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Covid-19 pelo mundo afora: 18-04-21

Covid-19 pelo mundo afora: 18-04-21

Veja as últimas notícias sobre a Covid-19 no Brasil e pelo mundo afora. O Ministro da Saúde Queiroga reconheceu que o programa de vacinação divulgado pelo Pazuello para o primeiro semestre era uma canoa furada, muito furada. Aportes significativos de novas vacinas ao país foram anunciados para o segundo semestre. Os dois principais fornecedores de vacinas, a China e a Índia, porém, estão com problemas para suprir seus próprios programas de vacinação nacionais. Ao mesmo tempo, dados vindos de diversos países indicam que novas variantes continuam aparecendo e que o risco de uma delas vir a aposentar as vacinas ora vigentes é muito, muito real. Por aqui, a reação que noutra época seria escandalosa e agora não o é mais: vários estados (São Paulo, Ceará, Santa Catarina…) flexibilizam as restrições ao distanciamento social, shoppings, bares, academias abrindo, vida que segue, o desemprego e tal… você já ouviu isso antes? A minha leitura desse pot-pourri desemboca numa profecia: a gangorra fecha/abre irá se estender por muito, muito tempo. A expectativa de ela acabar em 2021 já foi. Pense 2023, 2024…

AstraZeneca: as más notícias prosseguem

É improvável que a União Europeia compre novas doses das vacinas Covid-19 da AstraZeneca e Johnson & Johnson, disse um ministro francês na sexta-feira, o primeiro comentário público de um funcionário do governo indicando que o bloco ficará sem duas vacinas com as quais esperava há muito sair da pandemia. O comentário veio dias depois que a Comissão Europeia, braço executivo do bloco, disse que estava negociando uma extensão do contrato com a Pfizer-BioNTech, afastando-se da vacina da AstraZeneca na qual havia inicialmente apostado forte. “Precisamos nos concentrar em tecnologias que provaram seu valor”, disse Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão, sobre a vacina Pfizer-BioNTech.

Na quarta-feira, a Dinamarca se tornou o primeiro país a interromper permanentemente o uso da vacina da AstraZeneca.

Austrália

A Austrália diz que seu terceiro caso de um distúrbio raro de coagulação do sangue está provavelmente relacionado à vacina da AstraZeneca. Pesquisadores europeus que estudam um distúrbio sanguíneo raro semelhante entre os receptores da vacina AstraZeneca disseram que parece ser causado por uma reação intensa do sistema imunológico à vacina, que gera anticorpos que ativam as plaquetas de uma pessoa, um componente do sangue que cria coágulos normais para reparar feridas. Mas no caso atípico australiano, a mulher testou negativo para tais anticorpos.

Espalhando mais rápido, batendo mais forte – por que jovens brasileiros estão morrendo de Covid?

Eis a manchete do The Guardian, na sua edição internacional, na sexta-feira. O Dr. Marcos Boulos, infectologista da USP, disse que a vacinação de brasileiros mais velhos explica em parte o aumento da proporção de pacientes mais jovens em UTI. “Às vezes… esses jovens morrem depois de apenas algumas horas ou dias – e você não encontrará nenhuma comorbidade ou fator para explicar o porquê. É dramático.”, acrescentou Boulos. Ele aponta as novas variantes e o comportamento liberal dos jovens como possíveis causas.

“Uuuuups!” (em mandarim)

Em uma rara admissão da fraqueza das vacinas contra a Covid-19 chinesas, o principal funcionário do controle de doenças do país diz que sua eficácia é baixa e que o governo está considerando misturá-las para obter um reforço. As vacinas chinesas “não têm taxas de proteção muito altas”, reconheceu o diretor do Centro Chinês para Controle de Doenças, Gao Fu, em uma conferência no sábado na cidade de Chengdu, no sudoeste do país. “Agora está sob consideração formal se devemos usar vacinas diferentes para o processo de imunização”, disse Gao.

Um bar e um surto de Covid

O evento de abertura de um bar em Illinois (EUA) ocorreu em fevereiro, onde compareceram cerca de 100 pessoas. Ao todo, 29 das que lá estiveram se contagiaram com a Covid-19, sendo 26 clientes e três dos seis funcionários. Quatro das 29 pessoas disseram posteriormente que sentiram sintomas do vírus no dia do evento. Um dos infectados tinha recebido a primeira dose menos de uma semana antes do resultado positivo. Uma pessoa assintomática foi ao evento mesmo depois de receber um teste Covid-19 positivo no dia anterior.

Anticorpos para recém-nascidos

No maior estudo desse tipo até o momento, pesquisadores do Massachusetts General Hospital (MGH), Brigham and Women’s Hospital e do Ragon Institute of MGH, MIT e Harvard descobriram que as novas vacinas de mRNA Covid-19 são altamente eficazes na produção de anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2 em mulheres grávidas e lactantes. O estudo também demonstrou que as vacinas conferem imunidade protetora aos recém-nascidos por meio do leite materno e da placenta. O estudo, publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology (AJOG), analisou 131 mulheres em idade reprodutiva (84 grávidas, 31 lactantes e 16 não grávidas), todas as quais receberam uma das duas novas vacinas de mRNA: Pfizer-BioNTech ou Moderna.

Alô. Alô, ANVISA! Tem alguém aí?

Lutando contra o pior surto do mundo, a Índia acelerou as vacinas aprovadas em outros lugares. O governo indiano disse que concederá autorização de emergência para qualquer vacina de fabricação estrangeira que tenha sido aprovada para uso por reguladores nos Estados Unidos, União Europeia, Grã-Bretanha ou Japão, ou pela Organização Mundial de Saúde. A medida havia sido recomendada por um painel de cientistas indianos e elimina a exigência de que as empresas farmacêuticas realizem testes clínicos locais.

