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Covid-19 pelo mundo afora: 14-03-21

Covid-19 pelo mundo afora: 14-03-21

Parece ter sido a “Semana do Salve-se Quem Puder”, e com razão. A imagem Brasil x Resto do Mundo continua a se agravar: os países que ainda experimentam terceiras ondas virais o fazem de um patamar de novos infectados e óbitos muito inferior ao do Brasil. O Brasil, por outro lado, engrenou numa forte tendência de alta nesse particular. E os que entendem de tendências sabem que elas não se detêm de um dia para outro, mesmo ao enfrentar barreiras (como isolamento social, vacinação em massa, capacidade de testagem e rastreamento, sistema de saúde nos trinques…) das quais o país carece. Localmente, a situação de hospício também prossegue, com governadores disparando para todo e qualquer lado, o governo central disparando contra si mesmo, e as vítimas continuando a ser… nós.

Depois da hidrocloroquina, a ivermectina

O remdesivir foi aprovado pela ANVISA, a mídia cansou de divulgar nessa sexta-feira. Então melhor falar da ivermectina. À diferença do remdesivir, que é uma nova droga antiviral, a ivermectina há tempos é usada para tratar vermes parasitas em pessoas e animais. No ano passado, pesquisadores na Austrália descobriram que altas doses de ivermectina suprimiam o SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, em culturas de células. Essas descobertas estimularam o uso da droga contra a Covid-19, especialmente na América Latina. A ivermectina, porém, não acelera a recuperação em pessoas com casos leves da doença, de acordo com um ensaio clínico randomizado de autoria de pesquisadores colombianos e recém publicado na JAMA. Autoridades de saúde temem que pessoas desesperadas por tratamentos contra o coronavírus estejam usando versões do medicamento formuladas para animais de estimação. (A ivermectina é usada para prevenir dirofilariose em cães.)

De novo!

Espera-se que cerca de 300.000 pessoas desçam em Daytona Beach, Flórida, para um rally anual de motocicletas, apesar da pandemia e da falta de restrições para retardar a disseminação do coronavírus. A empolgação com o evento foi amenizada por alguns entusiastas de motocicletas em um grupo do Facebook dedicado ao rally, que temem que ele possa se transformar em um evento super espalhador do vírus. Em agosto passado, o rally de motocicletas Sturgis em Dakota do Sul atraiu mais de 450.000 motociclistas, a maioria dos quais não usava máscara ou parecia seguir as diretrizes de distanciamento social. Essa manifestação foi posteriormente responsabilizada por surtos em outros estados.

Mulheres relatam efeitos colaterais piores após uma vacina Covid

Homens e mulheres tendem a responder de maneira diferente a muitos tipos de vacinas. Isso provavelmente se deve a uma mistura de fatores, incluindo hormônios, genes e a dosagem das injeções. Em um estudo publicado no mês passado, pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos analisaram os dados de segurança das primeiras 13,7 milhões de doses da vacina Covid-19 administradas aos americanos. Entre os efeitos colaterais relatados à agência, 79,1% vieram de mulheres, embora apenas 61,2% das vacinas tenham sido administradas em mulheres.

Assintomático hoje, doente 2 meses depois… Como pode?

Muitas pessoas que apresentam sintomas de longo prazo do coronavírus não se sentiram mal quando foram inicialmente infectadas, de acordo com um novo estudo que acrescenta informações convincentes à questão cada vez mais importante do impacto duradouro da Covid-19 na saúde. O estudo, um dos primeiros a se concentrar exclusivamente em pessoas que nunca precisaram ser hospitalizadas quando foram infectadas, analisou prontuários médicos eletrônicos de 1.407 pessoas na Califórnia com teste positivo para coronavírus. Mais de 60 dias após a infecção, 27% ou 382 pessoas, lutavam contra os sintomas pós-Covid, como falta de ar, dor no peito, tosse ou dor abdominal. Quase um terço dos pacientes com esses problemas de longo prazo não teve nenhum sintoma desde a infecção inicial pelo coronavírus durante os 10 dias após o teste positivo, descobriram os pesquisadores.

Desculpe alguma coisa…

A rede de supermercados Kroger, habilitada para aplicar vacinas anti-Covid-19 em todo o território americano, disse na quinta-feira que um de seus locais da Little Clinic na Virgínia “vacinou” acidentalmente alguns clientes com seringas vazias. O dono da mercearia com sede em Cincinnati, que opera mais de 220 Little Clinics em supermercados em nove estados, não disse quantas injeções envolveram, mas disse que todos os clientes foram contatados e depois receberam a vacina.

Mais uma razão

Convém manter as taxas de infecção baixas porque ainda não está claro se as vacinas oferecem alguma proteção contra a Covid Longa, também conhecida como Síndrome pós-Covid. O impacto a longo prazo da longa Covid na população em idade ativa não é bem compreendido, mas pode ser muito significativo.

Ainda sobre a Síndrome Pós-Covid

Um novo estudo sugere que as pessoas que sentiram cinco ou mais sintomas na primeira semana de infecção por Covid-19 eram mais propensas a se tornarem “long haulers“, ou seja, pacientes com Covid-19 que meses depois da alta ainda apresentam sequelas da doença. O estudo mostrou que cinco sintomas foram mais preditivos: fadiga, dor de cabeça, voz rouca, dores musculares e dificuldade para respirar.

