Agradecemos a colaboração inestimável do Dr. Jaime Olavo Marquez, neurologista, e da Dra. Patrícia Bonazzi, infectologista, na revisão das informações.

Disclaimer

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“Eficácia” e “efetividade” de uma vacina significam o mesmo?

Não. Fatores como a forma como a vacina é armazenada, transportada, administrada e a saúde médica de um indivíduo podem determinar a eficácia da vacina no mundo real. Os ensaios clínicos avaliaram apenas indivíduos saudáveis com doenças preexistentes estáveis. À medida que as campanhas de vacinação em massa acontecem, a logística operacional, juntamente com as condições médicas únicas de um indivíduo, pode afetar os níveis gerais de imunidade.

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57
“Passaportes de vacina” são credenciais para viajar.

Sim. Esse documento, que ia ser instaurado no Reino Unido mas não foi, mostra o status de vacinação de uma pessoa para fins como viajar e participar de eventos públicos fechados. O estado de Nova York já apresentou sua versão – e obviamente as companhias aéreas, os hotéis e as empresas relacionadas ao turismo querem que o passaporte seja introduzido. Mesmo assim, vários estados americanos e uma porção do Parlamento inglês não concorda, alegando que a iniciativa seria discriminatória.

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28
A “variante” de um vírus é uma doença?

Não. Ela é um vírus que sofreu mutações na sua estrutura genética.

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31
A aplicação de uma vacina anti-Covid-19 terá efeitos colaterais?

Sim, mas eles não serão sentidos por todos na mesma medida. Uma das vacinas líderes, ainda na Fase 3 provocou dor no local (84% dos casos), fadiga (63%), dor de cabeça (55%), dor muscular (38%), calafrios (32%), dor nas juntas (23%) e febre (14%). Efeitos colaterais, se houver, haverá nos primeiros 3 dias após a vacinação.

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206
A autorização de uso emergencial permite a aplicação da vacina em toda população?

Não. A autorização de uso emergencial permite a aplicação da vacina apenas em grupos específicos, não para a população em geral. Já o registro definitivo, feito depois de a segurança e eficácia serem estabelecidas com a publicação dos resultados finais da Fase 3 de testes clínicos, permite a aplicação na população em geral.

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179
A Butanvac, vacina a ser testada pelo Instituto Butantan proximamente no Brasil, utiliza um vírus vivo retirado de aves.

Não. A Butanvac utiliza o vírus da doença de Newcastle, uma enfermidade que afeta apenas aves, como um vetor. Ou seja, ele é inativado e alterado para abrigar a proteína Spike do novo coronavírus — aquela usada para invadir nossas células. Após a injeção, o organismo fabrica anticorpos contra essa estrutura, impedindo uma infecção de verdade. A estratégia é parecida com a das vacinas de Oxford e Janssen.

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25
A Butanvac, vacina a ser testada proximamente no Brasil, foi totalmente desenvolvida pelo Instituto Butantan, de São Paulo.

Não. Apesar de ter sido lançada como 100% brasileira, parte da tecnologia da Butanvac pertence ao Instituto Mount Sinai, nos Estados Unidos. Ela foi cedida através de um consórcio entre as instituições.

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30
A Coronavac é a única vacina chinesa que interessa ao Brasil.

Não. O Ministério da Saúde conversa com a Sinopharm da qual já pediu comprar 30 milhões de doses. No teste clínico fase 3 essa vacina se mostrou 79% eficaz – menor que a da Pfizer e Moderna, mas muito maior que a Coronavac (50,37%). No entanto, os Emirados Árabes Unidos disseram que a vacina era 86% eficaz, conforme resultados provisórios de fase três.

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27
A CoronaVac se compara em eficácia às outras vacinas concorrentes?

Não. A CoronaVac, produzida pela Sinovac, tem eficácia levemente acima do mínimo de 50%. Ou seja, ela protege ao menos cinco de cada 10 pessoas que a tomarem, a mesma taxa mínima que o CDC americano e a ANVISA estabeleceram para autorizar vacinas nos EUA e no Brasil, respectivamente. As 4 vacinas americanas, a inglesa e a chinesa Sinopharm reportaram taxas de eficácia bastante superiores.

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188
A curva dos novos infectados não cai mais rápido no Ocidente, o Brasil inclusive, por causa do volume de reinfectados com a Covid-19?

Não. O número de reinfectados ainda é muito pequeno.

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25
A diferença de eficácia entre uma vacina e outra indica que elas produzem diferentes quantidades de anticorpos?

Não necessariamente. A produção de anticorpos interessa, sim. Ela pode influenciar a eficácia, mas não entra no seu cálculo. Na Fase 3, a eficácia é medida em termos de quanto a vacina se propõe a proteger o grupo vacinado nessa fase do teste clínico. Comparando quantos que tomaram a vacina e apresentaram sintomas versus os que também apresentaram sintomas sem tê-la tomado.

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178
A duração da imunidade à vacina é conhecida?

A Food and Drug Administration (FDA) requer uma média de dois meses de dados de segurança e eficácia após a conclusão do regime de vacinação para autorização de uso de emergência. A duração da cobertura vacinal ainda não foi determinada e será monitorada conforme as campanhas de vacinação forem lançadas. A boa notícia é que as células de memória do nosso sistema imunológico, que identificam infecções e montam uma resposta imunológica, persistiram por mais de seis meses em alguns pacientes infectados com Covid-19.

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188
A efetividade da vacina pode variar dependendo da etnia?

Sim. Há evidências de que a Covid 19 afeta diferenciadamente alguns grupos étnicos (ex. negros, pardos, latinos, asiáticos…), fora e dentro do Brasil.

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172
A eficácia de uma vacina influencia o número de pessoas a serem vacinadas numa população, na vida real?

Sim. Quanto maior a taxa de eficácia, menor a cobertura vacinal necessária – ou seja, o número de vacinados necessário para se alcançar a imunidade de rebanho.

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99
A imunidade fornecida por uma vacina acaba aos poucos?

Sim. A imunidade não é um interruptor que desliga durante a noite; ela vai se enfraquecendo até uma data-limite. Mas ainda não sabemos quanto tempo a proteção imunológica dura, nem sua cadência ao longo do período.

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58
A imunidade natural demora menos tempo que a imunidade fornecida por uma vacina anti-Covid-19?

Não. A imunidade natural – também chamada de “imunidade humoral” – é a imunidade obtida por quem sobrevive à Covid-19. Hoje não se sabe ao certo por quanto tempo ela se estende. Evidências iniciais sugerem que este período não será longo – mais de um ano, por exemplo – mas são necessários mais estudos para melhor compreender isso.

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39
A imunização em massa irá controlar a pandemia, através do controle imediato da Covid-19?

Improvável. Vacinas contra a Covid-19 não visam evitar o contágio e, sim, a forma mais grave da doença. O objetivo das vacinas antivírus é prevenir doenças clínicas, sintomáticas, e não necessariamente prevenir infecções. Evitando que as pessoas infectadas adoeçam, evita-se que elas fiquem gravemente doentes. Eis o objetivo final.

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40
A imunização natural alcançada após se curar da infecção é mais poderosa que a imunidade fornecida por uma vacina?

Obviamente depende da efetividade da vacina, mas mesmo assim o assunto é controverso.

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32
A meta de que as vacinas anti-Covid sejam administradas a pessoas em todo o mundo deve ser atingida no final desse ano.

Não. De fato, acabar com a pandemia depende de que as vacinas sejam administradas a pessoas em todo o mundo. Porém, em 30/03/21 havia apenas 7,4 doses de vacina administradas por 100 pessoas em todo o mundo, e muitos países de baixa renda ainda não haviam administrado uma única dose.

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25
A porcentagem necessária para atingir a imunidade coletiva depende de quantas pessoas uma única pessoa infectada transmite a doença?

Sim. Para Covid-19, estima-se que a transmissão atinja em média, entre duas e três pessoas, então cerca de 70% e 80% da população precisará estar imune para obter imunidade de rebanho. Mas isso é somente se uma vacina for 100% eficaz. No entanto, as vacinas Covid-19 foram menos de 100% eficazes em ensaios clínicos, e podem ser ainda menos no mundo real. Isso porque os testes não incluíram pessoas com certas condições médicas, como câncer, ou receptores de transplantes, para citar alguns exemplos.

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34
A primeira dose da vacina, sozinha, não fornece qualquer imunidade.

Não. A primeira dose da vacina da Pfizer, por exemplo, fornece alguma imunidade, notoriamente entre o 10 e 14 dia depois da aplicação. Porém, esse nível de imunidade pode ser insuficiente para se proteger da Covid 19.

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38
A segunda dose de uma vacina que é aplicada em duas doses, fortalece a memória da imunidade?

Sim. Em parte, porque essa segunda dose funciona como um treino extra das células que foram ensinadas a produzir os anticorpos pela primeira dose. Um processo chamado de “maduração da afinidade”. Um bom nível de “maduração da afinidade” fornece a proteção considerada suficiente para aprovar uma vacina.

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45
A tecnologia da vacina de RNA mensageiro (mRNA) nunca foi testada e aprovada antes?

Nunca. Porém, vários estudos de vacinas de mRNA em humanos foram realizados nos últimos 10 anos. E, desde o início da pandemia, as vacinas da Pfizer e da Moderna foram testadas em dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo e passaram por um rigoroso processo de aprovação de segurança.

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25
A vacina contém material genético?

