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Covid-19 pelo mundo afora: 31-10-21

Covid-19 pelo mundo afora: 31-10-21

A semana passada foi uma festa: estatísticas de novos casos e de hospitalizações recuando, poucos óbitos (apenas em torno de 400, coisinha de nada), e um monte de boas notícias pelo lado dos fármacos (Merck) e das vacinas (Pfizer, Butanvac). Clima de fim de festa. Ou melhor, de ressaca do dia seguinte, quando é um porre lavar pratos, arrumar tapetes e móveis e tratar da crise de ansiedade do cachorro que passou a noite latindo trancado para não espantar os convidados. Um estado de espírito meio catatônico em que o passado, o presente e o futuro se juntam para nos deixar suspensos no ar. Não lembramos dos fetiches que possuíamos antes da experiência pandêmica, ora destruídos – isso dos jovens serem solidários com os idosos, ou de que o ser humano tem mesmo medo da morte, e acima de tudo, que ele tem capacidade para entender mensagens racionais quando repetidas incessantemente no seu ouvido, durante quase dois anos, como usar a máscara cobrindo o nariz e a boca porque é por aí que o vírus ingressa e não por outros orifícios do corpo. No presente, comemora-se a queda das máscaras no RJ, cruzando os dedos para não emular o ocorrido em quase todas as cidades do planeta nas semanas seguintes: o aceno de um novo surto viral. E quanto ao futuro, melhor não pensar em como um sistema de saúde com recursos humanos exauridos e não substituídos vai enfrentar as coortes de pacientes com cirurgias represadas e de sequelados da Covid-19 já batendo na porta.

Ainda não chegamos lá

  • Quase 30% dos brasileiros vacinados contra a Covid-19 não receberam a 2ª dose.
  • Apenas pouco mais da metade (54%) dos brasileiros estão vacinados com duas doses ou dose única.
  • A variante delta é absolutamente predominante em várias capitais (ex.: SP, RJ).

Paracetamol e o risco Covid

O paracetamol, que é usado para reduzir a febre em indivíduos com Covid-19, está associado a piores desfechos para essa doença, de acordo com pesquisas recentes. O agente antipirético inibe a produção de prostaglandinas no cérebro, levando a um aumento na produção de citocinas pró-inflamatórias, como a interleucina 6, que tem sido associada a resultados ruins em Covid-19.

Vacina Pfizer em Crianças – I

A ANVISA já autorizou o uso dessa vacina em crianças acima de 11 anos. Nos Estados Unidos, nesta sexta-feira, o FDA deu ontem a aprovação para a faixa etária que começa nos 5 anos. A ANVISA sempre segue o FDA.

Vacina Pfizer em Crianças – II

Embora as chances de doença grave e morte por Covid-19 sejam extremamente pequenas para as crianças, especialistas nos Estados Unidos dizem que elas precisam ser vacinadas. As infecções graves por Covid-19 são raras entre os 28 milhões de crianças americanas com idades entre 5 e 11 anos. Até 42% das crianças nessa faixa etária foram infectadas desde o início da pandemia, levando a mais de 8.000 hospitalizações e pouco menos de 100 mortes. Uma simulação matemática indicou que, se a vacinação desse grupo fosse iniciada logo em novembro, o país conseguiria controlar melhor a curva dos infectados e das hospitalizações, especialmente se uma nova variante ingressar nele no fim do mês.

Merck: a cara da generosidade

Você já deve saber que a empresa farmacêutica Merck anunciou um acordo de licenciamento que permitirá que o remédio, molnupiravir, seja feito e vendido a preços baixos em 105 países em desenvolvimento. Ela concordou em permitir que outros fabricantes de medicamentos em todo o mundo produzam sua pílula Covid-19 em um movimento que visa ajudar milhões de pessoas em países mais pobres a terem acesso ao medicamento potencialmente salvador.

O molnupiravir reduziu pela metade a taxa de hospitalizações e mortes em pacientes de Covid de alto risco em um grande ensaio clínico. Após o anúncio, os países ricos, incluindo os EUA, negociaram acordos para comprar grande parte do fornecimento planejado, levantando preocupações de que os países pobres seriam excluídos, como aconteceu com as vacinas.

