Coronavirus - by dorcronica.blog.br

Cuidado com o “novo normal”. Lá fora ainda tem virus esperando por você.

Cuidado com o “novo normal”. Lá fora ainda tem virus esperando por você.

E aí, pronto para desfrutar da flexibilização do isolamento social que foi sem nunca ter sido? Ótimo, porém há ainda muitas incógnitas nas quais pensar no caminho ao supermercado ou a academia. As coisas poderão lhe parecer normais – lojas abertas, ônibus cheios etc. – mas de fato nada mudou em relação a como as coisas estavam em março – aliás, tudo piorou. Portanto, não se engane, tem vírus esperando por você lá fora. Este post é um alerta para as situações de maior perigo e oferece também alguns conselhos para diminuir o seu risco. O seu risco de vida, para sermos mais precisos.

“As coisas sempre podem ser melhores, mas as coisas também sempre podem ser piores”.

– Marla Gibbs

À medida que as pessoas saem de casa com mais frequência, aos poucos a inserção em aglomerações começará a parecer normal. Isso fatalmente aumentará o risco de o vírus se espalhar.

Ao menos quatro fatores desempenharão algum papel na transmissibilidade viral recebida de um Infectado Próximo (IP):

  • Distância do IP;
  • quanto tempo você está perto do IP;
  • se o IP projeta gotículas virais em você; e
  • quanto você toca seu rosto. (Dependendo do caso, a sua idade e saúde também contam.)

Fora isso, o número de IP’s no local é também um fator de transmissibilidade. Quanto maior ele for, maior a chance de você se deparar com um IP e/ou de tocar em superfícies infectadas e, em seguida, tocar sua própria boca, nariz ou olhos.

Superfícies, em todo caso, “não são consideradas como os mais importantes meios de transmissão” pela Organização Mundial da Saúde. Para uma pessoa pegar o vírus de uma superfície, ele teria que se apresentar em volume suficiente e sobreviver ali até ser tocado. E mesmo se grudado num dedo da pessoa, o danado teria que sobreviver na pele até que ela tocasse um olho ou boca.

A OMS também vê dificuldade em pegar o vírus de animais. A sua postura, enfim, é a de que o coronavírus “se espalha principalmente de uma pessoa para outra, normalmente através de gotículas quando uma pessoa infectada espirra, tosse ou fala de perto – mesmo que essa pessoa não esteja apresentando sintomas.”

Pode ser, mas a OMS também demorou meses em reconhecer a importância da máscara como obstáculo importante à transmissibilidade e isso deve ter custado milhares de vidas e zilhões de dólares em gastos sanitários (em geral). Eu, ao menos, prefiro ficar na paranoia da possibilidade quase certa – eu pertenço a um grupo de risco – de ir parar no tubo.

O diabo é que ainda há muitas incógnitas nas quais pensar no caminho ao supermercado ou a academia. A relacionada à densidade mínima para uma partícula do vírus ser efetivamente transmissível, por exemplo. Ainda não se sabe se todas as gotas de fala, tosse e espirro que transportam as partículas são igualmente infecciosas ou se é necessário transmitir uma quantidade específica de vírus para que uma pessoa fique doente ao respirar. Desde o começo da pandemia sempre se pensou que somente a tosse ou um espirro teriam esse poder, porém um estudo na semana passada descobriu que apenas falar já lança milhares de gotículas no ar – aerossóis chamam – que podem permanecer suspensas por oito a 14 minutos. Fora isso, um estudo chinês também aponta na direção do ambiente em que o contato se dá: quando as pessoas estão em contato próximo, reunidas em espaços pouco ventilados, o risco de contaminação aumenta. Óbvio ululante, diria Nelson Rodrigues.

Frequentar restaurantes, por exemplo, é obviamente perigoso para pessoas em grupos de alto risco, especialmente se também tiverem 65 anos ou mais. Como já foi demonstrado no blog, as chances de se contaminar e/ou contaminar outros nesse tipo de local são altíssimas. Além de ter pouca ventilação, o ambiente social convida a rir e a exclamar mirando em todas as direções, e a passar objetos (ex.: pratos, saleiros, garrafas, cardápios etc.) de um a outro comensal. Basta apenas um deles estar infectado, para contaminar vários outros, inclusive nas mesas vizinhas.

Por fim, existe o risco regional. Na semana passada a Prefeitura da cidade de São Paulo reportou que:

“A maior proporção de mortes em pessoas com mais de 60 anos, em relação ao total da população do distrito nesta faixa etária, foi verificada nos distritos periféricos de Campo Limpo, Parelheiros, Itaim Paulista e São Miguel Paulista, enquanto os distritos com menor proporção são Pinheiros, Vila Mariana e Santo Amaro, todos localizados em regiões nobres da cidade”.

Preciso comentar? Ora, se novos casos continuam ocorrendo todos os dias em sua comunidade, extrapolando você pode apostar que haverá um risco de transmissão em locais públicos. Enfim, o risco regional também conta.

Então, quer aproveitar que a “otoridade” finalmente reconheceu ser incapaz de segurar a turma em casa e resolveu “autorizar” o quase-liberou-geral-mas-com-consciência-e-muita-ciência?

Ok, saia de casa, mas antes

Entenda duas coisas:

  • Haverá risco e não é pouco
  • Assumir esse risco, mesmo você sendo jovem e do sexo feminino, pode redundar num prejuízo devastador na sua vida e na de sua família


Depois responda duas perguntas:

  • É realmente necessário? O custo-risco-benefício vale a pena?
  • Eu estou mesmo em boas condições de saúde, a ponto de me defender de uma tentativa de contágio, ou de um período de confinamento se for contaminado?


E por fim, se tiver ido mesmo para a rua, fique atento a:

  • Usar máscara o tempo todo
  • Manter distância de no mínimo 2 metros de qualquer IP
  • Reduzir ao mínimo o tempo de contato
  • Evitar tocar o rosto
  • Quando voltar para casa, fazer de tudo para não contaminar os que ali ficaram ou estão para chegar – colocar a roupa em sacolas, tomar uma ducha, limpar a sola dos sapatos, higienizar qualquer produto comprado na saída além do painel (e tudo mais) no carro, continuar mantendo distância de todos…


Ufa, tanto trabalho! Cá pra nós, na ausência de um megamotivo para sair, não seria melhor ficar em casa?

LEMBRE-SE: use máscara
Cadastre-se E receba nosso newsletter

Veja outros posts relacionados…

nenhum

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

CONHEÇA FIBRODOR, UM SITE EXCLUSIVO SOBRE FIBROMIALGIA
CLIQUE AQUI