Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Covid-19 pelo mundo afora: 19-09-21

Covid-19 pelo mundo afora: 19-09-21

Essa pandemia trouxe novidades – ao menos para mim. Mas, o que é uma novidade? Algo que se apresenta pela primeira vez, diz o Aurélio. Pois bem, desde os tempos do escândalo da talidomida, a droga alemã que em 1959 fez com que milhares de bebês nascessem com anormalidades no nascimento, muitas vezes com membros ausentes ou extremamente encurtados, que eu não tinha. Novidades, quero dizer. Novidades sobre agentes agindo perversamente no campo da medicina fora as empresas farmacêuticas. (Nem todas, mas algumas e fiquemos por aqui porque não quero arriscar um processo por difamação. Desde que criei o blog que ando sem tempo.)

A novidade veio essa semana por conta do affaire da Prevent Senior, que é dirigida por médicos, e eu suponho que você já ouviu falar. E pela boca do ministro-médico Queiroga, ao suspender a vacinação dos adolescentes por conta de… bem, você também já sabe disso. E pelas intervenções em redes de TV nacional feitas nas sessões da Comissão Parlamentar de Inquérito por um senador gaúcho absurdamente idiota, que não cansa de clamar, em nome de 15 mil médicos que também não cansa de citar, pelo tratamento precoce da Covid-19, à base de hidroxicloroquina, ivermectina… substâncias que não ajudam e podem até prejudicar os infectados com a doença. Em rede nacional. Toda semana. Vinte minutos, três vezes por semana. Impiedosamente. E por fim lembrei da rebolada a cargo do Conselho Federal de Medicina, quando em abril do ano passado, deixou a cloroquina e a hidrocloroquina “a critério médico e consentimento do paciente”.

Ora, eu vejo um padrão nisso tudo. E, também, uma novidade, para mim ao menos. Não são apenas as farmacêuticas – algumas, eu já esclareci – que podem ser capazes de agir movidas a interesses que nada tem a ver com a saúde do próximo… Ora, os médicos também. Alguns, claro!

A terceira dose em debate

Hoje, o comitê consultivo independente do FDA (Food and Drug Administration) dos EUA está se reunindo para discutir se as doses de reforço da vacina Pfizer-BioNTech são seguras e eficazes o suficiente para garantir o uso generalizado. O FDA, então, tomará uma decisão formal, após a qual o painel consultivo independente do Center for Disease Control irá pesar. No início desta semana, o FDA divulgou dados da Pfizer que examina a diminuição da imunidade e defende reforços. Mas até agora o debate sobre se os reforços são necessários ou éticos para a população em geral tem sido intenso. A Organização Mundial da Saúde e outros especialistas em política de vacinas criticaram a decisão de permitir a terceira dose para americanos saudáveis, quando tantas pessoas em todo o mundo ainda não receberam suas primeiras doses. E no início desta semana, um grupo internacional de cientistas disse que a mudança não era necessária, incluindo dois funcionários do FDA que anunciaram recentemente que deixarão a agência, pelo menos em parte, porque discordam da pressão por reforços.

As evidências sobre a terceira dose da Pfizer

Segundo estudo israelense, a dose de reforço oferece proteção de 10 vezes contra infecção. Os adultos mais velhos que receberam uma terceira dose de “reforço” da vacina Covid-19 da Pfizer-BioNTech têm 11 vezes menos probabilidade de contrair SARS-CoV-2 e quase 20 vezes menos probabilidade de ficar gravemente doente do que aqueles que receberam apenas duas doses.

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A falta da AstraZeneca…

Um excelente post no “Blog da Lúcia Helena”, reproduzido pelo site UOL, mostra por que a vacina da Pfizer após uma dose da AstraZeneca pode ser muito bom.

Enquanto a vacinação de adolescentes com a Pfizer é suspensa por aqui…

O governo Biden está negociando com a Pfizer para comprar mais 500 milhões de doses da vacina Covid-19 para doar ao exterior, o que elevaria o número total de doações planejadas para 1,15 bilhão de doses – cerca de um décimo da necessidade mundial – de acordo com duas pessoas familiarizadas com o plano. Não ficou claro qual seria o período de tempo da doação.