Sim. Qualquer material de uma planta, animal, micróbio etc., contém informação genética que passa de uma geração a outra. Essa informação fica nas células, em moléculas das quais você já ouviu falar – DNA and RNA – que controlam a reprodução, o desenvolvimento, o comportamento… A vacina da Pfizer-BioNTech, contém 10 ingredientes, dos quais apenas um é material genético: uma molécula chamada RNA mensageiro, ou mRNA – o material genético visado também pela vacina da Moderna. Os outros são substâncias gordurosas e açúcares que estabilizam a vacina.

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27
A vacina Coronavac é segura e eficaz?

A Coronavac é uma vacina de vírus inativado e esse tipo de vacina costuma ser segura. De fato, o ensaio clínico (fase 2, especialmente) dessa vacina concluiu que ela é mesmo segura para todas as idades.

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34
A vacina CoronaVac protege contra as variantes até agora conhecidas?

Sim. A CoronaVac é baseada em um vírus cultivado em um laboratório que, em seguida, é morto – ou “inativado”. A CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac e que está sendo aplicada no Brasil, é eficaz contra as três variantes do novo coronavírus que circulam no país: a britânica (B.1.1.7), a sul-africana (B.1.351) e a brasileira (B.1.1.28), da qual são derivadas as chamadas P.1 (de Manaus) e a P.2 (do Rio de Janeiro).

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18
A vacina CoronaVac tem efeitos colaterais?

Sim. Todas as vacinas têm. No teste clínico da CoronaVac, Fases 1 e 2, o sintoma mais comum foi a dor no local da injeção, que afetou entre um quarto e um quinto dos participantes que tomaram a vacina versus 10% dos que tomaram um placebo. Em comparação com vacinas com vetor viral ou vacinas de DNA ou RNA, a ocorrência de febre foi relativamente baixa. A maioria das reações foram leves (grau 1) em gravidade e os participantes se recuperaram em 48 horas. Nenhum evento adverso sério relacionado à vacina foi observado dentro de 28 dias após a segunda dose da vacina.

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30
A vacina COVID-19 é fortemente recomendada para pacientes com esclerose múltipla.

Sim. A EM é uma doença auto-imune do sistema nervoso central.EM , uma doença auto-imune do sistema nervoso central. A vacinação COVID-19 é especialmente importante para pacientes com EM progressiva ; são mais velhos; ter uma deficiência física ou ter condições crônicas como diabetes ou pressão alta ; ou são negros ou hispânicos. Alguns medicamentos diários tomados por pacientes com esclerose múltipla podem tornar as vacinas COVID-19 menos eficazes, mas ainda assim fornecerão proteção, incluindo a redução do risco de COVID-19 grave .

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20
A vacina da Pfizer é administrada em duas doses separadas por um mês?

Não. Nos testes, a primeira dose provocou uma forte resposta imunológica entre o décimo dia e o décimo quarto dia. A segunda dose é depois de 3 semanas (21 dias). No caso da vacina da Moderna o intervalo é de um mês (28 dias).

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27
A vacina da Pfizer e da Moderna são iguais em tudo.

Não. Ambas as vacinas ativam o mRNA mensageiro, porém diferem quanto as condições de conservação. A vacina da Pfizer precisa ser armazenada até 30 dias entre menos 80 graus Celcius e menos 70 graus Celcius, e a vacina Moderna precisa de temperaturas em torno de menos 20 graus Celcius, que é próxima à temperatura de freezers de nível comercial. (A AstraZeneca, afirma que precisa de uma temperatura de refrigeração regular de 2 a 8 graus Celcius.) A vacina da Moderna pode permanecer a menos 20 graus Celcius por até seis meses e, em seguida, por um mês na geladeira, de acordo com a empresa. A vacina da Pfizer requer até 30 dias congelada a – 70 graus Celcius. Os centros de vacinação podem transferir os frascos para condições de armazenamento de 2-8 ° C por mais cinco dias, por um total de até 35 dias. Uma vez descongelados e armazenados sob condições de 2-8 ° C, os frascos não podem ser recongelados ou armazenados sob condições de congelamento.

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23
A vacina da Pfizer/BioNtech gera anticorpos suficientes para conter o vírus?

É mais do que isso. Uma vez que as células fazem a proteína spike do vírus, a resposta imune inclui não apenas anticorpos neutralizantes, mas também as células T assassinas induzidas por vacinas de vírus vivos.

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27
A vacina é um risco maior do que contrair a doença; devemos deixar o vírus seguir seu curso naturalmente?

Não. A Covid-19 está a caminho de se tornar o principal assassino em doenças infecciosas no mundo em 2020, excedendo o número anual de mortes por HIV, tuberculose e malária. Ele mata 3 vezes mais que a gripe. “Permitir que o vírus” siga seu curso “, como dizem os defensores da imunidade coletiva, exigiria milhões de novos casos e centenas de milhares de mortes, apenas nos Estados Unidos.

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28
A vacina evita o contágio com o novo coronavírus?

Não. A vacina evita a Covid-19, que é a doença que o vírus provoca. A vacina não impede que o vírus entre no corpo, principalmente pelo nariz.

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26
A vacina garante a blindagem total ao vírus?

Embora os dados de eficácia de todas as vacinas anti-Covid 19 mais faladas relatem que ela supera os da vacina da gripe, nenhuma delas garante blindagem total quanto a se infectar com o vírus. A janela de oportunidade para este penetrar no organismo vai de 40% (CoronaVac) até 5% (Pfizer). Ou seja, quem tomar qualquer uma dessas vacinas deve entender que não ficara plenamente protegido, ao menos até se atingir a imunidade de rebanho – o que deverá acontecer em 2022. Mesmo no caso das vacinas americanas, Pfizer e Moderna, 5% dos vacinados, e potencialmente mais em certos grupos, podem não ficar imunes.

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23
A vacina mata o vírus diretamente?

Não. A vacina impede que ele mate a célula – e assim faz com que ele morra de inanição, digamos assim.

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18
A vacina pode afetar a fertilidade da mulher?

Não se sabe. Há evidências, sim, de que a Covid-19 afeta a fertilidade.

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28
A vacina ser 95% eficaz, por exemplo, significa que eu tenho 95% de chance de ficar imunizado se aplicá-la?

Não. A eficácia é a imunização prevista após o teste da Fase 3, a efetividade é a imunização alcançada na vida real. Essa seguramente será algo menor.

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25
A vacinação de toda a população brasileira será completada até o fim de 2021?

Não. Os primeiros quatro meses serão usados para imunizar todos os grupos prioritários e os outros 12 meses seriam para vacinar a população em geral. A campanha de vacinação deve durar pelo menos até o primeiro trimestre de 2022. Segundo cientistas, ao ritmo de 200 mil doses por dia, como é atualmente (19/03), vacinar toda a população com duas doses demoraria 4 1/2 anos.

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17
A vacinação em massa pode deflagrar mutações nas cepas do coronavírus?

Sim. A vacinação em massa força o vírus a se esforçar cada vez mais para achar hospedeiros. Ameaçado na sua sobrevivência, ele muda a fim de evitar o reconhecimento por parte de anticorpos.

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27
A vacinação fornece imunidade instantânea?

As vacinas da Pfizer-BioNTech e Moderna requerem duas doses administradas com semanas de intervalo. Dependendo da vacina, pode levar de quatro a seis semanas desde a dosagem inicial para atingir níveis de imunidade e proteção comparáveis aos dos ensaios clínicos. Durante esse tempo, ainda é possível contrair uma infecção e adoecer. Depois de receber a segunda dose, seu corpo precisa de tempo, de duas a três semana, para construir a proteção necessária para combater o vírus.

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22
A variante do vírus descoberta no Reino Unido é perigosa?

Sim. Essa nova variante do coronavírus é significativamente mais transmissível que o vírus original. Só por isso, ela já é mais perigosa. Em janeiro já era responsável por mais de 60% dos novos casos de Covid-19 em Londres.

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23
Acabar com a pandemia no Brasil depende só da vacinação em massa?

Não. Essa pandemia é impulsionada pelo comportamento humano. Se muita gente continuar a ignorar as medidas de distanciamento social, a transmissão do vírus não vai parar nem sequer em dois anos. Assim sendo, é urgente se preparar o quanto antes para a eventualidade da pandemia diminuir aos poucos. Isso requer criar capacidade de testagem contínua e de rastreamento de contato em nível municipal, agora. Isso será fundamental para lidar com a resistência da pandemia nos próximos meses, fora novas medidas de isolamento e quarentenas.

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31
Alguma das vacinas em vias de aprovação especificou a imunidade oferecida?

Sim. A desenvolvida pela Moderna. Noventa dias após a primeira dose, e 60 depois da segunda. O intervalo entre as duas doses é de 1 mês. Em 13/12, o CEO da BioNTech, associada à Pfizer, disse que a reimunização poderá ocorrer em dois anos.

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26
Após ser vacinada, uma pessoa poderá participar de aglomerações em perigo?

Não. A imunidade não é um botão do tipo “liga/desliga”; é um disco daqueles usados (antigamente) para ajustar o volume do rádio ou do aparelho de som. Sem imunidade coletiva, o vírus ainda estará circulando na população e sempre haverá uma chance de que a vacina não esteja funcionando para você.

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26
Após tomar a vacina, o meu risco de infecção será menor que se eu tiver me infectado naturalmente com o novo coronavírus?

Não. A previsão dos estudiosos é que a imunização natural é menos efetiva que a fornecida por uma vacina.

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23
As mutações do novo coronavírus podem no futuro inutilizar as vacinas anti-Covid-19 que hoje conhecemos?

