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Dor crônica e estilo de vida: solidários na desgraça?

Dor crônica e estilo de vida: solidários na desgraça?

A ladainha “faça exercício, alimente-se bem, cuide do sono, modere o álcool e não fume”, hoje é praxe nos últimos minutos de 11 em cada 10 consultas médicas sobre dores não malignas. Frequentemente, porém, o apelo – às vezes uma outra forma de dizer “Passe bem, adeus” – cai no vazio. Como quando a mamãe mandava você lavar os ouvidos e limpar os sapatos antes de ir para a escola. Entra por um ouvido, sai pelo outro. Um paradoxo. Mamãe apontava o caminho para se dar bem, e no entanto, a gente insistia em ignorar aquilo… e via de regra, claro, acabava se dando mal. Com as recomendações que os médicos fazem aos pacientes para estes terem uma vida saudável e assim evitar doenças crônicas e dores idem, ocorre o mesmo. E convenhamos, isso também vale para muitos dos próprios médicos que dão esses conselhos.

“A diferença entre quem você é e quem você quer ser é o que você faz.”

– Bill Phillips

Um marciano recém chegado na Terra acharia aquilo muito, muito estranho. Como atentar contra a própria saúde fazendo vista grossa e ouvidos moucos diante de fatos como os seguintes?

  • Recentemente, um estudo de escopo global publicado no The Lancet mostrou que 44,4% das mortes por câncer em 2019 podem ser atribuídas a fatores de risco evitáveis, como fumar, beber e alto índice de massa corporal. E pasme você: 42% dos anos saudáveis ​​perdidos podem ser atribuídos a esses fatores de risco evitáveis.1
  • Os americanos que consomem grandes quantidades de alimentos ultraprocessados ​​relatam sintomas de saúde mental significativamente mais adversos, incluindo depressão, ansiedade e dias mentalmente insalubres. Os indivíduos que consumem mais alimentos ultraprocessados ​​em comparação com aqueles que consumem menos, tem mais depressão leve, “dias mentalmente insalubrse” e “dias ansiosos”.2
  • Também nos Estados Unidos, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) relatam que mais de 60% da população sofre de pelo menos um tipo de doença crônica. E que 40% sofre de mais de um tipo. E que a culpa disso cabe à má alimentação, sedentarismo e tabagismo. Eliminando esses comportamentos de risco, haveria menos 80% das doenças cardíacas e derrames; menos 80 % de diabetes tipo 2; e menos 40 % de câncer.3

Resumo da Ópera: hábitos de vida insalubres estão deixando muita gente agoniada, doente e a caminho do cemitério, e isso faz parte de um “novo normal”. Como se novas vidas pudessem ser compradas, com desconto, num outlet.

Uma consequência do American Way of Life? Pode ser. Mas atualmente o lado tóxico dessa maneira de viver é uma pandemia mais letal para a Humanidade do que todas as outras pandemias juntas.

Como andam os hábitos de vida dos brasileiros? Até que ponto eles representam um risco de saúde pública, gerando doenças crônicas físicas e mentais em adultos?

Em 2013, o IBGE reportou uma proporção de adultos “insuficientemente ativos” no país de nada menos que 46,0%.!4 Ou seja, em cada 2  adultos brasileiros, um não praticava atividade física ou praticava menos do que 150 minutos por semana. Além disso,

  • O percentual de adultos consumindo cinco porções diárias de frutas e hortaliças foi de 37,3%.
  • Refrigerantes, sendo o hábito mais frequente entre os homens: 26,6%.
  • Consumo regular de alimentos doces, como bolos, tortas, chocolates, balas, biscoitos ou bolachas doces em cinco dias ou mais na semana.: 21,7%
  • Bebida alcoólica uma vez ou mais por semana entre os homens: 36,3%.
  • Tabaco, fumado ou não fumado, de uso diário ou ocasional: 20% entre homens.

Enfim, mais claro impossível. O estilo de vida de muita gente é ruim para a saúde dessa gente, aqui e acolá. Traz dor, incapacita, gera despesas, causa a infelicidade de terceiros e por ai vai. No Brasil, é a opção mais prevalente em ao menos um quinto da população brasileira, a que recebe mensalmente acima de 3 salários mínimos.5

Contudo, repetindo, é uma escolha consciente. Até certo ponto, a maioria das pessoas nessa fatia da população pode escolher entre viver assim ou assado.

E qual está sendo atualmente a SUA escolha?

O exposto antes nada mais foi que um preâmbulo para motivar você a preencher seriamente o questionário abaixo. Nada demais, mas justamente por isso, convém você respondê-lo e depois refletir sobre suas respostas. Propositadamente, cada pergunta admite apenas duas alternativas de resposta: Sim ou Não. Não tem meio termo – afinal, “meia doença”, também não existe, certo?

Para preservar o peso correto para idade/altura

  • Limitar a ingestão calórica a 500 cal/dia.
  • Manter exercício físico moderado em 60min/dia.
  • Incluir exercícios aeróbios e de musculação no programa.
  • Seguir uma dieta rica em frutas e vegetais: pelo menos 2 frutas/3 vegetais por dia.
  • Preferenciar alimentos integrais, com alto teor de fibras (pelo menos metade dos grãos consumidos devem ser integrais).
  • Limitar a ingestão de ácidos graxos saturados a 10% do total de calorias e ácidos graxos trans (margarina, doces, frituras) a 1%.
  • Reduzir a ingestão de colesterol para 300mg/dia, escolhendo carnes magras, alternativas vegetais e produtos lácteos desnatados e minimizando a ingestão de óleos parcialmente hidrogenados.
  • Consumir peixe, especialmente peixes oleosos, pelo menos duas vezes por semana.
  • Minimizar a ingestão de alimentos e bebidas com adição de açúcar.
  • Limitar o consumo de sal (<5g/dia).
  • Beber bastante água (>1,5l/dia).

Para preservar o bem-estar emocional e mental

  • Demonstrar uma atitude positiva e otimista em relação à vida.
  • Praticar/experimentar estar de bom humor e rindo (≥3min de riso intenso por dia).
  • Evitar e/ou controlar relações interpessoais tóxicas.
  • Gerenciar efetivamente o estresse (estressores, inclusive).
  • Dormir bem (7-9h para adultos e idosos).

Se você respondeu “Sim” a tudo, meus parabéns. O Reino dos Céus etcétera…

Se colecionou mais de 4 negativas, leia de novo a primeira parte desse post. Quem sabe, você se toca e começa a pensar em como corrigir o que precisa, antes que seja tarde demais.

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