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Covid-19 pelo mundo afora: 28-02-21

Covid-19 pelo mundo afora: 28-02-21

Mais uma semana de melhora de números da Covid-19 no mundo, menos no Brasil. Por aqui, o Ministro da Saúde diz que a contaminação está três vezes pior, os cientistas exigem medidas restritivas de circulação de gente e o fechamento de atividades essenciais, a tendência de governadores e prefeitos é concordar em “fechar”, e o Presidente ameaça castigar, negando a ajuda assistencial (!!!!????) para quem “não abrir”. O pano de fundo? Duzentos e cinquenta e três mil mortos e a conta subindo. Bem-vindos ao manicômio!

Quero ver o Pazuello nessa seara

A raiva está crescendo com o lento lançamento da vacina Covid pela União Europeia, que deixou suas nações-membros muito atrás de vários outros países ricos e muitos deles estão agora olhando para além da fracassada estratégia de compra conjunta do bloco. A desesperada busca por mais doses faz com que as nações negociem entre si, comprando da Rússia e da China e considerando ofertas de intermediários que vão desde fraudes reais até fraudes diretas. Um imenso mercado negro – ou pelo menos cinza – surgiu, com arremessos de todo o mundo a preços muitas vezes exorbitantes. Os vendedores abordaram governos da UE alegando oferecer 460 milhões de doses de vacinas, de acordo com os primeiros resultados de uma investigação da agência antifraude do bloco, compartilhada com o The New York Times.

Infecção e transmissão: uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa

É possível que as vacinas não parem ou diminuam as chances de infecção. Mas elas podem tornar as pessoas infectadas menos capazes de transmitir o vírus ou torná-las menos infecciosas e, assim, reduzir a transmissão. Em Israel, pesquisadores mediram a “carga viral” – a concentração de partículas virais em pessoas vacinadas que posteriormente apresentam resultado positivo para o novo coronavírus, e  descobriram que ela é um bom indicador de infecciosidade. A carga viral diminuiu bem em um pequeno número de pessoas infectadas nas duas a quatro semanas após receberem sua primeira dose da vacina Pfizer, em comparação com aquelas que contraíram o vírus nas primeiras duas semanas após a primeira dose da vacina.

A Pfizer na ponta

A vacina da Pfizer-BioNTech provavelmente será eficaz contra a variante londrina do vírus, afirmam cientistas da Universidade de Cambridge. E quando a variante sul-africana é adicionada, aumenta substancialmente a quantidade de anticorpos necessária para prevenir a infecção. Contudo, uma proporção significativa de pessoas com mais de oitenta anos pode não estar suficientemente protegida contra a infecção até que tenham recebido sua segunda dose da vacina.

O potencial de espalhamento do vírus não é privilégio dos bares

Em uma academia em Chicago, 55 das 81 pessoas que participaram de aulas de ginástica presencial de alta intensidade em setembro foram infectadas. Ao todo, 43 membros da academia com teste positivo participaram das aulas quando eram possivelmente infecciosos, disseram os pesquisadores. Elas foram autorizadas a remover as máscaras durante o exercício. Deu no que deu. O surto ocorreu mesmo que as aulas na academia fossem limitadas a 25% do tamanho normal, com apenas 10 a 15 pessoas presentes. E na época nem variantes havia.

Vacinar é uma parte da equação. Testar e rastrear é a outra.

Os ensaios clínicos demonstraram que as duas vacinas autorizadas nos Estados Unidos – uma da Pfizer-BioNTech e outra da Moderna – são altamente protetoras e seguras contra o coronavírus. Mas mesmo os melhores estudos têm capacidade limitada de detectar reações adversas raras, que ocorrem apenas em certos grupos populacionais ou que acontecem além do período de três meses estudado nos ensaios. O rastreamento de eventos adversos, uma vez que as vacinas são administradas ao público em geral, é essencial não apenas para detectar problemas, mas para construir confiança na segurança das vacinas.

Profeta ou poeta?

Até Biden & Cia prometem dominar a pandemia com segurança apenas no final de 2021. Mas um médico muito bem qualificado prevê com segurança que a Covid “desaparecerá quase totalmente” até abril próximo. Marty Makary, MD, um cirurgião e professor da Escola de Medicina Johns Hopkins e da Escola de Saúde Pública Bloomberg, diz que os EUA estão correndo em direção a um nível extremamente baixo de infecção. À medida que mais pessoas forem infectadas, a maioria com sintomas leves ou nenhum sintoma, há menos americanos para serem infectados.