Sim. Porém daqui a vários anos e só se os desenvolvedores das vacinas paralisassem suas pesquisas, o que não acontece num mercado competitivo como o das vacinas.

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27
As mutações do vírus afetam a efetividade da vacina?

Sim. Normalmente, os vírus sofrem mutação (a mudança no material genético no vírus). Isso acontece em taxas diferentes para vírus diferentes e há evidências de que as mutações podem afetar o quão bem a vacina funciona contra o vírus.

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28
As novas mutações descobertas no fim do ano no Reino Unido vão prejudicar a efetividade das vacinas?

Até o começo de 2021, especialistas disseram ser muito improvável que essas novas variantes prejudicassem a eficácia das vacinas já aprovadas para uso em massa na população. Novos estudos têm levado os mesmos e outros a mudar cautelosamente de opinião.

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17
As vacinas anti Covid 19 impedem a transmissão do vírus por uma pessoa infectada?

Os estudos ainda não mostram se a vacina impede alguém de transportar o vírus e transmiti-lo a outras pessoas, particularmente se for um portador assintomático. O vírus pode estar estacionado na passagem nasal de quem for vacinado, e daí voar via fala ou espirro para as vias respiratórias de outros sabe-se lá durante quanto tempo.

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11
As vacinas anti-Covid-19 aplicadas ou por aplicar no Brasil são diferentes.

Sim. Umas requerem refrigeração mais acentuada, outras não. Ou duas doses ao invés de uma. Podem ter efeitos colaterais e adversos diferentes e também diferentes taxas de eficácia (relacionada à proteção contra o vírus).

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19
As vacinas anti-Covid-19 vigentes ou requerendo autorização para uso emergencial da ANVISA foram projetadas para combater a variante do coronavírus que emergiu de Wuhan (China) no início da pandemia.

Não. Em geral elas foram projetadas para combater a variante D614G do coronavírus que emergiu da Europa logo depois.

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17
As vacinas antiCovid 19 exaurem o sistema imunológico ao forzá-lo a produzir anticorpos.

Não. As vacinas em geral não resultam em supressão imunológica que deixa as pessoas suscetíveis a várias doenças. Elas fazem com que o corpo reconheça a proteína do vírus para que o sistema imunológico do corpo possa desenvolver uma resposta a ela.

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19
As vacinas contêm tecido pulmonar de fetos abortados?

Não. Não há células fetais usadas em qualquer processo de produção de vacina. Os desenvolvedores da vacina na Universidade de Oxford dizem que trabalharam com células clonadas, mas essas células não são células de bebês abortados. As células funcionam como uma espécie de fábrica. Ela cria uma forma muito enfraquecida do vírus que foi adaptada para funcionar como uma vacina. Mas, embora o vírus enfraquecido seja criado a partir dessas células clonadas, esse material celular é removido quando o vírus é purificado, e não é usado na vacina.

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22
As vacinas COVID-19 devem conviver com as medidas preventivas (ex.: distanciamento social)?

Sim. Embora uma vacina seja a melhor maneira de prevenir que mais pessoas contraiam COVID-19, sejam internadas e eventualmente morram, as vacinas não dissiparão a pandemia com rapidez. Mesmo que todos no Brasil concordassem com a vacinação, o que não é o caso, ela não seria simultânea. E lembremos que nenhuma vacina será 100% efetiva contra o novo coronavírus. Portanto, todas as outras medidas preventivas, como o uso de máscara, o distanciamento social etc. precisarão valer até um número substancial de pessoas serem vacinadas.

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26
As vacinas Covid-19 tornam a gente mais suscetível a outras doenças?

Não. Elas não contêm vírus vivos que podem causar doenças. A própria infecção, sim, pode suprimir o sistema imunológico do hospedeiro e afetar negativamente a produção de anticorpos. Essas vacinas, ao contrário, aumentam a imunidade adaptativa, aquela adquirida após a exposição ao novo coronavírus.

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15
As vacinas da AstraZeneca e da Janssen são parecidas.

Sim. Ambas usam um adenovírus inofensivo – ou seja, um tipo de vírus que causa um resfriado comum – para fornecer as instruções da proteína spike do coronavírus. A vacina da AstraZeneca funciona de maneira semelhante à vacina Johnson&Johnson/Janssen, exceto pelo uso de um adenovírus reprojetado que infecta chimpanzés. 

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15
As vacinas de vetor viral usam uma versão modificada de um vírus diferente (o vetor) para fornecer instruções importantes às nossas células.

Sim. Para vacinas de vetor viral Covid-19, o vetor (não o vírus que causa Covid-19, mas um vírus diferente e inofensivo) entrará em uma célula em nosso corpo e, em seguida, produzirá uma proteína de pico inofensiva que só é encontrada na superfície do vírus que causa Covid-19. A célula exibe a proteína spike em sua superfície, que ativa nosso sistema imunológico para começar a produzir anticorpos e ativar outras células imunológicas para combater o que ela pensa ser uma infecção.

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22
As vacinas disponíveis atualmente funcionam bem contra as variantes.

Sim. Pessoas vacinadas e depois infectadas com uma das variantes preocupantes têm pouca probabilidade de serem hospitalizadas. Um pequeno ensaio clínico para a vacina AstraZeneca foi interrompido após mostrar apenas 22% de eficácia contra a variante B.1.351 detectada na África do Sul. Porém, nenhuma das pessoas vacinadas foi hospitalizada ou morreu. A Pfizer e a Moderna começaram a testar a terceira dose de “reforço” das vacinas para ver se a dose extra poderia fornecer proteção adicional contra as variantes. Eles também estão desenvolvendo vacinas específicas para variantes direcionadas à variante B.1.351.

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14
As vacinas Pfizer e Moderna – com suas taxas de eficácia de aproximadamente 95% em testes clínicos – são melhores do que a vacina Johnson & Johnson (eficácia de 66%) e a vacina AstraZeneca (eficácia de 76%).

Não. Comparar as diferentes taxas de eficácia das vacinas às vezes é como comparar maçãs e laranjas. A Pfizer e a Moderna, por exemplo, testaram suas vacinas no início da pandemia e principalmente nos Estados Unidos antes do surgimento de variantes mais contagiosas e mortais, enquanto muitos dos dados da Johnson & Johnson foram coletados na América do Sul e África do Sul, quando essas variantes estavam se espalhando .

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20
As vacinas protegem contra todas as cepas do novo coronavírus até agora conhecidas?

Sim. As variantes até agora conhecidas – Reino Unido, Ábrica do Sul, Amazônia e Califórnia – diminuem a eficácia das vacinas, mas não ao ponto de inutilizá-las.

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15
As vacinas protegem de variantes de vírus?

Sim. Por enquanto, as vacinas Pfizer-BioNTech, Moderna, Oxford-AstraZeneca e Sinopharm têm mostrado bons resultados preliminares nisso. As vacinas em geral, são adaptáveis a variantes. A tecnologia mRNA usada nas vacinas americanas é muito mais fácil de ajustar e atualizar do que a das convencionais. A Pfizer-BioNTech anunciou que pode se adaptar (em 6 semanas) para neutralizar a variante surgida no Reino Unido.

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23
As vacinas que o Brasil atualmente aplica, ou pensa em aplicar, deverão ser aperfeiçoadas?

Sim. A primeira geração de vacinas tende a ser imperfeita, e algumas talvez não previnam plenamente a infecção, mas reduzam os sintomas. Mesmo assim, podem não funcionar para todos ou por muito tempo.

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22
As vacinas que o Brasil se apresta a comprar são todas igualmente eficazes em idosos?

Não. A eficácia da Pfizer-BioNTech, Fase 3, em adultos com mais de 65 anos de idade foi superior a 94% – equivalente às cifras de todos os grupos acima de 12 anos. Após a Fase 3, a Moderna e a Oxford-AstraZeneca dizem o mesmo sobre adultos acima de 56 anos, embora as amostras no caso tenham sido pequenas. Das outras vacinas, a Coronavac inclusive, nada foi publicado.

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17
As vacinas são capazes de previnir a transmissão de Covid-19?

Em seus ensaios clínicos, Pfizer/BioNTech e Moderna, não rastrearam casos de infecções assintomáticas com Covid-19. Isso significa que a capacidade da vacina de diminuir a transmissão nunca foi avaliada. Estudos futuros precisarão avaliar se a vacinação diminui a transmissão viral antes que possamos reavaliar o papel das medidas de saúde pública.

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21
As vacinas são seguras?

A vacinação é segura e os efeitos colaterais da vacina são geralmente menores e temporários, como dor no braço ou febre baixa. Efeitos colaterais mais graves são possíveis, mas extremamente raros. Qualquer vacina licenciada é rigorosamente testada em várias fases de testes antes de ser aprovada para uso e regularmente reavaliada assim que é introduzida. Os cientistas também monitoram constantemente as informações de várias fontes em busca de qualquer sinal de que uma vacina possa causar riscos à saúde.

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26
As vacinas serão aplicadas em hospitais ou clínicas privadas?

Sim. Porém, com ressalvas. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou (em 15/12/20) que assim que uma vacina contra a Covid-19 for autorizada oficialmente para o sistema público, obtendo o registro definitivo (não apenas o emergencial), ela poderá (em tese) também ser aplicada por hospitais e clínicas particulares. Em março foi sancionada uma lei que autoriza o setor privado, Estados e municípios a comprarem vacinas contra a Covid-19. Mas o seu uso será autorizado somente após a vacinação dos grupos prioritários.

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13
As variantes do vírus Covid-19 estão sendo estudadas para se saber se causam doenças mais graves nas pessoas.

