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Covid-19 pelo mundo afora: 17-10-21

Covid-19 pelo mundo afora: 17-10-21

Semana passada foi decretado o fim da pandemia Covid-19, no Brasil e em vários outros países. A primavera pós-pandemia acena com jantares fora de casa, viagens para qualquer lugar, eventos corporativos, inscrição de blocos carnavalescos, e a possibilidade de marcar consultas e exames médicos represados durante 18 meses. A pandemia não acabou, claro. Nós é que a acabamos por decreto. Mas esse é um detalhe. Uma coisinha de nada diante da euforia de se voltar ao normal. A um novo normal que, se possível, se assemelhe 100% ao antigo. O outlook parece bom, as estatísticas de novos casos e óbitos caem consistentemente… exceto por um alerta que vem da experiência colhida no Chile e no Reino Unido, ambos repetindo o ocorrido um mês antes em Israel. E o que esses três países têm em comum? Vacinaram a maior parte da população e em seguida tiraram o olho das medidas sanitárias que todos conhecemos. O resultado imediato foi um belo surto viral com a mesma cara de sempre: autoridades apopléticas, sistema de saúde pedindo água, comércio fechando, e um monte de cientistas alegando não ter sido ouvidos. De graça, porque foi um descuido.  Nesse momento, o Brasil está vacinando a maior parte da sua população ao mesmo tempo que as medidas sanitárias estão sendo desmanteladas. Tomara que seja de caso pensado. Bem pensado.

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Oh, dear! 

Os passageiros internacionais totalmente vacinados que chegam à Inglaterra de países que não estão na lista vermelha podem fazer um teste de fluxo lateral mais barato e rápido a partir de 24 de outubro, em vez da versão PCR, anunciou o governo. Os vacinados podem fazer um teste antes ou no segundo dia de sua chegada ao Reino Unido. Os testes Covid-19 são reservados com provedores privados listados no site do governo. Os passageiros devem enviar uma foto do exame para verificar o resultado o mais rápido possível. Qualquer pessoa com teste positivo precisará isolar-se e fazer um teste de PCR confirmatório.

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O enigma da Rainha

O Reino Unido tem um dos maiores números de infecções em todo o mundo e um número de mortes que continua a subir constantemente, mas o clima nacional parece otimista. Então, isso se deve ao estoicismo britânico? Não de acordo com especialistas. Apenas o povo acostumou-se com o vírus e suas consequências mortíferas. Há indolência diante da mortalidade.

Na quinta-feira, o Reino Unido relatou mais de 45.000 novos casos de coronavírus – o maior desde meados de julho – e mais de 800 mortes foram relatadas nos últimos sete dias. As hospitalizações estão aumentando, com um quinto dos leitos de UTI ocupados por pacientes de Covid, e os últimos números mostraram uma estimativa de 200.000 alunos ausentes da escola.

O Reino Unido está se saindo muito pior do que seus vizinhos europeus, com uma taxa de mortes por milhão de pessoas quase o triplo da observada na França, Alemanha e Itália.

A Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido, formada há duas semanas, suspendeu as operações de um laboratório privado na região de West Midlands, após investigação do Programa Test and Trace, projetado para rastrear qualquer pessoa que tenha sido exposta ao coronavírus. A investigação revelou que cerca de 43.000 pessoas receberam falsos negativos no teste PCR de 8 de setembro a 12 de outubro, após teste prévio positivo em dispositivos de fluxo lateral.

No News, Good News

Clique neste link e navegue pela página do site Euronews, um dos mais fortes do mundo em seu gênero: não encontrará uma única notícia sobre a Covid-19. Entre uma meia centena delas.

Molnupiravir. Já ouviu falar?

Na busca por tratamentos eficazes para Covid-19, muitos medicamentos falharam em cumprir suas promessas iniciais. Em um ensaio recente, visto como um avanço importante, o medicamento antiviral oral molnupiravir reduziu pela metade o risco de internações hospitalares e mortes por Covid-19. A pílula Merck força o coronavírus SARS-CoV-2 a sofrer mutação até a morte.

Ainda não está claro se essa história de sucesso de ensaio clínico se traduzirá em uma virada de jogo global na luta contra a pandemia. Mesmo que os países de baixa renda possam pagar pelo medicamento, eles podem não ter a capacidade diagnóstica para tratar pacientes com molnupiravir no início do curso de sua doença, quando o tratamento poderia fazer a diferença.

