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Educação (ainda) é a melhor solução

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Informação não é educação. A educação usa a informação para gerar entendimento, motivo e compromisso. A informação, sozinha, não faz isso. Da educação se espera que gere comportamento racional, baseado em lógica, ciência, 2+2 = 4, essas coisas… É ingênuo pretender isso da informação… A estratégia de isolamento social que o Brasil deveria ter implantado está sendo abandonada a cada dia, em todo o Brasil. O que há por trás disso? Falta de informação? Não, falta entender a alta letalidade do vírus, a facilidade com que se propaga, e principalmente a impotência da ciência diante dele. Isso tem sido sobejamente informado pela mídia, mas vê-se que com resultado pífio. A razão? Informação lançada a esmo apenas, não é educação.

“E então vejo o desinfetante onde ele o destrói em um minuto. Um minuto. E existe uma maneira de fazer algo assim, injetando dentro ou quase limpando?”

“Então, seria interessante verificar isso.”

Donald Trump, no briefing à imprensa oferecido diariamente pela Casa Branca.

Semana passada, Trump sugeriu uma ‘injeção’ de desinfetante para combater o coronavírus e ‘limpar’ os pulmões.

“É um método comum que as pessoas utilizam quando querem se matar”, revidou o Dr. Sanjay Gupta, neurocirurgião e consultor médico de várias redes de TV nos EUA, a CNN entre elas.

Os cientistas tacharam também a sugestão de Trump de “ridícula”, porém ela teve desdobramentos, tão ridículos quanto perigosos.

O Centro de Controle de Envenenamentos da cidade de Nova York recebeu 30 ligações sobre desinfetantes vendidos ao público nas 18 horas após as declarações de Trump – o dobro do normal.

Fabricantes de desinfetantes – incluindo a Reckitt Benckiser, que fabrica a Lysol e a Dettol – emitiram declarações alertando os clientes a não ingerir ou injetar seus produtos de limpeza.

E prefeitos em vários estados foram à TV alertar os populares a não se injetar desinfetante para se imunizar do vírus.

“Muito barulho por nada”, como diz o livro de Shakespeare? Não, “Muito perigo por uma informação estúpida”, no caso em pauta.

Agora, mais estúpido é quem acredita nessa informação a ponto de sair perguntando qual desinfetante é mais seguro, certo?

Errado. A estupidez quase sempre emana da ignorância, da falta de entendimento das coisas – e isso tão somente a educação fornece.

Informação não é educação. A educação usa a informação para gerar entendimento, motivo e compromisso. A informação, sozinha, não faz isso.

Por isso, espera-se da educação que ela gere comportamento racional, baseado em lógica, ciência, 2+2 = 4, essas coisas… Da mera informação espera-se apenas reação, qualquer uma, a que pintar no momento.

Pano rápido. Voltemos à realidade do Brasil hoje, representada por uma estratégia de isolamento social que, embora claramente apoiada pela mídia com uma avalanche diária de dados, já caminha rumo à extinção… digo flexibilização, que dá na mesma.

Como assim? perguntaria um marciano recém chegado ao planeta. Países muito mais ricos, com muito mais recursos médicos, científicos, tecnológicos…, e com muito mais mortos do que no Brasil, mantiveram as ruas vazias durante 5, 7, 8 semanas e ainda hesitam em mudar de rumo… e vocês não aguentaram um isolamento meia-boca nem sequer um mês e já se dão ao luxo de produzir engarrafamentos de trânsito em certas cidades?

Isso é estupidez? Pode até ser, mas de novo, o que há por trás é falta de entendimento. Do que? Da alta letalidade do vírus, da facilidade com que se propaga, do dano que pode causar aos pulmões de quem se infecta e não se cura direito, do risco de reinfecção (cada vez mais alto), dos mitos a ele impingidos como o de que afeta somente os idosos, e acima de tudo, da impotência da ciência diante dele – já vão 4 meses desde que o bicho apareceu na China e ainda não se sabe quanto tempo ele sobrevive no ar, quanta proteção uma máscara oferece ao portador, ou a quanta imunidade o infectado pode aspirar depois de curado!

Sim, informações a respeito a mídia traz aos montes todo dia, porém raramente de maneira didática. Elas surpreendem, assustam, mas a maior parte entra por um ouvido e sai por outro. Você não se posiciona, apenas assiste e se desespera. Não gera comportamento racional. Por quê? Por falta de um esforço educativo, pedagógico, capaz de criar no cérebro da gente uma prateleira onde aos poucos possa se ir encaixando dados até compreender a enorme periculosidade da situação, formar uma opinião e se dispor a agir racionalmente para proteger a si próprio e a família.

E como você educa milhões de pessoas sobre uma ameaça coletiva letal cujas características vão ficando claras aos poucos, sem ainda completar um quadro, nem insinuar soluções?

Resposta: pega-se o pouco que se sabe, dá-se a isso um formato didático e divulga-se pela internet. A intenção é atingir pais, filhos e principalmente educadores uma vez que já se fala em recomeçar as aulas e até agora as crianças têm sido poupadas da enxurrada de informação veiculada pela mídia sobre a pandemia.

Uma utopia?

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