados pelo paciente, o induzem a negligenciar a busca de um tratamento adequado em tempo. Aqui eu vou desmentir alguns deles.

Mito 1: A neuropatia afeta apenas pessoas com alto nível de açúcar no sangue

Falso. Os pacientes diabéticos são menos de 33% de todos os casos de neuropatia. Por outro lado, para cada paciente com neuropatia diabética, há pelo menos mais seis pacientes que sofrem de outras formas de neuropatias.

Mito 2: Ouvi dizer: “Os nervos não se regeneram. Uma vez danificado… é isso!”

Falso. Os nervos periféricos podem ser reparados por terapias, incluindo nutrientes neurotrópicos, laser de baixa intensidade, exercícios e nutrição.

Mito 3: Eu só tenho dormência e formigamento, então não é grande coisa

Falso. Infelizmente, isso pode ser apenas a ponta do iceberg. Em 4 pacientes que não fazem nada sobre a dormência e o formigamento, 3 terão dor ou incapacidade doze meses depois. Melhor não apostar que os sintomas da neuropatia desapareçam por conta própria. Aliás, se ignorados, os sintomas podem se intensificar, causando perda de sensibilidade, dor incessante e até incapacidade.

Mito 4: A neuropatia é um resultado natural do envelhecimento

Falso. Por ambos os lados. Muitos idosos nunca experimentam níveis significativos de danos nos nervos. E hoje a neuropatia afeta pessoas com apenas trinta anos de idade.

Mito 5: Tenho que aceitar minha neuropatia e aprender a viver com ela

Falso. Ter neuropatia não é uma sentença de prisão perpétua. Uma combinação de estimulação adequada de seus nervos em casa e na clínica, desintoxicação, controle de glicose e nutrientes apropriados desempenha um papel fundamental no reparo e regeneração do nervo. Outro tratamento que provou ser bem-sucedido na reconstrução do revestimento protetor dos nervos são doses muito altas de vitamina B12.

Mito 6: Não há cura

A neuropatia pode ser gerenciada e em alguns casos até ser revertida, permitindo que os pacientes voltem a viver uma vida mais normal.

Mito 7: Todas as formas de neuropatia são tratadas da mesma forma

Falso. Dependendo da causa raiz dos sintomas, o tratamento varia. Diabetes, Doenças crônicas e autoimunes, trauma nos nervos, deficiência de vitamina B, abuso de álcool, quimioterapia e efeitos colaterais de medicamentos não justificam o mesmo tratamento. Alguns tipos de neuropatia, por exemplo, são melhor tratados por meio de uma combinação de tratamentos, como dieta e nutrição, infusões de vitaminas, células regenerativas, injeções de plasma rico em plaquetas.

Mito 8: Todas as neuropatias parecem iguais

Falso. Os sintomas da neuropatia podem variar muito, dependendo da causa e do estágio da neuropatia. Os sintomas da neuropatia em estágio inicial são tipicamente dormência e formigamento leves, enquanto a neuropatia em estágio final pode aparecer como sensações assustadoras, dores agudas, perda de equilíbrio e até fraqueza muscular significativa.

Mito 9: A neuropatia pode ser controlada com comprimidos e cremes comprados na farmácia

Falso. Essas loções e poções podem apenas mascarar os sintomas da neuropatia, enquanto a condição subjacente continua a piorar. A dor diminui, mas a capacidade de manter um bom equilíbrio, também. Então, um dia, sem aviso, você pode cair e quebrar o braço – ou pior, o quadril.

Mito 10: A neuropatia afeta apenas as mãos e os pés

Falso. Embora a neuropatia geralmente comece nas mãos e nos pés, ela acabará lentamente subindo pelas panturrilhas e antebraços. Isso pode se apresentar como cãibras severas, peso ou fraqueza nas pernas, sensação de rastejamento e descoloração seca da pele.

Mito 11: A melhor coisa a fazer pela minha neuropatia é esperar e ver o que acontece

Falso. Esta é de longe a pior coisa que você pode fazer. A neuropatia periférica raramente melhora por conta própria. Na maioria das vezes, a condição continua a piorar e pode se tornar debilitante. Ao detectar e tratar a neuropatia desde o início, é mais provável que você tenha um prognóstico muito melhor. Pessoas com neuropatia mais avançada tendem a precisar de mais cuidados, e os resultados tendem a ser mais lentos.

Leia também o post “Dor Neuropática: o Bê-a-Bá”.

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