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Como será a vida se a Covid tivesse vindo para ficar?

Como será a vida se a Covid tivesse vindo para ficar?

Em julho, Biden anunciou: “Hoje, estamos mais perto do que nunca de declarar nossa independência de um vírus mortal”. Em seguida, os casos de Covid-19 aumentaram e as UTIs transbordaram. Depois a vacinação progrediu e as medidas restritivas foram amenizadas. Mas a situação não melhorou. Estabilizou-se… ou parou de piorar. O exemplo americano é mundial. Um vai e volta desse vírus que parece não ter fim. Uma sanfona macabra que vai sendo explicada por desencantos com base científica: as vacinas não são infalíveis, as variantes do vírus são cada vez mais transmissíveis, a imunidade se esvai após alguns meses… Começa assim a se perfilar no horizonte dos mais argutos a noção, ou convicção, de que o objetivo doravante não é mais o de erradicar o vírus, e sim, o de conviver com ele da melhor maneira possível. Esse post, baseado num artigo recente publicado no The New York Times, comenta isso.

“Mesmo que um certo retrocesso seja inevitável, aproveitemos a oportunidade que a história nos apresenta de forma tão rápida e inesperada.”

Moshe Sharett

A maré parece estar mudando de novo. Ao menos na Europa e na Ásia, no momento. E o histórico da pandemia da Covid-19 mostra que as Américas vêm em seguida.

Será isso, dessa vez? Na América do Norte e em alguns países da América do Sul, a vacinação está indo bem. No Chile e no Uruguai, 90%; no Brasil, e nos Estados Unidos, já acima dos 70%, das respectivas populações estão plenamente vacinadas. Nas maiores cidades (São Paulo, Rio de Janeiro), melhor ainda.

E as restrições à vida normal estão sendo plenamente desmontadas.

Como foi na Europa continental, aliás, onde hoje as curvas de novos casos estão decididamente em alta (França, Alemanha, Itália, Holanda, Áustria, Ucrânia, Sérvia e por aí vai).

Diante desse quadro meio confuso, dos Estados Unidos, onde a curva acaba de parar de cair e 70 mil novos casos são reportados diariamente, eu retirei uma informação interessante que agora compartilho com você. Se você quiser, claro, porque ela, a informação, é do tipo “realista”, um gênero literário hoje indigesto. Ou seja, um que descreve o que muito provavelmente acontece ou acontecerá, e não o que todo mundo deseja. Um desaforo, enfim.

Trata-se de um artigo publicado no The New York Times, de autoria de Katherine Eban, uma jornalista investigativa experiente.

Logo no começo do artigo, o Dr. Anthony Fauci, uma autoridade epidemiológica venerada por mouros e cristãos, numa coletiva de imprensa na Casa Branca afirma:

“Será muito difícil – pelo menos em um futuro previsível e talvez nunca – eliminar verdadeiramente este vírus altamente transmissível.”

Pronto. Agora você entendeu de que se trata este post. Da ilusão que é imaginar que a vida pós-Covid-19 será como antes. Parafraseando Tancredi, no Il Gattopardo de Lampedusa, isso de que: “Tudo deve mudar para permanecer o mesmo”.

Portanto, conforme-se: mesmo no meio da euforia do “liberou geral”, em vez de debater como acabar com a pandemia, convém planejar como conviver com ela.”

Como poderia ser um futuro com a Covid-19?

Para responder a essa pergunta, a autora do artigo recorreu a Ali Mokdad, diretor de estratégia de saúde populacional da Universidade de Washington. Epidemiologista e estatístico, com uma equipe de 60 pessoas e 7.700 colaboradores globais, ele está divulgando projeções da pandemia espalhada por quatro meses para todos os países do mundo.

O presente da Covid-19

De seu ponto de vista único, o Dr. Mokdad pode literalmente mapear o efeito de ter cantado vitória prematuramente sobre a pandemia, abandonando as restrições. Ele (atualmente projeta) pelo menos 828 mil mortes totais por pandemia até 1º de fevereiro de 2022. (São 750 mil, no momento). As máscaras, que tantos americanos abandonaram, ainda poderiam fazer uma diferença: se 95% usassem máscara, seriam 56 mil mortes a menos até 1º de fevereiro.

O futuro da Covid-19

Pessoas sérias agora estão tentando planejar como será viver com a SARS-CoV-2, um exercício potencialmente desolador, mas também repleto de promessas científicas.

Uma variante de escape – tão infecciosa que escapa de nossas melhores defesas de vacina de mRNA – não é uma certeza, disseram os especialistas com quem conversei. Mas também não é um delírio, em parte devido ao nosso ritmo lento de vacinar o mundo. O pior cenário poderia “mudar toda a paisagem”, disse o Dr. Eric Topol, professor de medicina molecular na Scripps Research, colocando-nos “de volta à estaca zero, com máscaras e distanciando nossa única defesa”.

Abraçar a possibilidade da Covid-para-sempre é o nosso melhor caminho a seguir. Isso poderia nos levar a capitalizar sobre o extraordinário progresso científico do ano passado. Nos próximos anos, talvez pudéssemos ter a vacina definitiva que bloqueie a transmissão de todos os coronavírus (um grande desafio por causa de suas diferenças genéticas).

Dadas as reviravoltas virais dos últimos 20 meses, alguns especialistas desconfiam de previsões detalhadas. Mas outros, incluindo o Dr. Mokdad, imaginam surtos sazonais de Covid-19 semelhantes aos da gripe, acompanhados em alguns anos por um grande número de mortes.

Isso pode nos levar a:

  • usar máscaras sazonalmente,
  • tomar uma vacina anual conforme avançamos nos meses de inverno e
  • fazer melhorias contínuas na ventilação em espaços públicos críticos, como centros de transporte.

Nesse cenário, nossas vidas não voltariam ao normal pré-pandêmico. “As pessoas não são estúpidas”, disse o Dr. Jeffrey Duchin, chefe da seção de doenças transmissíveis, epidemiologia e imunização para saúde pública em Seattle e King County. “Elas terão que aceitar a realidade.”

Pessoalmente, eu tenho as minhas dúvidas quanto ao nível de estupidez da raça humana. Antes da pandemia a minha ideia era uma, hoje é outra. Se uma boa parte da população em todos os países fosse menos estúpida, o número de sequelados com Covid e de mortos por conta desse vírus seria bem menor. Ou já nos esquecemos dos que lotavam as praias brasileiras nos fins de semana no meio do pico da pandemia, ou dos que hoje não querem se vacinar de jeito nenhum, no Alabama, na Rússia, e no Chile? Como você classificaria essas pessoas numa escala de imbecilidade? Enfim, se as pessoas não são estúpidas, têm muitas que demoram demais em deixar de sê-lo.

“Nossa definição de realidade mudou nos últimos meses”, finaliza a articulista. Erradicar a Covid do planeta? Se isso era um objetivo, não é mais. O que cabe agora é admitir que “aquilo” veio para ficar e que o melhor a fazer é planejar a convivência.

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