Merck: a outra cara da generosidade

Por que os indianos têm o (quase) monopólio da produção de genéricos no mundo? Você já se fez essa pergunta? A decisão da Merck de licenciar o medicamento gratuitamente teve suas raízes nas críticas que a empresa enfrentou durante a luta pelos medicamentos contra o H.I.V. na África no início dos anos 2000. Naquela época, as empresas farmacêuticas ocidentais que produziam esses medicamentos foram atacadas por governos e ativistas por não licenciarem seus tratamentos para fabricantes de remédios no mundo em desenvolvimento, que disseram que poderiam fabricar versões genéricas a baixo custo. Eventualmente, um acordo foi alcançado: as empresas farmacêuticas deteriam patentes e produziriam para as nações ricas, enquanto as empresas na Índia e outras economias emergentes fabricariam versões genéricas.

Fluvoxamina não é cloroquina

Um antidepressivo barato, a fluvoxamina, reduziu a necessidade de hospitalização entre adultos de alto risco com Covid-19, de acordo com um novo estudo.

Breaking News!

Um novo estudo dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças sugere que a vacinação oferece proteção mais forte e confiável contra o coronavírus do que uma infecção passada. Pessoas não vacinadas que já haviam se recuperado de uma infecção por coronavírus tinham cinco vezes mais chances de contrair Covid do que pessoas que receberam ambas as vacinas Pfizer-BioNTech ou Moderna.

A terceira dose para os imunocomprometidos? Não, a quarta

Na terça-feira, os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) publicaram uma nova orientação provisória afirmando que indivíduos imunocomprometidos, moderada ou gravemente, com 18 anos ou mais, que já receberam as duas doses iniciais de uma vacina de mRNA mais uma terceira dose, agora também estão elegíveis para receber uma quarta dose como reforço. Esta é a primeira vez que o CDC permite que qualquer grupo faça uma quarta tentativa. As pessoas se tornarão elegíveis para a quarta injeção seis meses após completar sua terceira dose e podem receber seu reforço na forma da vacina Moderna, Pfizer-BioNTech ou Johnson & Johnson.

Covid Longa: descobertas recentes

Em um novo estudo, quase um quarto das pessoas com Covid-19 relataram sintomas de névoa do cérebro, incluindo problemas de memória, meses após o diagnóstico. O estudo, publicado na semana passada no JAMA Network Open, inclui respostas de pesquisas de 740 pessoas que tiveram Covid-19 sobre seus dados demográficos e doenças. Os pesquisadores também deram aos participantes testes que avaliaram algumas de suas habilidades cognitivas, como a memória. Em média, os participantes estavam entre sete e oito meses após o diagnóstico inicial de Covid-19. Desses participantes, quase um quarto teve problemas com a recuperação da memória (23% dos participantes, 170 pessoas) e codificação da memória (24%, 178 participantes) com base nos resultados da avaliação. Muitos participantes também apresentaram déficits no funcionamento executivo, velocidade de processamento e fluência verbal.

Névoa cerebral: sintoma da Covid Longa

As pessoas que experimentam a névoa do cérebro podem descobrir que têm problemas para pensar ou processar informações com clareza. Elas podem ter dificuldade de concentração ou descobrir que demoram mais do que o normal para completar certas tarefas mentais. A névoa do cérebro pode ser resultado de problemas de saúde mental (como ansiedade, depressão ou estresse crônico) ou de certas condições médicas subjacentes (incluindo esclerose múltipla).

De saída para a Terra Prometida?

Pessoas totalmente vacinadas que vão para os EUA também devem apresentar teste Covid-19 negativo. Turistas poderão apresentar um teste negativo nos últimos três dias de sua partida, enquanto os cidadãos norte-americanos não vacinados devem apresentar um resultado de teste negativo no último dia. As novas diretrizes da Casa Branca também exigem que as companhias aéreas participem de esforços aprimorados de rastreamento de contatos, incluindo a manutenção das informações de contato dos passageiros. Eles também deverão entregar essas informações ao CDC se um passageiro pode ter sido exposto à Covid-19 ou estar infectado com o vírus.