Não. O objetivo é controlar a disseminação do vírus. O que se deseja entender não é apenas saber se as variantes causam doenças graves. É preciso entender também se elas 1) se espalham mais facilmente de pessoa para pessoa; 2) são detectadas pelos testes virais disponíveis; 3) respondem a medicamentos atualmente sendo usados ​​para tratar pessoas com Covid-19; e 4) se reduzem a eficácia das vacinas Covid-19 vigentes.

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12
As variantes do vírus podem prolongar a pandemia.

Sim. No momento, a maioria das vacinas parece ser eficaz contra as variantes. Mas futuras variantes do vírus podem ser mais resistentes à resposta imunológica, exigindo rodadas regulares de doses de reforço das vacinas existentes ou mesmo novas vacinas.

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16
As variantes do vírus são mais perigosas que a cepa do vírus surgida na Europa há um ano.

Sim. As cinco variantes mais preocupantes surgiram no Reino Unido, África do Sul, Brasil e Califórnia – são mais transmissíveis, mais propensas a causar doenças graves, menos tratáveis ​​com os atuais tratamentos Covid-19 ou melhores em evitar os anticorpos gerados por vacinação ou infecção anterior. Algumas têm uma combinação dessas características.

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14
Assim que eu for vacinado vou ficar protegido da doença?

Não. Quando você se vacina ocorre um processo chamado “seroconversão”, pelo qual seu corpo reconhece o conteúdo da vacina como um invasor e começa a intensificar seu ataque a esse invasor. Isso leva ao desenvolvimento de anticorpos que protegem do vírus e demora várias semanas. Se você tomar a vacina Covid-19 e logo depois for exposto ao vírus, ainda poderá desenvolver a doença – levando à percepção de que adquiriu a doença com a vacinação, o que é incorreto.

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22
Como a vacina da Pfizer contém material genético, ela vai mexer com DNA da pessoa?

Não. A vacina ativa uma molécula encontrada naturalmente nas células humanas que chama RNA mensageiro, ou mRNA. Um material genético que pode instruí-las a produzir uma proteína chamada spike. Ela está presente na superfície do coronavírus e, uma vez fabricada, ensina o sistema imunológico a reconhecer o coronavírus e a produzir anticorpos contra a proteína para assim combatê-lo no futuro. Injetar RNA em uma pessoa não faz nada com o DNA de uma célula humana.

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24
Como decidir se convém se vacinar?

Visualize uma balança, dessa antigas… de pesar alimentos ou metais. Num dos dois pratos ponha as chances, hoje cada vez mais reais, de você ficar doente por conta do vírus, ou de vir a sofrer coisa pior. E não só você, mas também gente que você ama ou estima. No outro prato, ponha os efeitos colaterais da vacina – ao menos um por pessoa… dor no local, febre… todos, aliás, geralmente muito leves. E efeitos a longo prazo, hipotéticos porque atualmente não são conhecidos. A vacina ajudará a evitar que você pegue a Covid-19, criando uma resposta de anticorpos (sistema imunológico) sem ter que ficar doente. E então decida.

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24
Como funcionam as vacinas de mRNA?

As vacinas de mRNA contêm material do vírus que causa a Covid-19, que dá às nossas células instruções sobre como fazer uma proteína inofensiva que é exclusiva do vírus. Depois que nossas células fazem cópias da proteína, elas destroem o material genético da vacina. Nossos corpos reconhecem que a proteína não deveria estar lá e constroem linfócitos T e linfócitos B que se lembrarão de como combater o vírus que causa Covid-19 se formos infectados no futuro.

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23
Como funcionam as vacinas de subunidade de proteína?

As vacinas de subunidade de proteína incluem pedaços inofensivos (proteínas) do vírus que causam Covid-19 em vez de todo o germe. Uma vez vacinado, nosso sistema imunológico reconhece que as proteínas não pertencem ao corpo e começa a produzir linfócitos T e anticorpos. Se formos infectados no futuro, as células de memória reconhecerão e combaterão o vírus.

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25
Como funcionam as vacinas de vetor viral?

As vacinas de vetor contêm uma versão enfraquecida de um vírus vivo – um vírus diferente daquele que causa a Covid-19 – que possui material genético do vírus que causa a Covid-19 inserido nele (isso é chamado de vetor viral). Assim que o vetor viral está dentro de nossas células, o material genético dá às células instruções para produzir uma proteína exclusiva do vírus que causa Covid-19. Usando essas instruções, nossas células fazem cópias da proteína. Isso leva nosso corpo a construir linfócitos T e linfócitos B que se lembrarão de como combater esse vírus se formos infectados no futuro.

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21
Como funcionam as vacinas de vírus inativados?

Esta vacina induz à produção de anticorpos a partir do vírus inativado. Para isso, o vírus SARS-CoV-2 é cultivado em células e inativado com substâncias químicas e biológicas. Quando a vacina é administrada no organismo humano, as proteínas virais conservadas induzem uma resposta imune, e são produzidos anticorpos contra o patógeno. Após esta imunização, o indivíduo não manifesta a doença mesmo quando infectado, pois os vírus são controlados pelos anticorpos de memória.

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21
Como saber se uma variante do vírus pode afetar a eficácia da vacina?

Checando se os anticorpos produzidos pela vacina, e mesmo aqueles que as pessoas infectadas já produziam sem vacina – a chamada “imunidade humoral” – são capazes de identificar o vírus mesmo após ele ter sofrido a(s) mutação(ões). A ineficácia de uma vacina ocorre quando o vírus muda tanto que se esquiva dos anticorpos que produzimos e continua, portanto, a infectar as pessoas. Se esse ponto for alcançado, os pesquisadores terão que reformular as vacinas.

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19
Como se garante a segurança de uma vacina?

Através de vigilância rigorosa, permanente e acima de tudo, transparente e isenta. A segurança é uma prioridade absoluta durante o processo de aprovação da vacina, especialmente na Fase 2. Ela continua presente em todas as etapas seguintes. Por isso, não é incomum que um ensaio clínico seja temporariamente interrompido quando um possível efeito colateral inesperado (denominado evento adverso) é detectado.

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26
Como será a logística de distribuição das vacinas?

Os lotes vão ser distribuídos aos Estados e ao Distrito Federal por transporte aéreo ou rodoviário. A partir daí, a responsabilidade de distribuir a vacina aos municípios fica a cargo dos Estados.

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16
Convém esperar a campanha de vacinação avançar para se vacinar com segurança?

Não. A demora anula o objetivo mais importante da vacinação, que é preservar a saúde da população e não a de Fulano ou Sicrano. Ou seja, frear o número de casos graves, para assim ir reduzindo o número de hospitalizações e mortes. Uma demora inútil vai manter o sistema de saúde exaurido.

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16
Crianças com menos de 16 anos vão receber a vacina nessa primeira etapa da vacinação?

Não, até isso ser recomendado por testes clínicos que recém começam a ser feitos (ex.: Pfizer, Moderna). De qualquer maneira, crianças não integram o grupo de risco maior.

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23
De dois infectados numa mesma moradia, um responde bem à infecção e o outro não. Qual o motivo?

Pode haver uma explicação genética, ainda que muito parcial. Uma pequena proporção dos doentes graves com Covid-19 (3,5%) sofre de baixa produção de interferons, os que fornecem uma barreira antiviral.

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21
Depois de receber a segunda dose da vacina, passados 10 dias (no caso da vacina da Pfizer) eu estarei imune para sempre?

Não. A imunidade fornecida pelas vacinas de primeira geração deverá ficar em 3 a 12 meses. A Moderna, a única a se pronunciar sobre isso até o momento, aponta 90 dias após a primeira dose.

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23
Depois de vacinar a pessoa, ela ainda precisa usar máscara, evira aglomeraçõies, manter distância física etc?

Sim, a curto prazo, por três razões. A primeira é que, durante uma imunização tão grande, nem todos serão vacinados ao mesmo tempo. Fora isso, leva tempo para a resposta imunológica realmente se desenvolver e entrar em ação. Por fim, a maior utilidade da vacina não é proteger Fulano ou Sicrano, mas todo mundo. E isso, só depois da imunidade de rebanho ser atingida.

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16
Devemos temer as variantes do vírus?

Sim. Elas vão surgir em maior número e periculosidade quanto mais a vacinação demorar. E alguma poderá driblar as vacinas conhecidas. Por outro lado, os cientistas já estão prevendo isso. E lembremos também que cada pessoa infectada produz um repertório grande, único e complexo de anticorpos. O sistema imunológico do corpo é também um adversário formidável para qualquer variante do vírus.

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12
Dizer que uma vacina é segura é o mesmo que dizer que ela tem boa capacidade imunizante?

Sim. Isso chama imunogenicidade. Ou seja, a capacidade de uma substância estranha, como um antígeno, provocar uma resposta imune no corpo de um ser humano ou de outro animal. O teste clínico da CoronaVac produziu anticorpos neutralizantes em 92% daqueles injetados com baixas doses de concentração (3 microgramas), e em 98% daqueles que receberam doses em dobro da anterior, com 14 dias de diferença entre uma e outra.

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15
É obrigatório a pessoa se vacinar no município onde ela mora?

Não. A vacinação é nos mesmos moldes do programa de imunização já existente, ou seja, gratuita e com a aplicação de doses nas unidades de saúde municipais e estaduais. Nenhuma prefeitura exclui quem estiver habilitado num grupo prioritário que estiver sendo convocado oficialmente.

