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Fogo amigo: a Covid transmitida em casa

Fogo amigo: a Covid transmitida em casa

Numa época em que a adoção de medidas de controle de doenças, incluindo o “Fique em Casa”, o uso de máscaras e a evitação de aglomerações estão se diluindo como água entre os dedos, convém lembrar que a transmissão domiciliar do novo coronavírus ainda é a principal fonte de infecção da Covid-19. E que quanto maior ela for, maior será a transmissão comunitária e, portanto, maior o risco dos estudantes que assistirem a aulas presenciais em escolas da região, e enfim, dos frequentadores de outros locais fechados na região (ex.: pizzarias, salões de beleza, academias etc.).

“Fogo amigo nunca foi amigo”

Christin Harber

Há 8 meses, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) americano publicou os resultados de um estudo domiciliar prospectivo indicando que a transmissão de SARS-CoV-2 entre os membros da família foi frequente tanto em crianças quanto em adultos.

Agora um novo estudo publicado na revista Clinical Infectious Diseases confirma isso com dados mais robustos. Ele demonstra a rapidez com que a Covid-19 pode se espalhar por uma família e fornece uma visão sobre como e por que as comunidades de cor sofreram desproporcionalmente com a pandemia. O estudo observacional, conduzido entre abril e outubro de 2020, acompanhou 100 pacientes com Covid-19 ao redor da área de Raleigh, NC e incluiu um total de 208 membros adicionais da família. Um membro da família foi definido como alguém que ficava no mesmo ambiente que a pessoa com teste positivo. Os pesquisadores testaram outros membros da família com swabs nasais de PCR semanalmente por três semanas após o caso inicial de Covid, ou por um teste de soroconversão de anticorpos na quarta semana.

A taxa de ataque secundária1 entre os contatos domiciliares foi de 32%. Ou seja, em um mês, por cada 10 residentes positivos, mais 3 se infectam. Ou em 3 meses, a população inicial infectada existente num bairro X, ou num domicílio Y, dobra de tamanho.

Isso não é tudo, porém. Esse número (32%) é realmente muito maior porque às vezes, os pesquisadores chegavam nas residências para testar as pessoas quatro ou cinco dias depois que uma pessoa “positivada” com Covid inicial mostrava sintomas. A essa altura, muitos membros da família já estavam infectados. Mas como essa infecção aconteceu antes dos pesquisadores chegarem lá, esses novos casos não foram incluídos nos resultados da pesquisa.

Importante: o estudo ocorreu antes de a variante Delta mais infecciosa estar amplamente circulando nos EUA. Como ela é o dobro mais transmissível que as variantes vigentes durante a pesquisa, hoje ela seguramente faz a infecção domiciliar andar mais rápido.

A maioria dos casos secundários ocorreu na primeira semana do teste Covid positivo inicial.

Os pesquisadores também descobriram que esses casos secundários compartilhavam uma carga viral nasofaríngea semelhante, ou a quantidade de vírus que uma pessoa tinha no nariz e na garganta.

“Uma carga viral mais alta significa que é mais provável que haja transmissão secundária em uma casa, e a carga viral também é uma indicação de quão doente uma pessoa pode ficar com o vírus.”

Jessica Lin, Professora Assistente, University of North Caroline School of Medicine

O estudo também analisou a densidade de vida – a concentração de pessoas que vivem dentro de uma família – como um fator que determinou se a Covid-19 se espalhou para outros membros da família. Dos participantes inscritos no estudo, 44 % foram identificados como hispânicos ou não brancos. Os pesquisadores confirmaram o óbvio: que as famílias de minorias tinham uma densidade de vida mais alta e corriam um risco maior de infecção secundária do que as famílias de brancos. (Algo que você pode constatar indo do bairro Morumbi até a vizinha favela Paraisópolis, na cidade de SP.) Se você tem várias pessoas e gerações compartilhando áreas comuns ou quartos, torna-se quase impossível isolar ou mesmo manter distância física.

Em suma, quanto mais pessoas em uma casa são vacinadas, menor a probabilidade de ocorrência de infecções secundárias por Covid-19.

Isso ajuda, especialmente se a pessoa vacinada for a primeira infecção em uma casa. Uma pessoa que foi vacinada provavelmente terá uma carga viral mais baixa, o que tornará mais difícil para o vírus infectar outros membros da família.

“A transmissão doméstica é realmente o principal local onde a maioria das pessoas está recebendo a  Covid-19”, disse a doutora Lin. “Está se espalhando por seus familiares e amigos, pessoas que estão em sua bolha e com quem se sentem seguras. Quando você é vacinado, você não está apenas se protegendo, você está protegendo as pessoas importantes ao seu redor.”

Fonte: post “How long does COVID-19 take to spread through one household?”, publicado em 26/08/21 no studyfinds.org

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