Esta semana, dois farmacêuticos indianos que testaram independentemente o molnupiravir genérico em pessoas com doença moderada devido à Covid-19 procuraram encerrar seus ensaios porque não viram “eficácia significativa” para o medicamento experimental, embora planejem continuar os ensaios para pessoas com doença leve.

E ainda querem acabar com o uso da máscara!

As práticas de saúde adotadas para combater a pandemia Covid-19 continuam a ter efeitos incomuns e inesperados em uma série de doenças respiratórias: algumas doenças foram reprimidas, outras pioraram e ainda mais estão se recuperando fora da temporada. Os pesquisadores alertam que podemos ver um efeito rebote à medida que as restrições são suspensas e a gripe se espalhe por pessoas não infectadas anteriormente – então, se possível, tome a vacina contra a gripe.

Olha aí, a ciência!

A caça dos antivirais

Os fabricantes de medicamentos buscam na nanotecnologia novas maneiras de combater os vírus, incluindo o SARS-CoV-2. Os nanomateriais antivirais podem encapsular vírus em gaiolas de origami, enxugá-los com nanoesponjas e atingir a membrana lipídica que envolve as partículas virais envolvidas.

O combate à gripe

As empresas farmacêuticas estão correndo para aplicar a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), que tem sido tão bem-sucedida em vacinas de Covid-19, às vacinas contra a gripe. Mas fazer vacinas de mRNA contra a gripe pode ser mais desafiador do que fazer vacinas contra Covid-19.

O quebra-cabeça da superimunidade Covid-19

Pessoas que já se recuperaram de Covid têm uma resposta imunológica mais forte após serem vacinadas do que aquelas que nunca foram infectadas. Enquanto o mundo está atento a novas variantes do coronavírus, a base de tal “superimunidade” tornou-se um dos grandes mistérios da pandemia. Os pesquisadores esperam que, ao mapear as diferenças entre a proteção imunológica que vem da infecção em comparação com a da vacinação, eles possam traçar um caminho mais seguro para esse nível mais alto de proteção.

Confirmada!

Foi confirmada a alta eficácia da vacina para a prevenção de hospitalização por Covid-19, mesmo durante a predominância da variante delta nos EUA.

Foram examinados encontros médicos de 187 hospitais e 221 departamentos de emergência e clínicas de atendimento urgente em nove estados durante junho a agosto de 2021. Infecções por coronavírus foram identificadas em 18,9% dos pacientes não vacinados, contra 3,1% dos pacientes totalmente vacinados. O VE (Efetividade da Vacina) foi de 86% contra a hospitalização por Covid-19 em geral e foi significativamente menor entre adultos com 75 anos ou mais em comparação com aqueles com 18 a 74 anos (76 contra 89%). O VE foi mais alto para vacinados com a Moderna versus Pfizer-BioNTech e Janssen em todas as idades (95% versus 80 e 60%, respectivamente).

Examinando a efetividade das vacinas de mRNA contra hospitalizações associadas a Covid-19 entre 1.175 veteranos dos EUA com 18 anos ou mais, os pesquisadores descobriram que o VE ajustado global foi de 86,8% contra a hospitalização e foi semelhante antes e durante a prevalência delta (84,1 e 89,3%, respectivamente). Entre adultos com 65 anos ou mais e 18 a 64 anos, o VE foi de 79,8 e 95,1%, respectivamente.

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Itália

O país colocou em prática uma lei abrangente que exige que toda a força de trabalho da nação – pública e privada – tenha passes de saúde emitidos pelo governo. A medida exige que os trabalhadores apresentem prova de vacinação, um teste rápido de PCR negativo ou recuperação recente da Covid-19 antes de retornar aos escritórios, escolas, hospitais ou outros locais de trabalho. Quem não possui o passe deve tirar licença sem vencimento. Os empregadores devem verificar os certificados, em sua maioria um aplicativo de celular. Os trabalhadores correm o risco de multas de até 1.500 euros (US $ 1.760) por não cumprirem.

A vacina da Janssen

O painel consultivo de vacinas do FDA (Food and Drug Administration) recomendou autorizar doses de reforço da vacina de dose única contra o coronavírus da Johnson & Johnson. Um estudo conduzido pelo National Institutes of Health americano também descobriu que aqueles que receberam uma vacina Johnson & Johnson seguida por um reforço da Moderna viram seus níveis de anticorpos aumentarem 76 vezes em 15 dias, enquanto aqueles que receberam outra dose da Johnson & Johnson viram apenas um aumento de 4 vezes no mesmo período. Uma dose de reforço da Pfizer-BioNTech aumentou os níveis de anticorpos em 35 vezes.