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8
É possível que uma pessoa tenha se infectado com o vírus que causa Covid-19 antes ou logo após a vacinação e adoeça?

Sim, é possível. Isso pode ocorrer, pois a vacina não teve tempo suficiente para fornecer a proteção necessária.

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14
É seguro tomar um analgésico (como ibuprofeno ou paracetamol) antes da vacinação?

Não. A menos que você tome regularmente um analgésico prescrito pelo seu médico, não é recomendado tomar um analgésico (como ibuprofeno ou paracetamol) antes da vacinação. Esses tipos de medicamentos podem afetar o funcionamento da vacina. No entanto, é importante não parar de tomar um medicamento prescrito pelo seu médico antes de receber a vacina, sem primeiro verificar se seria seguro fazê-lo.

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7
É verdade que a vacina da Pfizer contém um microchip para fazer o rastreamento e seguir a pista do vacinado?

Não. De fato, as seringas de vacina poderiam conter um microchip para coletar informações sobre quando e onde a vacina foi administrada, segundo a empresa que o ofereceu ao governo americano. Os números de série evitariam a falsificação, confirmariam a data de validade, e ajudariam as autoridades sanitárias a saber quantas pessoas foram vacinadas em um local quando ocorrem os surtos. Mas o microchip não seria injetado em seu corpo, e nenhuma informação pessoal ou do paciente seria registrada no dispositivo. Mas o governo americano parece não ter optado pelo microchip.

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15
Em que se diferencia uma vacina anti-Covid-19 cuja taxa de eficácia é de 50%, de outra em que essa taxa é de 95%?

Fora a tecnologia e a diminuição de risco oferecida, a diferença está em que uma campanha de vacinação baseada numa vacina de 50% de eficácia irá precisar vacinar muito mais gente e, portanto, demorar mais em atingir a imunidade de rebanho, que uma outra campanha usando uma vacina com eficácia de 95%.

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14
Em seis meses de vacinação em massa a pandemia acaba?

Não. A vacinação em massa não ocorre de um dia para outro e, mesmo que a vacina seja 90% efetiva, ela leva tempo para ser distribuída e ministrada num país enorme e complexo como o Brasil. Fora isso, a proteção por ela fornecida pode ser temporária, e seus efeitos de longo prazo, assim como os das mutações do novo coronavírus e das sequelas da Covid-19, são desconhecidos.

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13
Eu devo tomar a segunda dose da vacina mesmo se tiver uma erupção na pele no local da primeira injeção.

Sim. Essas erupções podem começar alguns dias a mais de uma semana após a primeira dose da vacina e às vezes são muito grandes. Mas deveriam ser passageiras e não impedem de se tomar a segunda dose no tempo recomendado. Você pode tomá-la no braço oposto. Se a erupção provocar coceira, tome um anti-histamínico. E se doer, um analgésico ou um anti-inflamatório não esteroidal (AINE).

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11
Eu fiz o teste sorológico e sei que tenho anticorpos. Não preciso me vacinar?

Pessoas infectadas com o coronavírus normalmente produzem moléculas imunológicas chamadas anticorpos, que são proteínas protetoras encontradas no sangue produzidas em resposta a uma infecção. Esses anticorpos podem durar no corpo apenas dois a três meses, o que pode parecer preocupante, mas isso é perfeitamente normal após o desaparecimento de uma infecção aguda. Um problema é que o seu teste de anticorpos pode ser impreciso, de acordo com as diretrizes publicadas em setembro por uma importante sociedade médica. Alguns testes procuram os anticorpos errados e até mesmo os anticorpos certos podem desaparecer. O outro problema é que a imunidade natural, a que se obtém após a pessoa se infectar e se curar, provavelmente é inferior à imunidade proporcionada por uma vacina anti-Covid-19 e também não conflita com ela. Como os testes atuais não podem determinar se alguém está imune, disse a Infectious Diseases Society of America, os testes de anticorpos “não podem servir de informação para as decisões para interromper o distanciamento físico ou diminuir o uso de equipamento de proteção individual”.

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10
Eu posso me reinfectar com o novo coronavírus e pegar a Covid-19 de novo?

É possível, embora nada comum. Mesmo que os 30 reinfectados oficialmente reconhecidos em todo o mundo sejam muitos mais, eles continuarão sendo uma parcela ínfima da população.

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21
Eu posso me vacinar mesmo infectado com Covid-19.

Não. Pessoas com Covid-19 que apresentam sintomas devem esperar para serem vacinadas até que tenham se recuperado de sua doença e atendido os critérios para interromper o isolamento; aqueles sem sintomas também devem esperar até que atendam aos critérios antes de serem vacinados. Esta orientação também se aplica a pessoas que tenham Covid-19 antes de receber sua segunda dose da vacina.

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18
Eu sofro de medo de agulha (tripanofobia severa). Existe alguma vacina oral ou nasal Covid-19 em desenvolvimento?

Sim, existem grupos de pesquisa no Canadá trabalhando para desenvolver esses dois tipos de vacinas, e a vacina oral da Symvivo iniciou os testes clínicos. Há também um spray nasal da Beijing Wantai Biological Pharmacy e da Xiamen University que está em testes clínicos de Fase 2.

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10
Grávidas de menos de 2 meses podem se vacinar?

Sim. Porém depende do país. O FDA americano está deixando em aberto a possibilidade de que mulheres grávidas e amamentando possam optar pela imunização contra o coronavírus. A OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomenda a vacinação em gestantes, lactantes e puérperas, mas também não faz a contraindicação. No Brasil, embora as gestantes não sejam incluídas em uma das fases do Programa Nacional de Imunizações (PNI) especificamente, o Ministério da Saúde diz que as mulheres pertencentes a um dos grupos prioritários e que estejam nessas condições podem ser vacinadas após avaliação cautelosa dos riscos e benefícios da vacina.

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16
Haverá vacinas para todos.

Não, no curto prazo. Hoje (abril/2021) países ricos, como EUA e Reino Unido, já compraram 3 vezes mais que o necessário para vacinar suas populações. Na outra ponta, 70 países pobres vão conseguir vacinar apenas para uma em cada 10 pessoas.

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5
Isolamento social e distanciamento social são a mesma coisa.

Não. Isolamento social consiste em evitar contatos humanos. A quarentena, por exemplo, é uma forma de isolamento social. Distanciamento social é se contatar com outros com segurança. Ou seja, mantendo uma distância mínima de 1,80 m e durante o menor tempo possível, de pessoas fora do convívio, quer seja dentro ou fora de qualquer recinto.

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9
Jovens precisam se vacinar?

Certamente. Eles não são imunes, podem ficar gravemente doentes e até morrer. E podem infectar outros.

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14
Mesmo eu estando assintomático, devo tomar a vacina?

A imunidade obtida será maior que a que você já deve ter alcançado naturalmente. A produção de anticorpos na Fase 2 dos testes da maioria das vacinas tem sido 3 ou 4 vezes maior que no caso da imunidade natural.

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17
Mostrar que a vacina é segura não quer dizer nada?

Quer dizer muita coisa, porém ainda insuficiente para registrar uma vacina. O mais importante é a sua eficácia. Ou melhor, a sua efetividade: a eficácia na vida real, e não num teste controlado como é na Fase 3. Precisa ver se ela protegeu contra a doença, se ela deixou a doença mais branda, e para observar isso precisa de tempo.

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20
Na fase 2 do seu teste clínico, a CoronaVac obteve “97% de eficiência”, significa isso 97% de eficácia?

Não. Quem disse isso foi o Governador de São Paulo após a Sinovac, a desenvolvedora da CoronaVac, divulgar essa informação. Esses “97% de eficiência” na fase 2, significam que a vacina desenvolveu anticorpos em 97% dos vacinados. Eficácia é outra coisa.

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14
Na fase 3, a última fase do ensaio clínico realizado numa vacina candidata, o foco é a segurança que ela oferece?

Não. Para começar, a fase 3 não é a última. Há uma fase 4 em que o desempenho da vacina é vigiado durante e após ela ser aplicada à população em geral. A fase 3 é onde a vacina é testada contra o vírus que se espalha no mundo real, mas ainda em condições controladas. Como os pesquisadores não podem infectar pessoas deliberadamente, eles têm que esperar para ver quem fica doente com Covid-19 em seu grupo de voluntários, comparando o grupo que recebeu a vacina real com o grupo que recebeu o placebo. Para acelerar o processo, os pesquisadores recrutam milhares de voluntários para que a taxa de infecções acumuladas aumente. Mas bastam alguns casos de infecção para demonstrar que a vacina funciona.

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11
No momento, o melhor método para controlar a transmissão do novo coronavírus no Brasil é a vacina.

Não. A OMS sugere que o método mais eficiente para controlar a transmissão é o isolamento social/quarentena para a população.

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9
No teste clínico de uma vacina, o único que interessa saber é quantos dos vacinados desenvolveram a doença versus os que tomaram placebo?

Não. A segurança (focada na fase anterior) é rechecada e interessa também averiguar o número de dias que os que se vacinaram demoraram em desenvolver a doença.

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8
O Brasil participa da Covax, a coalizão de países montada para garantir vacinas para os países mais pobres?

O Ministério da Saúde aderiu em outubro. Com isso, o país terá mais facilidade de acesso a um portfólio de nove vacinas em desenvolvimento, além de outras em fase de análise. Supõe-se que 40 milhões de doses de alguma das vacinas Covid-19 provenham da Covax, embora sem data prevista.

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12
O coronavírus apresenta muita variabilidade? Ou seja, tem muitas mutações?

