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Medicina da dor: fundamentos para o profissional da saúde

Medicina da dor fundamentos

Proximamente, nos dias 11 e 18 de maio, dois estudiosos da dor – a Dra. Luci Mara França, o Dr. Jaime Olavo Marquez – e eu, apresentaremos onlineMEDICINA DA DOR: FUNDAMENTOS PARA O PROFISSIONAL DA SAÚDE”. Uma proposta tão ambiciosa quanto humilde, uma vez que o assunto é vasto e evolui a cada dia. Esta postagem tenciona explicar as razões da iniciativa e interessar você, profissional da saúde, no seu conteúdo.

“O crescimento intelectual deve começar no nascimento e cessar apenas na morte.”

– Albert Einstein

Medicina da dor, após eu obter uso de (alguma) razão, e até pouco, para mim consistia em tomar um remédio. Qualquer analgésico que um médico, ou um amigo, me recomendasse. E a dor passava… até um dia não passar mais. De repente, ela, a dor, teimou em ficar, com ou sem remédio. Então, acabei por descobrir que a tal medicina da dor era muito mais do que eu imaginara. Eu tive que rever crenças sobre a dor, eliminar estressores, mudar alguns hábitos diários, adotar novos exercícios, aprender sobre a dor crônica e as respostas do meu corpo aos (vários) tratamentos ensejados e, principalmente adotar uma atitude ativa para controlar a dor e outros sintomas. E tudo isso, estudando sobre o assunto e sem ajuda médica ou fisioterápica. (Após décadas tentando uns e outros, sem resultado, você finalmente entende que o problema da sua dor era seu problema e não deles.)

Tempos depois, por causa de eu ter inventado este blog para informar pessoas com dor, soube que tudo o que eu fizera nesse período (dois anos, por baixo) para me livrar da dor, estava em sintonia com uma disciplina da área da medicina preocupada com a prevenção da dor e com a avaliação, tratamento e reabilitação de pessoas com dor: a Medicina da Dor.12

Sobre a dor humana, hoje em dia centenas de cientistas em todo mundo disparam milhares de artigos científicos sobre descobertas, terapias, protocolos e, especialmente, novas perspectivas a respeito de como tratar a dor na frente clínica. Resumir tudo isso em apenas duas sessões de 3 ½ horas cada, conforme programado, é como comprimir a Bíblia em um livrinho de bolso. Certamente iremos deixar a plateia insatisfeita, com dúvidas e reflexões a meio caminho. Porém, se esses sentimentos forem canalizados por alguns na direção do estudo da dor e da transformação das informações recebidas em boa prática clínica, o nosso objetivo enquanto difusores do conhecimento sobre a matéria terá sido atingido.

E quantos aos objetivos dos que assistirem as duas sessões? Bem, cada um é cada qual; eu posso apenas imaginá-los. Ao menos os 4 seguintes:

Competência

Agregando conhecimentos sobre a Medicina da Dor, um profissional da saúde certamente fica mais competente no que faz para benefício de seus pacientes com dor, que geralmente são a maioria dentro da sua clientela.

Competitividade

Com maior competência profissional, obtêm-se mais competitividade num mercado – o “mercado da dor” – cada dia mais disputado por corporações farmacêuticas cuspindo incessantemente comprimidos de nomes estranhos e cores várias, de um lado, e profissionais da saúde de todas as especialidades, do outro.

Comunicação com o Paciente

O anterior, a maior competitividade, pode ser alcançada mais facilmente se o profissional enxergar o quanto um maior conhecimento da dor pode ajudá-lo a se comunicar melhor com seus pacientes. Afinal, como apontado antes, a maioria deles sofre com essa condição. Educá-los, orientá-los e motivá-los para assumirem a responsabilidade de controlar suas dores persistentes, sempre me pareceu ser missão do profissional da saúde que cuida deles. Sinceramente, até hoje eu não entendi onde foi que eu errei ao pensar isso, pois raramente acontece. Pensemos positivamente, todavia, e esperemos que uma maior aproximação do profissional à medicina da dor irá facilitar o diálogo com os pacientes que vivem angustiados e deprimidos por não saber da origem da dor que sentem ou o que fazer para aliviá-la (fora passar pela farmácia).

Empatia & Cia

Focar no que pensa o paciente com dor crônica – um dos temas programados – pode animar o profissional a humanizar o seu contato interpessoal. Antes de alguém se chatear por eu insinuar que o trato atualmente dispensado aos seus pacientes é desumano e tal, vou logo esclarecendo: eu não estou me referindo aqui ao que você acha disso.  Obviamente, você acha que não precisa, seja porque você já se considera um bom comunicador e garante tratar seus pacientes com cortesia e urbanidade. Tal como engenheiros, arquitetos e advogados também assim se autoavaliam. A diferença é que não se espera destes últimos uma demonstração de compaixão, solidariedade e empatia, tanto quanto é esperado de um médico, ou de um dentista, por um paciente que está há dias com dor. Ouvir atentamente, dar tempo ao paciente para se expressar, explicar e perguntar com precisão e afeto são talentos que dependem muito da pessoa desejar cultivá-los e praticá-los. Pode ser que “MEDICINA DA DOR: FUNDAMENTOS PARA O PROFISSIONAL DA SAÚDE” inspire essa motivação.

 

Os 4 objetivos anteriores, eu confesso, visam esclarecer o que pretendemos e, ao mesmo tempo, o que não pretendemos. Neste último quesito está, por exemplo, dar dicas sobre como tratar da dor aguda com Flores de Bach ou recomendar novos fármacos que prometem resolver a dor crônica em uma semana. Longe disso.

Agora, um par de pinceladas sobre as duas sessões.

Grosseiramente falando, a Medicina da Dor tem duas dimensões: a fisiológica e a psicossocial-espiritual.

A fisiológica é comumente abordada pela medicina convencional. Eis o território dominado pela farmacologia “anti-dor” (ex.: analgésicos, opioides, gabapentoides, antidepressivos) e pela abordagem intervencionista. Esta última visa “…o alívio imediato da dor, o diagnóstico local exato, a realização de testes guiados por imagem e o tratamento especializado dos quadros e distúrbios que provocam uma dor, etcétera”.3

Nas duas sessões, o Dr. Jaime Olavo Marquez irá comentar sobre a farmacologia da dor. O enfoque intervencionista receberá menos atenção, uma vez que ele abrange um elenco de técnicas (ex.: desativação de pontos-gatilho; bloqueios de nervos, rizotomia, radiofrequência e outros procedimentos minimamente invasivos não cirúrgicos) que, se fossem apresentadas, teriam que sê-lo detalhadamente e não haverá tempo para isso.

A dimensão não-fisiológica da Medicina da Dor – a menos conhecida dos profissionais e a que mais tem recebido atenção dos cientistas da dor neste século – será abordada em dois tempos. A Dor em geral, primeiro, e a Dor Crônica, depois. (Para maiores detalhes do Programa, clique aqui.)

Enfim, uma breve visita à Medicina da Dor, mesmo que breve, pode abrir novas perspectivas baseadas em ciência sobre como tratar a dor e, quem sabe, ao mesmo tempo promover uma postura mais compreensiva, acolhedora, diante de pacientes “chatos”; que são “chatos”, aliás, por carecer de uma explicação humana sobre porque suas dores persistem, mesmo após inúmeras consultas, exames e passagens pela farmácia.

Encontro Medicina da dor:

Fundamentos para o profissional da saúde

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