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Goste-se ou não, as vacinas americanas estão na liderança

Um novo estudo mostra que as vacinas Moderna, Pfizer-BioNTech e Johnson & Johnson são altamente eficazes na prevenção de hospitalizações e atendimentos de emergência. Por exemplo, os autores descobriram que as vacinas de mRNA – Moderna e Pfizer-BioNTech – foram 89% eficazes na prevenção de hospitalização em casos confirmados de infecção por SARS-CoV-2.

As máscaras anti-Covid. De novo!

Um grande teste real de máscaras faciais em Bangladesh mostra que as máscaras reduzem a disseminação da Covid-19 pela comunidade. Também mostra que as máscaras cirúrgicas são mais eficazes do que as coberturas faciais de tecido. O estudo demonstra o poder de uma investigação cuidadosa e oferece uma série de lições sobre o uso de máscaras que serão importantes em todo o mundo.

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O risco que a vacina não elimina

Já é sabido que infecções podem afetar pessoas já vacinadas, especialmente com a variante Delta. Além disso, está cada vez mais claro que pessoas não vacinadas podem desenvolver sintomas longos de Covid-19, mesmo em casos leves. Agora começa a haver evidências de que mesmo as vacinadas também correm esse risco. Essa infecções têm até nome: breakthrough cases, ou casos “inesperados”, “fora da curva”, etc.

Um grande estudo britânico descobriu que cerca de 5% das pessoas que foram infectadas – mesmo que estivessem totalmente vacinadas – experimentaram sintomas persistentes, embora o estudo também tenha descoberto que as chances de ter sintomas por 28 dias ou mais foram reduzidas pela metade com duas doses de vacina.

Em 30 de agosto, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) relatava quase 13.000 casos “inesperados” de Covid-19 em pessoas já vacinadas, resultando em hospitalização ou morte. Mas o CDC reconhece que o número é provavelmente uma subcontagem de todas as infecções Covid, especialmente casos leves ou assintomáticos, entre pessoas que foram totalmente vacinadas.

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O risco que a vacina elimina

O CDC estima que a vacinação reduza em sete vezes o risco de infecção com sintomas da variante Delta. E a redução é de vinte vezes para internações e óbitos.

A Covid-19 causa uma pneumonia diferente

Que a Covid-19 causa pneumonia não é notícia. Mas que esse efeito é diferente de outras formas de pneumonia, pode ser. Primeiro, somente em algumas pessoas, o vírus explode nos pulmões, causando doenças graves. A pneumonia Covid-19 também tende a ser mais grave do que outras formas de pneumonia, incluindo influenza; ela cria um tipo de infecção ainda mais inflamatória que pode ser responsável por sua gravidade e curso prolongado em algumas pessoas. Um artigo publicado na revista Nature aponta que a Covid-19 infecta várias pequenas áreas do pulmão de uma vez, o que é diferente de muitas formas de pneumonia que infectam grandes áreas do pulmão. Em seguida, a Covid-19 assume o controle das próprias células imunológicas dos pulmões e as usa para se espalhar pelo pulmão por um período de dias ou semanas. À medida que a infecção se espalha, ela danifica os pulmões e causa febre, pressão arterial baixa e danos aos rins, cérebro, coração e outros órgãos.

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A ameaça Mu, por enquanto abafada pela ameaça Delta

A Rede Corona-Ômica, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), identificou o primeiro caso da variante MU (B.1.621) no Rio de Janeiro. A descoberta ocorreu em uma amostra coletada em 28 de junho.

Enquanto sobre a Delta já é sabido que tem múltiplas mutações na proteína spike do vírus, e que isso torna a variante muito mais eficaz quando se trata de se ligar e entrar em células humanas, quase nada se sabe sobre a variante Mu, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) adicionou à sua lista de “variantes de interesse” (VOI) em 30 de agosto. A variante, que foi identificada pela primeira vez na Colômbia em janeiro de 2021, agora foi confirmada em mais de 40 países ao redor do mundo e em todos os 50 estados dos EUA. A OMS designou Mu como VOI devido a surtos significativos em países da América do Sul, como Colômbia e Equador, bem como em algumas partes da Europa.

A variante Mu tem várias mutações na proteína do pico, com pesquisas iniciais indicando que ela poderia ser mais resistente a vacinas ou imunidade natural do que as variantes anteriores (embora a extensão total disso ainda não esteja clara). Mas funcionários da OMS disseram que a variante Delta é uma preocupação muito mais urgente devido à sua natureza altamente contagiosa.