Não. Cerca de sete mutações por amostra. A influenza comum tem uma taxa de variabilidade que é mais do que o dobro. Ele provavelmente já está otimizado para afetar seres humanos, o que explica sua baixa mudança evolutiva. Isso significa que os tratamentos que estão sendo desenvolvidos, incluindo uma vacina, podem dar conta de todas as cepas do vírus.”

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12
O fato de as vacinas terem sido desenvolvidas em tempo recorde significa que sejam inseguras?

Não. Em todos esses casos, todas as etapas necessárias a aprovação de uma vacina exigidas pela pesquisa clínica têm sido cumpridas, ao menos até aqui. Apenas alguns desenvolvedores devem abrir seus dados para se ter certeza.

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14
O grau de proteção imunológica oferecido pela primeira dose de uma vacina que requer duas é suficiente para não se contaminar com o vírus após a vacinação?

Não. Algum grau de proteção imunológica deve se obter, porém não se sabe ao certo e varia dependendo da vacina. De todo modo, ele é inferior ao necessário para completar a imunização.

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11
O limiar de eficácia exigido para autorizar a aplicação de uma vacina pela autoridade sanitária determina a segurança da vacina.

Não. Segurança e eficácia são medidas de desempenho distintas. A segurança se dá em termos dos efeitos colaterais e principalmente, os eventos adversos atribuíveis à vacina (foco da Fase II do teste clínico). Eficácia é a redução percentual da doença em um grupo de pessoas vacinadas em comparação com um grupo não vacinado, usando as condições mais favoráveis (foco da Fase III do teste clínico).

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9
O limite de imunidade de rebanho para Covid-19 já é conhecido?

A imunidade de rebanho ocorre quando uma quantidade suficiente da população é exposta ao vírus, normalmente por meio de vacinação, e limita a capacidade do vírus de se espalhar. A porcentagem da população que requer imunização para obter imunidade coletiva varia de acordo com a doença. Por exemplo, com o sarampo, 95% da população precisa ser vacinada para limitar a propagação. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças americano, o limite de imunidade de rebanho para Covid-19 ainda não foi estabelecido. As estimativas são entre 70% e 90%, nos Estados Unidos.

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15
O mérito das vacinas anti-Covid-19 é o de evitar mortes?

Não. Não se trata apenas de sobrevivência. Para cada pessoa que morre, há outras que sobrevivem, mas passam por cuidados médicos intensivos, e aquelas que sofrem efeitos duradouros sobre a saúde. Isso sobrecarrega o serviço de saúde, competindo com os recursos limitados para tratar pacientes com outras doenças e lesões. Ao focar na taxa de mortalidade como único mérito da vacina, perde-se o sentido da vacinação enquanto esforço da sociedade para proteger a si mesma.

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13
O pessoal que teve reação alérgica após tomar a vacina da Pfizer… foi um ingrediente dela que os afetou?

Não se sabe. Pode ser que determinado ingrediente tenha sido a causa, ou a estocagem e transporte da vacina. A Pfizer listou os ingredientes de sua vacina. Eles podem ser organizados em quatro categorias básicas: Gorduras, Sais, Açúcar e um Ingrediente ativo (30 mcg de um RNA mensageiro) que codifica o spike viral do vírus e assim ajuda a criar anticorpos para atacá-lo.

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14
O plano de vacinação numa região (ex.: comarca, cidade) é definido pelo Ministério da Saúde.

 Não, cabe a cada estado e prefeitura decidirem como distribuir as vacinas que recebem do Ministério da Saúde. Portanto, as pessoas que moram em um estado ou cidade podem ter cronogramas de elegibilidade e priorização diferentes dos familiares e amigos que moram em outro estado ou cidade.

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9
O que é a Fase 3 do processo de desenvolvimento de uma vacina?

É a fase em que os testes são realizados em grandes populações para avaliar a segurança e principalmente a eficácia da vacina. A vacina precisa provar que, de fato, é capaz de nos proteger da doença.

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12
O que é a taxa de efetividade de uma vacina e para que serve calculá-la?

Em epidemiologia, a “eficácia” e a “efetividade” de uma vacina são conceitos diferentes. A eficácia da vacina é quanto ela se propõe a proteger o grupo de estudo (controlado) na fase 3. O objetivo é checar se um certo limiar de eficácia (ex.: 50%) é igualado ou superado para assim possibilitar o registro oficial da vacina. A efetividade é a eficácia demonstrada pela vacina numa população (não controlada), na vida real – fase 4. O seu objetivo é possibilitar o cálculo de quanta gente haverá de ser vacinada nessa população até se alcançar a imunidade coletiva.

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17
O que é a vacina BCG? Por que estão falando dela?

A BCG (Bacillus Calmette-Guérin) é uma vacina usada para prevenir tuberculose em crianças e tem alto potencial de resposta imunológica contra outras infecções. A proteção contra a Covid-19 pode ser evidente devido à imunidade inata da ação celular contra vírus e bactérias. Ela está sendo testada em profissionais da saúde no Rio de Janeiro (RJ), que visa reduzir os impactos da doença em infectados.

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12
O que é autorização de uso emergencial?

É um pedido feito antes do registro final para aplicar a vacina em um grupo específico da população. Pode ser realizado com a fase 3 em andamento. A autorização de uso emergencial é um mecanismo que pode facilitar a disponibilização e o uso das vacinas contra Covid-19, ainda que não tenham sido avaliadas sob o crivo do registro, desde que cumpram com os requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia.

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15
O que é Covax, no universo das vacinas Covid-19?

Uma aliança, chamada formalmente de Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19, que reúne hoje mais de 165 países com o objetivo de garantir o desenvolvimento de vacinas contra o novo coronavírus e o acesso igualitário a elas dos países mais pobres.

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15
O que é uma taxa de eficácia de uma vacina “minimamente razoável”?

A taxa mínima fixada pelo CDC americano e também pela ANVISA para registrar vacinas candidatas é 50%. A vacina que garantir que, após aplicada a uma parcela X da população, a imunidade de rebanho será alcançada num período Y. Por exemplo, suponha que de 1000 pessoas, 500 são vacinadas. Se a taxa de eficácia da vacina usada for superior a 50%, então terá de se vacinar menos de 100% da população para se atingir a imunidade de rebanho, digamos em um ano. Se a taxa for menor que 50%, mesmo vacinando 100% da população a imunidade de rebanho não será atingida. Portanto, essa vacina não interessa.

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16
O risco de desenvolver uma reação alérgica após receber a vacina existe?

Sim. Das 112.807 pessoas vacinadas nos EUA na primeira semana de vacinação com a vacina da Pfizer, 3.150 (ou 2,97%) relataram sintomas após a vacinação que os impossibilitaram de realizar atividades diárias ou de trabalho. A maioria não requereu cuidados médicos. Seis pessoas desenvolveram uma reação alérgica grave chamada de anafilaxia, a maioria já tinha precedentes alérgicos severos.

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13
Os alérgicos ficarão de fora da vacinação nessa primeira etapa da vacinação?

Nem todos. Convém a pessoa consultar um médico e saber se o grau de alergia permite se vacinar tomando as precauções que ele indicar. Pessoas alérgicas a ovo ou leite, por exemplo, podem ser vacinadas. Esses ingredientes não são usados nas vacinas Covid-19.

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13
Os ingredientes da vacina da Pfizer geram reações alérgicas em qualquer pessoa?

Não. Em geral, apenas em algumas poucas pessoas já super-alérgicas a algo. Fora o mRNA, que não produz alergia, os outros nove ingredientes da vacina da Pfizer como sais, substâncias gordurosas e açúcares que estabilizam a vacina. O único com histórico de causar reações alérgicas é o polietilenoglicol, ou PEG, que ajuda a empacotar o mRNA em uma bainha oleosa, protegendo-o conforme ele penetra nas células humanas. Mas ele muito raramente causa alergia.

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18
Os menores de 16 anos receberão a vacina Covid-19 nos próximos meses?

Não. As crianças não foram incluídas nos testes em andamento para uma vacina Covid-19, em nenhum caso. A Pfizer recentemente apresentou um pedido de autorização de uso de emergência para vacinação até os 16 anos. A Moderna está prestes a iniciar um estudo semelhante. A Oxford-AstraZeneca tem aprovação para inscrever crianças de 5 a 12 anos em ensaios clínicos, mas ainda não inscreveu nenhuma criança em testes nos EUA. A Sinovac, fabricante da vacina Coronavac, anunciou que lançará as fases I e II de um teste clínico abrangendo mais de 500 crianças de 3 a 17 anos na China.

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9
Para viajar em avião é preciso provar que você foi vacinado.

Não. Ainda não, porém é uma possibilidade num futuro próximo. Depende de haver (ou não) imunidade de rebanho no país de origem e de escala/destino. Ou da pressão por fomentar o turismo, como atualmente na União Europeia que propõe um Passaporte Vacinal para permitir viajar dentro do bloco.

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8
Pessoas que estão infectadas, mas não apresentam sintomas, podem transmitir o vírus.

Sim. Essas pessoas também desempenham um papel na disseminação de Covid-19, apenas não se sabe em que medida. Por isso, fique a pelo menos 2 metros de distância dos outros em todo momento, mesmo você – ou eles – não apresentando nenhum sintoma. Especialmente no caso de pessoas com comorbidades, que têm maior risco de adoecer com gravidade se contaminadas pelo novo coronavírus.

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9
Pode-se tomar a primeira dose da Pfizer, por exemplo, e a segunda de outra vacina?

Não se sabe, porque ainda não foi tentado. Em princípio, não haveria incompatibilidade. Contudo, por que fazer isso?

