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Covid-19 pelo mundo afora: 16-05-21

Covid-19 pelo mundo afora: 16-05-21

Internamente a CPI da Covid-19, com suas revelações nada surpreendentes mas não menos asquerosas, nessa semana ocupou todos os espaços. Ao ponto de a suspensão da fabricação de vacinas no Butantan (Olha a China!) e Fíocruz (olha a Índia!), passar desapercebida. “Vossas senhorias” agora calculam as mortes que poderiam ter sido poupadas se a vacina da Pfizer tivesse sido contratada quando devia, em 2020, sem reparar nas mortes que fatalmente irão acontecer, com contrato ou sem contrato, por falta concreta de vacina, ainda em 2021.

Externamente, o que chama a atenção é a distância, cada vez maior no que se refere ao acesso a vacinas, entre países ricos e pobres. No cenário mundial, fora a ruína indiana, também impressiona a discreção da África, de cuja pandemia pouco se sabe, e o desastre no Cone Sul, o Brasil inclusive, queira ou não. Quietinho, quietinho, o Uruguai tem o maior índice de mortalidade per capita do mundo! As estatísticas de novos casos e de mortos bateram recordes na Argentina, Colômbia e Peru nos últimos dias. O Chile vacina, vacina, e vacina, mas esse desempenho espectacular não permeia a frente sanitária. Até a Venezuela, onde o governo autoritário é famoso por esconder estatísticas de saúde e qualquer sugestão de desordem, diz que as mortes por coronavírus aumentaram 86% desde janeiro.

E o Brasil? Bem, o Brasil não sai da marca acima dos 2 mil mortos diários desde 16 de março, ou seja há dois meses.

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Onde a vacina não é uma unanimidade

De acordo com a Eurofound, 27% dos adultos no bloco têm muito ou pouca probabilidade de receber a vacina. Quase 47.000 pessoas foram pesquisadas entre fevereiro e março. Os búlgaros foram considerados os mais hesitantes, com 61% afirmando que são muito ou pouco improváveis de receber a vacina. O país é seguido pela Letônia e Croácia, ambos com taxas de mais de 40%. A França e a Áustria são os países da Europa Ocidental nos quais foram encontradas as taxas mais altas de hesitação à vacina, com mais de um terço dos entrevistados declarando que dificilmente seriam vacinados.

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Enquanto a crise na Índia se intensifica, seus vizinhos se preparam para o pior

O desespero da Covid está se espalhando por toda a Índia. Infecções, mortes e colapsos que começaram nas grandes cidades algumas semanas atrás, estão avançando rapidamente para as áreas rurais, desencadeando um medo profundo em lugares com pouca rede de segurança médica. A escassez de vacinas, as fronteiras porosas e os trabalhadores migrantes em fuga têm os países próximos – Bangladesh, Butão, Paquistão, Nepal e Sri Lanka – temendo compartilhar o destino da Índia.

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Variante da Índia pode levar a séria terceira onda de Covid no Reino Unido

Se a B.1.617.2 for altamente transmissível, como se imagina que seja, as hospitalizações podem atingir o pico novamente, os modelos matemáticos mostram, apavorando o Primeiro Ministro Johnson. (“We believe this variant is more transmissible than the previous ones”, Mr. Johnson said. Oh, dear!) Alguns cientistas que trabalham na B.1.617.2 acreditam que ela está destinada a deslocar a variante Kent dominante e altamente transmissível, B.1.1.7 no Reino Unido, e observam que os gráficos que exibem o aumento acentuado em casos parecem terrivelmente semelhantes aos que rastrearam o aumento da variante Kent em dezembro. Por causa da variante da Índia, o Reino Unido vai acelerar a entrega de segundas doses da vacina a pessoas com idade acima dos 50 anos.

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Era uma vez – mais uma confusão – na América

Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) disseram na quinta-feira que pessoas totalmente vacinadas podem começar a tirar suas máscaras em ambientes fechados. Agora elas podem ir com segurança à maioria dos lugares, tanto internos quanto externos, sem máscara. Até aí, tudo bem. O problema é que não falaram com especialistas em saúde pública e autoridades locais, Estes alegam não saber como implementar o novo conselho, já que não havia um sistema nacional para diferenciar as pessoas que estão totalmente vacinadas – agora 36% dos americanos – dos 64% que não estão.

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Sonhar não custa nada

Aproveitando o embalo da pandemia, 39 cientistas instaram governos e engenheiros a melhorar a qualidade do ar no local de trabalho após a pandemia de Covid-19, traçando um paralelo com movimentos que levaram a água mais limpa, regras de segurança alimentar e proibição de tintas à base de chumbo. O manifesto foi publicado na quinta-feira na revista Science.

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As vacinas da Pfizer e Moderna são seguras e eficazes durante a gravidez

São os resultados preliminares de dois estudos contínuos. Ambas as vacinas produzem respostas imunes robustas em mulheres grávidas e lactantes, e são susceptíveis de fornecer pelo menos alguma proteção contra duas variantes perigosas do coronavírus, B.1.1.7 e B.1.351, de acordo com um estudo publicado no JAMA na quinta-feira. Mulheres vacinadas também podem passar anticorpos protetores para seus fetos através da corrente sanguínea e para seus bebês através do leite materno, sugere a pesquisa.

