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Eu sou você, amanhã

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Há tempos, desde o fim da guerra perdida para o Vietnã, que a America não é mais o país dos sonhos, tecnologicamente admirável e moralmente imaculado. Noutros continentes, já tem quem a iguale ou até supere. Contudo, comparado com o Brasil, a America permaneceu um país, digamos… diferente. Até março deste ano, quando ambos os países começaram – com apenas duas semanas de diferença – a se mexer para combater o novo coronavírus. A partir desse momento, os dois foram ficando iguais, na incompetência, na estupidez e nos resultados fúnebres. 

“A comparação é a morte da alegria.”

Mark Twain

Esse post se refere à realidade americana no presente e tem tudo a ver com a do Brasil amanhã.

Curto e grosso, por lá está se prevendo dobrar a cifra atual de mortos pela Covid-19 – hoje em 160 mil – lá para dezembro. Dezembro deste ano, não do próximo. O número de mortos nos EUA por coronavírus poderia chegar a quase 300 mil, segundo projeções matemáticas do Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington (IHME) – uma das equipes mais proeminentes que modelam a pandemia.

O IHME, lembremos, foi o mesmo que previu em maio que o Brasil entraria em agosto contabilizando 90 mil mortes, e acertou na mosca. Portanto…

A agência de notícias NPR, uma organização de comunicação social, sem fins lucrativos, que abastece uma rede de 900 emissoras de rádio nos EUA, comentou esse sombrio vaticínio. Dele eu extraí uma causa e uma solução, dentre todas as possíveis.

A Causa

As pessoas agem e reagem como tais, ou seja, como pessoas: bípedes semi-pensantes movidos a prazer e medo. Isso faz com que a curva de novos casos ou de mortos pela Covid-19, tanto faz, pareça uma montanha russa. Ela sobe e desce dependendo da intensidade da ameaça percebida pela população. Quando as estatísticas fúnebres sobem, o pessoal se protege em alguma medida e a transmissão viral se aquieta. Quando elas descem, o pessoal relaxa, sai na rua e se contamina. Batata.

“Isso cria esse potencial para que os casos aumentem, estabilizem e diminuam, então as pessoas se tornem menos vigilantes e os casos subam novamente”.

Dr. Chris Murray, chefe da equipe do IHME

A Solução

A maior parte da população – 95% dela, mais precisamente – deve usar a máscara facial corretamente e todo o tempo que estiver fora de casa. Parada dura, porque atualmente apenas cerca de 50% das pessoas nos EUA fazem isso. Atingir os 95% requer convencer quase 150 milhões de pessoas – entre os quais evangélicos, supremacistas brancos, trumpistas de carteirinha, negacionistas congênitos e outras espécies humanas patológicas – a fazer o sacrifício supremo de conviver com um pedaço de pano na face durante algumas horas ao dia.

A simulação do IHME, no entanto, mostrou que se a partir de hoje, esses 95% de uso de máscaras por parte dos 330 milhões de americanos fosse atendida, isso reduziria o número de mortes até 1º de dezembro, quase pela metade, salvando 66.000 vidas.

Mas como assim, “a partir de hoje”? Convencer tanta gente a fazer o que não quer demoraria muito, muito mais.

Certamente, admitem os pesquisadores. Portanto, se o país quiser salvar essas 66 mil vidas a essa altura – com as curvas crescendo, e os estados abrindo-se para o comércio ao mesmo tempo – o único que resta é ir atrás desses 95% na porrada.

E mesmo assim, sem resolver a coisa toda. Sendo a população americana obrigada a usar a máscara, o seu uso aumentaria em 8 pontos percentuais. E se houver penalidades, o aumento seria de 15 pontos percentuais. Não resolve, mas já é alguma coisa. 

“Eu considero que é o direito inalienável de qualquer pessoa ir para o inferno à sua maneira.”

– Robert Frost

Nota do blog: “Deixando de usar a máscara, por exemplo.”

Ok, isso é lá longe, no Grande País do Norte. Por que haveríamos de nos preocupar com isso por aqui, na terra do brado retumbante?

Resposta: porque a atual semelhança entre os dois países, EUA e Brasil, no que se refere ao combate à pandemia é desagradavelmente gigantesca. Aperte o cinto.

Reação oficial tardia, negacionista e desordenada; presidente negacionista e às turras com cientistas e assessores médicos; estatísticas oficiais confusas ou mentirosas; governadores estaduais às turras com o governo central e lidando com a pandemia cada qual do jeito que for; nenhuma política centralizada de comunicação à população, testagem e rastreamento de contato; equipes de linha de frente exaustas e exauridas; baladas e bailes funk à vontade; comércios e serviços em processo de abertura; quarentenas voluntárias meia boca; e no meio disso tudo absoluto desconhecimento do que fazer com milhões de crianças e adolescentes às vésperas da volta às aulas… ou seja, CAOS estabelecido… e o resultado: mortandade que não cai do patamar do milhar diário e começando a migrar para as faixas etárias abaixo dos 60 anos.

Igualzinho. Os Estados Unidos e o Brasil. Gêmeos na incompetência e na desgraça. Ou quase. A única diferença é que os Estados Unidos estão sempre uns 10 dias à frente do Brasil na linha de tempo do combate ao vírus. Eu sou você amanhã.

Resumo da Ópera: se tudo continuar como está, os americanos estão prevendo dobrar o número de mortos pela Covid-19 até dezembro. A previsão no Brasil seria diferente? Menor? Por quê? Por que haveria de ser diferente? Por que Deus é brasileiro?

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