Dieta anti-Covid-19

Pessoas que comem muitas frutas e vegetais podem ter um risco um pouco menor de Covid-19 do que aqueles com dietas não saudáveis, sugere um novo estudo. Dos mais de 590.000 adultos pesquisados, os pesquisadores descobriram que um quarto com as dietas mais ricas em vegetais tinha um risco 9% menor de desenvolver Covid-19 do que o quarto com as dietas menos saudáveis. O risco de Covid-19 grave, por sua vez, foi 41% menor, de acordo com descobertas publicadas recentemente online na revista Gut. Os especialistas foram rápidos em enfatizar que uma alimentação saudável não é um impulsionador imunológico mágico que afastará a Covid-19.

Isso não muda nada, porém. Tome sua vacina.

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Atenção, baladeiros!

Parece que há outro motivo importante para tomar a vacina Covid-19 – ela pode ajudar a prevenir a disfunção erétil (DE). “Assim que os médicos perceberam que o vírus ameaçava o sistema endovascular, começamos a nos perguntar se a infecção por Covid-19 poderia causar DE. E, curiosamente, desde o início da pandemia em março de 2020, urologistas como eu notaram um aumento nos pacientes que apresentavam disfunção erétil. Mas embora suspeitássemos que Covid-19 e DE pudessem estar relacionados, ainda nada havia sido provado. Portanto, receber a notícia de que Covid pode causar episódios de disfunção erétil foi uma boa notícia para médicos que estão tentando convencer os céticos da vacina dos benefícios de receber a vacina. Ah, e não custa afirmar que não há evidências científicas para apoiar a afirmação da rapper Nicki Minaj a seus 22,6 milhões de seguidores no Twitter esta semana de que as vacinas Covid podem causar impotência ou ‘inchaço nos testículos’.

A Covid pelo mundo afora

País Notícia
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Estados Unidos A contagem oficial de mortalidade da Covid-19 nos Estados Unidos ultrapassou 660.000, mas as imprecisões nos relatórios de causa de morte escondem o verdadeiro impacto da pandemia. Os pesquisadores exploraram recentemente os fatores de saúde no nível municipal para ajudar a explicar a disparidade. O estudo descobriu que a maioria dessas mortes em excesso ocorreu em áreas afetadas por injustiças raciais e sociais.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas África Na África, apenas 4% das pessoas foram totalmente vacinadas contra Covid-19. Os líderes esperavam que 60% das pessoas que vivem no continente fossem vacinadas este ano. Isso agora parece improvável. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e seus parceiros disseram que esperam fornecer aos países africanos 30% das vacinas de que o continente precisa até fevereiro, informou a Associated Press. A maioria das 5,7 bilhões de doses de vacina administradas globalmente até agora foram em apenas 10 países ricos, já que a iniciativa COVAX apoiada pelas Nações Unidas falhou todas as suas metas. A COVAX agora está implorando aos países ricos que compartilhem suas doses de vacina, disse a AP.
Uruguai Uruguai O Uruguai aplica a terceira dose da vacina Pfizer desde agosto e agora anunciou estar comprando mais meio milhão de doses desse imunizante.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas França Cerca de 2,7 milhões de funcionários franceses de hospitais, motoristas de ambulância, trabalhadores de lares de idosos, médicos particulares e outros profissionais de saúde deveriam ter recebido pelo menos a primeira dose da vacina. Este prazo está em vigor há dois meses, mas dezenas de milhares ainda não foram vacinados, incluindo cerca de 12% do pessoal do hospital e 6% dos médicos privados. A França suspendeu cerca de 3.000 trabalhadores de saúde sem remuneração por não terem sido vacinados contra Covid-19. O governo fixou o dia 15 de setembro como prazo para que os trabalhadores recebessem a primeira dose da vacina e apresentassem resultado negativo no teste SARS-CoV-2 como condição para trabalhar. Trabalhadores de saúde não vacinados correm o risco de suspensão sem remuneração, mas um dos maiores sindicatos do setor público do país alertou que suspender um grande número de pessoas do trabalho pode causar uma "catástrofe da saúde".
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