Em um segundo estudo, publicado na revista Obstetrics & Gynecology na terça-feira, os pesquisadores não encontraram nenhuma evidência de que as vacinas da Pfizer ou Moderna danificaram a placenta durante a gravidez.

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A Covid e o drama das grávidas

A Covid-19 apresenta sérios riscos durante a gravidez. Pesquisas têm mostrado que mulheres grávidas com sintomas de Covid-19 têm maior probabilidade de serem admitidas na unidade de terapia intensiva, de necessitarem ventilação mecânica e de morrerem do vírus, do que mulheres sintomáticas de idade semelhante que não estão grávidas.

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Efeitos colaterais – Moderna

Em casos raros, as pessoas que recebem a vacina de duas doses Moderna podem apresentar manchas vermelhas na pele com coceira alguns dias depois no local da injeção, concluiu um novo relatório. Eles não devem entrar em pânico: essa reação do “braço Covid”, embora irritante, teve vida curta em todos os casos e foi facilmente tratada com cremes esteroides tópicos, de acordo com uma equipe de pesquisadores da Universidade de Yale.

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Efeitos colaterais – Sputnik V

De acordo com uma análise provisória de dados de ensaios clínicos de fase 3 publicados na The Lancet, os efeitos colaterais mais comuns após a administração da vacina Sputnik V foram doenças semelhantes à gripe, dor de cabeça, fadiga e reações no local da injeção. Os dados são baseados em relatórios de 12.296 participantes que receberam duas doses da vacina ou do placebo.

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Que tal duas doses de vacinas distintas?

Um novo estudo investigou a administração da vacina AstraZeneca seguida da vacina Pfizer quatro semanas depois, ou vice-versa. Este esquema vacinal misto levou a efeitos colaterais mais frequentes após a segunda dose do que administrar a mesma vacina nas duas vezes. Não há problemas de segurança, todavia. O achado não diz que a resposta imunológica seria prejudicada.

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O FDA autoriza o uso emergencial da vacina em adolescentes

Certamente, você já sabe disso. Mas não dos detalhes. A decisão vem depois que o FDA avaliou os dados de segurança de um estudo randomizado controlado por placebo que envolveu 2.260 participantes com idades entre 12-15 anos. Do total de participantes, 1.131 receberam a vacina e 1.129 receberam placebo. Eles foram acompanhados clinicamente e sua segurança monitorada por pelo menos 2 meses após a segunda dose. Geralmente, os efeitos colaterais – como “dor no local da injeção, cansaço, dor de cabeça, calafrios, dores musculares, febre e dores nas articulações” – duraram cerca de 1-3 dias e tendiam a ocorrer mais após a segunda dose do que após a primeira.

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O dilema que nós não temos: e se houver vacinas demais?

Alguns estados americanos estão diminuindo a distribuição de vacinas, embora apenas um terço dos americanos estejam totalmente vacinados. Dos 329 milhões de doses enviadas pelo governo federal aos estados, cerca de 257 milhões foram administradas. Vários estados agora estão sentados em superávits, e dizendo ao governo federal para adiar o envio de mais doses. Ohio, por exemplo, dará prêmios de US $ 1 milhão para cinco adultos, além de outras cinco bolsas de estudo integral em faculdades públicas para adolescentes que forem vacinados contra a Covid-19.

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Progresso pelo lado dos testes de diagnóstico

O teste quádruplo (QUAD Test), agora disponível em milhares de hospitais e clínicas nos EUA, pode detectar não apenas o coronavírus, mas dois tipos de influenza e o vírus sincicial respiratório, ou R.S.V. Ele fica pronto em pouco mais de meia hora.

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Pelo mundo afora

O surto atual de Taiwan – o pior até agora – começou no final de abril com um aglomerado de trabalhadores de companhias aéreas. O número de casos de sábado representou mais da metade dos 344 casos transmitidos localmente que a ilha autônoma registrou durante toda a pandemia. Singapura se junta ao Japão, Tailândia e outros países asiáticos que têm lutado para conter novos surtos alimentados em parte por variantes.

Tendência de queda?

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O que A, B e C têm em comum? Parabéns, você acertou: o ponto em que uma tendência de queda da curva dos novos infectados pela Covid-19 é quebrada. Ou seja, o ponto em que ela irremediavelmente deixa de ser uma tendência de queda. Os próximos movimentos provavelmente serão laterais ou, pior ainda, de alta. A conclusão é extraída da análise técnica de investimentos financeiros (ações, bonds, moedas etc.)., que nada tem a ver com novos infectados numa epidemia, é verdade. Porém, pelo visto em A e B – conforme alertei oportunamente em posts anteriores – até agora a especulação está funcionando, não está? O alerta agora é referente a C, o ponto de inflexão em que a curva agora se encontra. Rezemos juntos para que ela não passe disso mesmo… uma especulação… um exercício delirante da minha parte.

E torçamos por enveredar pela tendência de baixa do México (abaixo).

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