A Oxford-Astrazeneca no seu inferno astral

A Dinamarca, a Islândia e a Noruega suspenderam o uso da vacina Oxford-AstraZeneca como precaução em meio a relatos de coagulação do sangue em algumas pessoas que a receberam. Houve uma morte relatada, mas que não se pode concluir se existe uma ligação entre a vacina e os coágulos sanguíneos. O uso da vacina será suspenso e decisão será revista em duas semanas.

As autoridades de saúde austríacas suspenderam o uso de um lote da vacina AstraZeneca no domingo, depois que uma mulher de 49 anos morreu como resultado de tromboses múltiplas – formação de coágulos sanguíneos dentro dos vasos sanguíneos – 10 dias após receber a vacina. Um homem de 35 anos também foi hospitalizado por embolia pulmonar após receber uma vacina do mesmo lote. Estônia, Lituânia, Luxemburgo, Letônia também suspenderam o uso do lote.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse na quarta-feira que não há evidências que liguem a vacina Oxford-AstraZeneca a esses problemas. Mesma coisa diz a OMS.

O que fazer com os excedentes da vacina Covid-19 que logo haverá no mundo? 

“Logo”, é força de expressão. Porém, a questão foi publicada semana passada, na revista científica Nature, nada menos. Países como Canadá, Estados Unidos e Reino Unido garantiram doses suficientes de vacinas Covid-19 para proteger suas populações muitas vezes. Fatalmente em 2022 haverá centenas de milhões de doses excedentes. Questões cabeludas precisam ser oportunamente resolvidas com os reguladores (ex.: indenizações e responsabilidade nos contratos entre fabricantes e países doadores e beneficiados. Haja visto a experiência que se tem com a ANVISA). “Não é tão simples como dizer apenas para COVAX, aqui estão algumas doses”, adiantou um representante da COVAX.

Por enquanto, o governo Biden, sob intensa pressão para doar o excesso de vacinas contra o coronavírus para as nações carentes, está se movendo para abordar a escassez global de outra forma: fazendo parceria com Japão, Índia e Austrália para financiar uma expansão dramática da capacidade de fabricação de vacinas. Os Estados Unidos ficaram muito atrás da China, Rússia e Índia na corrida para organizar vacinas contra o coronavírus como um instrumento de diplomacia. Ao mesmo tempo, Biden está enfrentando acusações de “acumulação de vacinas” de defensores da saúde global, que desejam que seu governo canalize suprimentos para nações carentes que estão desesperadas por acesso.

Insistindo que os americanos estão em primeiro lugar, o presidente até agora se recusou a assumir qualquer compromisso concreto de distribuir vacinas americanas.

A Covid-19 pelo mundo afora

País Notícia
Itália Itália Vai bloquear metade do país. As restrições devem permanecer até a Páscoa.
França França O número total de casos foi de 4 milhões na sexta-feira, com mais de 25.000 novos casos registrados.
Reino Unido Reino Unido A taxa de infecção pelo novo coronavirus é a menor desde setembro 2020. O País de Gales começa a flexibilizar. No entanto, embora mais de 23 milhões de pessoas no Reino Unido já tenham recebido pelo menos uma dose da vacina, a imunização não é 100% protetora e dois terços da população ainda não receberam a primeira dose. Embora os casos de Covid tenham diminuído drasticamente durante o bloqueio, a prevalência permanece “muito alta” em comparação com as taxas do verão passado.
Dinamarca Dinamarca A Dinamarca suspendeu o uso da vacina Oxford-AstraZeneca enquanto as autoridades investigavam relatos de pacientes que desenvolveram coágulos sanguíneos com risco de vida após a vacinação.
Chile Chile Mesmo aplicando 200 mil doses de vacinas diariamente, foi decretado lockdown parcial em algumas regiões do país, Santiago inclusive. O Ministro da Saúde alertou que não haverá progresso visível na curva de novos infectados em pelo menos um mês. A BBC News postou excelente matéria explicando porque o Chile tem, ao mesmo tempo, boa vacinação e alta taxa de contágio. Bom ler, uma vez que no Brasil poderá ocorrer algo parecido no segundo semestre, após a vacinação pegar alguma tração.
Estados Unidos EUA - I Desde o primeiro caso em janeiro de 2020, os EUA sofreram uma perda devastadora – quase 530.000 mortes, junto com 29 milhões de casos. E agora as variantes do vírus estão se espalhando por todo o país, mostra uma análise do USA TODAY dos dados do CDC. Mas, existem sinais de esperança. Os EUA estão relatando mais uma vez, menos de uma morte de Covid-19 por minuto, segundo o USA TODAY com dados da Universidade Johns Hopkins. Os EUA também relataram menos de 400.000 novas infecções na semana que terminou na quarta-feira, um nível não visto desde meados de outubro. As vacinações também estão ganhando velocidade e os estados estão facilitando os requisitos de elegibilidade para obtê-las. A marca de 100 milhões de doses acaba de ser superada.
Estados Unidos EUA - II Quase 1 em cada 5 americanos (19%) afirma ter perdido um parente ou amigo próximo para o coronavírus, de acordo com uma nova pesquisa do Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research. Os números foram consideravelmente maiores para os entrevistados negros (30%) e hispânicos (29%), mais um exemplo do impacto desproporcional da pandemia nos grupos minoritários.

Quando a população americana estaria vacinada

Eis a projeção da população vacinada para os EUA, publicada semana passada pelo The New York Times. Com 66 milhões – ou um quinto da população – hoje a vacinação avança à razão de 2,3 milhões de doses por dia, na média. Ou seja, em agosto, os americanos esperam já ter 95% da população vacinada.

Convido você a participar de um exercício totalmente nonsense: traçar a SUA projeção para o Brasil.

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