Incrível! Os americanos ainda sabem pouco sobre vacinas

Uma nova pesquisa da Axios/Ipsos descobriu que os americanos não têm certeza sobre o quão bem as vacinas Covid-19 funcionam. Essa falta de conhecimento está provavelmente contribuindo para a resistência contínua de 60 milhões de pessoas que são elegíveis para as vacinas e para a diminuição da fé na administração de Biden. Na pesquisa, apenas um pouco mais de 25% dos entrevistados disseram corretamente que uma pessoa de 80 anos vacinada está em maior risco de morrer de Covid-19 do que uma pessoa de 30 anos não vacinada. E apenas 40% sabiam que as pessoas vacinadas têm menos probabilidade de teste positivo para o coronavírus do que aquelas que não foram inoculadas.

Covid-19 pelo mundo afora

País Notícia
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Japão Em meados de agosto, o Japão registrava mais de 20.000 casos diários de coronavírus, seus níveis mais altos durante a pandemia. Na quarta-feira da semana passada, porém, apenas 310 em todo o país. Cerca de 70% da população elegível foi totalmente vacinada, e a vida voltou a um estado de otimismo cauteloso. Tóquio suspendeu quase todas as restrições à vida diária, e os metrôs, ruas e galerias comerciais estão novamente cheios de gente. A cidade relatou menos de 50 casos diários por mais de uma semana. O Japão pediu às empresas para reduzir voluntariamente suas horas de trabalho e instou os cidadãos a limitarem o tempo fora de casa.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Reino Unido O chanceler Rishi Sunak lançou o esquema Eat Out to Help Out para impulsionar o comércio de restaurantes e pubs após os lockdowns de 2020. O incentivo funcionou ao longo de agosto de 2020 e ofereceu às pessoas dinheiro para comer fora no meio da semana. O esquema concedeu aos indivíduos até £ 10 de desconto em alimentos elegíveis e bebidas não alcoólicas compradas em restaurantes e pubs. O subsídio abrangeu 160 milhões de refeições e custou ao contribuinte £ 849 milhões. Uma análise recente sugere que o esquema pode ter gerado casos de Covid-19 na Inglaterra no ano passado.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Estados Unidos Pesquisas existentes mostram que a reabertura de restaurantes deve ter um impacto maior nas taxas de infecção do que a reabertura de qualquer outro ponto de venda.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Chile Peru, Paraguai, Chile e Uruguai – quem diria! – estão em risco de viver novas retomadas do vírus, ou “rebrotes”, com especial aumento dos assintomáticos. No Chile, várias regiões já estão voltando a impor restrições à circulação. A razão? Baixo comparecimento à vacinação para a segunda dose e a flexibilização completa (e pelo visto inoportuna) das medidas restritivas. De qualquer maneira, um estudo chileno aponta que o país poderia lamentar 70 mil mortes adicionais por conta da Covid-19 se tivesse tido o mesmo desempenho dos países vizinhos.
Ucrânia Ucrânia A taxa de vacinação nacional da Ucrânia de 16%, é a mais baixa da Europa. Em todo o país, 56% dos ucranianos ainda dizem que não serão vacinados.
Sérvia Sérvia O país com a pior taxa de infecção do mundo: 94 pessoas por cada 100.000 habitantes. Os mais jovens não querem se vacinar.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Rússia O país vive uma situação patética. A vacina Sputnik ainda não foi aprovada pela Organização Mundial da Saúde, nem pelo FDA, nem pela ANVISA; lotes dela foram devolvidos por países do Leste Europeu e na própria Rússia os pontos de vacinação permanecem pouco frequentados. Apenas um terço da população está completamente vacinada e mais de 1 mil pessoas morrem diariamente por conta da Covid-19. O Kremlin já não mais consegue conter a epidemia sem alarmar os russos. Meses de avaliações otimistas do Kremlin de que a situação estava sob controle diminuíram a demanda por vacinas, já que grande parte da população não tinha mais o vírus, disseram as autoridades. Fora isso, até hoje a Rússia somente exportou 4,8% do 1 bilhão de doses da Sputnik comprometidas com países latino-americanos como Venezuela e Argentina. A razão? Problemas na fabricação.
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