O Planeta

Mais de 3,73 bilhões de pessoas em todo o mundo receberam uma dose da vacina Covid-19, equivalente a cerca de 48,6% da população mundial.

Este mapa mostra a grande lacuna entre os programas de vacinação em diferentes países.

Taxas de vacinação por região

Cerca de 77% das vacinas aplicadas em todo o mundo foram administradas em países de renda alta e média alta. Apenas 0,5% das doses foram administradas em países de baixa renda.

Renan vai sugerir aposentadoria por invalidez para pacientes com sequelas da Covid-19

Ao comentar o relatório que irá apresentar sobre os trabalhos da CPI da Pandemia, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) informou que vai sugerir, nesse documento, a criação de aposentadoria por invalidez para pacientes com sequelas da Covid-19.

Sugerir não custa nada, conseguir já é outra estória. No presente, a Covid Longa sequer é reconhecida legalmente como doença crônica, incapacitante etc. Existem mais de 200 doenças crônicas e algumas, como a fibromialgia, lutam por tal reconhecimento há décadas.

Transtornos de saúde mental vinculados a mortalidade mais alta por Covid-19

Os transtornos mentais estão associados ao aumento da mortalidade relacionada à Covid-19, de acordo com uma revisão publicada online na JAMA Psychiatry. Com base em 16 estudos identificados (19.086 pacientes com transtornos mentais de sete países), os pesquisadores descobriram que a mortalidade por Covid-19 estava associada a um risco aumentado entre pacientes com transtornos mentais em comparação com pacientes sem transtornos mentais. O risco de morte foi ainda maior entre pacientes com transtornos mentais graves, como esquizofrenia e/ou transtorno bipolar.

Adultos com deficiência têm pior saúde mental durante a Covid-19

Pesquisadores australianos investigaram 5.256 adultos norte-americanos durante fevereiro a março de 2021 para identificar fatores associados a sintomas adversos de saúde mental e uso de substâncias entre adultos com deficiência. Um terço deles apresentaram deficiência.

Em comparação com adultos sem deficiência, adultos com deficiência experimentaram mais frequentemente sintomas de ansiedade ou depressão (56,6 versus 28,7%), uso de novas substâncias ou aumento (38,8 versus 17,5%) e ideação suicida (30,6 versus 8,3%). Os adultos com deficiência relataram com mais frequência que a pandemia dificultou o acesso a cuidados ou medicamentos relacionados entre todos aqueles que receberam um diagnóstico de saúde mental ou problemas de uso de substâncias (42,6 contra 35,3%).

Até tu, Pfizer!

Pesquisadores analisaram amostras de sangue de 46 adultos jovens ou de meia-idade saudáveis após receberem duas doses e, em seguida, 6 meses após a segunda dose. “Nosso estudo mostra que a vacinação com a vacina Pfizer-BioNTech induz altos níveis de anticorpos neutralizantes contra a cepa da vacina original, mas esses níveis caem quase 10 vezes em 7 meses”, disseram os pesquisadores à Reuters. Em cerca de metade dos adultos, os anticorpos neutralizantes eram indetectáveis 6 meses após a segunda dose, particularmente contra variantes do coronavírus, como Delta, Beta e Mu.

“Aumento persistente de casos: os especialistas propõem como parar o aumento em meio a uma vacinação extensa.”

A manchete é de El Mercúrio, o maior jornal chileno. O tema é – quem diria! – o possível ingresso do país numa terceira onda viral, apesar de a vacinação com duas doses abranger ¾ da população. Um paradoxo – mais casos, mais vacinação – explicado provavelmente pela recente flexibilização das medidas sanitárias que todos conhecemos. Na verdade, essas medidas ainda são recomendadas claramente, porém: “…lo que pasa es que cada uno escucha lo que quiere o lo que cree que le conviene, o lo que está dispuesto a acatar“, indica o diretor de uma UTI pertencente a uma clínica privada. Isso soa familiar, não é mesmo?

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Nova Zelândia

Nesse sábado planeja-se vacinar o maior número possível de pessoas contra a Covid-19. O rali de vacinação, denominado Super Sábado, visa administrar pelo menos 100.000 doses em um único dia e impulsionar para um marco de vacinação de 90%. Clínicas de vacinas, incluindo instalações móveis, centros comunitários de vacinas, médicos de família e farmácias estão abrindo em todo o país ao longo do dia.

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