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Conheça o seu inimigo: a variante de Manaus

Conheça o seu inimigo: a variante de Manaus

De acordo com os Centros de Controle de Doenças dos EUA (CDC), para ser significativa uma variante deve alterar 1) a taxa de transmissão; 2) a mortalidade; e 3) a capacidade de potencialmente infectar alguém com imunidade natural ou induzida por vacina. Algumas dessas mudanças caracterizam três variantes da Covid-19:  B.1.1.7, B.1.351 e P.1. Esta última é a variante de Manaus, atualmente identificada em 8 de cada 10 infectados no estado de São Paulo. Esse post descreve, primeiro, o que qualquer brasileiro precisa saber agora sobre a ameaça representada pela P.1., tanto para ele(a) como para sua família. Em segundo lugar, há uma atualização sobre a capacidade de resposta protetiva das distintas vacinas anti-Covid diante dessa variante.

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de uma centena de batalhas.”

Sun Tzu

Das duas variantes do coronavírus oriundas do Brasil, a P.1 e a P2, a primeira é a que mais mete medo.

A P.1 foi detectada pela primeira vez no Japão, em passageiros vindos de Manaus. As investigações depois confirmaram a variante em Manaus. Uma pesquisa com doadores de sangue em outubro sugeriu que 76% da população local tinha anticorpos, portanto, estaria imune. Mas em janeiro, houve um ressurgimento entre as pessoas que já haviam se recuperado de Covid, sugerindo que o P.1 é capaz de infectar pessoas que por ter se infectado antes, pensavam ter imunidade natural.

“Em Manaus… vários indivíduos foram reinfectados com esta variante e, portanto, isso sugere que ter imunidade prévia contra a infecção primária não foi suficiente para reduzir a infecção e a transmissão. E isso também pode impactar na vacina.”

Dra. Susan Hopkins, diretora de resposta estratégica da Public Health England (PHE).

Transmissão rápida = maior número de infectados

Em menos de 6 semanas a variante P.1 foi identificada em 91%, dos genomas sequenciados no Amazonas, o que a tornou a mais prevalente no Estado já em janeiro.

A P.1 pode ser até 2,2 vezes mais transmissível do que as outras variantes do vírus, como também acontece com a variante “Kent” B117, a inglesa. Ela tem uma carga viral – quantidade de vírus no corpo – dez vezes maior do que adultos infectados por outras “versões” do vírus. Isso explica a sua maior transmissibilidade.

“P.1 agora está se espalhando pelo restante do Brasil e foi encontrado em outros 24 países. Nos Estados Unidos, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças registraram seis casos em cinco estados: Alasca, Flórida, Maryland, Minnesota e Oklahoma.”

“Los casos de coronavirus aumentan también en países como Uruguay, Venezuela, Perú y Paraguay, que han atribuido la ola actual de la pandemia a la ferocidad de la variante brasileña, denominada P.1.”

Se a transmissibilidade é uma variável que diz quanto uma variante é perigosa, a sua capacidade para escapar das vacinas anti-Covid conhecidas fala ainda mais alto. Uma variante, lembremos, é um vírus que sofreu mutações na proteína spike. A maioria delas têm pouco efeito ou nenhum efeito, porém, na variante P.1 três mutações causam preocupação: K417T, N501Y e E484K.

Esta última mutação é a que dá às variantes alguma capacidade de escapar das vacinas. A E484K pode dificultar a ação de anticorpos de quem teve a doença uma primeira vez em uma segunda tentativa de infecção pelo vírus.

Fora isso, um estudo baseado num modelo matemático combinando dados genômicos e de mortalidade, concluiu que a imunidade natural obtida por conta de uma infecção com linhagens não P.1, fornece 54-79% da proteção contra a infecção provocada pela P.1

Por tudo isso, o Grupo Consultivo de Ameaças de Vírus Respiratórios Novos e Emergentes (Nervtag) do Reino Unido designou a P.1 como uma “variante de preocupação”, assim como o CDC nos EUA. (A variante P.2 tem menos mutações preocupantes.

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Metrô São Paulo – Fase Emergencial – 15 03 21

As vacinas bloqueiam a P.1?

Testes de laboratório sugeriram até agora que as principais vacinas aprovadas “funcionam” contra P.1, mas com eficácia reduzida.

Um estudo da Oxford University, publicado em 30 de março na revista Cell, analisou a resposta de anticorpos em amostras de sangue de pessoas com P.1 induzidas pela AstraZeneca. Eles mostraram uma redução de quase três vezes na neutralização, comparando com a cepa do vírus que circulou na Europa no começo do ano passado. Isso significa que a eficácia da vacina contra a P.1 é reduzida – mas não tanto quanto contra a variante sul-africana.

“Os dados indicam que a vacina não precisará ser modificada para se proteger contra a variante, que se acredita ter se originado na cidade amazônica de Manaus, disse a fonte, que pediu anonimato porque os resultados ainda não foram divulgados.

A fonte não forneceu a eficácia exata da vacina contra a variante. Eles disseram que os resultados completos do estudo devem ser divulgados em breve, possivelmente em março.”

A vacina da Pfizer-BioTech, por sua vez, se mostrou eficaz contra a P.1, mas num teste de laboratório. Portanto, os resultados ainda precisam ser validados na “vida real”.  Níveis de anticorpos neutralizantes, aliás, foram gerados contra todas as variantes, embora fossem diferentes entre elas.

A CoronaVac também parece ter alguma eficácia contra a P.1, de acordo com um estudo de 23 cientistas de diversos países. “Alguma” eficácia, porém, seria um pouco abaixo do limite mínimo aceitável estabelecido pelo FDA e pela ANVISA para a autorização de vacinas, que é de 50%.

O estudo, realizado pelo grupo de pesquisa Vebra Covid-19, mostrou que CoronaVac preveniu a doença em 50% dos casos – 49,6% para sermos mais exatos – 14 dias após a administração da primeira dose.

“A vacinação (de 46.884 profissionais da saúde em Manaus) com pelo menos uma dose (da CoronaVac) foi associada a uma redução de 0,50 vezes (eficácia da vacina ajustada, 49,6%; IC 95%, 11,3 – 71,4) nas chances de infecção sintomática por SARS-CoV-2 durante o período de 14 dias ou mais após receber a primeira dose. A eficácia estimada da vacina de pelo menos uma dose contra qualquer infecção por SARS-CoV-2 foi de 35,1% (IC de 95%, -6,6 – 60,5) no mesmo período.”

Enfim…

O medo dos especialistas diante da possibilidade de a P. 1 escapar das vacinas atuais, já inspira novas políticas sanitárias longe do Brasil.

Segundo o site The Conversation, versões de vacinas Covid-19 ora vigentes, ajustadas para lidar com novas variantes do coronavírus, não terão que passar por um longo processo de teste e aprovação. A decisão emana da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (a ANVISA de lá).

O anúncio ocorre “após uma semana em que as autoridades britânicas tentam desesperadamente conter a disseminação da P.1”.

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