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Dor nociplástica: a mãe de todas “essas dores” na sua cabeça

Dor nociplástica: a mãe de todas “essas dores” na sua cabeça

Já disseram que sua dor está “na sua cabeça”? Você achou isso profundamente ofensivo? Você sentiu como se estivessem dizendo que sua dor não é “real”? Isso fez você pensar que a pessoa que disse isso realmente não entendia o seu problema? A maioria dos portadores de doenças e dores crônicas já passaram por essa experiência. Há uma razão para isso. Durante séculos a medicina não quis saber de dores sem causa visível nos tecidos – ou seja, “sem ferida, nada de dor”. Isso começou a mudar nos anos 60, junto com The Beatles. E agora “essas dores” são reconhecidas oficialmente pela ciência médica, ainda que não possa se dizer o mesmo na área clínica. A presente postagem resume o que um médico de atenção primária – aquele que a pessoa com dor mais procura – deveria saber sobre a dor nociplástica, que abrange todas “essas dores” que, mesmo sem causa visível, doem mesmo assim.

“O que você vê não é o que os outros veem. Habitamos mundos paralelos de percepção, limitados por nossos interesses e experiências. O que é óbvio para alguns é invisível para outros.”

– George Monbiot

Mas a dor é real para todos

Cientistas e médicos ainda não conseguem concordar em qual é a melhor abordagem para o tratamento de condições de dor crônica e progressiva, que geralmente se sobrepõem. Elas incluem fibromialgia, cistite intersticial/síndrome de dor vesical, dor pélvica crônica, disfunção temporomandibular (DTM/ATM), cefaleia crônica, dor lombar crônica de etiologia desconhecida e síndrome do intestino irritável (SII). A principal razão é o quanto essas condições diferem entre si. A tendência atual, no sentido de associar todas essas condições à presença de “dor nociplástica”, talvez ajude a identificar pontos em comum que permitam desenhar um tratamento padrão genericamente aplicado ao grupo. Essa postagem visa resumir os aspectos centrais desse terceiro tipo de dor, supostamente distinto da dor nociceptiva e da dor neuropática, os dois tipos de dor mais comuns – e também os mais estudados.

Apenas uma questão semântica?

Devido ao nível muitas vezes ausente de anormalidades teciduais observáveis ​​e ao alto grau de distúrbios do sono, energia e humor, que são comuns a essas dores crônicas, muitos termos têm sido usados ​​desde os anos 60 para rotulá-las, tais como “dor funcional”, “dor disfuncional”, “distúrbio somatoforme”, “dor transtorno de sintomas somáticos”, “dor de sensibilização central” e “dor centralizada”.

A última acepção é a de “dor nociplástica” – “noci” de nociceptivo e “plástica” de neuroplasticidade. Esse termo agora substitui os anteriores. Tanto assim, que em recentes artigos científicos ele surge no meio do termo usado para se referir ao grupo de condições antes mencionado (fibromialgia, cistite intersticial/dor pélvica crônica, etc.). Essas condições agora passam a ser chamadas de Condições de Dor Nociplástica Crônica Sobrepostas (Chronic Overlapping Nociplastic Pain Conditions).

Não é uma mera questão semântica. Desde 2018, essas dores e síndromes crônicas figuram como doenças (dor primária) ou como sintomas (dor secundária) na CID-11, a décima primeira revisão da Classificação Internacional de Doenças oficializada pela Organização Mundial da Saúde e o padrão global para registro de informações de saúde e causas de morte. O termo “dor nociplástica”, ao que parece, abrangeria as condições de saúde classificadas nesses dois estágios da dor crônica (primária e secundária).

Em 2019, a International Association for the Study of Pain definiu a dor nociplástica como:

Dor que surge da nocicepção alterada, apesar de nenhuma evidência clara de dano tecidual real ou ameaçador causando a ativação de nociceptores periféricos ou evidência de doença ou lesão do sistema somatossensorial causando a dor.”

No último Congresso Mundial da IASP, por sinal, o tema Nociplastic Pain – What Clinicians Need To Understand: Recent Insights, Presentation Of New Clinical Criteria And Future Development, ganhou um bom espaço, que foi ocupado por três palestrantes referentes no campo do estudo da dor crônica.

Origem, Mecanismos e Fatores de Risco

O sistema nervoso (especialmente o sistema nervoso central – SNC) claramente desempenha um papel proeminente nas condições de dor nociplástica, pois agora foram identificadas alterações desde a infância que podem identificar essa condição.

Os mecanismos subjacentes que impulsionam esse tipo de dor são pleomórficos – ou seja, tem a capacidade de variar sua forma de acordo com o período do ciclo de vida/reprodutivo ou das condições ambientais.

Os fatores de risco incluem características intrínsecas (por exemplo, sexo feminino, predisposição genética e familiar), bem como fatores ambientais (trauma precoce, sono ruim, inatividade, baixo nível socioeconômico).

As Características

As características fenotípicas deste tipo de dor estão muito bem descritas e incluem dor generalizada ou multifocal, muitas vezes acompanhada de fadiga, bem como distúrbios do sono, memória e humor.

A dor nociplástica se caracteriza por hiperresponsividade sensorial difusa. Seus portadores são frequentemente sensíveis a estímulos sensoriais não dolorosos, como luzes, ruídos e odores.

Tanto o teste sensorial quantitativo (QST) quanto a neuroimagem cerebral funcional, química e estrutural, ajudam a explicar esses achados, já que a intensidade desses parâmetros geralmente está intimamente relacionada ao relato de dor e outros sintomas nociplásticos.1

Desenvolvimentos recentes

Novas pesquisas permitem maior compreensão dos mecanismos potencialmente subjacentes à nocicepção alterada que define a dor nociplástica, por exemplo, alterações mediadas por autoanticorpos na excitabilidade neuronal, neuroinflamação, ativação das células da glia e distúrbios no processamento da dor cerebral.

As características clínicas e os fundamentos neurobiológicos dos estados de dor nociplástica estão sendo melhor compreendidos, permitindo esperar pelo desenvolvimento de novas estratégias de testagem dos vários grupos sanguíneos, além dos tradicionais grupos ABO e RH positivo ou negativo, e de estratificação do grupo heterogêneo de pacientes com dor nociplástica.

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