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10
Por que 50% é considerado um “limiar de eficácia” de uma vacina?

Limiar significa limite. Um limiar de eficácia de uma vacina de 50%, registrado na fase 3 significa que o número dos que tomaram placebo e se contaminaram igualou o número dos que se vacinaram e também se contaminaram. Ou seja, grosso modo, a chance de um indivíduo saudável, em condições normais, ficar protegido com a vacina na fase 4 será de 50% ou coisa parecida. Arbitrariamente, a autoridade sanitária pode considerar que abaixo disso não vale a pena investir na vacina porque a imunidade de rebanho dificilmente será alcançada num período de tempo razoável.

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17
Por que confirmar uma reinfecção como esse vírus é tão difícil?

Porque os testes de diagnóstico PCR, que acusam ou desmentem a infecção nas duas ocasiões, não reportam a sequência genética do vírus. Por isso, é impossível saber se se trata de uma reinfecção (com um segundo vírus) ou se é o ressurgimento do primeiro vírus, que ficou no corpo sem ser notado.

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19
Por que duas doses da vacina, na maioria das opções?

A primeira dose da vacina não produz os anticorpos certos e suficientes para expulsar o vírus. A segunda dose dá ao sistema imunológico o impulsionamento que precisa.

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14
Por que eu deveria preferir a vacina a me infectar naturalmente, se ambas outorgam imunidade?

Por causa do risco desigual quanto a perder Qualidade de Vida. No caminho da imunização natural há o risco de se ficar severamente doente ou até ir à óbito. A opção pela vacina acena com alguns efeitos colaterais leves.

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12
Por que nenhuma das 14 vacinas atualmente na Fase 3 oferece total imunidade?

Por vários motivos, alguns desconhecidos. Muitas coisas ficarão claras somente depois da vacinação em massa. Não se sabe, por exemplo, se essas vacinas de primeira geração produzem anticorpos suficientes para deter o vírus no seu principal ponto de ingresso no organismo: o nariz (mucosa) e a boca.

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10
Por que o novo coronavírus muda menos no tempo que outros vírus (ex.: influenza, HIV)?

Porque o novo coronavírus possui uma proteína que os outros não tem, a que corrige (para baixo) a própria mutação.

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21
Portadores de doenças autoimunes, (ex.: atrite reumatoide, lúpus), problemas genéticos e doenças raras, podem se vacinar?

Em princípio, não há problema em relação a segurança. Em tese, a efetividade da vacina pode ser menor que o normal.

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20
Posso me infectar entre uma dose da vacina e outra (da mesma vacina)?

Certamente, se a primeira dose não tiver produzido anticorpos suficientes, o que é provável.

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16
Posso pular fora depois de receber a primeira dose da vacina?

Poder, pode, mas é uma decisão estranha. Testada na Fase 3, uma das vacinas provou ser 52% eficaz após a primeira dose, e 95%, depois da segunda.

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14
Posso tomar a vacina se eu estiver infectado com a Covid-19?

Sim. A infecção leva o organismo a naturalmente produzir anticorpos que combatem o vírus. Adicionar a vacina a esse esforço imunológico dificilmente irá prejudicar. Mas para vacinar é necessário aguardar o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas (ou do primeiro resultado positivo no exame de RT-PCR).

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14
Quais são os tipos de vacinas?

As vacinas que foram desenvolvidas para a proteção contra o novo coronavírus são: 1) Vacinas de mRNA – contêm material do vírus que causa a Covid-19, que dá às nossas células instruções sobre como fazer uma proteína inofensiva que é exclusiva do vírus (Pfizer/BioNTech; Moderna; Fosun Pharma); 2) Vacinas de subunidade de proteína (ou protéicas subunitárias) – incluem pedaços inofensivos (proteínas) do vírus que causam Covid-19 em vez de todo o germe (Novavax); 3) Vacinas de vetor viral (adenovírus) – contém uma versão enfraquecida de um vírus vivo – um vírus diferente daquele que causa a Covid-19 – que possui material genético do vírus que causa a Covid-19 inserido nele (AstraZeneca/Oxford; Johnson-Janssen; Sputnik V); 4) Vacina de vírus inativado – contém amostras do vírus que causa a Covid-19 morto (inativado). Sinovac/Instituto Butantan.

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17
Qual é a razão das mutações de um vírus?

A necessidade do vírus se adaptar para sobreviver ao ambiente.

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12
Qual é o custo da CoronaVac?

Não se sabe. Na China, onde já está sendo aplicada, o custo anunciado oficialmente é de 200 yuan ($29.75) por dose, reportou a Reuters. Em setembro, uma fonte da Sinovac, a empresa desenvolvedora da vacina, disse que o custo de cada dose nunca seria $1,96, como anunciado pelo Governador de São Paulo. Em dezembro, segundo pessoas que já receberam a vacina do Sinovac, a empresa está cobrando cerca de US$ 30 a dose.

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6
Qual é o nível de eficácia considerado minimamente aceitável numa vacina?

O Federal Drug and Administration (FDA), o equivalente americano da ANVISA, aceita acima de 50%.

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10
Qual é o tempo de imunidade dos já curados da Covid-19?

Não se sabe. Entre 3 ou 4 meses e um ano, provavelmente.

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14
Quando a pandemia acabará no país?

Quando os imunizados naturalmente e os imunizados pela vacina, somados, atingirem uns 70% da população – a imunidade de rebanho. E o fim da pandemia não significará o sumiço desse vírus, continuará a infectar, ainda que menos do que antes.

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13
Quando estará normalizada a disponibilidade de vacinas para todos no Brasil?

O governo de São Paulo afirma que a vacinação deve começar em 25 de janeiro.

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13
Quando os idosos serão vacinados?

Pessoas com 60 anos ou mais em lares para idosos, e pessoas de 75 anos ou mais, devem receber a vacina nessa primeira etapa. Os idosos entre 60 e 74 anos devem ser vacinados na segunda etapa.

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Quando serão vacinadas pessoas com comorbidades?

As pessoas com comorbidades, ou seja, com doenças que podem agravar a situação de saúde da pessoa em caso de uma contaminação com o Sars-Cov-2, devem ser vacinadas da 3a etapa da vacinação. São consideradas morbidades prioritárias: diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer, obesidade grau III. Nessa fase também serão vacinadas pessoas com deficiência permanente severa.

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13
Quantas vacinas nosso corpo pode tolerar?

O sistema imunológico é projetado para lidar com quantidades significativas de antígenos que desencadeiam uma resposta imunológica. Somos bombardeados por antígenos, todos os dias… na sua comida, no ar que você respira. Por outro lado, a quantidade de antígenos que estão nessas vacinas é extraordinariamente limitada. Essas pequenas quantidades não vão sobrecarregar o sistema imunológico.

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12
Quanto maior o índice de isolamento social, menor a velocidade de crescimento do número de novos casos de Covid-19.

Sim. Sobram exemplos de que quanto mais gente fica em casa, menos gente se infecta – e consequentemente menos gente morre. O isolamento social possui um efeito significativo na taxa de infecção da população.

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7
Quanto maior o número de infectados, maior o risco de aparecer variantes de um vírus?

Sim. Variantes carregam mutações que o vírus experimenta para se adaptar ao ambiente e sobreviver. Ainda assim, a vasta maioria das pessoas em todo o mundo ainda não foi infectada, e por isso o vírus ainda não precisa fazer isso com vigor. Somente imunizar cerca de 60% da população em cerca de um ano e manter o número de casos baixo enquanto isso acontece, ajudará a minimizar as chances de o vírus sofrer uma mutação significativa.

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9
Quem fez cirurgia bariátrica e pode ter a imunidade algo reduzida, fica de fora nessa primeira etapa da vacinação?

Não se sabe. Talvez não haja problema. Convém a pessoa consultar um médico e saber se o seu estado permite se vacinar tomando as precauções que ele indicar.

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14
Quem fica de fora nessa primeira etapa da campanha de vacinação?

Julgando pela bula da vacina da Pfizer, são empecilhos: febre aguda, terapia anticoagulante, gravidez, portadores de alergia grave após ter tomado alguma vacina, idade (menos de 16 anos).

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10
Quem já foi infectado com a Covid-19 deve receber a vacina?

Sim. Mas com ressalvas. Convém tomar a vacina porque a imunidade natural não se sabe quanto dura nem se é mais poderosa que a fornecida pela vacina. Porém, é aconselhável esperar 90 dias após a infecção antes de tomar a injeção.

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7
Quem já teve reações alérgicas severas pode tomar a vacina anti-Covid-19?

Sim. Mas com cautela. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) indicam que aqueles com histórico de reações alérgicas graves, como anafilaxia a qualquer outra vacina ou terapia injetável, ainda podem receber a vacinação Pfizer Covid-19, mas devem falar com seu médico primeiro. Essas pessoas devem ser monitoradas por 30 minutos após a vacinação. Os fabricantes das vacinas Pfizer-BioNTech e Moderna sugerem não tomar a vacina se tiver tido uma reação alérgica grave a qualquer ingrediente da vacina, ou após uma dose anterior da vacina.

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15
Quem serão os primeiros a ser vacinados?

Os primeiros a ser vacinados serão os trabalhadores da área de saúde: profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e também profissionais de apoio, como cozinheiros e pessoal da limpeza de hospital, motoristas de ambulância, cuidadores de idosos etc. Indígenas aldeados em terras demarcadas, pessoas com 60 anos ou mais em lares para idosos e pessoas de 75 anos ou mais também devem receber a vacina nessa primeira fase.

