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Como se controla uma pandemia? Contando as camas ainda vagas numa UTI?

Como se controla uma pandemia? Contando as camas ainda vagas numa UTI?

Em junho, o Estado de São Paulo criou um sistema de acompanhamento da pandemia baseado em estatísticas de novos casos e mortes, taxas de internação em leitos de UTI e enfermaria exclusivos para Covid-19, além de dados demográficos e de isolamento social. Quanto a testagem, uma ferramenta capaz de controlar a pandemia muito mais e melhor que os critérios anteriores, porém, nada foi dito e atualmente pouco se sabe. Este post levanta essa questão à luz da alteração das regras da quarentena no estado, proposta a semana passada.

“A incerteza é uma posição desconfortável. Porém, a da certeza é absurda”.

Voltaire

Na sexta feira, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, anunciou que “o indicador principal do Plano São Paulo agora será o número de internações por 100 mil habitantes…”. Veja mais nesse link.

“Não basta só ter leitos, temos que controlar a pandemia. Os próximos seis meses são críticos, temos esperança da vacina, mas também responsabilidade de conter a pandemia. O indicador principal, agora com mais destaque, são as internações por 100 mil habitantes, que vemos que no estado está na média, com 43,3%”, afirmou Ellen. E depois falou em taxa de ocupação dos leitos, em UTI e enfermaria…como indicadores do tal “controle da pandemia”.

Eu não duvido da competência técnica da Sra. Ellen e da sua equipe, mas fiquei muito confuso depois de lembrar da minha última gripe. Eu certamente não a controlei registrando o número de minutos que passei na cama, deitado ou sentado, ou as vezes que eu visitei o banheiro. Se bem me recordo, chequei a minha febre; o velho termômetro, você sabe. Enfim, supõe-se que o ato de controlar se justifica mais para prevenir do que para “ficar sabendo da m… que deu”, me parece. O que me leva a pergunta seguinte:

Cadê a testagem? (Que faz as vezes de “termômetro”, no caso.) Ela está restrita a confirmação dos que ligam para o SAMU, se internam ou morrem dentro e fora dos hospitais? Se assim for, é pouco, pouquíssimo, para quem aspira a controlar uma pandemia. E eu levanto o ponto porque até a semana passada o Brasil testava 10 vezes menos que os EUA, 6 vezes menos que a Índia, 3 vezes menos que a Rússia e rivalizava naquilo com essa potência que é… o Chile.

Esta última analogia, confesso, me deixou algo enfurecido. Então, o papel do Estado quanto a controlar a pandemia – e confesso ser injusto implicar somente com o Estado de São Paulo, mas que diabos! é o único que dá a cara para ser cobrado – é o de contabilizar internações e leitos vagos? Ora, isso não parece preventivo, e soa mais como “Inês é morta”. Cadê o termômetro? Digo, a capacidade de testagem diária requerida pelas necessidades de rastreamento de novos casos e dos seus contatos (eventualmente também infectados), e principalmente agora que a nova variante do novo coronavírus está chegando e promete ser 56% mais transmissível que a convencional.

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