Dor Crônica

Dor Crônica

Você tem fibromialgia? E será que tem mesmo?
Atualmente há evidências claras, colhidas e divulgadas por cientistas de ponta, de que a maioria dos casos clínicos de fibromialgia nos EUA não atinge os níveis de gravidade considerados diagnósticos. (Leia-se, os critérios diagnósticos clínicos não permitem diagnosticar com precisão.) Em vez disso, uma pessoa portar fibromialgia depende mais da sua persona psicossocial, do que dos sintomas biológicos que ela apresenta. Isso, claro, no Grande País do Norte. E por que no Brasil seria diferente?
AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!! Você sabe o que é isso?
Na última década um grupo de doenças crônicas, as autoimunes mais a fibromialgia, tem sido associadas à hipersensibilidade do Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Periférico. Grosso modo, hipersensibilidade significa que a pessoa doente sente mais dor do que sentiria se estivesse saudável. Mas o que é "sentir mais dor"? Isso tem a ver com o limiar de sensibilidade à dor, o limiar da tolerância à dor da pessoa, e a intensidade da dor da pessoa num determinado momento. Se você for portador de uma ou mais dessas doenças que provocam hipersensibilidade à dor, e quiser conversar com o seu médico sobre isso, é imprescindível entender e diferenciar bem esses três conceitos.
A dor feminina e a sua opinião
O impacto biológico da dor, o seu significado e a reação que suscita na pessoa são diferentes na mulher em comparação com o homem. Disso, já há evidências. O que me intriga é como esse achado é visto em países desenvolvidos, desde o Reino Unido e Canada, passando pelos EUA e indo para Austrália, em comparação com como ele é visto no Brasil. Lá fora, a constatação gera uma denúncia: por que isso é ignorado pelos laboratórios ao testar novas drogas, ou comercializar as antigas? Até pouco tempo atrás, o FDA americano excluía as mulheres das amostras em que as novas drogas eram testadas. E por que as dores femininas não são tão levadas a sério quanto deveriam pelos médicos, que as atribuem a emoções, catastrofismo, depressão etc.? Numa pesquisa canadense, 80% das mulheres entrevistadas declararam ter se sentido constrangidas ou não escutadas pelos médicos que as examinaram. Se você for comentar sobre DORES FEMININAS NO BRASIL, você incluiria as questões anteriores – que pouco têm a ver com biologia – ou as deixaria de fora por serem irrelevantes para a saúde da mulher?
Fibromialgia: o que é mais difuso, a dor ou o diagnóstico?
Gostemos ou não, não é qualquer médico que está capacitado para diagnosticar fibromialgia. Para se qualificar, ele precisa de décadas de experiência, particularmente na avaliação de distúrbios reumáticos, e muitas horas de estudo digerindo os muitos artigos científicos que o tema gera a cada dia. Eis o médico que você, se for o paciente-alvo desse post, deve procurar para fazer o SEU diagnóstico de fibromialgia. Veja aqui os meus argumentos.
A dor crônica em 4 rodas
Há certas teclas nas quais é impossível parar de bater. A diferença entre a dor aguda e crônica, por exemplo. A razão é simples: ignorá-la tem consequências ruins para um paciente com dor, e ela ainda está, sim, sendo ignorada no presente.
Dor crônica e ansiedade
A ansiedade é a marca registrada do brasileiro, segundo a Organização Mundial da Saúde. Ela não anda por aí sozinha, porém. Estresse e depressão amiúde a acompanham. E esses três, quando juntos, fazem um bom estrago no organismo. Previna-se.
Congresso brasileiro de dor – estaremos lá!
Nessa próxima semana, a SBED organiza o 14º.Congresso Brasileiro de Dor. Nosso blog estará presente com um estande e fará uma apresentação sobre o uso de recursos da tecnologia da informação no campo da Educação em Dor.
Nós vamos combater a enxaqueca! Nós, cara pálida?
A Federação Mundial de Neurologia (FMN) associou-se à International Headache Society (IHS) para dedicar o ano de 2019 à conscientização sobre a enxaqueca. No mundo. O seu papel na campanha é o de fornecer material educacional e promocional. Capaz do Brasil então afundar num mar de posters, flyers, afiches, santinhos... falando mal da enxaqueca. E aí, como vamos fazer?
Burnout e dor crônica – Parte 2
Embora ao dar a notícia sobre a classificação do burnout como “doença crônica” pela Organização Mundial da Saúde, as redes de televisão tenham-no apresentado como algo novo, o tal “fenômeno” é um velho conhecido da classe médica.
Burnout e dor crônica – Parte 1
O burnout, esgotamento profissional ou estresse crônico no trabalho, é antes de mais nada, um distúrbio psíquico de caráter depressivo. Nessa semana, as redes de TV noticiaram que a Organização Mundial da Saúde o teria reconhecido como “doença crônica”. Será?
Dor crônica: pondo ordem na casa
Para você, paciente ou mesmo profissional da saúde, na prática talvez importe pouco saber se é dor crônica ou dor psicogênica, ou ambas. Afinal, dor é dor. Porém, dor crônica e dor psicogênica são duas condições distintas e merecem tratamentos também distintos.
A dor crônica feminina e o viés do gênero
Uma coisa é a mulher sofrer pensando que sua dor é distinta devido a Deus ou a Natureza, ou a incapacidade da ciência de processar essa diferença. E outra coisa, também distinta, é suspeitar que a causa seja também o descaso.