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17
Sabemos tudo sobre as vacinas Covid-19?

O que sabemos é que as vacinas anti-Covid, são mais (Pfizer e Moderna) ou menos (CoronaVac, Oxford-AstraZeneca) eficazes na prevenção da doença quando sintomática, leve ou grave. Elas parecem evitar que as pessoas fiquem doentes o suficiente para desenvolver os sintomas e, o que é mais importante, que fiquem gravemente doentes e acabem no hospital, ou no cemitério. Isso é muito bom.

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4
Se eu completar as duas doses de uma vacina como a da Pfizer, e dias ou semanas depois repetir a aplicação, ficarei duplamente protegido?

Não. Seria como verter água num copo que já está cheio. A receita de cada vacina resulta de um rigoroso teste científico. Além disso, não se sabe se essa overdose de vacina poderia fazer mal. Então, para que inventar?

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15
Se eu tomar uma vacina anti-Covid-19, o vírus pode me infectar e eu pegar a doença?

Não, uma vacina não causa a doença que visa bloquear. Assim como a vacina contra a gripe não causa a gripe. Você não pega o HPV com a vacina contra o HPV e assim por diante.

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11
Se uma vacina anti-Covid 19 se mostrar ineficaz diante de uma variante pode szer necessárioa uma dose de reforço.

Sim. Ou, se o vírus continuar a se espalhar rapidamente e mudar, as pessoas podem precisar de reforço múltiplo ou doses anuais. No momento, os cientistas não acham que as pessoas precisarão das vacinas COVID-19 anuais, mas o tempo dirá.

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14
Se uma vacina anti-Covid 19 se mostrar ineficaz diante de uma variante uma nova vacina terá de ser criada a partir de zero.

Não. Se os cientistas descobrirem que as pessoas vacinadas não estão protegidas contra as variantes mais novas, eles vão primeiro revisar e reformar as vacinas existentes para responder melhor às variantes. Isso é o que é feito todos os anos para a gripe. 

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7
Ter muitas vacinas sendo desenvolvidas e aplicadas é ruim.

Não. Ter várias vacinas em desenvolvimento e produção é crucial para que os programas de vacinação possam ser implementados em muitos países diferentes ao mesmo tempo, alcançando o maior número de pessoas possível.

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6
Todas as vacinas anti-Covid-19 funcionam (ou vão funcionar) igualmente para todo mundo?

Não. Existem ainda mais de 200 vacinas candidatas anti-Covid-19, muitas das quais usam diferentes processos e tipos de tecnologia. Algumas delas funcionarão melhor para pessoas diferentes, como idosos, mulheres grávidas ou pessoas com doenças crônicas. Por exemplo, as vacinas de “adenovírus”, das quais a vacina da Universidade de Oxford é uma, parecem ser boas na indução de células T. E a vacina da Universidade de Queensland (Austrália) parece bem posicionada para induzir respostas imunológicas especificamente em pessoas mais velhas.

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21
Trabalho em transporte coletivo. Quando vou ser vacinado?

A quarta fase será voltada para imunizar os trabalhadores da educação, população em situação de rua, membros das forças de segurança e salvamento, trabalhadores do transporte coletivo e transportadores rodoviários de carga e funcionários do sistema prisional e população carcerária.

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13
Um efeito colateral de uma vacina é o mesmo que um evento adverso?

Não. Um evento adverso é diferente de um efeito colateral típico de uma vacina. As vacinas podem causar dor no local da injeção ou vermelhidão. Os eventos adversos são mais sérios e às vezes podem ser fatais.

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17
Um vacina anti-Covid-19 somente protege quem a toma?

Não. De fato, todas as vacinas Covid-19 diminuem em muito a probabilidade de você pegar a Covid-19. Mas também ajudam a evitar que você adoeça gravemente, mesmo se for pego pela Covid-19. E também podem proteger as pessoas ao seu redor, particularmente aquelas com risco aumentado de sofrer doenças graves causadas pela Covid-19.

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18
Um vírus muda para fugir da imunidade fornecida por uma vacina. Essa proteção pode ser conquistada de um dia para outro?

Não. A fuga da imunidade requer que um vírus acumule uma série de mutações, cada uma permitindo que o patógeno corroa a eficácia das defesas do corpo. Alguns vírus, como a gripe, acumulam essas mudanças com relativa rapidez. Mas até esse vírus precisa de cinco a sete anos para coletar mutações suficientes para escapar totalmente do reconhecimento imunológico.

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10
Uma alteração genética pode ser um efeito colateral de uma vacina anti-Covid-19?

Não. Todas as vacinas têm efeitos colaterais, em geral leves, e nenhuma provoca alteração genética no hospedeiro.

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13
Uma cepa viral é um vírus, tipo o coronavírus que apareceu na China?

Não. É uma linhagem, uma espécie de família de vírus com características genéticas comuns. Em agosto havia pelo menos 6 cepas (strains) no mundo. Na Europa e na Itália, a mais disseminada era a cepa G, enquanto a cepa L de Wuhan já estava desaparecendo gradualmente.

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9
Uma eventual segunda reinfecção com o novo coronavírus será mais severa que a primeira?

Improvável. A primeira deve ter gerado alguma resposta imunológica, ainda que leve. Isso ajudará a enfrentar melhor a segunda reinfecção, com sintomas leves ou inexpressivos.

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15
Uma pessoa que tem um caso ativo de Covid-19 pode tomar a vacina, e ela será eficaz enquanto ela estiver doente?

Pessoas com infecções ativas por Covid-19 devem isolar-se, portanto, não devem ser vacinadas. Geralmente, os pacientes são examinados quanto a sintomas de doença antes de qualquer vacinação, e as vacinações são adiadas se você estiver doente. Mas mesmo se você de alguma forma puder tomar uma vacina Covid-19 enquanto estiver doente, você não deveria, porque o coronavírus que a causa pode afetar o funcionamento do seu sistema imunológico.

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13
Uma vacina anti-Covid-19 com certeza impede a contaminação pelo vírus?

Não. A vacina pode impedir que a contaminação pelo vírus deixe a pessoa doente com a Covid-19, isso sim. Deve-se continuar a respeitar as medidas preventivas (ex.: lavar as mãos etc.) para evitar a propagação.

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11
Uma vacina anti-Covid-19 é o meu passaporte para eu voltar ao meu normal de 2019?

Não. Os cientistas citam várias razões para permanecer cauteloso ao iniciar sua vida pós-vacina. As pessoas vacinadas ainda devem usar máscaras e evitar grandes grupos e reuniões internas, quando possível. As vacinas não oferecem proteção perfeita; ainda não sabemos se as pessoas vacinadas podem espalhar o vírus; e o coronavírus provavelmente continuará sua rápida disseminação até que uma grande maioria da população seja vacinada ou tenha sobrevivido a uma infecção natural.

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14
Uma vacina revelada 95% eficaz na Fase 3 é melhor que outra 90% eficaz?

Não. A diferença é mínima, e não reflete plenamente a proteção ao vírus. No ensaio clínico de uma vacina candidata, a eficácia não é medida em termos de proteção à infecção, mas comparando os voluntários que no teste tomaram a vacina e apresentaram sintomas versus os que também apresentaram sintomas sem tê-la tomado. Fora isso, cada ensaio das vacinas conhecidas foi diferente do outro e as suas taxas de eficácia devem refletir isso.

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19
Uma vacina ter eficácia de 70%, significa que em 7 de cada 10 vacinados o novo coronavírus não irá penetrar no corpo?

Não. Poderá até ingressar por onde sempre o fez (ex.: vias respiratórias), mas será impedido de penetrar nas células, e portanto, inutilizado.

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12
Uma vacina ter eficácia de 70%, significa que somente 7 em cada 10 vacinados ficarão protegidos de ficar doentes com a Covid-19?

Não. Significa que 7 foram imunizados e os outros 3, se ficarem doentes dificilmente serão hospitalizados ou poderão ir a óbito por causa disso. A vacina protege todos, mas em diferentes medidas.

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12
Uma vez aplicada a primeira dose da vacina, eu vou ficar protegido do vírus?

Não. Até agora todas as vacinas menos uma, virão em duas doses separadas por 3 ou 4 semanas. Sabe-se que a vacina da Pfizer começa a funcionar depois de 10 dias de aplicada a segunda dose. Porém, a segunda dose é que completa a imunização.

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16
Uma vez vacinado, posso abandonar as medidas preventivas hoje de praxe?

Nem pensar. Primeiro, nenhuma vacina protege 100%. Depois, a imunidade que elas oferecem começa a funcionar depois de vários dias – entre 7 e 10, no caso da vacina da Pfizer.

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16
Você ainda pode carregar e espalhar o vírus se tiver sido vacinado?

Isso os ensaios clínicos não testaram. Nos ensaios clínicos para a vacina AstraZeneca, a eficácia contra a infecção assintomática foi de apenas 27% – sugerindo que os vacinados geralmente ainda podem transmitir a doença – mas o número de casos foi muito pequeno para tirar conclusões.

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12
Você pode contagiar alguém, mesmo sendo vacinado?

É possível que alguém vacinado espalhe o vírus. Se você enfrenta 100 partículas virais e barra 80 delas, ainda sobram 20. Se você vai ao cinema e tosse ao lado de alguém sem máscara, pode contaminá-lo.

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Fontes: cdc.gov | info-coronavirus.be | who.int | cnn.com | mayoclinic.org 1 | mayoclinic.org 2 | time.com | hsph.harvard.edu

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