Efeitos adversos da vacina da Johnson. Nada grave, desde que afetem os outros

A suspensão temporária do uso da vacina Covid-19 da Johnson & Johnson devese ao fato de que ela possa estar ligada a um distúrbio raro envolvendo coágulos sanguíneos. A J&J também anunciou uma parada na Europa. Seis vacinados – todas mulheres entre 18 e 48 anos – desenvolveram o distúrbio cerca de duas semanas após a vacinação. Uma mulher morreu e uma segunda mulher foi hospitalizada em estado crítico. Até agora, cerca de sete milhões de pessoas nos Estados Unidos receberam doses da vacina Johnson & Johnson. As chances de uma pessoa vir a sofrer esse efeitos adversos é incrivelmente pequena.

Lá como aqui. Ou aqui como lá?

O número de novos casos de coronavírus na cidade de Nova York permaneceu muito alto por semanas, mesmo com dezenas de milhares de pessoas sendo vacinadas diariamente. Na cidade de São Paulo também.

Uma razão provável é que mais variantes contagiosas substituíram as formas originais do vírus, respondendo por mais de 75% dos novos casos. Na cidade de São Paulo provavelmente também.

A cada semana, a cidade de Nova York divulga os resultados de uma amostra de até 1.500 casos sequenciados, fornecendo uma visão geral de quais variantes estão aumentando. Na cidade de São Paulo… na cidade de São Paulo… na cidade de São Paulo…

A variante da Rainha

A variante B.1.1.7, a inglesa, gerou novos surtos de doenças da Polônia a EUA. Estima-se que seja 60% mais contagiosa e dois terços mais mortal do que a forma original do vírus. Essa variante é agora a principal fonte de novas infecções nos Estados Unidos e na Europa.

Em caso de ter passado batido

Um estudo publicado no The Lancet Psychiatry mostrou que um terço dos pacientes foram diagnosticados com uma condição neurológica ou psicológica seis meses após contrair Covid-19.

ANS: planos de saúde são obrigados a autorizar imediatamente teste de Covid-19. A autorização só será feita mediante pedido médico atestando doenças respiratórias.

As vacinas não protegem milhões de pacientes com sistemas imunológicos enfraquecidos

Algumas pessoas imunocomprometidas nasceram com o sistema imunológico ausente ou defeituoso, enquanto outras têm doenças ou receberam terapias que eliminaram suas defesas imunológicas. Muitas delas produzem poucos ou nenhum anticorpo em resposta a uma vacina ou infecção, o que os deixa suscetíveis ao vírus. Quando são infectadas com o novo coronavírus, podem sofrer uma doença prolongada, com taxas de mortalidade de até 55%. Pesquisadores apostam na terapia de anticorpos monoclonais (mAbs) como possível solução. Hoje ela é usada para tratar linfomas.

A Covid-19 pelo mundo afora

País Notícia
Estados Unidos EUA New Hampshire levanta o mandato da máscara apesar dos avisos dos EUA sobre uma possível nova onda.
Tailândia Tailândia A capital é o centro da terceira onda do reino depois que as infecções foram rastreadas até um distrito de vida noturna no início deste mês. Nos últimos 10 dias, o total de infecções no país saltou de 29.900 para mais de 40.500, provavelmente devido a variante inglesa.
Reino Unido Reino Unido Cientistas do Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI), dizem esperar uma "erosão gradual" da proteção das vacinas à medida que o vírus evolui. Isso foi depois que 77 casos de uma mutação Covid-19 potencialmente destruidora de vacinas, descoberta pela primeira vez na Índia, foram identificados no país.
Índia Índia Acumulou 234.692 infecções por Covid-19 nas 24 horas até a manhã de sábado, o oitavo aumento diário recorde nos últimos nove dias. Em meio a uma nova onda de pandemia, o total de casos atingiu quase 14,5 milhões, perdendo apenas para os Estados Unidos, que relatou mais de 32 milhões de infecções.
Itália Itália O governo reduzirá as restrições em muitas áreas dentro de dez dias. Restrições aos negócios e movimento estiveram em vigor durante a maior parte de 2021 no país. Tem o sétimo maior número de mortes no mundo e ainda registra centenas de mortes por dia.
Chile Chile Um estudo do Ministério da Saúde divulgou que a vacina Sinovac/Coronavac teria eficácia de 80% na prevenção da morte por Covid-19. Esse valor é inferior ao divulgado pelo Instituto Butantan em janeiro, que chegou a 100%. Mais importante, 54 dos 2,5 milhões vacinados com mais de 14 dias após a segunda dose morreram do vírus; 527 dos 1,5 milhão parcialmente vacinados terminaram em óbito e 1.069 das 6,5 milhões não vacinadas tiveram um desfecho fatal. Os números mostram como a incidência de mortalidade cai na população que completa a vacinação.

Que país é esse? Adivinhe, bom adivinhador

A relutância do governo em gastar dinheiro, fazer mais testes, mudar o curso ou reagir a novas evidências científicas contribuiu para que o país fosse um dos mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus, de acordo com um relatório da Universidade da Califórnia encomendado pelo Painel Independente da Organização Mundial de Saúde. O número de mortos seria significativamente menor se tivesse reagido.

A falha em recomendar máscaras faciais, instituir restrições de viagens, fornecer testes e equipamentos de proteção suficientes e instituir medidas de distanciamento social estão entre os erros citados. “As principais decisões sobre como enfrentar a crise de saúde foram baseadas em suposições injustificadas, sem avaliação e julgamento suficientes dos riscos”, de acordo com o relatório.

Pronto? Adivinhou? Ora, você errou! O tal país é o México. 

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