Explica melhor, por gentileza

A Pfizer e um coro de comentaristas vitalícios da TV paga alega que 69 países já fecharam negócio e que as cláusulas consideradas leoninas pelo inefável Pazuello seguem um padrão internacional. Mas uma reportagem do Bureau of Investigative Journalism, do Reino Unido, afirma que a Pfizer está “apertando” os governos latino-americanos nas negociações para conseguir maior lucro, uma vez que não lhe importa atrasar ou inviabilizar a assinatura de contratos – o que é possível, considerando os milhões de doses da vacina já vendidos à União Europeia e a América do Norte. Segundo os jornalistas, existem “cláusulas” e “cláusulas adicionais”, e as últimas seriam seletivas e não universais. É o caso da disponibilização dos ativos soberanos – o que pode incluir reservas de bancos federais, edifícios de embaixadas ou até bases militares – para cobrir possíveis ações no exterior. Aí o bicho pega. E se isso for verdade, com alguma razão.

A Covid-19 pelo mundo afora

País Notícia
Estados Unidos EUA A Casa Branca disse na terça-feira que as remessas semanais de vacinas contra o coronavírus para os estados aumentariam em um milhão de doses, para 14,5 milhões, na medida que os fabricantes de vacinas continuem aumentando a produção. O ritmo da vacinação começa a se recuperar após as tempestades de inverno. Espera-se que os reguladores federais dos EUA permitam que a vacina da Pfizer-BioNTech seja armazenada em temperaturas de congelamento padrão.
Escócia Escócia O plano da Escócia para suspender lentamente as restrições começa com as escolas.
Israel Israel Israel está doando vacinas a aliados, enquanto os palestinos esperam.
Líbano Líbano A campanha de vacinação Covid-19 explodiu ali em escândalo depois que 16 legisladores pularam a fila e foram vacinados dentro do prédio do Parlamento. Idem na Argentina, Peru e Equador.
Afeganistão Afeganistão Meio milhão de doses de vacina chegaram este mês nesse país, onde muitos insistem que o vírus não é real e as vacinas não são necessárias.
Índia Índia O gigante farmacêutico com o qual dezenas de países estão contando para fornecer vacinas Covid-19 disse que suas entregas podem ser atrasadas porque foram “direcionadas” para atender as necessidades domésticas antes dos pedidos de exportação.
União Européia União Européia Com grande parte da Europa vivendo sob maiores restrições de movimento e interação social, as taxas de infecção por Covid-19 em todo o continente foram cortadas pela metade desde o pico do inverno, disse a Organização Mundial de Saúde na quinta-feira. Mas, os novos casos ainda são dez vezes mais altos do que em maio passado e a região ainda experimenta altas taxas de transmissão comunitária.
México e Argentina México e Argentina Os dois países assumiram a liderança dos que mais pressionam a ONU a garantir acesso universal as vacinas anti-Covid-19, denunciando as nações mais ricas que têm comprado 2 ou 3 vezes mais vacinas do que precisam, deixando as nações mais pobres à míngua. O governo brasileiro vê a mão do Maduro por trás da iniciativa dos irmãos-mais-ou-menos. E a do Capeta, também.
Uruguai Uruguai A nação que há 7 meses rivalizava com a Nova Zelândia no controle da pandemia, está se aproximando perigosamente dos 1 mil novos infectados por dia e já ostenta uma taxa de positividade de 15%.
Nova Zelândia Nova Zelândia Auckland entrará em bloqueio da Covid de sete dias. Restrições na maior cidade do país serão impostas após o registro de um único caso da Covid de origem desconhecida. Acontece duas semanas depois que quase 2 milhões de residentes de Auckland foram colocados em um confinamento repentino de três dias, quando uma família de três pessoas foi diagnosticada com a variante mais transmissível do coronavírus no Reino Unido. Nesse país, a entrega de vacinas contra o coronavírus para mais de 20 milhões de pessoas recém começou. O governo espera ter 4 milhões de pessoas vacinadas até março e todo o país até outubro. Na primeira fase, cerca de 678.000 pessoas receberam até 1,4 milhões de doses, provavelmente da vacina Pfizer, aprovada pela ANVISA de lá no mês passado.

Variantes, variantes… 

A variante do coronavírus ora prevalente na Califórnia é mais contagiosa, embora a escala de sua ameaça não seja clara. Alguns especialistas disseram que a nova variante na Califórnia é preocupante, mas é improvável que crie tantos problemas quanto B.1.1.7. Por outro lado, uma nova variante do coronavírus está se espalhando em Nova York. Ela contém uma mutação que pode ajudar o vírus a se esquivar do sistema imunológico. Depois que essa variante, a B.1.526, foi relatada pela primeira vez pelo The New York Times e pela CNN, as autoridades municipais ficaram na defensiva, dizendo que os estudos provavam que pesquisas adicionais eram necessárias, e que não houvesse motivo para pânico. As autoridades da cidade alertam contra a “pornografia com patógenos” em meio a dados limitados, supostamente praticada pelos pesquisadores, enquanto estes dizem que estão simplesmente relatando os fatos.

Recomendação de vídeos
Sete razões para continuar usando máscaras (que não têm a ver com proteger os outros, mas você), por Julio Troncoso Ph.D.
Marcos Boulos, Infectologista, faz um panorama do processo de vacinação
Tudo sobre vacinas, por Dr. Marcos Boulos
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